Usando ressonância magnética, japoneses conseguiram decodificar a visão de uma pessoa examinando o seu cérebro
Aprimoramento pode levar nova tecnologia a ser capaz de registrar sonhos; método remete a debate sobre ética e privacidade no futuro
As letras para as quais você olha agora podem ser recriadas com um programa de computador usando mapeamento cerebral por ressonância magnética. Em um feito inédito na neurociência, um grupo de cientistas japoneses anunciou pela primeira vez uma tecnologia de "leitura da mente" capaz de recriar imagens a partir de nada mais do que puro pensamento.
O método foi apresentado em estudo sexta-feira na revista "Neuron". Experimentos semelhantes já haviam sido feitos, mas as imagens observadas eram "escolhidas" pelos cientistas e não produzidas diretamente pela máquina de leitura cerebral, como feito agora.
O neurocientista Jack Gallant, autor dos primeiros trabalhos nessa linha, já havia mostrado no início do ano que era possível identificar qual imagem, num grupo de várias, estava sendo observada pelos voluntários dos experimentos. Para fazer isso, criou um programa capaz de comparar a atividade cerebral das pessoas durante a observação de um objeto com a atividade pré-registrada num "treinamento". O programa conseguia então apontar qual imagem era a observada.
Agora, Yukiyasu Kamitani, do Laboratório de Neurociência Computacional ATR, em Kyoto, foi um passo além. Sua equipe usou uma imagem de atividade cerebral obtida em uma máquina de ressonância magnética funcional para recriar imagens em preto-e-branco a partir do zero.
"Ao analisar sinais cerebrais quando alguém vê uma imagem, podemos reconstruí-la", afirma Kamitani. Isso significa que a leitura da mente poderia ser usada para "extrair" qualquer coisa sobre a qual uma pessoa está pensando, sem os cientistas terem a menor idéia do que poderá vir.
Pixels mentais
"É absolutamente espantoso", comenta John-Dylan Haynes, do Instituto Max Planck para Cognição Humana, de Leipzig (Alemanha). "Isso é um passo realmente importante."
O experimento de Kamitani começa com uma pessoa observando uma seleção de imagens compostas de quadrados brancos ou pretos numa grade de dez por dez. Ao mesmo tempo, mapeia seus cérebros. Cada quadrado é como um pixel, um ponto na tela de computador.
O programa, então, acha os padrões de atividade cerebral que correspondem a cada pixel. Depois, a pessoa se senta na máquina de ressonância funcional e passa a olhar para figuras novas. É aí que um outro programa compara essa nova leitura com a anterior e reconstrói o quadro de pixels.
A qualidade de imagens obtida no experimento era um pouco baixa, mas foi suficiente para identificar as letras da palavra "neuron" (neurônio em inglês).
Números e formas também foram mostrados às pessoas e puderam ser reconstruídos da mesma maneira (veja quadro à direita). Já vale como uma prova de princípio, diz Haynes .
Como a ressonância magnética funcional tem se aprimorado muito nos últimos anos, Kamitani afirma que seu quadro pode no futuro ser produzido com um número maior de pixels, produzindo imagens com muito mais qualidade.
O próximo passo dos cientistas é tentar reconstruir imagens sobre as quais as pessoas estão apenas pensando, sem vê-las diretamente. Seria então possível "fazer a filmagem de um sonho", diz Kamitani.
Haynes diz que isso pode levantar questões éticas no futuro. Publicitários, por exemplo, poderiam tentar ler os pensamentos dos transeuntes para adequar seus anúncios a elas.
Ladrões de sonhos
"Isso [a nova pesquisa] não leva necessariamente àquilo, mas o espírito do que está sendo feito está alinhado com com a leitura cerebral e com as aplicações que viriam com ela", afirma o neurocientista.
"Com uma técnica que permite ler o que as pessoas pensam, nós claramente precisamos de diretrizes éticas sobre quando e como isso pode ser feito", diz.
"Muitas pessoas querem que seja possível ler suas mentes -uma pessoa paralisada, por exemplo. Mas não deveria ser permitido fazer isso com um propósito comercial."
O próprio Kamitani se diz ciente dos potenciais abusos que a tecnologia poderia propiciar. "Se a qualidade de imagens melhorar, poderia haver um sério impacto em nossa privacidade", diz. "Nós teremos que discutir com muitas pessoas -não apenas os cientistas- sobre como aplicar essa tecnologia.
Celeste Bevier
da "New Scientist"
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
Quando nasceu Jesus?
25 de dezembro, o dia do solstício do inverno, já era venerado pelos celtas e depois pelos romanos, muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Nesse, dia os romanos faziam homenagens a Saturno, o deus da agricultura, pois, com a chegada do inverno, acreditava-se que era ele quem protegia as terras que iriam descansar do plantio.
Em 274, o Imperador Aureliano proclamou 25 de dezembro como o Dia do Nascimento do Sol Inconquistável. A partir de então, o sol passou a ser venerado. E o início do inverno passou a ser festejado como o ‘Dia do Deus Sol’.
A partir de um decreto assinado pelo Papa Júlio I, no ano 350, ficou determinado que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de dezembro. Assim, a adoração ao deus Sol seria abolida e, em seu lugar, seria venerado o Salvador Jesus Cristo.
Em finais do século IX, o Natal já era comemorado em toda a Europa.
Porém, vários estudos e referências históricas sobre eventos ocorridos na época de Jesus, como o recenseamento em Roma, contam com a possibilidade de Cristo ter nascido de quatro a seis anos antes da data considerada.
Mas, que energia, de acordo com a Numerologia, a data de 25 de dezembro traz para os cristãos?
O dia 25 tem a energia 7, número de significado religioso, cabalístico, divino, que traz em si mesmo idéia de ciclos, de 7 em 7 até atingir a perfeição. Pitágoras o considerava o número perfeito e sagrado. Santo Agostinho o tinha como símbolo da perfeição e da plenitude. As referências ao 7 sempre foram vastas: a semana tem 7 dias, são 7 as cores do arco-íris, 7 notas musicais, 7 maravilhas do mundo, 7 fases da vida, de 7 em 7 anos (embrião, infância, adolescência, juventude, virilidade, maturidade e velhice), 7 chacras, a crise dos 7 anos no casamento, as 7 vidas do gato, os 7 anos de azar.
Nascer no dia 25/7, significa estar envolvido com o mistério da vida. Significa ter a consciência elevada e o pensamento perfeito. Pessoas preocupadas com a consciência e o desenvolvimento espiritual nascem num dia 25.
E o que significa ter nascido em 25 de dezembro? 25+12= 37 3+7=10 1+0=1.
Significa o começo, o número 1, o início da era cristã. Um número de princípio masculino, de pura energia, é a unidade de tudo. É uma data que carrega a energia 1 que, simbolicamente, mostra que tudo começou quando Deus se fez Homem e veio à Terra, para mostrar que somos todos irmãos e devemos nos amar.
Fonte: Terra esotérico
Em 274, o Imperador Aureliano proclamou 25 de dezembro como o Dia do Nascimento do Sol Inconquistável. A partir de então, o sol passou a ser venerado. E o início do inverno passou a ser festejado como o ‘Dia do Deus Sol’.
A partir de um decreto assinado pelo Papa Júlio I, no ano 350, ficou determinado que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de dezembro. Assim, a adoração ao deus Sol seria abolida e, em seu lugar, seria venerado o Salvador Jesus Cristo.
Em finais do século IX, o Natal já era comemorado em toda a Europa.
Porém, vários estudos e referências históricas sobre eventos ocorridos na época de Jesus, como o recenseamento em Roma, contam com a possibilidade de Cristo ter nascido de quatro a seis anos antes da data considerada.
Mas, que energia, de acordo com a Numerologia, a data de 25 de dezembro traz para os cristãos?
O dia 25 tem a energia 7, número de significado religioso, cabalístico, divino, que traz em si mesmo idéia de ciclos, de 7 em 7 até atingir a perfeição. Pitágoras o considerava o número perfeito e sagrado. Santo Agostinho o tinha como símbolo da perfeição e da plenitude. As referências ao 7 sempre foram vastas: a semana tem 7 dias, são 7 as cores do arco-íris, 7 notas musicais, 7 maravilhas do mundo, 7 fases da vida, de 7 em 7 anos (embrião, infância, adolescência, juventude, virilidade, maturidade e velhice), 7 chacras, a crise dos 7 anos no casamento, as 7 vidas do gato, os 7 anos de azar.
Nascer no dia 25/7, significa estar envolvido com o mistério da vida. Significa ter a consciência elevada e o pensamento perfeito. Pessoas preocupadas com a consciência e o desenvolvimento espiritual nascem num dia 25.
E o que significa ter nascido em 25 de dezembro? 25+12= 37 3+7=10 1+0=1.
Significa o começo, o número 1, o início da era cristã. Um número de princípio masculino, de pura energia, é a unidade de tudo. É uma data que carrega a energia 1 que, simbolicamente, mostra que tudo começou quando Deus se fez Homem e veio à Terra, para mostrar que somos todos irmãos e devemos nos amar.
Fonte: Terra esotérico
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Felicidade pode ser 'contagiosa', aponta estudo
Um estudo publicado na revista científica British Medical Journal aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas que está ligada “à felicidade dos indivíduos aos quais a pessoa está conectada, direta ou indiretamente”.
Usando análises estatísticas, os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.
Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode “contagiar” aqueles com quem ela se relaciona.
“Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade”, diz o estudo.
E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).
“Pessoas que estão cercadas de pessoas felizes e aqueles que são centrais nessas redes de relações têm mais tendência a serem felizes no futuro”.
A pesquisa aponta que estes grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.
Proximidade
Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).
Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.
O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade.
Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros.
Dados
Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.
Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.
Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Me sinto esperançoso em relação ao futuro”; “Eu fui feliz”; “Eu aproveitei a vida” e “Eu me senti tão bem como as outras pessoas”.
Para chegar ao conceito de “felicidade” usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.
Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, "faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade".
"O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes."
Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.
"A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde."
"Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde", disse ele.
Fonte: BBC Brasil
Usando análises estatísticas, os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.
Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode “contagiar” aqueles com quem ela se relaciona.
“Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade”, diz o estudo.
E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).
“Pessoas que estão cercadas de pessoas felizes e aqueles que são centrais nessas redes de relações têm mais tendência a serem felizes no futuro”.
A pesquisa aponta que estes grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.
Proximidade
Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).
Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.
O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade.
Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros.
Dados
Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.
Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.
Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Me sinto esperançoso em relação ao futuro”; “Eu fui feliz”; “Eu aproveitei a vida” e “Eu me senti tão bem como as outras pessoas”.
Para chegar ao conceito de “felicidade” usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.
Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, "faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade".
"O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes."
Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.
"A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde."
"Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde", disse ele.
Fonte: BBC Brasil
sábado, 6 de dezembro de 2008
Itens de auxílio
Respeite os problemas alheios sem interferir neles, a menos que a sua cooperação seja solicitada.
Não pronuncie palavras que ofendam e depreciem.
Quanto possível, dê sempre alguma frase de consolo e esperança a quem sofre.
Não se faça estação de pessimismo ou desânimo.
Esqueça o mal que receba e nunca faça a cobrança do bem que tenha podido distribuir.
Não impulsione para frente qualquer questão desagradável.
O trabalho no desempenho do seu dever é o capital que lhe valoriza as orações.
Lembre-se da parcela de socorro que sempre devemos aos companheiros mais necessitados que nós mesmos.
Quando possível faça algo ou algo aprenda de útil para que o seu dia de hoje seja melhor que o dia de ontem.
Nunca se esqueça de que todas as vantagens ou benefícios que desfrutamos da vida são empréstimos de Deus.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Momentos de Ouro" - Francisco Cândido Xavier)
Não pronuncie palavras que ofendam e depreciem.
Quanto possível, dê sempre alguma frase de consolo e esperança a quem sofre.
Não se faça estação de pessimismo ou desânimo.
Esqueça o mal que receba e nunca faça a cobrança do bem que tenha podido distribuir.
Não impulsione para frente qualquer questão desagradável.
O trabalho no desempenho do seu dever é o capital que lhe valoriza as orações.
Lembre-se da parcela de socorro que sempre devemos aos companheiros mais necessitados que nós mesmos.
Quando possível faça algo ou algo aprenda de útil para que o seu dia de hoje seja melhor que o dia de ontem.
Nunca se esqueça de que todas as vantagens ou benefícios que desfrutamos da vida são empréstimos de Deus.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Momentos de Ouro" - Francisco Cândido Xavier)
Solidariedade
Não exijas, inconseqüentemente, que os outros te dêem isso ou aquilo, como se o amor fosse artigo de obrigação...
Muitos falam de justiça social nas organizações terrestres, centralizando interesse e visão exclusivamente em si próprios, qual se os outros não fossem gente viva, com aspirações e lutas, alegrias e dores iguais às nossas.
Como entender aqueles que nos compartilham a estrada, sem largarmos a carapaça das vantagens pessoais, a fim de penetrar-lhes o coração?
Efetivamente, não possuímos fortuna capaz de suprimir-lhes todos os problemas de ordem material e nem as leis do Universo conferem a alguém o poder de atravessar por nós o dédalo das provas de que somos carecedores; entretanto, podemos empregar verbo e atitude, olhos e ouvidos, pés e mãos, de maneira constante, na obra do entendimento.
Inicia-te no apostolado da confraternização, meditando nas dificuldades aparentemente insignificantes de cada um, se nutres o desejo de auxiliar.
Não reclames contra o verdureiro, que não te reservou o melhor quinhão, atarantado, qual se encontra, no serviço, desde os primeiros minutos do amanhecer; endereça um pensamento de simpatia para a lavadeira, cujos olhos cansados não te viram a nódoa na roupa; considera o funcionário que te serve, apressado ou inseguro, por alguém de idéia presa a tribulações no recinto doméstico; aceita o amigo que te não pode atender numa solicitação como sendo criatura algemada a compromissos que desconheces; escuta os companheiros de ânimo triste, como quem se sabe também suscetível de adoecer e desanimar-se; interpreta o colega irritado por enfermo a rogar-te os medicamentos da tolerância; cala o apontamento desairoso, em torno daqueles que ainda não se especializaram em conversar com o primor da gramática; não te ofendas com o gesto infeliz do obsidiado, que transita na rua, sob a feição de pessoa equilibrada e sadia...
Todos sonhamos com o império da fraternidade, todos ansiamos por ver funcionando, vitoriosa, a solidariedade entre todos os seres, na exaltação dos mais nobres princípios da Humanidade... Quase todos, porém, aguardamos palácios e milhões, títulos e honrarias, para contribuir, de algum modo, na grande realização, plenamente esquecidos de que um rio se compõe de fontes pequenas e que nenhum de nós, no que se refere a fazer o melhor, em louvor do bem, deve esperar o amanhã para começar.
EMMANUEL
(Do livro "Estude e Viva", Francisco Cândido Xavier)
Muitos falam de justiça social nas organizações terrestres, centralizando interesse e visão exclusivamente em si próprios, qual se os outros não fossem gente viva, com aspirações e lutas, alegrias e dores iguais às nossas.
Como entender aqueles que nos compartilham a estrada, sem largarmos a carapaça das vantagens pessoais, a fim de penetrar-lhes o coração?
Efetivamente, não possuímos fortuna capaz de suprimir-lhes todos os problemas de ordem material e nem as leis do Universo conferem a alguém o poder de atravessar por nós o dédalo das provas de que somos carecedores; entretanto, podemos empregar verbo e atitude, olhos e ouvidos, pés e mãos, de maneira constante, na obra do entendimento.
Inicia-te no apostolado da confraternização, meditando nas dificuldades aparentemente insignificantes de cada um, se nutres o desejo de auxiliar.
Não reclames contra o verdureiro, que não te reservou o melhor quinhão, atarantado, qual se encontra, no serviço, desde os primeiros minutos do amanhecer; endereça um pensamento de simpatia para a lavadeira, cujos olhos cansados não te viram a nódoa na roupa; considera o funcionário que te serve, apressado ou inseguro, por alguém de idéia presa a tribulações no recinto doméstico; aceita o amigo que te não pode atender numa solicitação como sendo criatura algemada a compromissos que desconheces; escuta os companheiros de ânimo triste, como quem se sabe também suscetível de adoecer e desanimar-se; interpreta o colega irritado por enfermo a rogar-te os medicamentos da tolerância; cala o apontamento desairoso, em torno daqueles que ainda não se especializaram em conversar com o primor da gramática; não te ofendas com o gesto infeliz do obsidiado, que transita na rua, sob a feição de pessoa equilibrada e sadia...
Todos sonhamos com o império da fraternidade, todos ansiamos por ver funcionando, vitoriosa, a solidariedade entre todos os seres, na exaltação dos mais nobres princípios da Humanidade... Quase todos, porém, aguardamos palácios e milhões, títulos e honrarias, para contribuir, de algum modo, na grande realização, plenamente esquecidos de que um rio se compõe de fontes pequenas e que nenhum de nós, no que se refere a fazer o melhor, em louvor do bem, deve esperar o amanhã para começar.
EMMANUEL
(Do livro "Estude e Viva", Francisco Cândido Xavier)
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Cérebro de crianças pobres tende a ter desempenho pior, diz estudo
Cérebro parece ter sofrido danos semelhantes aos causados por derrames
O cérebro de crianças pobres tende a ter um desempenho pior do que o de crianças ricas e parece ter sofrido danos, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley que será publicado na revista especializada "Journal of Cognitive Neuroscience".
O estudo analisou eletroencefalogramas de 26 crianças entre nove e dez anos de idade, metade delas de famílias de baixa renda e a outra metade de famílias de renda alta, e concluiu que o córtex pré-frontal - a parte do cérebro que é crítica para a solução de problemas e criatividade - de crianças pobres apresenta menor atividade do que o de crianças ricas, diante dos mesmos estímulos.
"As crianças de nível socioeconômico mais baixo mostram padrões de fisiologia cerebral semelhantes aos de alguém que sofreu danos no lóbulo frontal já quando adulto", diz Robert Knight, diretor do Instituto de Neurosciência Helen Wills, da universidade americana.
"Concluímos que as crianças têm maior propensão a ter uma baixa resposta se vierem de classes econômicas mais baixas, mas nem todo mundo que é pobre tem baixa resposta do lóbulo frontal", ressalta o pesquisador.
Estímulos
As atividades do córtex pré-frontal foram medidas quando as crianças estavam envolvidas em uma atividade simples, como assistir a uma sequência de triângulos projetadas em uma tela.
Elas receberam a instrução de apertar um botão todas as vezes que um triângulo distorcido aparecesse.
Os pesquisadores estavam interessados na primeira resposta do cérebro - no primeiro quinto de segundo - depois que uma imagem inesperada, como a do Mickey Mouse, por exemplo, aparecia na tela.
Uma diferença importante foi notada na resposta do córtex pré-frontal não apenas quando uma imagem inesperada surgia na tela, mas também quando as crianças simplesmente assistiam à sequência de triângulos, esperando que um distorcido aparecesse.
Segundo um dos autores, a resposta cerebral das crianças de baixa renda era semelhante a de alguém que teve parte do lóbulo frontal destruído por um derrame.
"Ao prestar atenção aos triângulos, o córtex pré-frontal ajuda a processar melhor o estímulo visual", diz o pesquisador Mark Kishiyama. "O córtex pré-frontal está ainda mais envolvido em detectar novidades, como fotografias inesperadas."
"Essas crianças não têm danos neurais, nenhuma exposição a drogas quando ainda estavam no útero, nenhum dano neurológico", acrescenta Kishiyama.
"Ainda assim, o córtex pré-frontal não está funcionando tão eficientemente como deveria. Essa diferença pode se manifestar na solução de problemas e no desempenho escolar."
Relação direta
Estudos anteriores já haviam mostrado uma possível relação entre as funções do lóbulo frontal e diferenças de comportamento em crianças de diferentes classes econômicas.
Mas, segundo Kishiyama, "esses estudos eram medidas indiretas das funções cerebrais e não podiam ser 'desligados' dos efeitos da inteligência, proficiência de linguagem e outros fatores que costumam estar associados com baixa renda."
"Nosso estudo é o primeiro a medir diretamente a atividade do cérebro quando ele não executa nenhuma tarefa complexa", diz o autor da pesquisa.
Os pesquisadores afirmam, no entanto, que a baixa atividade não é necessariamente uma sentença e pode ser revertida com exercícios. Eles sugerem que apenas conversar mais com as crianças já pode ter efeito positivo.
RecursosCo-autor do estudo, W. Thomas Boyce - professor emérito de saúde pública da Universidade da Califórnia em Berkeley - diz não estar surpreso com os resultados.
"Já sabemos que crianças que crescem em ambientes pobres em recursos têm mais problemas com tipos de controle de comportamento que seriam parcialmente regulados pelo córtex pré-frontal", afirma Boyce.
"Mas o fato de que vemos diferenças funcionais nas respostas do córtex pré-frontal em crianças de nível socioeconômico mais baixo é definitivo."
Para Knight, a descoberta é um chamado. "Não se trata apenas de as crianças serem pobres e mais propensas a ter problemas de saúde, mas elas podem não estar desenvolvendo seus cérebros plenamente por causa de ambientes estressantes e relativamente empobrecidos associados à baixa renda: menos livros, menos leitura, menos jogos e menos visitas a museus."
Portal G1
O cérebro de crianças pobres tende a ter um desempenho pior do que o de crianças ricas e parece ter sofrido danos, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley que será publicado na revista especializada "Journal of Cognitive Neuroscience".
O estudo analisou eletroencefalogramas de 26 crianças entre nove e dez anos de idade, metade delas de famílias de baixa renda e a outra metade de famílias de renda alta, e concluiu que o córtex pré-frontal - a parte do cérebro que é crítica para a solução de problemas e criatividade - de crianças pobres apresenta menor atividade do que o de crianças ricas, diante dos mesmos estímulos.
"As crianças de nível socioeconômico mais baixo mostram padrões de fisiologia cerebral semelhantes aos de alguém que sofreu danos no lóbulo frontal já quando adulto", diz Robert Knight, diretor do Instituto de Neurosciência Helen Wills, da universidade americana.
"Concluímos que as crianças têm maior propensão a ter uma baixa resposta se vierem de classes econômicas mais baixas, mas nem todo mundo que é pobre tem baixa resposta do lóbulo frontal", ressalta o pesquisador.
Estímulos
As atividades do córtex pré-frontal foram medidas quando as crianças estavam envolvidas em uma atividade simples, como assistir a uma sequência de triângulos projetadas em uma tela.
Elas receberam a instrução de apertar um botão todas as vezes que um triângulo distorcido aparecesse.
Os pesquisadores estavam interessados na primeira resposta do cérebro - no primeiro quinto de segundo - depois que uma imagem inesperada, como a do Mickey Mouse, por exemplo, aparecia na tela.
Uma diferença importante foi notada na resposta do córtex pré-frontal não apenas quando uma imagem inesperada surgia na tela, mas também quando as crianças simplesmente assistiam à sequência de triângulos, esperando que um distorcido aparecesse.
Segundo um dos autores, a resposta cerebral das crianças de baixa renda era semelhante a de alguém que teve parte do lóbulo frontal destruído por um derrame.
"Ao prestar atenção aos triângulos, o córtex pré-frontal ajuda a processar melhor o estímulo visual", diz o pesquisador Mark Kishiyama. "O córtex pré-frontal está ainda mais envolvido em detectar novidades, como fotografias inesperadas."
"Essas crianças não têm danos neurais, nenhuma exposição a drogas quando ainda estavam no útero, nenhum dano neurológico", acrescenta Kishiyama.
"Ainda assim, o córtex pré-frontal não está funcionando tão eficientemente como deveria. Essa diferença pode se manifestar na solução de problemas e no desempenho escolar."
Relação direta
Estudos anteriores já haviam mostrado uma possível relação entre as funções do lóbulo frontal e diferenças de comportamento em crianças de diferentes classes econômicas.
Mas, segundo Kishiyama, "esses estudos eram medidas indiretas das funções cerebrais e não podiam ser 'desligados' dos efeitos da inteligência, proficiência de linguagem e outros fatores que costumam estar associados com baixa renda."
"Nosso estudo é o primeiro a medir diretamente a atividade do cérebro quando ele não executa nenhuma tarefa complexa", diz o autor da pesquisa.
Os pesquisadores afirmam, no entanto, que a baixa atividade não é necessariamente uma sentença e pode ser revertida com exercícios. Eles sugerem que apenas conversar mais com as crianças já pode ter efeito positivo.
RecursosCo-autor do estudo, W. Thomas Boyce - professor emérito de saúde pública da Universidade da Califórnia em Berkeley - diz não estar surpreso com os resultados.
"Já sabemos que crianças que crescem em ambientes pobres em recursos têm mais problemas com tipos de controle de comportamento que seriam parcialmente regulados pelo córtex pré-frontal", afirma Boyce.
"Mas o fato de que vemos diferenças funcionais nas respostas do córtex pré-frontal em crianças de nível socioeconômico mais baixo é definitivo."
Para Knight, a descoberta é um chamado. "Não se trata apenas de as crianças serem pobres e mais propensas a ter problemas de saúde, mas elas podem não estar desenvolvendo seus cérebros plenamente por causa de ambientes estressantes e relativamente empobrecidos associados à baixa renda: menos livros, menos leitura, menos jogos e menos visitas a museus."
Portal G1
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