Segundo pesquisador inglês, genética, funcionamento cerebral alterado e meio ambiente geram comportamentos anti-sociais.
Adrian Raine apresentou, no IV Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, trabalhos que mostram diferenças de padrões de funcionamento de determinadas áreas do cérebro em indivíduos comuns e assassinos.
O congresso que está acontecendo em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, reúne neurologistas, psiquiatras, psicólogos e neurocientistas do Brasil e do exterior.
O cientista apresentou imagens obtidas por Tomografia por Emissor de Pósitrons (PET) de indivíduos comuns e de criminosos contumazes, bem como de mentirosos patológicos. Os exames evidenciaram que áreas do cérebro humano são ativadas de maneira diferente nesses casos.
As regiões do lobo pré-frontal, região ligada ao controle das emoções e à capacidade de discernimento moral, se apresentam como áreas menos ativas nos sociopatas. Além dessas regiões, outras como amígdala cerebral e hipocampo atuam em conjunto quando precisamos avaliar nossos atos.
A capacidade de julgamento sobre o que é certo e errado faz parte da evolução das sociedades humanas e os conceitos de moralidade e regras de convivência têm raízes emocionais e conscientes.
O fator ambiental
A importância do ambiente na formação dos indivíduos violentos foi comprovada por pesquisas desenvolvidas pelo grupo da Universidade da Pensilvânia. Esses trabalhos detectaram que deficiências nutricionais e falta de estímulo cognitivo em crianças de 3 a 5 anos de idade contribuem para maiores chances de um desfecho ruim da formação desses adultos.
Todos esses fatores não explicam isoladamente atos violentos, especialmente quando esses atos partem, de indivíduos aparentemente insuspeitos. Segundo Raine, que estuda a violência há mais de trinta anos não se pode estigmatizar pessoas por apresentarem padrões de ativação cerebral, diferente dos indivíduos comuns. O que deve ser proposto são intervenções precoces que possam evitar resultados desastrosos quando fatores genéticos, sociais e neurofuncionais se juntam.
Fonte: G1
sábado, 24 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Ensino técnico se destaca entre as profissões do futuro
A pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2015", realizada pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), em 2007, com 416 empresas industriais brasileiras que, atualmente, empregam um contingente de 495.940 trabalhadores, levantou dez profissões no âmbito da indústria que apresentam os maiores índices de perspectivas profissionais, ou seja, são tidas como as profissões do futuro.
Entre essas, quase todas têm profissionais formados no ensino técnico. De acordo com a pesquisa, o curso técnico ou superior é considerado requisito preponderante para 91% das carreiras analisadas. Esse resultado reflete as mudanças tecnológicas no âmbito da indústria brasileira, que alteraram a natureza do trabalho operário. Cada vez mais, será necessário deter capacitação para lidar com o processo de controle e com equipamentos tecnologicamente complexos.
Veja a lista das dez profissões e os índices de perspectivas profissionais de cada uma:
Índice de perspectivas profissionais: oportunidades no mercado de trabalho
1- Engenheiro de Petróleo (0,83)
2- Engenheiro Ambiental (0,75)
3- Técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos (0,73)
4- Ajudantes de obras civis (0,72)
5- Analistas de sistemas computacionais (TI) (0,70)
6- Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção (0,70)
7- Técnicos de produção de indústrias químicas, petroquímicas, refino de petróleo, gás e afins (0,69)
8- Técnicos em fabricação de produtos plásticos e de borracha (0,67)
9- Técnicos florestais (0,67)
10- Técnicos em manipulação farmacêutica (0,67)
Entre essas, quase todas têm profissionais formados no ensino técnico. De acordo com a pesquisa, o curso técnico ou superior é considerado requisito preponderante para 91% das carreiras analisadas. Esse resultado reflete as mudanças tecnológicas no âmbito da indústria brasileira, que alteraram a natureza do trabalho operário. Cada vez mais, será necessário deter capacitação para lidar com o processo de controle e com equipamentos tecnologicamente complexos.
Veja a lista das dez profissões e os índices de perspectivas profissionais de cada uma:
Índice de perspectivas profissionais: oportunidades no mercado de trabalho
1- Engenheiro de Petróleo (0,83)
2- Engenheiro Ambiental (0,75)
3- Técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos (0,73)
4- Ajudantes de obras civis (0,72)
5- Analistas de sistemas computacionais (TI) (0,70)
6- Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção (0,70)
7- Técnicos de produção de indústrias químicas, petroquímicas, refino de petróleo, gás e afins (0,69)
8- Técnicos em fabricação de produtos plásticos e de borracha (0,67)
9- Técnicos florestais (0,67)
10- Técnicos em manipulação farmacêutica (0,67)
Estudo liga uso de celular na gravidez a hiperatividade em criança
Mulheres grávidas que usam telefone celular podem ter mais chances de ter filhos com problemas de comportamento como hiperatividade, segundo um estudo realizado em conjunto pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e a Universidade de Aarhus, na Dinamarca.
O estudo constatou que filhos de mães que usavam o celular pelo menos duas ou três vezes ao dia durante a gravidez estavam mais propensos a ter problemas de comportamento --entre eles hiperatividade e dificuldades para lidar com emoções e relacionamentos-- ao chegar à idade escolar.
A pesquisa constatou ainda que crianças que usam o celular antes dos sete anos de idade correm mais riscos de ter problemas de comportamento. Mas os próprios autores da pesquisa afirmam que os resultados foram inesperados e devem ser interpretados com cuidado.
Mães de 13.159 crianças haviam sido recrutadas ainda durante a gravidez. Quando seus filhos completaram sete anos, em 2005 e 2006, elas responderam um questionário sobre a saúde e o comportamento das crianças e sobre o uso do celular durante e após a gravidez e pelos filhos.
Os resultados revelaram que as mães que usavam o celular tinham 54% mais chances de ter filhos com problemas comportamentais, e os riscos pareciam aumentar se o uso era mais freqüente. Quando as próprias crianças também usavam o celular antes de completar sete anos, elas tinham, em média, 80% mais risco de ter dificuldades de comportamento.
Precaução
Os autores da pesquisa lembram que esse é o primeiro estudo do tipo e que é necessário pesquisar mais o assunto para estabelecer se a causa dos problemas comportamentais foi, de fato, o uso do celular.
Os pesquisadores afirmam, por exemplo, que os problemas comportamentais podem não ser resultado da radiação emitida pelo aparelho, mas, sim, estarem associados à pouca atenção dada à criança pela mãe que usa o celular com muita freqüência.
Se isso for comprovado, dizem os especialistas, "o assunto será uma questão de preocupação em termos de saúde pública devido ao uso generalizado da tecnologia."
O estudo será publicado em julho na revista especializada "Epidemiology".
da BBC
da Folha Online
O estudo constatou que filhos de mães que usavam o celular pelo menos duas ou três vezes ao dia durante a gravidez estavam mais propensos a ter problemas de comportamento --entre eles hiperatividade e dificuldades para lidar com emoções e relacionamentos-- ao chegar à idade escolar.
A pesquisa constatou ainda que crianças que usam o celular antes dos sete anos de idade correm mais riscos de ter problemas de comportamento. Mas os próprios autores da pesquisa afirmam que os resultados foram inesperados e devem ser interpretados com cuidado.
Mães de 13.159 crianças haviam sido recrutadas ainda durante a gravidez. Quando seus filhos completaram sete anos, em 2005 e 2006, elas responderam um questionário sobre a saúde e o comportamento das crianças e sobre o uso do celular durante e após a gravidez e pelos filhos.
Os resultados revelaram que as mães que usavam o celular tinham 54% mais chances de ter filhos com problemas comportamentais, e os riscos pareciam aumentar se o uso era mais freqüente. Quando as próprias crianças também usavam o celular antes de completar sete anos, elas tinham, em média, 80% mais risco de ter dificuldades de comportamento.
Precaução
Os autores da pesquisa lembram que esse é o primeiro estudo do tipo e que é necessário pesquisar mais o assunto para estabelecer se a causa dos problemas comportamentais foi, de fato, o uso do celular.
Os pesquisadores afirmam, por exemplo, que os problemas comportamentais podem não ser resultado da radiação emitida pelo aparelho, mas, sim, estarem associados à pouca atenção dada à criança pela mãe que usa o celular com muita freqüência.
Se isso for comprovado, dizem os especialistas, "o assunto será uma questão de preocupação em termos de saúde pública devido ao uso generalizado da tecnologia."
O estudo será publicado em julho na revista especializada "Epidemiology".
da BBC
da Folha Online
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