O Universo, projeção da mente divina, tem a regê-lo leis harmônicas. Em linguagem acessível à mente humana, dir-se-ia que essas normas soberanas são sintetizadas pela Lei de Amor, Justiça e Caridade, assim o diz o Espírito da Verdade, na questão 648 de O Livro dos Espíritos.
Esta, todavia, não é a nossa realidade. Ao contrário, a presença do homem ainda não noticia a presença de Deus. Somos herdeiros da mente criadora, mas não cuidamos de uma parte essencial da herança divinal - o Amor. Deus é Amor - assim O classifica o Mestre Jesus. Mas o homem, filho de Deus, de modo geral, ainda não manifesta Amor. Não nos libertamos de nosso casulo. Um dia, romperemos as paredes de nosso ego, alçaremos o vôo definitivo e nos encantaremos com o sol da liberdade. A partir desse momento, seremos extensões do Pai, agindo conscientemente em harmonia com Ele. Tudo será diferente.
Para nós, espíritas, a convicção de vida eterna está ligada, inevitavelmente, à certeza de que a felicidade não é uma utopia inatingível. Exatamente por sabermos ser o Espírito imperecível, animamo-nos a acreditar na capacidade de reforma interior de todos os homens.
Aproveitemos o calendário. Como pessoas contingenciadas pelo tempo, ainda precisamos dele. Dediquemos os primeiros dias, os primeiros meses, as primeiras horas do Ano Novo a reflexões deste tipo. Cada um indague de si mesmo o que poderá fazer para que um novo tempo se instale à sua volta, um tempo de justiça, de amor e de caridade. Não esperemos mais pelo vizinho, pelo superior hierárquico, pelos governos, pelo outro. Façamos a nossa parte. Como diz Chico Xavier - "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".
Aproveitemos a festa. Os fogos de artifício ainda queimam no horizonte e já estamos promovendo a grande renovação. Viajemos ao interior de nós mesmos e procuremos descobrir o que o Pai espera de cada um.
Seja este o seu Ano Novo. Seja este o seu Ano Bom.
Humberto Vasconcelos
domingo, 30 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Na seara de luz
Nem todos conseguem, de improviso, realizar feitos heróicos ou desfrutar encargos de grande elevação, como sejam:
Apresentar uma vida sem erros;
Dirigir sabiamente a comunidade;
Ser um gênio na sublimação da inteligência;
Conservar equilíbrio invulnerável, a ponto de ser um modelo acabado de virtude;
Dispor de fortuna para garantir a beneficência;
Ou manejar o poder para a felicidade geral.
Mas todos podemos, seja onde for, dizer a boa palavra, esboçar o gesto de simpatia, estimular a cooperação fraternal, abençoar com a prece e auxiliar pelo prazer de servir.
Em resumo, nem todos estamos habilitados, de pronto, a desempenhar as funções da lâmpada perfeita do Eterno Bem, cuja luz remove as trevas do mal; entretanto, cada um de nós, onde esteja, pode e deve ser um pequenino raio de amor ou luz.
Albino Teixeira
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Aulas da Vida"
Apresentar uma vida sem erros;
Dirigir sabiamente a comunidade;
Ser um gênio na sublimação da inteligência;
Conservar equilíbrio invulnerável, a ponto de ser um modelo acabado de virtude;
Dispor de fortuna para garantir a beneficência;
Ou manejar o poder para a felicidade geral.
Mas todos podemos, seja onde for, dizer a boa palavra, esboçar o gesto de simpatia, estimular a cooperação fraternal, abençoar com a prece e auxiliar pelo prazer de servir.
Em resumo, nem todos estamos habilitados, de pronto, a desempenhar as funções da lâmpada perfeita do Eterno Bem, cuja luz remove as trevas do mal; entretanto, cada um de nós, onde esteja, pode e deve ser um pequenino raio de amor ou luz.
Albino Teixeira
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Aulas da Vida"
A descoberta do pior apagão
2007 entra para a história como o ano em que descobrimos o pior de nossos apagões: o apagão dos trabalhadores. É uma terrível e maravilhosa descoberta. Maravilhosa porque, ao contrário dos anos de baixa, os empresários precisam encontrar mão-de-obra qualificada e remunerá-la melhor. Terrível porque mostra um das maiores incompetência brasileiras: ser um país de alto desemprego, mas incapaz de preencher vagas.
Vimos, em detalhe, como o capital humano significa mais empregos e renda, ou seja, menos miséria, e como pagamos um preço alto pelo descuido com a formação dos brasileiros. Todos perceberam, com clareza, que, se quisermos crescer, teremos de ser mais sérios com a educação pública.
A nota positiva é que nunca se falou tanto do apagão de professores para o ensino médio. E também nunca se falou da necessidade de ampliar cursos técnicos. A rapidez com que enfrentaremos essas carências será a melhor medida da seriedade de todo um país com seus cidadãos.
Coluna originalmente publicada na Folha Online.
Vimos, em detalhe, como o capital humano significa mais empregos e renda, ou seja, menos miséria, e como pagamos um preço alto pelo descuido com a formação dos brasileiros. Todos perceberam, com clareza, que, se quisermos crescer, teremos de ser mais sérios com a educação pública.
A nota positiva é que nunca se falou tanto do apagão de professores para o ensino médio. E também nunca se falou da necessidade de ampliar cursos técnicos. A rapidez com que enfrentaremos essas carências será a melhor medida da seriedade de todo um país com seus cidadãos.
Coluna originalmente publicada na Folha Online.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Além da manjedoura
Quero viver um Natal além da manjedoura. Do auspicioso advento, conservo a certeza de que ele nasceu e foi preservado dos ardis do ambiente hostil, graças aos paternais cuidados de José e da solicitude angelical de Maria, que Humberto de Campos, Espírito, chama Rosa Mística de Nazaré.
Quero viver um Natal além das homenagens dos monarcas inspirados e da terna canção que anjos entoaram saudando o santo evento, quando glorificaram a Deus e anunciaram que uma nova era seria instalada na terra dos homens, e esse novo tempo seria o da boa vontade.
Quero ir além da alegria fugaz de uma noite em que nos saudamos em nome do menino mensageiro, entre presentes e votivas esperanças, cada um de nós desejoso de que, afinal, possa ele encontrar abrigo nos humanos corações.
O meu Natal será o da maturidade, o do discernimento, o do compromisso. Afinal, já era tempo. Não há mais o que esperar.
Meu Natal sinaliza presença, não chegada. No íntimo, sinto que Jesus jamais se apartou de nós. Consentiu em assumir feição humana, acima de tudo para anunciar a todos que nada resiste à ausência do Amor: nem o poder, nem a força ou qualquer outra expressão das glórias terrestres sobrevive quando falta o Amor: Isso é tudo.
Quero enfim, um Natal pleno, que salte do calendário para a vida de todos os dias, de todos os homens, de todas as coisas sob o céu, porque ele, o inolvidável Senhor dos Tempos, daqui não se apartará, até que a última e mais esquecida de suas descuidadas ovelhas seja resgatada.
Humberto Vasconcelos
Quero viver um Natal além das homenagens dos monarcas inspirados e da terna canção que anjos entoaram saudando o santo evento, quando glorificaram a Deus e anunciaram que uma nova era seria instalada na terra dos homens, e esse novo tempo seria o da boa vontade.
Quero ir além da alegria fugaz de uma noite em que nos saudamos em nome do menino mensageiro, entre presentes e votivas esperanças, cada um de nós desejoso de que, afinal, possa ele encontrar abrigo nos humanos corações.
O meu Natal será o da maturidade, o do discernimento, o do compromisso. Afinal, já era tempo. Não há mais o que esperar.
Meu Natal sinaliza presença, não chegada. No íntimo, sinto que Jesus jamais se apartou de nós. Consentiu em assumir feição humana, acima de tudo para anunciar a todos que nada resiste à ausência do Amor: nem o poder, nem a força ou qualquer outra expressão das glórias terrestres sobrevive quando falta o Amor: Isso é tudo.
Quero enfim, um Natal pleno, que salte do calendário para a vida de todos os dias, de todos os homens, de todas as coisas sob o céu, porque ele, o inolvidável Senhor dos Tempos, daqui não se apartará, até que a última e mais esquecida de suas descuidadas ovelhas seja resgatada.
Humberto Vasconcelos
Que neste natal...
Que neste natal tenhamos:
menos papai Noel, mais Jesus;
menos presentes, mais abraços;
menos consumo, mais oração e meditação;
menos supérfluo, mais necessidade;
menos intrigas, mais perdão;
menos guerras, mais paz;
menos fome, mais caridade;
menos sede, mais caridade;
menos frio, mais caridade;
menos solidão, mais caridade;
menos sofrimento, mais caridade;
menos doença, mais caridade;
menos egoísmo, mais caridade;
menos inveja, mais caridade;
menos orgulho, mais caridade;
menos vaidade, mais caridade;
menos ambição, mais caridade;
menos indiferença, mais caridade;
menos ódio, mais caridade.
Neste natal o nosso maior presente a Jesus é o amor, consolidado na caridade.
Chegará o dia em que todos os dias serão natal, pois Jesus nos serve e nos ampara o ano inteiro. Todo dia é Deus, todo dia é natal, todo dia é Jesus - nosso modelo e guia.
Que a paz do nosso Irmão Maior - o Mestre Jesus - esteja conosco hoje e em todos os dias de nossas vidas.
Assim seja.
Marcelo Brito Sener
menos papai Noel, mais Jesus;
menos presentes, mais abraços;
menos consumo, mais oração e meditação;
menos supérfluo, mais necessidade;
menos intrigas, mais perdão;
menos guerras, mais paz;
menos fome, mais caridade;
menos sede, mais caridade;
menos frio, mais caridade;
menos solidão, mais caridade;
menos sofrimento, mais caridade;
menos doença, mais caridade;
menos egoísmo, mais caridade;
menos inveja, mais caridade;
menos orgulho, mais caridade;
menos vaidade, mais caridade;
menos ambição, mais caridade;
menos indiferença, mais caridade;
menos ódio, mais caridade.
Neste natal o nosso maior presente a Jesus é o amor, consolidado na caridade.
Chegará o dia em que todos os dias serão natal, pois Jesus nos serve e nos ampara o ano inteiro. Todo dia é Deus, todo dia é natal, todo dia é Jesus - nosso modelo e guia.
Que a paz do nosso Irmão Maior - o Mestre Jesus - esteja conosco hoje e em todos os dias de nossas vidas.
Assim seja.
Marcelo Brito Sener
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Necessidade da caridade segundo São Paulo
Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante, e um címbalo retumbante; e quando eu tivesse o dom de profecia, penetrasse todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; quando tivesse ainda toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse a caridade eu nada seria. E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres, e tivesse entregue meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada.
A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, permanecem; mas, entre elas, a mais excelente é a caridade.
(São Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, v. de 1 a 7 e 13).
A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, permanecem; mas, entre elas, a mais excelente é a caridade.
(São Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, v. de 1 a 7 e 13).
O maior mandamento
Mas os Fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, veio lhe fazer esta pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito. Eis aí o maior e o primeiro mandamento. Eis o segundo, que é semelhante a este: Amareis vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos.
(São Mateus, cap. XXII, v. de 34 a 40)
(São Mateus, cap. XXII, v. de 34 a 40)
Ensinamento de Jesus
Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, quer dizer, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinamentos, ele mostra essas virtudes como sendo o caminho da felicidade eterna. Bem-aventurados, disse ele, os pobres de espírito, quer dizer, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; fazei o bem sem ostentação; julgai a vós mesmos antes de julgar os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar, e ele mesmo dá o exemplo; orgulho e egoísmo, eis o que não cessa de combater, mas faz mais do que recomendar a caridade, coloca-a claramente, e em termos explícitos, como a condição absoluta da felicidade futura.
Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo XV
Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo XV
Caridade
"Ora, quando o Filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações estando reunidas diante dele, separará uns dos outros, como um pastor separa as ovelhas dos bodes, e colocará as ovelhas à sua direita, e os bodes à sua esquerda.
Então o rei dirá àqueles que estarão à direita: Vinde, vós que fostes benditos por meu Pai, possuí o reino que vos foi preparado desde o início do mundo; porque eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber; tive necessidade de alojamento e me alojastes; estive nu e me vestistes; estive doente e me visitastes; estive na prisão e viestes me ver.
Então os justos lhe responderão: Senhor, quando foi que vos vimos com fome e vos demos de comer, ou com sede e vos demos de beber? Quando foi que nós vos vimos sem teto e vos alojamos, ou sem roupa e vos vestimos? E quando foi que vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar? E o rei lhes responderá: Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um destes mais pequenos de meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes."
(São Mateus , cap XXV)
Então o rei dirá àqueles que estarão à direita: Vinde, vós que fostes benditos por meu Pai, possuí o reino que vos foi preparado desde o início do mundo; porque eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber; tive necessidade de alojamento e me alojastes; estive nu e me vestistes; estive doente e me visitastes; estive na prisão e viestes me ver.
Então os justos lhe responderão: Senhor, quando foi que vos vimos com fome e vos demos de comer, ou com sede e vos demos de beber? Quando foi que nós vos vimos sem teto e vos alojamos, ou sem roupa e vos vestimos? E quando foi que vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar? E o rei lhes responderá: Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um destes mais pequenos de meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes."
(São Mateus , cap XXV)
sábado, 15 de dezembro de 2007
Caridade: solução
Diante do dever, pensa na caridade, serve e passa.
DIante da dor, pensa na caridade, socorre e passa.
Diante do infortúnio, pensa na caridade, auxilia e passa.
Diante da aflição, pensa na caridade, consola e passa.
Diante da sombra, pensa na caridade, ilumina e passa.
Diante da perturbação, pensa na caridade, esclarece e passa.
Diante da ignorância, pensa na caridade, ensina e passa.
Diante da injúria, pensa na caridade, perdoa e passa.
Diante do golpe, pensa na caridade, tolera e passa.
Diante da tentação, pensa na caridade, ora e passa.
Diante do obstáculo, pensa na caridade, espera e passa.
Diante da negação, pensa na caridade, confia e passa.
Diante do desânimo, pensa na caridade, ajuda e passa.
Diante da luta, pensa na caridade, abençoa e passa.
Diante do desequilíbrio, pensa na caridade, remedia e passa.
Diante da tristeza, pensa na caridade, reconforta e passa.
DIante de todo o mal, pensa na caridade, faze todo o bem ao alcance de tuas mãos e segue adiante.
"A cada dia basta o seu próprio trabalho" - diz-nos a sabedoria do Evangelho.
Toda criatura, a caminho da perfeição, segue na estrada bendita da experiência.
Toda experiência é uma prova.
Toda prova configura um problema.
Caridade é a solução.
Fabiano de Cristo
Psicografia de Chico Xavier
DIante da dor, pensa na caridade, socorre e passa.
Diante do infortúnio, pensa na caridade, auxilia e passa.
Diante da aflição, pensa na caridade, consola e passa.
Diante da sombra, pensa na caridade, ilumina e passa.
Diante da perturbação, pensa na caridade, esclarece e passa.
Diante da ignorância, pensa na caridade, ensina e passa.
Diante da injúria, pensa na caridade, perdoa e passa.
Diante do golpe, pensa na caridade, tolera e passa.
Diante da tentação, pensa na caridade, ora e passa.
Diante do obstáculo, pensa na caridade, espera e passa.
Diante da negação, pensa na caridade, confia e passa.
Diante do desânimo, pensa na caridade, ajuda e passa.
Diante da luta, pensa na caridade, abençoa e passa.
Diante do desequilíbrio, pensa na caridade, remedia e passa.
Diante da tristeza, pensa na caridade, reconforta e passa.
DIante de todo o mal, pensa na caridade, faze todo o bem ao alcance de tuas mãos e segue adiante.
"A cada dia basta o seu próprio trabalho" - diz-nos a sabedoria do Evangelho.
Toda criatura, a caminho da perfeição, segue na estrada bendita da experiência.
Toda experiência é uma prova.
Toda prova configura um problema.
Caridade é a solução.
Fabiano de Cristo
Psicografia de Chico Xavier
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Geração de emprego com carteira bate novo recorde em novembro
Mercado formal registra expansão de 124.554 postos, saldo quatro vezes maior que o do mesmo mês no ano passado
A geração de empregos com carteira assinada no país foi a maior da história no mês de novembro, com aumento de 124.554 vagas. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o resultado é quatro vezes maior que o mesmo mês do ano passado, quando houve a formalização de 32.579 postos, e supera em quase 45 mil vagas o verificado em novembro de 2004 (79.022), o maior até então.
De janeiro a novembro de 2007, o saldo entre admissões e desligamento alcançou a marca de 1.936.806 postos, ultrapassando o desempenho de todo o ano de 2004, quando o país teve a amplicação recorde de 1.523.276 empregos.
"Isso mostra que o Brasil está com um crescimento consistente, com a inflação sob controle e com crédito internacional. Acredito que vamos bater o recorde de geração de emprego neste ano, alcançando um pouco mais de 1,6 milhão de postos formais. Em 2008, acho que podemos beirar a criação de dois milhões de empregos formais", afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
A alta de novembro foi impulsionada pelo elevado volume de contratações no setor de Comércio - 99.677 postos, a maior para este mês. Em seguida aparecem o setor de Serviços, com 62.422 vagas, resultado recorde da série histórica do Caged; e a Construção Civil, com 7.811 vagas, o primeiro número positivo em um mês de novembro.
Na outra ponta, Agropecuária e Indústria de Transformação registraram uma redução expressiva no saldo de contratações por motivos sazonais, relacionados especialmente ao agronegócio. No primeiro setor, houve a perda de 43.105 vagas, queda menor que a de novembro de 2006 (-50.757). Na Indústria de Transformação, a redução foi de 2.496 postos, menor do que a do mesmo mês do ano passado (-26.831).
O crescimento do emprego com carteira assinada aconteceu em todas em quatro das cinco regiões do país. Por conta da sazonalidade do agronegócio, o Centro-Oeste teve um declínio de 8.512 vagas. Em termos absolutos, as que mais se destacaram no mês foram a região Sudeste (64.703 postos), Sul (42.738) e Nordeste (17.437).
Acumulado
O saldo de empregos gerados entre janeiro e novembro foi o melhor da série histórica do Caged, com a criação de 1.936.806 postos de trabalho celetistas, superando 2004, que no acumulado dos 11 meses apresentou 1.875.369 vagas. O setor de Serviços liderou a geração de empregos ao criar 672.898 postos - o maior saldo do período, seguido da Indústria de Transformação, responsável pela formalização de 537.556 trabalhadores. O Comércio gerou 374.962 empregos e a Construção Civil, 202.636, resultado recorde da série.
As informações são do Ministério do Trabalho.
A geração de empregos com carteira assinada no país foi a maior da história no mês de novembro, com aumento de 124.554 vagas. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o resultado é quatro vezes maior que o mesmo mês do ano passado, quando houve a formalização de 32.579 postos, e supera em quase 45 mil vagas o verificado em novembro de 2004 (79.022), o maior até então.
De janeiro a novembro de 2007, o saldo entre admissões e desligamento alcançou a marca de 1.936.806 postos, ultrapassando o desempenho de todo o ano de 2004, quando o país teve a amplicação recorde de 1.523.276 empregos.
"Isso mostra que o Brasil está com um crescimento consistente, com a inflação sob controle e com crédito internacional. Acredito que vamos bater o recorde de geração de emprego neste ano, alcançando um pouco mais de 1,6 milhão de postos formais. Em 2008, acho que podemos beirar a criação de dois milhões de empregos formais", afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
A alta de novembro foi impulsionada pelo elevado volume de contratações no setor de Comércio - 99.677 postos, a maior para este mês. Em seguida aparecem o setor de Serviços, com 62.422 vagas, resultado recorde da série histórica do Caged; e a Construção Civil, com 7.811 vagas, o primeiro número positivo em um mês de novembro.
Na outra ponta, Agropecuária e Indústria de Transformação registraram uma redução expressiva no saldo de contratações por motivos sazonais, relacionados especialmente ao agronegócio. No primeiro setor, houve a perda de 43.105 vagas, queda menor que a de novembro de 2006 (-50.757). Na Indústria de Transformação, a redução foi de 2.496 postos, menor do que a do mesmo mês do ano passado (-26.831).
O crescimento do emprego com carteira assinada aconteceu em todas em quatro das cinco regiões do país. Por conta da sazonalidade do agronegócio, o Centro-Oeste teve um declínio de 8.512 vagas. Em termos absolutos, as que mais se destacaram no mês foram a região Sudeste (64.703 postos), Sul (42.738) e Nordeste (17.437).
Acumulado
O saldo de empregos gerados entre janeiro e novembro foi o melhor da série histórica do Caged, com a criação de 1.936.806 postos de trabalho celetistas, superando 2004, que no acumulado dos 11 meses apresentou 1.875.369 vagas. O setor de Serviços liderou a geração de empregos ao criar 672.898 postos - o maior saldo do período, seguido da Indústria de Transformação, responsável pela formalização de 537.556 trabalhadores. O Comércio gerou 374.962 empregos e a Construção Civil, 202.636, resultado recorde da série.
As informações são do Ministério do Trabalho.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Um recado contra o desperdício
Há uma série de razões para explicar a derrota do governo, entre as quais as falhas na articulação do governo no Congresso, o jogo baixo de barganhas, o medo de que a vitória da prorrogação da CPMF turbinasse a candidatura presidencial do PT e a necessidade de a oposição ocupar espaço diante da opinião pública. O que importa, porém, é o crônico cansaço do brasileiro diante do gasto público ao mesmo tempo em que paga mais impostos.
Periodicamente saem notícias sobre nosso atraso social comparado a nações mais pobres, a exemplo dos indicadores educacionais na semana passada. A insegurança nas cidades é generalizada, os serviços públicos são ruins, há falta de investimentos. Mesmo assim os impostos não param de subir.
Cria-se uma desnecessária emissora de televisão pública ao custo inicial de R$ 350 milhões, fala-se em dar dinheiro para o Banco Sul, inventado por [Hugo] Chávez, anunciam-se mais dezenas de milhares de contratações. Vemos salários públicos ganharem as alturas.
Há muito tempo vem ganhando o descontentamento menos sobre o quanto pagamos de imposto ( e é muito para uma nação emergente) e mais sobre como ele é usado --esse sentimento foi a grande força por trás da derrota do governo.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
Periodicamente saem notícias sobre nosso atraso social comparado a nações mais pobres, a exemplo dos indicadores educacionais na semana passada. A insegurança nas cidades é generalizada, os serviços públicos são ruins, há falta de investimentos. Mesmo assim os impostos não param de subir.
Cria-se uma desnecessária emissora de televisão pública ao custo inicial de R$ 350 milhões, fala-se em dar dinheiro para o Banco Sul, inventado por [Hugo] Chávez, anunciam-se mais dezenas de milhares de contratações. Vemos salários públicos ganharem as alturas.
Há muito tempo vem ganhando o descontentamento menos sobre o quanto pagamos de imposto ( e é muito para uma nação emergente) e mais sobre como ele é usado --esse sentimento foi a grande força por trás da derrota do governo.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
Fim da CPMF
O Governo perdeu a disputa da CPMF. Perdeu pela pobreza com que colocou o debate e pela sua arrogância em não negociar de uma forma racional.
O que está em discussão é a reforma tributária e a eficiência do gasto público no país. A sociedade paga impostos altos, vendo aumento da arrecadação, aumento de gastos e estagnação na qualidade dos serviços públicos. Nesse contexto, o tombo que o Governo levou serve para ele fazer o dever de casa e reequilibrar o orçamento, cortando gastos e revendo essa grande estrutura de cargos de confiança, emendas parlamentares e todos os outros desperdícios dos recursos públicos.
O Governo, agora, tem de ter a humildade de negociar uma reforma tributária. A CPMF é um bom imposto, pois é fácil de coletar e pode ser um imposto de caráter social. O que é inaceitável é o discurso demagógico do Governo e de parte da oposição, ao afirmar que a Saúde e o Bolsa Família serão prejudicos. Este ano o Governo arrecadou 60 bilhões a mais do que o previsto, ou seja, uma CPMF e meia. Essa demagogia não faz o país avançar e não ganha votos, pois confunde o eleitor, que já não entende bem o assunto.
Marcelo Brito Sener
O que está em discussão é a reforma tributária e a eficiência do gasto público no país. A sociedade paga impostos altos, vendo aumento da arrecadação, aumento de gastos e estagnação na qualidade dos serviços públicos. Nesse contexto, o tombo que o Governo levou serve para ele fazer o dever de casa e reequilibrar o orçamento, cortando gastos e revendo essa grande estrutura de cargos de confiança, emendas parlamentares e todos os outros desperdícios dos recursos públicos.
O Governo, agora, tem de ter a humildade de negociar uma reforma tributária. A CPMF é um bom imposto, pois é fácil de coletar e pode ser um imposto de caráter social. O que é inaceitável é o discurso demagógico do Governo e de parte da oposição, ao afirmar que a Saúde e o Bolsa Família serão prejudicos. Este ano o Governo arrecadou 60 bilhões a mais do que o previsto, ou seja, uma CPMF e meia. Essa demagogia não faz o país avançar e não ganha votos, pois confunde o eleitor, que já não entende bem o assunto.
Marcelo Brito Sener
Haddad anuncia sistema nacional de formação de professores
Poucos dias após a divulgação do péssimo desempenho dos estudantes do país em ciências, matemática e leitura, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos de 2006 (Pisa), o Governo federal decidiu pôr em foco a formação de professores. O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou a criação do “embrião do Sistema Nacional de Formação de Professores”.
De acordo com o ministro, 15 mil bolsas de iniciação à docência serão lançadas para próximo ano. O número de benefícios para 2009 já está estimado em 20 mil.
Além desta medida, compõem esse “embrião” o aumento de vagas em licenciaturas – cursos voltados para a formação de professores – nas instituições federais de ensino superior; a oferta de cursos de formação de professores, principalmente de física, química e matemática, nos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets); e a Universidade Aberta do Brasil (UAB), programa que pretende oferecer cursos de formação à distância para a docência.
Segundo o ministro, não basta que os docentes obtenham seus diplomas, também é necessário avaliar a qualidade dos cursos de formação. “Houve uma proliferação de cursos em geral. O ministério tem de fazer uma supervisão para encolher os cursos que não oferecem qualidade e garantir a expansão de outros, com qualidade”, disse.
A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Maria Dutra Vieira, discorda de parte das medidas. “As iniciativas são positivas, mas são insuficientes para atender às demandas de professores”, disse. Para Juçara, as condições fundamentais para criar o interesse no jovem de se tornar um professor, são a valorização do salário e da carreira.
“Também somos contra a formação superior de professores feita à distância, proposta da Universidade Aberta do Brasil. A metodologia presencial é melhor para a formação inicial”, afirma.
Haddad participou, terça-feira (11), de um seminário da Associação Nacional dos dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília. Também estiveram no evento os ex-ministros da Educação Cristovam Buarque (PDT) e Paulo Renato Souza (PSDB).
Certificação de professores
O ex-ministro Paulo Renato defendeu durante sua apresentação uma avaliação específica para professores. “A avaliação poderia mostrar às instituições de ensino o que se espera do aluno formado por elas”, argumentou. A proposta é amplamente criticada pela CNTE: “Os professores já são avaliados ao final da faculdade e no ingresso no mercado em concursos públicos”, diz Juçara.
A proposta pode ser discutida no ano que vem, segundo Haddad. Mas ainda não há diálogo estabelecido sobre esse tipo de exame.
Simone Harnik
Portal G1
De acordo com o ministro, 15 mil bolsas de iniciação à docência serão lançadas para próximo ano. O número de benefícios para 2009 já está estimado em 20 mil.
Além desta medida, compõem esse “embrião” o aumento de vagas em licenciaturas – cursos voltados para a formação de professores – nas instituições federais de ensino superior; a oferta de cursos de formação de professores, principalmente de física, química e matemática, nos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets); e a Universidade Aberta do Brasil (UAB), programa que pretende oferecer cursos de formação à distância para a docência.
Segundo o ministro, não basta que os docentes obtenham seus diplomas, também é necessário avaliar a qualidade dos cursos de formação. “Houve uma proliferação de cursos em geral. O ministério tem de fazer uma supervisão para encolher os cursos que não oferecem qualidade e garantir a expansão de outros, com qualidade”, disse.
A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Maria Dutra Vieira, discorda de parte das medidas. “As iniciativas são positivas, mas são insuficientes para atender às demandas de professores”, disse. Para Juçara, as condições fundamentais para criar o interesse no jovem de se tornar um professor, são a valorização do salário e da carreira.
“Também somos contra a formação superior de professores feita à distância, proposta da Universidade Aberta do Brasil. A metodologia presencial é melhor para a formação inicial”, afirma.
Haddad participou, terça-feira (11), de um seminário da Associação Nacional dos dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília. Também estiveram no evento os ex-ministros da Educação Cristovam Buarque (PDT) e Paulo Renato Souza (PSDB).
Certificação de professores
O ex-ministro Paulo Renato defendeu durante sua apresentação uma avaliação específica para professores. “A avaliação poderia mostrar às instituições de ensino o que se espera do aluno formado por elas”, argumentou. A proposta é amplamente criticada pela CNTE: “Os professores já são avaliados ao final da faculdade e no ingresso no mercado em concursos públicos”, diz Juçara.
A proposta pode ser discutida no ano que vem, segundo Haddad. Mas ainda não há diálogo estabelecido sobre esse tipo de exame.
Simone Harnik
Portal G1
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Estudo: Ártico poderá ter verão sem gelo em 2013
Jonathan Amos
Um estudo realizado nos Estados Unidos e na Polônia aponta que o Oceano Ártico poderá passar o verão totalmente sem gelo dentro de apenas cinco ou seis anos.
Em uma apresentação no encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, a equipe de cientistas da Nasa e da Academia Polonesa de Ciências disse que projeções anteriores subestimaram o processo que está causando o derretimento do gelo no Ártico.
A equipe de pesquisadores se concentrou em medidas da camada de gelo observadas entre 1979 e 2004, mas a extensão mínima de gelo foi registrada no verão deste ano.
"Com isso, podemos até dizer que nossa projeção para 2013 já é tímida", disse Wieslaw Maslowski, chefe do grupo de cientistas. Segundo o estudioso, a diferença entre outros estudos e o seu está na resolução dos modelos criados para simular as situações no futuro.
"Nós usamos um modelo de alta resolução, com dados atmosféricos realísticos", disse Maslowski. "Com isso, conseguimos uma imagem muito mais realista, com a influência de forças acima da atmosfera e abaixo do oceano."
O grupo do professor Maslowski, que inclui cientistas da Nasa e do Instituto de Oceanologia e da Academia Polonesa de Ciências, é conhecido por produzir dados e modelos mais avançados em relação a outros grupos de estudo.
Os outros grupos de pesquisadores produziram informações para um verão com o Oceano Ártico aberto em um período que varia entre 2040 e 2100. Para Maslowski, estes modelos subestimaram alguns processos importantes envolvidos no derretimento das geleiras.
O pesquisador afirma que os modelos precisam incorporar representações mais realistas da forma como a água quente está se movendo pela bacia ártica, vinda dos oceanos Atlântico e Pacífico.
"O que alego é que os modelos climáticos globais subestimam a quantidade de calor transportada para o oceano de gelo", afirmou. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, usa a média de uma série de modelos para calcular a perda de gelo na região.
Mas, nos últimos anos, aparentemente a taxa real de derretimento das geleiras no verão está ficando à frente dos modelos. Em setembro deste ano, a camada de gelo sofreu uma retração recorde e ficou com 4,13 milhões de km².
A marca anterior havia sido registrada em 2005, quando a extensão de gelo foi de 5,32 milhões de km². O Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC) coleta informações a respeito da extensão do gelo no Oceano Ártico e faz boletins regulares sobre o assunto.
O cientista do centro, Mark Serreze, foi um dos palestrantes do encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, e discutiu a possibilidade de um mar aberto, sem geleiras, no Oceano Ártico, durante os meses do verão.
"Há alguns anos, eu pensava (nesta possibilidade) para 2050, 2070, até além do ano 2100, pois isto era o que nossos modelos nos mostravam", afirma Serreze. "Mas, como vimos, os modelos não são rápidos o bastante no presente", acrescentou.
"Estamos perdendo gelo a uma velocidade maior." "Minha opinião é que 2030 não é um ano cedo demais. Mas Maslowski é da opinião de que poderá acontecer em 2013. Veremos como será o resultado", concluiu o cientista.
BBC Brasil
Um estudo realizado nos Estados Unidos e na Polônia aponta que o Oceano Ártico poderá passar o verão totalmente sem gelo dentro de apenas cinco ou seis anos.
Em uma apresentação no encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, a equipe de cientistas da Nasa e da Academia Polonesa de Ciências disse que projeções anteriores subestimaram o processo que está causando o derretimento do gelo no Ártico.
A equipe de pesquisadores se concentrou em medidas da camada de gelo observadas entre 1979 e 2004, mas a extensão mínima de gelo foi registrada no verão deste ano.
"Com isso, podemos até dizer que nossa projeção para 2013 já é tímida", disse Wieslaw Maslowski, chefe do grupo de cientistas. Segundo o estudioso, a diferença entre outros estudos e o seu está na resolução dos modelos criados para simular as situações no futuro.
"Nós usamos um modelo de alta resolução, com dados atmosféricos realísticos", disse Maslowski. "Com isso, conseguimos uma imagem muito mais realista, com a influência de forças acima da atmosfera e abaixo do oceano."
O grupo do professor Maslowski, que inclui cientistas da Nasa e do Instituto de Oceanologia e da Academia Polonesa de Ciências, é conhecido por produzir dados e modelos mais avançados em relação a outros grupos de estudo.
Os outros grupos de pesquisadores produziram informações para um verão com o Oceano Ártico aberto em um período que varia entre 2040 e 2100. Para Maslowski, estes modelos subestimaram alguns processos importantes envolvidos no derretimento das geleiras.
O pesquisador afirma que os modelos precisam incorporar representações mais realistas da forma como a água quente está se movendo pela bacia ártica, vinda dos oceanos Atlântico e Pacífico.
"O que alego é que os modelos climáticos globais subestimam a quantidade de calor transportada para o oceano de gelo", afirmou. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, usa a média de uma série de modelos para calcular a perda de gelo na região.
Mas, nos últimos anos, aparentemente a taxa real de derretimento das geleiras no verão está ficando à frente dos modelos. Em setembro deste ano, a camada de gelo sofreu uma retração recorde e ficou com 4,13 milhões de km².
A marca anterior havia sido registrada em 2005, quando a extensão de gelo foi de 5,32 milhões de km². O Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC) coleta informações a respeito da extensão do gelo no Oceano Ártico e faz boletins regulares sobre o assunto.
O cientista do centro, Mark Serreze, foi um dos palestrantes do encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, e discutiu a possibilidade de um mar aberto, sem geleiras, no Oceano Ártico, durante os meses do verão.
"Há alguns anos, eu pensava (nesta possibilidade) para 2050, 2070, até além do ano 2100, pois isto era o que nossos modelos nos mostravam", afirma Serreze. "Mas, como vimos, os modelos não são rápidos o bastante no presente", acrescentou.
"Estamos perdendo gelo a uma velocidade maior." "Minha opinião é que 2030 não é um ano cedo demais. Mas Maslowski é da opinião de que poderá acontecer em 2013. Veremos como será o resultado", concluiu o cientista.
BBC Brasil
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Busca por mão-de-obra já cruza a fronteira
Pressionada pela escassez de mão-de-obra qualificada no Brasil, a Vale do Rio Doce prepara-se para buscar profissionais no exterior. A empresa fechou parceria internacional para mapear a disponibilidade de trabalhadores qualificados em dez países do Leste Europeu, além de Turquia e Filipinas. Com presença em mais de 30 países, a multinacional busca recursos humanos para atender suas demandas no Brasil e em outras partes do mundo.
"Estamos buscando fontes alternativas de mão-de-obra. Há demandas no Canadá (onde a Vale é dona da Inco, maior produtora mundial de níquel), na Indonésia, na Austrália. No Leste Europeu, há mão-de-obra educada, fluente em duas, três línguas", disse ao Valor Cíntia Magno, coordenadora de seleção de carreiras da Diretoria de Recursos Humanos da Vale.
Segundo o Ipea, há, em 2007, apenas na indústria extrativista mineral, déficit de 20,8 mil trabalhadores qualificados e com experiência - no total do país, a diferença entre oferta e demanda é de 193 mil. Além do setor de mineração, que inclui a indústria petrolífera, os mais carentes são os de química e petroquímica, produtos de transporte e mecânicos. A possível importação de mão-de-obra, tema polêmico em Brasília, é apenas uma das respostas da Vale à escassez de pessoal qualificado.
O investimento na formação de pessoal no mercado interno ainda é a principal estratégia da Vale e de outras companhias brasileiras. Em 2008, a Vale deverá contratar, apenas no mercado brasileiro, 7 mil novos funcionários. Do total, ela demanda pelo menos 500 engenheiros e 60 geólogos. É aí onde está a maior dificuldade.
A mineração viveu um boom no Brasil no início dos anos 70, mas, assim como a maioria dos outros setores, praticamente estagnou nas duas décadas seguintes. Durante esse recesso, os geólogos e engenheiros de minas envelheceram e os jovens perderam interesse nessas profissões. Além disso, a mineração, considerada nociva ao meio ambiente, perdeu visibilidade e apelo.
Em 2002, motivado pelo forte crescimento chinês, o setor tomou novo impulso. "O boom agora é mais agudo que o dos anos 70 e o Brasil entrou nele graças às reservas minerais", explica Paulo Camillo Penna, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Entre 2000 e 2006, o PIB mineral brasileiro cresceu 200%. O aquecimento do setor ocorre no momento em que profissionais do mercado estão se aposentando e a carência de mão-de-obra, especialmente nas áreas técnicas, é generalizada. "É um fenômeno mundial. A gente vê países desenvolvidos, em estágios mais avançados que o Brasil, como Austrália, EUA e Canadá, enfrentando o mesmo problema", afirma Cíntia.
Durante as décadas de 80 e 90, com a retração da economia, os engenheiros procuraram outras profissões. Uma boa parte foi parar na área de tesouraria dos bancos. O desinteresse pela profissão criou uma situação incômoda para o país: segundo dados levantados pela professora Virgínia Ciminelli, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da UFMG, a proporção de engenheiros no Brasil é de cinco para cada mil trabalhadores, enquanto na média mundial varia de 15 a 25. Outro problema é a concentração de estudantes em engenharia civil - 45%, face a 14% nos EUA.
Uma idéia das dificuldades enfrentadas pela Vale está no banco de currículos que a empresa mantém na internet. Lá, mais de 400 mil pessoas se inscreveram à procura de uma oportunidade, mas, do total, menos de 5% são engenheiros. No caso dos geólogos, a proporção é ainda menor - apenas 0,1%. "A solução é formar, trazer pessoas para cá que tenham uma formação básica e investir na capacitação e especialização", ensina Cíntia. Segundo ela, em 2008, a Vale oferecerá 330 vagas em cursos de pós-graduação - em 2007, foram 300. Além disso, a empresa faz intercâmbio de especialistas com suas unidades no exterior e financia, para funcionários mais qualificados, cursos específicos, como o de economia minerária, na Escola de Minas de Paris.
A Vale não está sozinha. Há forte mobilização, tanto das empresas quanto das entidades que as representam e do Sistema S (Senai e Sesi), para enfrentar a ameaça da falta de mão-de-obra, que, no limite, pode frear a expansão da economia nos próximos anos. É uma corrida contra o tempo. Responsável por cerca de 90% do setor de gás e petróleo no país, a Petrobras planeja investir anualmente, entre 2008 e 2012, cerca de US$ 20 bilhões, 3,5 vezes o que investiu no período 2003-2007.
Com base na expansão dos investimentos, a estatal calcula que o setor de gás e petróleo necessita qualificar 112 mil profissionais até 2009. A tarefa está a cargo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), criado em 2003 pelo governo a partir de uma provocação do presidente Lula: "Por que não fazer a plataforma P-52 no Brasil?". Diante do desafio, governo e Petrobras criaram o programa, voltado, segundo seu coordenador-executivo, José Renato Pereira de Oliveira, para a substituição competitiva de importações.
"Não basta sinalizar demanda que o mercado vai automaticamente suprir isso. Não vai", sustenta Oliveira, que é funcionário da Petrobras. "Temos gargalos importantes na área de pessoal. Faltam operadores de sonda de perfuração de produção, soldadores, inspetores, encarregados, engenheiros de todas as formações (elétrico, de produção, civil etc)."
O Prominp foi desenhado para capacitar 175 categorias profissionais, sendo 45 de nível superior, 78 de nível médio e 42 de básico, em 17 Estados. O coordenador-executivo explica que o público do programa não são apenas funcionários da Petrobras, mas principalmente de seus fornecedores e prestadores de serviços, além dos empregados das outras operadoras de petróleo. Como se trata de programa do governo federal, os cursos são gratuitos e os estudantes sem vínculo com as empresas têm direito a bolsa-auxílio mensal que vai de R$ 300 a R$ 900,00.
Graças à autorização especial da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que permitiu à Petrobras deduzir os investimentos da obrigatoriedade legal de aplicar, em pesquisa e desenvolvimento, 1% das receitas dos poços com participações especiais, a estatal gasta R$ 300 milhões com o Prominp. "Se não conseguirmos capacitar esses profissionais, não vamos conseguir fazer tudo o que programamos. Temos tido alguma dificuldade em achar pessoal qualificado, sim, mas ela será muito maior daqui em diante. Ainda não deixamos de tocar um projeto por falta de gente, mas estamos no limiar de ter que parar", reconhece Oliveira.
O Sistema S também se mobiliza para responder ao desafio da mão-de-obra. Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto, que também preside o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Social da Indústria (Sesi), as duas entidades aumentarão em 30%, no quadriênio 2007-2010, o número de matrículas de seus cursos. A meta é educar e treinar 16,2 milhões de trabalhadores e modernizar escolas e laboratórios. O investimento é de R$ 10,5 bilhões para os quatro anos, sendo que R$ 400 milhões para investimento em equipamentos podem ser antecipados pelo BNDES. O pedido já chegou ao BNDES e o presidente do banco, Luciano Coutinho, vê a solicitação com simpatia.
O que poucos sabem é que o Sesi e o Senai mantêm escolas de primeiro e segundo graus, destinadas a educar e a promover reforço pedagógico de trabalhadores. Das 16,2 milhões de vagas, 7,1 milhões estão no âmbito da educação básica e secundária. O restante diz respeito ao treinamento profissional , sendo que 8,6 milhões são para a formação inicial e continuada de trabalhadores, 482 mil para educação técnica de nível médio e 32.690 para o ensino superior.
"Os novos perfis profissionais têm como limitação, no processo de habilitação da mão-de-obra, o problema do nível baixo de escolaridade, de deficiência na educação básica. A economia está demandando gente com mais escolaridade e há um déficit nessa questão. Estamos diante de um quadro difícil", reconhece o presidente da CNI. "Nosso planejamento está sendo orientado pela medição da demanda. O programa é concebido da estrutura regional para a nacional, que consolida as metas."
Um exemplo é Pernambuco. O Estado vive um renascimento econômico, após décadas de estagnação. A construção de uma refinaria da Petrobras - possivelmente em parceria com a venezuelana PDVSA - motivou um grupo de construtoras a instalar um estaleiro no Estado. Em pouco tempo, descobriu-se que a região carece de técnicos de nível médio para trabalhar nas obras. Em resposta a isso, o Senai instalou um centro de tecnologia em soldagem e ampliou a unidade que dá suporte a Suape.
O movimento do Sistema S acontece num momento em que sua legitimidade voltou a ser questionada, especialmente a forma de financiamento - uma contribuição parafiscal que chega a 3,1% da folha de pessoal. Em geral, o empresariado reconhece sua importância. "O Senai é a principal fonte de qualificação profissional. É o que dá respostas mais imediatas", diz Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Química.
O ex-ministro do Trabalho Edward Amadeo desconfia tanto da eficácia do Sistema S quanto dos programas de qualificação do governo. Para o economista, hoje sócio da Gávea Investimentos, "o melhor treinamento é dado pela própria empresa, ainda mais quando se trata do treinamento para tarefas específicas. O que a empresa precisa é de trabalhadores que sabem aprender. Portanto, o melhor curso de ´qualificação profissional´ é o oferecido pelas instituições acadêmicas - escolas e faculdades -, que ensinam os trabalhadores a aprender".
Cristiano Romero
Valor Econômico.
"Estamos buscando fontes alternativas de mão-de-obra. Há demandas no Canadá (onde a Vale é dona da Inco, maior produtora mundial de níquel), na Indonésia, na Austrália. No Leste Europeu, há mão-de-obra educada, fluente em duas, três línguas", disse ao Valor Cíntia Magno, coordenadora de seleção de carreiras da Diretoria de Recursos Humanos da Vale.
Segundo o Ipea, há, em 2007, apenas na indústria extrativista mineral, déficit de 20,8 mil trabalhadores qualificados e com experiência - no total do país, a diferença entre oferta e demanda é de 193 mil. Além do setor de mineração, que inclui a indústria petrolífera, os mais carentes são os de química e petroquímica, produtos de transporte e mecânicos. A possível importação de mão-de-obra, tema polêmico em Brasília, é apenas uma das respostas da Vale à escassez de pessoal qualificado.
O investimento na formação de pessoal no mercado interno ainda é a principal estratégia da Vale e de outras companhias brasileiras. Em 2008, a Vale deverá contratar, apenas no mercado brasileiro, 7 mil novos funcionários. Do total, ela demanda pelo menos 500 engenheiros e 60 geólogos. É aí onde está a maior dificuldade.
A mineração viveu um boom no Brasil no início dos anos 70, mas, assim como a maioria dos outros setores, praticamente estagnou nas duas décadas seguintes. Durante esse recesso, os geólogos e engenheiros de minas envelheceram e os jovens perderam interesse nessas profissões. Além disso, a mineração, considerada nociva ao meio ambiente, perdeu visibilidade e apelo.
Em 2002, motivado pelo forte crescimento chinês, o setor tomou novo impulso. "O boom agora é mais agudo que o dos anos 70 e o Brasil entrou nele graças às reservas minerais", explica Paulo Camillo Penna, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Entre 2000 e 2006, o PIB mineral brasileiro cresceu 200%. O aquecimento do setor ocorre no momento em que profissionais do mercado estão se aposentando e a carência de mão-de-obra, especialmente nas áreas técnicas, é generalizada. "É um fenômeno mundial. A gente vê países desenvolvidos, em estágios mais avançados que o Brasil, como Austrália, EUA e Canadá, enfrentando o mesmo problema", afirma Cíntia.
Durante as décadas de 80 e 90, com a retração da economia, os engenheiros procuraram outras profissões. Uma boa parte foi parar na área de tesouraria dos bancos. O desinteresse pela profissão criou uma situação incômoda para o país: segundo dados levantados pela professora Virgínia Ciminelli, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da UFMG, a proporção de engenheiros no Brasil é de cinco para cada mil trabalhadores, enquanto na média mundial varia de 15 a 25. Outro problema é a concentração de estudantes em engenharia civil - 45%, face a 14% nos EUA.
Uma idéia das dificuldades enfrentadas pela Vale está no banco de currículos que a empresa mantém na internet. Lá, mais de 400 mil pessoas se inscreveram à procura de uma oportunidade, mas, do total, menos de 5% são engenheiros. No caso dos geólogos, a proporção é ainda menor - apenas 0,1%. "A solução é formar, trazer pessoas para cá que tenham uma formação básica e investir na capacitação e especialização", ensina Cíntia. Segundo ela, em 2008, a Vale oferecerá 330 vagas em cursos de pós-graduação - em 2007, foram 300. Além disso, a empresa faz intercâmbio de especialistas com suas unidades no exterior e financia, para funcionários mais qualificados, cursos específicos, como o de economia minerária, na Escola de Minas de Paris.
A Vale não está sozinha. Há forte mobilização, tanto das empresas quanto das entidades que as representam e do Sistema S (Senai e Sesi), para enfrentar a ameaça da falta de mão-de-obra, que, no limite, pode frear a expansão da economia nos próximos anos. É uma corrida contra o tempo. Responsável por cerca de 90% do setor de gás e petróleo no país, a Petrobras planeja investir anualmente, entre 2008 e 2012, cerca de US$ 20 bilhões, 3,5 vezes o que investiu no período 2003-2007.
Com base na expansão dos investimentos, a estatal calcula que o setor de gás e petróleo necessita qualificar 112 mil profissionais até 2009. A tarefa está a cargo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), criado em 2003 pelo governo a partir de uma provocação do presidente Lula: "Por que não fazer a plataforma P-52 no Brasil?". Diante do desafio, governo e Petrobras criaram o programa, voltado, segundo seu coordenador-executivo, José Renato Pereira de Oliveira, para a substituição competitiva de importações.
"Não basta sinalizar demanda que o mercado vai automaticamente suprir isso. Não vai", sustenta Oliveira, que é funcionário da Petrobras. "Temos gargalos importantes na área de pessoal. Faltam operadores de sonda de perfuração de produção, soldadores, inspetores, encarregados, engenheiros de todas as formações (elétrico, de produção, civil etc)."
O Prominp foi desenhado para capacitar 175 categorias profissionais, sendo 45 de nível superior, 78 de nível médio e 42 de básico, em 17 Estados. O coordenador-executivo explica que o público do programa não são apenas funcionários da Petrobras, mas principalmente de seus fornecedores e prestadores de serviços, além dos empregados das outras operadoras de petróleo. Como se trata de programa do governo federal, os cursos são gratuitos e os estudantes sem vínculo com as empresas têm direito a bolsa-auxílio mensal que vai de R$ 300 a R$ 900,00.
Graças à autorização especial da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que permitiu à Petrobras deduzir os investimentos da obrigatoriedade legal de aplicar, em pesquisa e desenvolvimento, 1% das receitas dos poços com participações especiais, a estatal gasta R$ 300 milhões com o Prominp. "Se não conseguirmos capacitar esses profissionais, não vamos conseguir fazer tudo o que programamos. Temos tido alguma dificuldade em achar pessoal qualificado, sim, mas ela será muito maior daqui em diante. Ainda não deixamos de tocar um projeto por falta de gente, mas estamos no limiar de ter que parar", reconhece Oliveira.
O Sistema S também se mobiliza para responder ao desafio da mão-de-obra. Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto, que também preside o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Social da Indústria (Sesi), as duas entidades aumentarão em 30%, no quadriênio 2007-2010, o número de matrículas de seus cursos. A meta é educar e treinar 16,2 milhões de trabalhadores e modernizar escolas e laboratórios. O investimento é de R$ 10,5 bilhões para os quatro anos, sendo que R$ 400 milhões para investimento em equipamentos podem ser antecipados pelo BNDES. O pedido já chegou ao BNDES e o presidente do banco, Luciano Coutinho, vê a solicitação com simpatia.
O que poucos sabem é que o Sesi e o Senai mantêm escolas de primeiro e segundo graus, destinadas a educar e a promover reforço pedagógico de trabalhadores. Das 16,2 milhões de vagas, 7,1 milhões estão no âmbito da educação básica e secundária. O restante diz respeito ao treinamento profissional , sendo que 8,6 milhões são para a formação inicial e continuada de trabalhadores, 482 mil para educação técnica de nível médio e 32.690 para o ensino superior.
"Os novos perfis profissionais têm como limitação, no processo de habilitação da mão-de-obra, o problema do nível baixo de escolaridade, de deficiência na educação básica. A economia está demandando gente com mais escolaridade e há um déficit nessa questão. Estamos diante de um quadro difícil", reconhece o presidente da CNI. "Nosso planejamento está sendo orientado pela medição da demanda. O programa é concebido da estrutura regional para a nacional, que consolida as metas."
Um exemplo é Pernambuco. O Estado vive um renascimento econômico, após décadas de estagnação. A construção de uma refinaria da Petrobras - possivelmente em parceria com a venezuelana PDVSA - motivou um grupo de construtoras a instalar um estaleiro no Estado. Em pouco tempo, descobriu-se que a região carece de técnicos de nível médio para trabalhar nas obras. Em resposta a isso, o Senai instalou um centro de tecnologia em soldagem e ampliou a unidade que dá suporte a Suape.
O movimento do Sistema S acontece num momento em que sua legitimidade voltou a ser questionada, especialmente a forma de financiamento - uma contribuição parafiscal que chega a 3,1% da folha de pessoal. Em geral, o empresariado reconhece sua importância. "O Senai é a principal fonte de qualificação profissional. É o que dá respostas mais imediatas", diz Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Química.
O ex-ministro do Trabalho Edward Amadeo desconfia tanto da eficácia do Sistema S quanto dos programas de qualificação do governo. Para o economista, hoje sócio da Gávea Investimentos, "o melhor treinamento é dado pela própria empresa, ainda mais quando se trata do treinamento para tarefas específicas. O que a empresa precisa é de trabalhadores que sabem aprender. Portanto, o melhor curso de ´qualificação profissional´ é o oferecido pelas instituições acadêmicas - escolas e faculdades -, que ensinam os trabalhadores a aprender".
Cristiano Romero
Valor Econômico.
Governo quer capacitar trabalhador
O governo quer obrigar os beneficiários do seguro-desemprego a fazerem cursos de qualificação profissional. Quem não fizer perderá o direito de receber o seguro. A proposta, formulada pelo secretário de Políticas e Emprego do Ministério do Trabalho, Sérgio Vidigal, depende de mudança da legislação. A lei atual sugere que o segurado faça um curso profissionalizante, mas não o obriga.
Segundo Vidigal, o governo está negociando uma parceria com o Sistema S para justamente poder oferecer aos desempregados a possibilidade de aprender um novo ofício ou aperfeiçoar o existente. "Como não temos recursos suficientes para oferecer cursos aos 6,1 milhões de segurados, não podemos ainda obrigar, mas queremos isso. Para nós, é interessante porque vamos qualificar de acordo com a demanda do mercado. Há uma experiência nesse sentido na Itália", disse Vidigal ao Valor.
A economia brasileira vive situação curiosa. Nos últimos cinco anos, a geração de empregos formais foi vigorosa - em 2007, até outubro, foram 1,812 milhão de novas vagas -, a taxa de desemprego diminuiu, mas o número de beneficiários do seguro-desemprego aumentou 20%. Há quatro anos, essa despesa estava em torno de R$ 5 bilhões. Em 2007, segundo Vidigal, deve chegar a R$ 13 bilhões.
Vidigal vê na baixa escolaridade uma das razões da explosão do seguro-desemprego, além do fato de o salário mínimo, ao qual o benefício está atrelado, ter tido aumentos reais significativos. "A rotatividade (no mercado de trabalho) é muito grande porque temos uma massa de trabalhadores com baixa escolaridade e qualificação e que, por isso, trabalha em empregos sazonais (temporários)", explica. "Você não vai conseguir qualificar um soldador se ele não tiver o primeiro grau completo. É preciso elevar a escolaridade, investir no ensino médio."
A promessa do Ministério da Educação é chegar a 2010, último ano do segundo mandato de Lula, com 354 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). Hoje, são cerca de 200. No Ministério do Trabalho, os recursos para programas de qualificação são limitados, embora o governo fale em triplicá-los em 2008. Em 2007, foram R$ 97 milhões e a idéia é gastar R$ 297 milhões em 2008. O programa que mais recebe recursos é o Plano Territorial de Qualificação (Planteq), executado por convênios com Estados e municípios acima de 200 mil habitantes, que, neste ano, capacita 130,6 mil trabalhadores.
Em 2005, foi criado o Plano Superior de Qualificação Profissional (Planseq), voltado à capacitação de trabalhadores de setores específicos. A iniciativa ainda é modesta. Por enquanto, beneficia os setores sucroalcooleiro, de celulose, de petróleo e gás e de turismo. Em 2007, estão sendo treinados apenas 23.303 profissionais.
"Na construção civil não está faltando servente, mas engenheiro, mestre-de-obras, operador de betoneira etc", diz Vidigal. Mesmo pedreiro a indústria já teme faltar, o que levou Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a propor parceria ao Ministério do Desenvolvimento Social. A idéia é capacitar beneficiários do Bolsa-Família, um universo de 45 milhões de pessoas, para a construção civil. "As obras do PAC devem gerar 1,2 milhão de empregos, e poderíamos ter 15% disso (180 mil vagas) para o pessoal do Bolsa-Família", defende Simão.
Cristiano Romero
Valor Econômico.
Segundo Vidigal, o governo está negociando uma parceria com o Sistema S para justamente poder oferecer aos desempregados a possibilidade de aprender um novo ofício ou aperfeiçoar o existente. "Como não temos recursos suficientes para oferecer cursos aos 6,1 milhões de segurados, não podemos ainda obrigar, mas queremos isso. Para nós, é interessante porque vamos qualificar de acordo com a demanda do mercado. Há uma experiência nesse sentido na Itália", disse Vidigal ao Valor.
A economia brasileira vive situação curiosa. Nos últimos cinco anos, a geração de empregos formais foi vigorosa - em 2007, até outubro, foram 1,812 milhão de novas vagas -, a taxa de desemprego diminuiu, mas o número de beneficiários do seguro-desemprego aumentou 20%. Há quatro anos, essa despesa estava em torno de R$ 5 bilhões. Em 2007, segundo Vidigal, deve chegar a R$ 13 bilhões.
Vidigal vê na baixa escolaridade uma das razões da explosão do seguro-desemprego, além do fato de o salário mínimo, ao qual o benefício está atrelado, ter tido aumentos reais significativos. "A rotatividade (no mercado de trabalho) é muito grande porque temos uma massa de trabalhadores com baixa escolaridade e qualificação e que, por isso, trabalha em empregos sazonais (temporários)", explica. "Você não vai conseguir qualificar um soldador se ele não tiver o primeiro grau completo. É preciso elevar a escolaridade, investir no ensino médio."
A promessa do Ministério da Educação é chegar a 2010, último ano do segundo mandato de Lula, com 354 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). Hoje, são cerca de 200. No Ministério do Trabalho, os recursos para programas de qualificação são limitados, embora o governo fale em triplicá-los em 2008. Em 2007, foram R$ 97 milhões e a idéia é gastar R$ 297 milhões em 2008. O programa que mais recebe recursos é o Plano Territorial de Qualificação (Planteq), executado por convênios com Estados e municípios acima de 200 mil habitantes, que, neste ano, capacita 130,6 mil trabalhadores.
Em 2005, foi criado o Plano Superior de Qualificação Profissional (Planseq), voltado à capacitação de trabalhadores de setores específicos. A iniciativa ainda é modesta. Por enquanto, beneficia os setores sucroalcooleiro, de celulose, de petróleo e gás e de turismo. Em 2007, estão sendo treinados apenas 23.303 profissionais.
"Na construção civil não está faltando servente, mas engenheiro, mestre-de-obras, operador de betoneira etc", diz Vidigal. Mesmo pedreiro a indústria já teme faltar, o que levou Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a propor parceria ao Ministério do Desenvolvimento Social. A idéia é capacitar beneficiários do Bolsa-Família, um universo de 45 milhões de pessoas, para a construção civil. "As obras do PAC devem gerar 1,2 milhão de empregos, e poderíamos ter 15% disso (180 mil vagas) para o pessoal do Bolsa-Família", defende Simão.
Cristiano Romero
Valor Econômico.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Médicos sem formação adequada
Mais da metade - para ser preciso, 56% - dos alunos de sexto ano das faculdades de medicina não passaram no exame do CRM-SP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo); muitos desses cursos que tiveram péssimos desempenhos cobram mensalidades que chegam a até R$ 4.000 mensais. Mas o pior não é o que o estudante paga, mas o que, uma vez formado, ele faz - ou deixa de fazer.
O diretor de comunicação do CRM-SP, Braulio Luna Filho, sustenta: existe uma forte suspeita de que o aumento de denúncias contra médicos se deve à baixa qualidade das faculdades, sem acesso a hospitais universitários ou professores qualificados. O número de denúncias cresceu 75% entre 2000 e 2006.
É mais um aspecto da crise do ensino brasileiro, agravado com o fato de que se formam médicos que matam ou prejudicam a saúde dos pacientes. Daí ser inexplicável (exceto por lobby corporativo) esse exame ser voluntário - e, pior, localizado em pouquíssimos lugares do Brasil, onde existem 172 faculdades de medicina que colocam na rua, muitas vezes sem oferecer residência, 10 mil médicos.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
O diretor de comunicação do CRM-SP, Braulio Luna Filho, sustenta: existe uma forte suspeita de que o aumento de denúncias contra médicos se deve à baixa qualidade das faculdades, sem acesso a hospitais universitários ou professores qualificados. O número de denúncias cresceu 75% entre 2000 e 2006.
É mais um aspecto da crise do ensino brasileiro, agravado com o fato de que se formam médicos que matam ou prejudicam a saúde dos pacientes. Daí ser inexplicável (exceto por lobby corporativo) esse exame ser voluntário - e, pior, localizado em pouquíssimos lugares do Brasil, onde existem 172 faculdades de medicina que colocam na rua, muitas vezes sem oferecer residência, 10 mil médicos.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
DF ultrapassa Brasil em até 61 pontos
Unidade da Federação tem um dos melhores salários de professores
Estudante do 1º ano do ensino médio, Vinícius Souza Santana, 15 anos, não tem queixas da sua escola, o Centro de Ensino da Asa Norte (Cean), em Brasília. Uma das maiores escolas públicas do Distrito Federal, o Cean tem até um site na internet com notícias especiais para os alunos. “Não tenho reclamação nenhuma da escola. Nem dessa, nem da que estudei até a 8ª série”, diz Vinícius.
O estudante brasiliense estudou a vida inteira em escolas públicas do Distrito Federal. Filho de uma dona de casa e um instrutor de auto-escola, diz que os professores são a melhor coisa da sua escola hoje. E, na anterior, que ia apenas até a 8ª série, eram ainda melhores. “A maioria deles é muito preparada. Eles conseguem passar o que querem e fazer a gente entender”, garante. “Sou bom aluno”, afirma Vinícius. Ele prefere a área de Humanas, mas vai bem em matemática. Na faculdade, ainda não sabe se fará Economia ou Publicidade.
Salário Alto
O Distrito Federal teve nota até 61 pontos acima da média nacional, como no caso da prova de matemática. Em ciência e leitura foram 57 e 36 pontos acima, respectivamente. As melhores médias do DF no Pisa vêm acompanhadas de outros indicadores em que a capital federal também está entre os melhores. O salário de um professor com 40 horas semanais, em final de carreira, é de R$ 4,5 mil, o maior do País. Mas poderá quase dobrar se o governo do DF aprovar o plano de carreira que está sendo preparado. O investimento por aluno é de R$ 1.820,52 por ano, o quarto do País - perde para Roraima, Espírito Santo e São Paulo.
Lisandra Paraguassú
André Dusek
O Estado de S.Paulo
Estudante do 1º ano do ensino médio, Vinícius Souza Santana, 15 anos, não tem queixas da sua escola, o Centro de Ensino da Asa Norte (Cean), em Brasília. Uma das maiores escolas públicas do Distrito Federal, o Cean tem até um site na internet com notícias especiais para os alunos. “Não tenho reclamação nenhuma da escola. Nem dessa, nem da que estudei até a 8ª série”, diz Vinícius.
O estudante brasiliense estudou a vida inteira em escolas públicas do Distrito Federal. Filho de uma dona de casa e um instrutor de auto-escola, diz que os professores são a melhor coisa da sua escola hoje. E, na anterior, que ia apenas até a 8ª série, eram ainda melhores. “A maioria deles é muito preparada. Eles conseguem passar o que querem e fazer a gente entender”, garante. “Sou bom aluno”, afirma Vinícius. Ele prefere a área de Humanas, mas vai bem em matemática. Na faculdade, ainda não sabe se fará Economia ou Publicidade.
Salário Alto
O Distrito Federal teve nota até 61 pontos acima da média nacional, como no caso da prova de matemática. Em ciência e leitura foram 57 e 36 pontos acima, respectivamente. As melhores médias do DF no Pisa vêm acompanhadas de outros indicadores em que a capital federal também está entre os melhores. O salário de um professor com 40 horas semanais, em final de carreira, é de R$ 4,5 mil, o maior do País. Mas poderá quase dobrar se o governo do DF aprovar o plano de carreira que está sendo preparado. O investimento por aluno é de R$ 1.820,52 por ano, o quarto do País - perde para Roraima, Espírito Santo e São Paulo.
Lisandra Paraguassú
André Dusek
O Estado de S.Paulo
DF e Santa Catarina lideram o Pisa no Brasil
Os resultados do Pisa, sigla em inglês do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), revelam que o Estado de São Paulo não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas -ciências, leitura e matemática.
Na área de ciências, a média paulista (385 pontos) é comparável à da Tunísia (África). No caso da leitura (392 pontos), eqüivale-se a Montenegro (Balcãs). Já em relação a matemática, com 370 pontos, os paulistas estão no mesmo nível dos vizinhos colombianos.
Para o ministro Fernando Haddad (Educação), o resultado de São Paulo requer "atenção" do governo federal. "Com exceção do Distrito Federal, São Paulo é a maior renda per capita do país. Era de se supor que pudesse trazer as médias nacionais para cima. É um resultado que surpreende, exige alguma atenção e algum diagnóstico do que se passa."
O petista Haddad falou com cautela sobre o Estado governado pelo tucano José Serra, que sucedeu os também tucanos Mário Covas (morto em 2001) e Geraldo Alckmin.
"No geral, os Estados mais ricos se saem melhor do que os mais pobres. Essa é a regra geral. Há exceções à regra", completou o ministro.
Para a secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, o tamanho do Estado explica o quadro. "Ao mesmo tempo em que temos uma economia forte, temos todos os problemas existentes no Brasil. O fato de termos avançado enormemente na oferta de escolas nos dá agora condições para melhorar a qualidade de ensino", disse.
Na três áreas, São Paulo registrou média abaixo do Sudeste. Em ciências, a média da região ficou em 396 pontos, contra 385 do Estado. Em leitura, o Sudeste teve 404 pontos, ante 392 de São Paulo. Em matemática, a diferença ficou em 378 contra 370.
O Distrito Federal lidera os rankings de ciências e de matemática, seguido por Santa Catarina, que lidera a tabela de leitura. No outro extremo ficou o Maranhão, com os piores resultados nas três áreas. Além do Distrito Federal, apenas oito Estados ficaram acima da média nas três disciplinas: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Entre esses Estados, o ministro Haddad destacou Rondônia e Sergipe, que, apesar das baixas médias de suas regiões (Norte e Nordeste), conseguiram manter seus alunos acima da média nacional nas três áreas avaliadas.
Eduardo Scolese
Cinthia Rodrigues (colaboaração)
Folha de S.Paulo
Na área de ciências, a média paulista (385 pontos) é comparável à da Tunísia (África). No caso da leitura (392 pontos), eqüivale-se a Montenegro (Balcãs). Já em relação a matemática, com 370 pontos, os paulistas estão no mesmo nível dos vizinhos colombianos.
Para o ministro Fernando Haddad (Educação), o resultado de São Paulo requer "atenção" do governo federal. "Com exceção do Distrito Federal, São Paulo é a maior renda per capita do país. Era de se supor que pudesse trazer as médias nacionais para cima. É um resultado que surpreende, exige alguma atenção e algum diagnóstico do que se passa."
O petista Haddad falou com cautela sobre o Estado governado pelo tucano José Serra, que sucedeu os também tucanos Mário Covas (morto em 2001) e Geraldo Alckmin.
"No geral, os Estados mais ricos se saem melhor do que os mais pobres. Essa é a regra geral. Há exceções à regra", completou o ministro.
Para a secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, o tamanho do Estado explica o quadro. "Ao mesmo tempo em que temos uma economia forte, temos todos os problemas existentes no Brasil. O fato de termos avançado enormemente na oferta de escolas nos dá agora condições para melhorar a qualidade de ensino", disse.
Na três áreas, São Paulo registrou média abaixo do Sudeste. Em ciências, a média da região ficou em 396 pontos, contra 385 do Estado. Em leitura, o Sudeste teve 404 pontos, ante 392 de São Paulo. Em matemática, a diferença ficou em 378 contra 370.
O Distrito Federal lidera os rankings de ciências e de matemática, seguido por Santa Catarina, que lidera a tabela de leitura. No outro extremo ficou o Maranhão, com os piores resultados nas três áreas. Além do Distrito Federal, apenas oito Estados ficaram acima da média nas três disciplinas: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Entre esses Estados, o ministro Haddad destacou Rondônia e Sergipe, que, apesar das baixas médias de suas regiões (Norte e Nordeste), conseguiram manter seus alunos acima da média nacional nas três áreas avaliadas.
Eduardo Scolese
Cinthia Rodrigues (colaboaração)
Folha de S.Paulo
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Expectativa de vida do brasileiro sobe para 72,3 anos em 2006, diz IBGE
Em 2006, a esperança de vida do brasileiro ao nascer era de 72,3 anos, segundo o IBGE. Em relação à expectativa de 1960 (54,6 anos), o número é maior em 32,4%, ou 17 anos, oito meses e um dia. Anualmente, houve em média um aumento de quatro meses e 18 dias. No ano passado, o Distrito Federal tinha a mais alta esperança de vida (75,1 anos) e Alagoas (66,4 anos) ocupava o último lugar. Em 46 anos, o indicador das mulheres teve a maior alta (35,7%), chegando a 76,1 anos. Entre os fatores que influenciaram estão a melhoria do acesso aos serviços de saúde, o aumento da escolaridade e a prevenção de doenças.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Rogativa
Senhor Jesus!...
Nós te agradecemos:
A bênção do amor;
O tesouro do tempo;
A felicidade de trabalhar;
O privilégio de servir;
O dom da palavra;
O apoio da instrução;
A força do progresso;
O amparo da esperança;
A construção da fé;
A lição da prova;
O benefício da dor;
O incentivo da alegria;
O apoio do companheiro;
E o concurso do adversário!...
Sabemos, porém, Senhor, que nos cabe o dever de aproveitar-te as concessões, a fim de acender em nós mesmos a luz da experiência para o caminho que nos conduz a Deus.
Compreendendo tudo isso, nós te rogamos a precisa coragem de cultivar a humildade e a paciência, porquanto, somente sobre semelhantes alicerces espirituais, é que nos esqueceremos de nossos caprichos próprios, de modo a aceitarmos, para a nossa felicidade, as tuas determinações, onde estivermos, seja com quem for, em todo tempo e em qualquer circunstância, hoje e sempre.
Assim seja.
Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier
Nós te agradecemos:
A bênção do amor;
O tesouro do tempo;
A felicidade de trabalhar;
O privilégio de servir;
O dom da palavra;
O apoio da instrução;
A força do progresso;
O amparo da esperança;
A construção da fé;
A lição da prova;
O benefício da dor;
O incentivo da alegria;
O apoio do companheiro;
E o concurso do adversário!...
Sabemos, porém, Senhor, que nos cabe o dever de aproveitar-te as concessões, a fim de acender em nós mesmos a luz da experiência para o caminho que nos conduz a Deus.
Compreendendo tudo isso, nós te rogamos a precisa coragem de cultivar a humildade e a paciência, porquanto, somente sobre semelhantes alicerces espirituais, é que nos esqueceremos de nossos caprichos próprios, de modo a aceitarmos, para a nossa felicidade, as tuas determinações, onde estivermos, seja com quem for, em todo tempo e em qualquer circunstância, hoje e sempre.
Assim seja.
Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier
Problemas
Tu podes revolver problemas.
A tua força flui de acordo com a intensidade de tua convicção. Pensa ser capaz de resolver os problemas e te sentirás bem.
Nem toda situação é problema. Problema é o que resulta da tua apreciação e consideração. Se te julgas sem força ou inteligência para resolver o que tens a frente, isso se torna problema, dificuldade, entrave. Afirma-te com qualidades, e vence os problemas. Fala firmemente: SOU FORTE, TENHO SAÚDE, TENHO BELEZA, TENHO BONDADE, NADA ME FALTA.
Depois, vai em frente. Luta, trabalha, vibra, ama.
Nunca desanimes.
O problema não é nada para quem sabe que tem as chaves da solução dentro de si.
Do livro ÂNIMO, de Lourival Lopes p. 78
A tua força flui de acordo com a intensidade de tua convicção. Pensa ser capaz de resolver os problemas e te sentirás bem.
Nem toda situação é problema. Problema é o que resulta da tua apreciação e consideração. Se te julgas sem força ou inteligência para resolver o que tens a frente, isso se torna problema, dificuldade, entrave. Afirma-te com qualidades, e vence os problemas. Fala firmemente: SOU FORTE, TENHO SAÚDE, TENHO BELEZA, TENHO BONDADE, NADA ME FALTA.
Depois, vai em frente. Luta, trabalha, vibra, ama.
Nunca desanimes.
O problema não é nada para quem sabe que tem as chaves da solução dentro de si.
Do livro ÂNIMO, de Lourival Lopes p. 78
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Fim da dívida externa brasileira
As reservas internacionais do Brasil estão em torno de 190 bilhões de dólares. Esse número está próximo ao valor da dívida externa: 194 bilhões de dólares.
No final deste ano o Brasil estará livre do problema da dívida externa.
No final deste ano o Brasil estará livre do problema da dívida externa.
Quase metade das empresas criadas em 1997 fecharam até 2005
Em 2005, 42% das empresas brasileiras tinham menos de 5 anos de idade, enquanto apenas 3% apresentavam 30 anos ou mais. Já em relação ao pessoal ocupado, a participação destas empresas com 30 anos ou mais de idade representava 20% do total dos trabalhadores. As maiores taxas de entrada (criação) e saída (extinção) de empresas no mercado 1 foram observadas nas empresas com 0 a 4 pessoas ocupadas (18,6% e 13,1%, respectivamente). Já as menores taxas, ocorreram na faixa de empresas com 100 e mais pessoas ocupadas (1,6% e 1,2%, respectivamente).
Com relação à sobrevivência das unidades criadas em 1997, foi possível observar que no primeiro ano de vida, cerca de 20% das empresas não sobreviveram. Após dois anos de criação, 27,2% das empresas já estavam com as portas fechadas e, depois de 8 anos, apenas 51,6% ainda continuam ativas. A análise regional mostrou que cerca de 51% das unidades criadas, em 1997, nas regiões Nordeste e Sudeste ainda existiam em 2005. Na região Norte o percentual de sobrevivência foi de 46,5%, na Centro-Oeste foi de 47,8% e o Sul foi o que apresentou maior taxa, 53,8%.
Essas e outras informações fazem parte do estudo sobre a demografia de empresas no Brasil, realizado a partir das informações do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE 2005 2, e são detalhadas em seguida. Todos os resultados da estudo estão disponíveis no www.ibge.gov.br
O estudo mostrou que 62,5% das empresas brasileiras estão estabelecidas no mercado há menos de 10 anos, sendo que 42,1%, das empresas foram criadas há menos de cinco anos. Apenas 2,9% das empresas foram criadas há 30 anos ou mais. As empresas com maior tempo de permanência no mercado têm maior média de pessoal ocupado total. Por exemplo, as empresas com 30 anos ou mais de idade representam apenas 2,9% do total de empresas, mas ocupam 20,0% do total de pessoas. Ainda em 2005, as empresas com até cinco anos de idade representavam 42,1% do total de empresas e 26,0% do total do pessoal ocupado.
Fonte: IBGE
Com relação à sobrevivência das unidades criadas em 1997, foi possível observar que no primeiro ano de vida, cerca de 20% das empresas não sobreviveram. Após dois anos de criação, 27,2% das empresas já estavam com as portas fechadas e, depois de 8 anos, apenas 51,6% ainda continuam ativas. A análise regional mostrou que cerca de 51% das unidades criadas, em 1997, nas regiões Nordeste e Sudeste ainda existiam em 2005. Na região Norte o percentual de sobrevivência foi de 46,5%, na Centro-Oeste foi de 47,8% e o Sul foi o que apresentou maior taxa, 53,8%.
Essas e outras informações fazem parte do estudo sobre a demografia de empresas no Brasil, realizado a partir das informações do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE 2005 2, e são detalhadas em seguida. Todos os resultados da estudo estão disponíveis no www.ibge.gov.br
O estudo mostrou que 62,5% das empresas brasileiras estão estabelecidas no mercado há menos de 10 anos, sendo que 42,1%, das empresas foram criadas há menos de cinco anos. Apenas 2,9% das empresas foram criadas há 30 anos ou mais. As empresas com maior tempo de permanência no mercado têm maior média de pessoal ocupado total. Por exemplo, as empresas com 30 anos ou mais de idade representam apenas 2,9% do total de empresas, mas ocupam 20,0% do total de pessoas. Ainda em 2005, as empresas com até cinco anos de idade representavam 42,1% do total de empresas e 26,0% do total do pessoal ocupado.
Fonte: IBGE
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Brasil entra para grupo de países com altos índices de desenvolvimento
Pela primeira vez na história, o Brasil aparece no grupo de países com alto Índice de Desenvolvimento Humano, segundo relatório da ONU, com base em indicadores de 2005. O IDH brasileiro subiu de 0,792 para 0,800, pontuação mínima para entrar no ranking da elite do desenvolvimento humano. O aumento da expectativa de vida foi um dos fatores que contribuíram para a melhora do indicador brasileiro. Apesar do avanço, o Brasil aparece em último lugar entre 70 países, atrás de Argentina, Chile e Uruguai. O líder da lista é a Islândia.
Fonte: CBN
Fonte: CBN
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Governo federal vai lançar Saúde da Escola
O ministro da Educação Fernando Haddad anunciou que o programa Saúda da Família será extendido às escolas públicas. Segundo o ministro, uma verba específica será destinada às cidades que aderirem ao Saúde da Escola.
O programa deve entrar em prática já na primeira semana de dezembro. Por conta da falta de atendimento médico nas escolas, doenças simples como cáries, problemas de visão e audição têm atrapalhado o aprendizado das crianças.
O programa deve entrar em prática já na primeira semana de dezembro. Por conta da falta de atendimento médico nas escolas, doenças simples como cáries, problemas de visão e audição têm atrapalhado o aprendizado das crianças.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Capitais desperdiçam metade da água tratada
Carlos Rangel
Uma campanha, lançada nesta quarta-feira, em São Paulo, pelo Instituto Socioambiental (ISA) com o tema De Olho nos Mananciais vai dar informações sobre a situação das fontes de água que abastecem as grandes cidades do País. Um estudo inédito sobre o abastecimento público e saneamento básico nas 27 capitais brasileiras revela que quase 50% da água retirada dos mananciais é desperdiçada em vazamentos, fraudes e submedições. A água jogada fora seria suficiente para abastecer 38 milhões de pessoas por dia, informa o ISA.
Os vazamentos na rede de distribuição das 27 capitais causam perdas de 45%. São 6,14 bilhões de litros. E menos de 50% da população das capitais tem esgoto tratado. O levantamento sobre coberturas e desperdícios nas redes públicas de abastecimento e saneamento, baseado em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades (ano base 2004), é inédito.
Apenas seis das 27 capitais atendem à totalidade da população com abastecimento de água. Porto Velho, Rio Branco e Macapá cobrem apenas 30,6%, 56,2% e 58,5% da população, respectivamente. A média de consumo per capita é de 150 litros/dia. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, a média sobe para 220 litros, o dobro do recomendado pela ONU 110 litros. A capital campeã do desperdício é Porto Velho, com 78,8% do total. Em volume de desperdício, Rio de Janeiro lidera, com 1,54 bilhão de litros/dia.
Cerca de 30% da população das capitais, mais de 13 milhões de pessoas, não têm acesso a redes de coleta de esgoto. Manaus, Belém e Rio Branco apresentam os piores índices, com menos de 3% de seus moradores atendidos pelo serviço.
Para abastecer a população residente na cidade de São Paulo, são produzidos aproximadamente 3,4 bilhões de litros de água por dia. A perda de água média no município de São Paulo é de 30,8% em relação ao volume produzido. A perda equivale a um volume de água de cerca de 1 bilhão de litros de água por dia.
DiárioNet
Uma campanha, lançada nesta quarta-feira, em São Paulo, pelo Instituto Socioambiental (ISA) com o tema De Olho nos Mananciais vai dar informações sobre a situação das fontes de água que abastecem as grandes cidades do País. Um estudo inédito sobre o abastecimento público e saneamento básico nas 27 capitais brasileiras revela que quase 50% da água retirada dos mananciais é desperdiçada em vazamentos, fraudes e submedições. A água jogada fora seria suficiente para abastecer 38 milhões de pessoas por dia, informa o ISA.
Os vazamentos na rede de distribuição das 27 capitais causam perdas de 45%. São 6,14 bilhões de litros. E menos de 50% da população das capitais tem esgoto tratado. O levantamento sobre coberturas e desperdícios nas redes públicas de abastecimento e saneamento, baseado em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades (ano base 2004), é inédito.
Apenas seis das 27 capitais atendem à totalidade da população com abastecimento de água. Porto Velho, Rio Branco e Macapá cobrem apenas 30,6%, 56,2% e 58,5% da população, respectivamente. A média de consumo per capita é de 150 litros/dia. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, a média sobe para 220 litros, o dobro do recomendado pela ONU 110 litros. A capital campeã do desperdício é Porto Velho, com 78,8% do total. Em volume de desperdício, Rio de Janeiro lidera, com 1,54 bilhão de litros/dia.
Cerca de 30% da população das capitais, mais de 13 milhões de pessoas, não têm acesso a redes de coleta de esgoto. Manaus, Belém e Rio Branco apresentam os piores índices, com menos de 3% de seus moradores atendidos pelo serviço.
Para abastecer a população residente na cidade de São Paulo, são produzidos aproximadamente 3,4 bilhões de litros de água por dia. A perda de água média no município de São Paulo é de 30,8% em relação ao volume produzido. A perda equivale a um volume de água de cerca de 1 bilhão de litros de água por dia.
DiárioNet
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Ex-ministro quer filho de político na rede pública
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou projeto que impede parlamentares, prefeitos, governadores e presidente da República de matricularem seus filhos em escolas particulares durante a educação básica.
Quem tem cargo eletivo seria obrigado a colocar filhos e demais dependentes em escolas públicas a partir de 2014. A punição para quem descumprir a regra não está prevista, mas Cristovam disse que para os parlamentares federais poderia ser considerado quebra de decoro.
Ele disse que não estudou nem colocou seus filhos em escolas públicas, mas justificou que na época não era parlamentar.
Para o pedetista, com os filhos de políticos na escola pública, haverá melhoria na educação gratuita. Em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o projeto recebeu parecer contrário do senador Romeu Tuma (PTB-SP) porque prejudicaria as particulares ao excluir delas "os filhos de mais de 60 mil famílias". Como Tuma não pertence mais a CCJ, o projeto terá novo relator.
Andreza Matais
Folha de S.Paulo
Quem tem cargo eletivo seria obrigado a colocar filhos e demais dependentes em escolas públicas a partir de 2014. A punição para quem descumprir a regra não está prevista, mas Cristovam disse que para os parlamentares federais poderia ser considerado quebra de decoro.
Ele disse que não estudou nem colocou seus filhos em escolas públicas, mas justificou que na época não era parlamentar.
Para o pedetista, com os filhos de políticos na escola pública, haverá melhoria na educação gratuita. Em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o projeto recebeu parecer contrário do senador Romeu Tuma (PTB-SP) porque prejudicaria as particulares ao excluir delas "os filhos de mais de 60 mil famílias". Como Tuma não pertence mais a CCJ, o projeto terá novo relator.
Andreza Matais
Folha de S.Paulo
domingo, 18 de novembro de 2007
Caminhos Retos
Tempo sem desperdício.
Trabalho sem desânimo.
Estudo sem cansaço.
Oração sem inércia.
Alimentação sem abuso.
Tranqüilidade sem preguiça.
Alegria sem desordem.
Distração sem vício.
Fé sem fanatismo.
Disciplina sem violência.
Firmeza sem arrogância.
Amor sem egoísmo.
Ajuda sem paga.
Realização sem jactância.
Perdão sem exigência.
Dificilmente libertar-nos-emos da ilusão que nos confunde a vida, se fugimos de palmilhar esses caminhos retos, rumo à Imortalidade Triunfante.
André Luiz
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
Trabalho sem desânimo.
Estudo sem cansaço.
Oração sem inércia.
Alimentação sem abuso.
Tranqüilidade sem preguiça.
Alegria sem desordem.
Distração sem vício.
Fé sem fanatismo.
Disciplina sem violência.
Firmeza sem arrogância.
Amor sem egoísmo.
Ajuda sem paga.
Realização sem jactância.
Perdão sem exigência.
Dificilmente libertar-nos-emos da ilusão que nos confunde a vida, se fugimos de palmilhar esses caminhos retos, rumo à Imortalidade Triunfante.
André Luiz
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
Construir
Para construir a floresta a natureza gasta séculos de serviço.
Para destruí-la basta a chispa do fogo.
Para construir a casa, grande turma de obreiros despende longos dias.
Para destruí-la, basta um só homem de picareta, no espaço de algumas horas.
Para construir o jarro de legítima porcelana, o ceramista utiliza tempo enorme de vigília e preparação.
Para destruí-lo, basta um martelo.
Para construir o avião, primorosa equipe de técnicos associa prodígios de inteligência, na ação de conjunto.
Para destruí-lo, basta um erro de cálculo.
Para construir o depósito de combustíveis, o homem é constrangido a providências numerosas, alusivas à edificação e à preservação.
Para destruí-lo, basta um fósforo aceso.
Para construir a cidade, o povo emprega anos e anos de sacrifícios.
Para destruí-la, basta hoje uma bomba.
Irmãos, sempre que chamados à crítica, respeitemos o esforço nobre dos semelhantes.
Para construir, são necessários amor e trabalho, estudo e competência, compreensão e serenidade, disciplina e devotamento.
Para destruir, porém, basta o golpe.
André Luiz
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
Para destruí-la basta a chispa do fogo.
Para construir a casa, grande turma de obreiros despende longos dias.
Para destruí-la, basta um só homem de picareta, no espaço de algumas horas.
Para construir o jarro de legítima porcelana, o ceramista utiliza tempo enorme de vigília e preparação.
Para destruí-lo, basta um martelo.
Para construir o avião, primorosa equipe de técnicos associa prodígios de inteligência, na ação de conjunto.
Para destruí-lo, basta um erro de cálculo.
Para construir o depósito de combustíveis, o homem é constrangido a providências numerosas, alusivas à edificação e à preservação.
Para destruí-lo, basta um fósforo aceso.
Para construir a cidade, o povo emprega anos e anos de sacrifícios.
Para destruí-la, basta hoje uma bomba.
Irmãos, sempre que chamados à crítica, respeitemos o esforço nobre dos semelhantes.
Para construir, são necessários amor e trabalho, estudo e competência, compreensão e serenidade, disciplina e devotamento.
Para destruir, porém, basta o golpe.
André Luiz
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
sábado, 17 de novembro de 2007
Deus não vai perguntar...
Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.
Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.
Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.
Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.
Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.
Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.
Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.
Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.
Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.
Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.
E eu me pergunto: que tipo de respostas terei para dar?
Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!
Whit Criswell
Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.
Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.
Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.
Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.
Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.
Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.
Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.
Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.
Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.
E eu me pergunto: que tipo de respostas terei para dar?
Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!
Whit Criswell
'Amazônia está sendo sufocada', afirma Ban Ki-moon
Pablo Uchoa
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse neste sábado que a Amazônia está "sendo sufocada", ao encerrar a reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Valência.
A uma plenária de centenas de representantes de diversos países, o secretário contou o que viu em sua recente viagem à América do Sul, que incluiu a floresta tropical brasileira.
"Na Amazônia, vi como a floresta, o ''pulmão da terra'' está sufocando. O Brasil está fazendo avanços sérios no combate ao desmatamento e promovendo o gerenciamento sustentável da floresta. Mas o governo teme que o aquecimento global já esteja minando estes esforços", afirmou Ban. "Se a previsão mais forte do grupo (IPCC) se tornar realidade, grande parte da selva amazônica se transformará em savana." Segundo ele, "a Antártida, as geleiras de Torres del Paine, a Amazônia - toda a humanidade deve assumir a responsabilidade por essas jóias em nome das gerações futuras", declarou.
O texto que foi divulgado oficialmente neste sábado pelo secretário-geral não menciona a Amazônia ao listar ecossistemas onde já se percebem evidências "fortes" de impacto da mudança climática.
Mas os negociadores incluíram um quadro mais "suave" em que, entre vários exemplos, afirmam que "até meados do século, aumentos de temperaturas associados à redução do nível de água no solo devem ocasionar uma substituição gradual da floresta tropical por cerrado no leste da Amazônia".
Além disso, eles enfatizaram que terras semi-áridas do continente sul-americano - como o sertão nordestino - tendem a ser substituídas por vegetação árida.
As conclusões deste documento, uma síntese de 25 páginas feita a partir de mais de 3,5 mil folhas de relatório, terão um grande peso em uma reunião marcada para início de dezembro em Bali, na Indonésia, na qual líderes de todo o mundo discutirão o substituto do atual Protocolo de Kyoto.
O alerta dos cientistas eleva a pressão para que os governos tomem medidas concretas contra o aquecimento global. O atual Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de emissões de CO2 para nações desenvolvidas até 2012, vem sendo descumprido por vários países e sequer foi ratificado pelos Estados Unidos.
Ban Ki-moon disse que um grande acordo pós-Kyoto "deve incluir incentivos para ajudar países em desenvolvimento a caminhar na direção da mitigação e da adaptação".
Segundo ele, os países em desenvolvimento devem ser ajudados em três frentes: com fundos para financiar a tecnologia de energias limpas; através de "correntes financeiras para adaptação"; e por uma maior cooperação em pesquisa e desenvolvimento científico, assim como a transferência de tecnologias limpas.
"Em Bali, evitemos apontar o dedo ou encontrar culpados. Em vez disso, busquemos entendimento. Reconheçamos que os efeitos da mudança climática nos afetam a todos", pediu o secretário-geral da ONU.
BBC Brasil
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse neste sábado que a Amazônia está "sendo sufocada", ao encerrar a reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Valência.
A uma plenária de centenas de representantes de diversos países, o secretário contou o que viu em sua recente viagem à América do Sul, que incluiu a floresta tropical brasileira.
"Na Amazônia, vi como a floresta, o ''pulmão da terra'' está sufocando. O Brasil está fazendo avanços sérios no combate ao desmatamento e promovendo o gerenciamento sustentável da floresta. Mas o governo teme que o aquecimento global já esteja minando estes esforços", afirmou Ban. "Se a previsão mais forte do grupo (IPCC) se tornar realidade, grande parte da selva amazônica se transformará em savana." Segundo ele, "a Antártida, as geleiras de Torres del Paine, a Amazônia - toda a humanidade deve assumir a responsabilidade por essas jóias em nome das gerações futuras", declarou.
O texto que foi divulgado oficialmente neste sábado pelo secretário-geral não menciona a Amazônia ao listar ecossistemas onde já se percebem evidências "fortes" de impacto da mudança climática.
Mas os negociadores incluíram um quadro mais "suave" em que, entre vários exemplos, afirmam que "até meados do século, aumentos de temperaturas associados à redução do nível de água no solo devem ocasionar uma substituição gradual da floresta tropical por cerrado no leste da Amazônia".
Além disso, eles enfatizaram que terras semi-áridas do continente sul-americano - como o sertão nordestino - tendem a ser substituídas por vegetação árida.
As conclusões deste documento, uma síntese de 25 páginas feita a partir de mais de 3,5 mil folhas de relatório, terão um grande peso em uma reunião marcada para início de dezembro em Bali, na Indonésia, na qual líderes de todo o mundo discutirão o substituto do atual Protocolo de Kyoto.
O alerta dos cientistas eleva a pressão para que os governos tomem medidas concretas contra o aquecimento global. O atual Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de emissões de CO2 para nações desenvolvidas até 2012, vem sendo descumprido por vários países e sequer foi ratificado pelos Estados Unidos.
Ban Ki-moon disse que um grande acordo pós-Kyoto "deve incluir incentivos para ajudar países em desenvolvimento a caminhar na direção da mitigação e da adaptação".
Segundo ele, os países em desenvolvimento devem ser ajudados em três frentes: com fundos para financiar a tecnologia de energias limpas; através de "correntes financeiras para adaptação"; e por uma maior cooperação em pesquisa e desenvolvimento científico, assim como a transferência de tecnologias limpas.
"Em Bali, evitemos apontar o dedo ou encontrar culpados. Em vez disso, busquemos entendimento. Reconheçamos que os efeitos da mudança climática nos afetam a todos", pediu o secretário-geral da ONU.
BBC Brasil
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Vida
Vida começa com um sorriso
Vida pára no encanto
Do sublime sorriso de um bebê
Vida continua ao se retribuir um sorriso
Vida é sensibilidade
Vida é sensibilidade para o amor
Vida é amor na paixão
Vida é paixão sem dor
Vida é dor com compreensão
Vida é compreensão delicada como uma rosa
Vida é uma rosa junto ao perdão
Vida é perdão com carinho
Vida é carinho suave
Vida é suave como a caridade
Vida é caridade para a inclusão
Vida é inclusão para transformação
Vida é transformação para a evolução
Vida é evolução que traz a paz
Vida é paz que realiza o sonho
Vida é sonho com realidade
Vida é realidade dentro e fora dos sentidos
Vida é o sentido que não se sente
Vida é transcender o sentir
Vida é ter coragem para abrir os olhos
Vida é ter bondade para enxergar a verdade
Vida é olhar o anjo que há dentro de si
Vida chora
Mas não morre
Vida apenas se desloca
Vida morre viva
Vida trabalho eterno
Ciclo infinito
Ciclo do Amor
Ciclo da Criação
Ciclo de Deus
Marcelo Brito Sener
Vida pára no encanto
Do sublime sorriso de um bebê
Vida continua ao se retribuir um sorriso
Vida é sensibilidade
Vida é sensibilidade para o amor
Vida é amor na paixão
Vida é paixão sem dor
Vida é dor com compreensão
Vida é compreensão delicada como uma rosa
Vida é uma rosa junto ao perdão
Vida é perdão com carinho
Vida é carinho suave
Vida é suave como a caridade
Vida é caridade para a inclusão
Vida é inclusão para transformação
Vida é transformação para a evolução
Vida é evolução que traz a paz
Vida é paz que realiza o sonho
Vida é sonho com realidade
Vida é realidade dentro e fora dos sentidos
Vida é o sentido que não se sente
Vida é transcender o sentir
Vida é ter coragem para abrir os olhos
Vida é ter bondade para enxergar a verdade
Vida é olhar o anjo que há dentro de si
Vida chora
Mas não morre
Vida apenas se desloca
Vida morre viva
Vida trabalho eterno
Ciclo infinito
Ciclo do Amor
Ciclo da Criação
Ciclo de Deus
Marcelo Brito Sener
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Brasil: nova potência
Com a descoberta de petróleo e gás na bacia de Santos, o mundo observa o Brasil como uma futura potência mundial. Hoje, colhemos alguns frutos de décadas de trabalho dos encarnados e desencarnados.
Não devemos esquecer que houve um planejamento e grande auxílio por parte do mundo espiritual. Grandes espíritos aqui encarnados com a missão de fazer do Brasil uma grande nação, objetivando transmitir aos outros povos o Evangelho. Sem falar da intuição dada pelos Espíritos Superiores.
Indiscutivelmente, o Brasil é a pátria do Evangelho, tendo um povo pacífico, miscigenado, trabalhador, com grande alegria de viver. Prova disso é o resultado de uma pesquisa feita com turistas em que declararam que o melhor do Brasil é o seu povo.
Caminhamos para sermos uma potência energética: etanol, hidroelétricas, petróleo, gás natural, biomassa, energia eólica, solar. Somados esses recursos energéticos ao seu sólo fértil, às riquezas da Amazônia, riquezas minerais, seu capital humano, temos grandes motivos para comemorar e continuar esse difícil trabalho.
Superamos grandes dificuldades: escravidão, parque industrial atrasado, ditadura, alta inflação, descontrole fiscal. Avançamos muito, porém ainda temos grandes dificuldades: concentração de renda, baixa escolaridade, apagão de mão-de-obra, apagão na infra-estrutura, insegurança jurídica, falta de emprego, saneamento, moradia, alta dívida interna.
Todos esses problemas possuem solução no médio prazo. No meu entendimento, em, no máximo, 10 anos poderíamos ter esses problemas resolvidos com as seguintes medidas:
1. Educação
Aumentar os gastos com educação (10% do PIB);
Isentar de impostos as escolas privadas que se comprometam em ter 20% dos seus alunos com bolsas de estudos, com a preferência de alunos pobres e com altas habilidades;
Investimento em cursos técnicos, aumentando as vagas no Ensino Médio.
2. Saneamento Básico
Programa 100% saneamento. Ao investir em saneamento, economiza-se dinheiro com a saúde e se diminui a poluição. Além disso, movimenta a economia e gera empregos.
3. Grande investimento em habitação
A construção civil é o setor que mais gera emprego e dinamismo na economia. Os mais pobres seriam atendidos, além de movimentar toda a economia, pois há aumento de produção para todas as indústrias alimentadas pelo setor.
4. Amazônia
Concessão de territórios para grandes laboratórios. O desenvolvimento na Amazônia só virá com a interrupção do desmatamento e o investimento no potencial de farmacologia da floresta. Disponibilizando os investimentos para as universidades locais, haveria um grande desenvolvimento sustentável da região. Além disso, investimentos no Exército para proteção das fronteiras e da floresta.
Atendimento médico e odontológico: Exército.
5. Sertão
Copiar o modelo kibutz, fazendas coletivas de irrigação em Israel;
Investimento em cisternas;
Atendimento médico e odontológico fetio pelo Exército.
6. Infra-estrutura
Concessões de estradas à iniciativa privada; privatizações Portos e Aeroportos.
O Governo não tem dinheiro para investir, porém a iniciativa privada o tem.
7. Dívida pública
A dívida externa já está controlada, pois o volume das reservas internacionais supera o valor da dívida. O problema da dívida pública é a interna, chegando perto dos 800 bi.
Para resolver esse problema, poderiam ser feitas privatizações, utilizando os títulos da dívida. Petrobrás, Correios, Banco do Brasil, IRB, Eletrobrás poderiam ser privatizadas e a dívida, assim, zerada. Além disso, parte das reservas internacionais (100 bi dos 173 bi de dólares - novembro) poderia ser usada para o pagamento da dívida interna.
8. Saúde
Isentar os hospitais que aceitem atender pacientes excedentes do serviço público;
Investimento em medicina alternativa;
Investimento na contratação de médicos e dentistas para o Exército. Eles aturariam na Amazônia, Sertão e outras regiões de difícil acesso.
9. Cultura
Isentar livros de impostos.
10. Cortes de gastos.
11. Reformas: tributária, política, administrativa, na Previdência e no Judiciário.
Como é notável, os problemas que temos não são resolvidos pelo fato de se ter uma gestão ineficiente e pela falta de vontade política, porém a evolução é Lei Universal e dela não poderemos fugir. Coragem e otimismo, meus irmãos! Estamos no país estratégico para a espiritualidade levar os nobres ensinamentos de Jesus para o mundo.
Que Deus nos dê a força necessária!
Marcelo Brito Sener
Não devemos esquecer que houve um planejamento e grande auxílio por parte do mundo espiritual. Grandes espíritos aqui encarnados com a missão de fazer do Brasil uma grande nação, objetivando transmitir aos outros povos o Evangelho. Sem falar da intuição dada pelos Espíritos Superiores.
Indiscutivelmente, o Brasil é a pátria do Evangelho, tendo um povo pacífico, miscigenado, trabalhador, com grande alegria de viver. Prova disso é o resultado de uma pesquisa feita com turistas em que declararam que o melhor do Brasil é o seu povo.
Caminhamos para sermos uma potência energética: etanol, hidroelétricas, petróleo, gás natural, biomassa, energia eólica, solar. Somados esses recursos energéticos ao seu sólo fértil, às riquezas da Amazônia, riquezas minerais, seu capital humano, temos grandes motivos para comemorar e continuar esse difícil trabalho.
Superamos grandes dificuldades: escravidão, parque industrial atrasado, ditadura, alta inflação, descontrole fiscal. Avançamos muito, porém ainda temos grandes dificuldades: concentração de renda, baixa escolaridade, apagão de mão-de-obra, apagão na infra-estrutura, insegurança jurídica, falta de emprego, saneamento, moradia, alta dívida interna.
Todos esses problemas possuem solução no médio prazo. No meu entendimento, em, no máximo, 10 anos poderíamos ter esses problemas resolvidos com as seguintes medidas:
1. Educação
Aumentar os gastos com educação (10% do PIB);
Isentar de impostos as escolas privadas que se comprometam em ter 20% dos seus alunos com bolsas de estudos, com a preferência de alunos pobres e com altas habilidades;
Investimento em cursos técnicos, aumentando as vagas no Ensino Médio.
2. Saneamento Básico
Programa 100% saneamento. Ao investir em saneamento, economiza-se dinheiro com a saúde e se diminui a poluição. Além disso, movimenta a economia e gera empregos.
3. Grande investimento em habitação
A construção civil é o setor que mais gera emprego e dinamismo na economia. Os mais pobres seriam atendidos, além de movimentar toda a economia, pois há aumento de produção para todas as indústrias alimentadas pelo setor.
4. Amazônia
Concessão de territórios para grandes laboratórios. O desenvolvimento na Amazônia só virá com a interrupção do desmatamento e o investimento no potencial de farmacologia da floresta. Disponibilizando os investimentos para as universidades locais, haveria um grande desenvolvimento sustentável da região. Além disso, investimentos no Exército para proteção das fronteiras e da floresta.
Atendimento médico e odontológico: Exército.
5. Sertão
Copiar o modelo kibutz, fazendas coletivas de irrigação em Israel;
Investimento em cisternas;
Atendimento médico e odontológico fetio pelo Exército.
6. Infra-estrutura
Concessões de estradas à iniciativa privada; privatizações Portos e Aeroportos.
O Governo não tem dinheiro para investir, porém a iniciativa privada o tem.
7. Dívida pública
A dívida externa já está controlada, pois o volume das reservas internacionais supera o valor da dívida. O problema da dívida pública é a interna, chegando perto dos 800 bi.
Para resolver esse problema, poderiam ser feitas privatizações, utilizando os títulos da dívida. Petrobrás, Correios, Banco do Brasil, IRB, Eletrobrás poderiam ser privatizadas e a dívida, assim, zerada. Além disso, parte das reservas internacionais (100 bi dos 173 bi de dólares - novembro) poderia ser usada para o pagamento da dívida interna.
8. Saúde
Isentar os hospitais que aceitem atender pacientes excedentes do serviço público;
Investimento em medicina alternativa;
Investimento na contratação de médicos e dentistas para o Exército. Eles aturariam na Amazônia, Sertão e outras regiões de difícil acesso.
9. Cultura
Isentar livros de impostos.
10. Cortes de gastos.
11. Reformas: tributária, política, administrativa, na Previdência e no Judiciário.
Como é notável, os problemas que temos não são resolvidos pelo fato de se ter uma gestão ineficiente e pela falta de vontade política, porém a evolução é Lei Universal e dela não poderemos fugir. Coragem e otimismo, meus irmãos! Estamos no país estratégico para a espiritualidade levar os nobres ensinamentos de Jesus para o mundo.
Que Deus nos dê a força necessária!
Marcelo Brito Sener
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Ensino médio público terá curso técnico
A partir de 2008 as escolas de ensino médio da rede estadual de São Paulo oferecerão ensino técnico para os alunos do curso regular. Toda grade curricular está sendo modificada para condensar o conteúdo tradicional para ser dado durante os dois primeiros anos, a fim de que no terceiro seja oferecido um curso técnico ou aulas de reforço voltadas para o vestibular.
Os alunos poderão optar entre os cursos de administração ou de gestão de pequenos negócios. Já para o segundo semestre, do próximo ano, a intenção é também oferecer o de informática. 50 mil vagas serão abertas em parceria com o Centro Paula Souza, quase o mesmo número de alunos que o instituto atende hoje (76mil).
A Fundação Roberto Marinho integrará o projeto dando aulas semi-presenciais teletec (por meio de vídeo). Seis mil salas serão adaptadas dentro das escolas, com internet banda larga, computador e data-show. As novas aulas acontecerão durante seis horas semanais.
Por: Erika Vieira
Os alunos poderão optar entre os cursos de administração ou de gestão de pequenos negócios. Já para o segundo semestre, do próximo ano, a intenção é também oferecer o de informática. 50 mil vagas serão abertas em parceria com o Centro Paula Souza, quase o mesmo número de alunos que o instituto atende hoje (76mil).
A Fundação Roberto Marinho integrará o projeto dando aulas semi-presenciais teletec (por meio de vídeo). Seis mil salas serão adaptadas dentro das escolas, com internet banda larga, computador e data-show. As novas aulas acontecerão durante seis horas semanais.
Por: Erika Vieira
domingo, 11 de novembro de 2007
Os sonhos no espiritismo e na psicanálise
Por séculos a fio, os sonhos foram encarados como portas para o conhecimento e para a adivinhação. A história antiga e a Bíblia estão repletas de passagens em que através dos sonhos podiam-se constatar situações futuras e revelações. Os sonhos de Jacó, as interpretações dos sonhos do Faraó feitas por José, e outras passagens demonstram a importância dos sonhos.
Nas civilizações antigas, o papel dos sonhos foi sempre revelador. Sacerdotes e xamãs dedicavam especial atenção a eles. Desvendar o futuro e se orientar na condução da vida e das coisas era o principal atributo conferido aos sonhos, considerados com uma manifestação divina, uma forma dos deuses e das forças sobrenaturais se comunicarem.
Com o advento do racionalismo e da chamada medicina cartesiana, os sonhos passaram a ser vistos como uma atividade sem nenhum valor, uma mera manifestação de grupos isolados de células durante o adormecimento do corpo e conseqüentemente do cérebro.
No século XX, entretanto, os sonhos oltaram a ocupar um lugar de destaque através da psicanálise, e foram vistos como passíveis de interpretação, a chave para o diagnóstico de traumas e desejos sublimados. Em resumo, mesmo deixando de ser considerados como algo inútil, a visão científica dada pela psicanálise apenas entende os sonhos como uma manifestação dos desejos.
Nos dias de hoje, de acordo com os pressupostos científicos aceitos, o sono é um estado em que nossas atividades físicas, motoras e sensoriais cessam. Já o sonho é a lembrança dos fatos ocorridos durante o sonho. Ainda no campo da ciência, alguns psiquiatras e psicólogos analisam os sonhos como atividades do psiquismo mais profundo.
Freud, que foi o pioneiro em estudar os sonhos, julgava que, quando nossos instintos eram reprimidos, poderiam se manifestar através dos sonhos, ou seja, eram as linguagens simbólicas para nossos desejos mais profundos.
Para Jung, que também estudou os fenômenos ocorridos durante o sono, a idéia é que nos recessos de nosso inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos.
O espiritismo, por sua vez, muito antes do advento da psicanálise, desvendou a natureza dos sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais. Em O Livro dos Espíritos, Kardec analisa a emancipação espiritual, colocando o sono como a primeira fase deste fenômeno, antecedendo o sonambulismo e o êxtase que são estados mais profundos de independência pelo desprendimento parcial do Espírito.
Segundo a doutrina espírita, os sonhos podem ser classificados como comuns, reflexivos ou espíritas.
Os sonhos comuns são a repercussão de nossas disposições físicas e psicológicas. Os sonhos reflexivos são a exteriorização de impressões e imagens arquivadas no cérebro e no perispírito. Os sonhos espíritas são a atividade real e efetiva do Espírito durante nosso sono.
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
Nas civilizações antigas, o papel dos sonhos foi sempre revelador. Sacerdotes e xamãs dedicavam especial atenção a eles. Desvendar o futuro e se orientar na condução da vida e das coisas era o principal atributo conferido aos sonhos, considerados com uma manifestação divina, uma forma dos deuses e das forças sobrenaturais se comunicarem.
Com o advento do racionalismo e da chamada medicina cartesiana, os sonhos passaram a ser vistos como uma atividade sem nenhum valor, uma mera manifestação de grupos isolados de células durante o adormecimento do corpo e conseqüentemente do cérebro.
No século XX, entretanto, os sonhos oltaram a ocupar um lugar de destaque através da psicanálise, e foram vistos como passíveis de interpretação, a chave para o diagnóstico de traumas e desejos sublimados. Em resumo, mesmo deixando de ser considerados como algo inútil, a visão científica dada pela psicanálise apenas entende os sonhos como uma manifestação dos desejos.
Nos dias de hoje, de acordo com os pressupostos científicos aceitos, o sono é um estado em que nossas atividades físicas, motoras e sensoriais cessam. Já o sonho é a lembrança dos fatos ocorridos durante o sonho. Ainda no campo da ciência, alguns psiquiatras e psicólogos analisam os sonhos como atividades do psiquismo mais profundo.
Freud, que foi o pioneiro em estudar os sonhos, julgava que, quando nossos instintos eram reprimidos, poderiam se manifestar através dos sonhos, ou seja, eram as linguagens simbólicas para nossos desejos mais profundos.
Para Jung, que também estudou os fenômenos ocorridos durante o sono, a idéia é que nos recessos de nosso inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos.
O espiritismo, por sua vez, muito antes do advento da psicanálise, desvendou a natureza dos sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais. Em O Livro dos Espíritos, Kardec analisa a emancipação espiritual, colocando o sono como a primeira fase deste fenômeno, antecedendo o sonambulismo e o êxtase que são estados mais profundos de independência pelo desprendimento parcial do Espírito.
Segundo a doutrina espírita, os sonhos podem ser classificados como comuns, reflexivos ou espíritas.
Os sonhos comuns são a repercussão de nossas disposições físicas e psicológicas. Os sonhos reflexivos são a exteriorização de impressões e imagens arquivadas no cérebro e no perispírito. Os sonhos espíritas são a atividade real e efetiva do Espírito durante nosso sono.
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
Transmissão oculta do pensamento
Assim como encontramos pessoas queridas durante o sono, podemos nos reunir com grupos de pessoas para trabalhar ou estudar. Quando acordamos, não nos lembramos do ocorrido, mas podemos experimentar uma idéia intuitiva, que na verdade é o resultado de nossa conversa no mundo espiritual.
Essa mesma explicação se pode dar para as idéias inovadoras ou para as grandes descobertas. Embora o homem acredite que tais ações partiram dele, na verdade é o resultado de seu encontro no mundo dos espíritos. Por isso, muitas vezes, uma mesma idéia ou descoberta surge ao mesmo tempo em locais distante e de pessoas diferentes. Este fenômeno pode ocorrer quando dormimos ou acordados, desde que seja uma comunicação entre dois espíritos simpáticos, que se comunicam e vêem reciprocamente seus respectivos pensamentos. Porém, a comunicação com outros espíritos quando estamos acordados dificilmente ocorre.
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
Essa mesma explicação se pode dar para as idéias inovadoras ou para as grandes descobertas. Embora o homem acredite que tais ações partiram dele, na verdade é o resultado de seu encontro no mundo dos espíritos. Por isso, muitas vezes, uma mesma idéia ou descoberta surge ao mesmo tempo em locais distante e de pessoas diferentes. Este fenômeno pode ocorrer quando dormimos ou acordados, desde que seja uma comunicação entre dois espíritos simpáticos, que se comunicam e vêem reciprocamente seus respectivos pensamentos. Porém, a comunicação com outros espíritos quando estamos acordados dificilmente ocorre.
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
Visitas espíritas entre pessoas vivas
A libertação do espírito que ocorre durante o sono possibilita que ele possa encontrar-se com outros espíritos unidos por laços de amizades e até mesmo de vidas passadas.
Segundo a doutrina espírita, o fato do espírito libertar-se do corpo durante o sono e ter a possibilidade de visitar outros mundos não significa que temos duas existências: corpo e alma; somos um só, mas com a possibilidade de nos desdobrarmos.
Nesses momentos de liberdade, podemos nos encontrar com outras pessoas encarnadas - amigos, parentes, conhecidos, pessoas que nos poderão ser úteis com novos ensinamentos e nos auxiliando para nosso progresso - e também desconhecidas, até mesmo moradores de outros países. Quando despertamos, raramente lembramos das situações vivenciadas, mas é comum permanecer em nós uma intuição, que mais tarde dará origem a idéias que surgirão de forma espontânea, mas que na verdade são resultados de nossas conversas com os amigos espirituais.
Isso não significa que podemos provocar visitas espirituais por nossa vontade. Quando o espírito se liberta, segue sua própria vontade e raramente faz aquilo que foi por nós programado antes de adormecermos. Isto porque o espírito vai buscar laços de amizades, novos e antigos, que o façam feliz por estar reunido com quem lhe é importante.
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
Segundo a doutrina espírita, o fato do espírito libertar-se do corpo durante o sono e ter a possibilidade de visitar outros mundos não significa que temos duas existências: corpo e alma; somos um só, mas com a possibilidade de nos desdobrarmos.
Nesses momentos de liberdade, podemos nos encontrar com outras pessoas encarnadas - amigos, parentes, conhecidos, pessoas que nos poderão ser úteis com novos ensinamentos e nos auxiliando para nosso progresso - e também desconhecidas, até mesmo moradores de outros países. Quando despertamos, raramente lembramos das situações vivenciadas, mas é comum permanecer em nós uma intuição, que mais tarde dará origem a idéias que surgirão de forma espontânea, mas que na verdade são resultados de nossas conversas com os amigos espirituais.
Isso não significa que podemos provocar visitas espirituais por nossa vontade. Quando o espírito se liberta, segue sua própria vontade e raramente faz aquilo que foi por nós programado antes de adormecermos. Isto porque o espírito vai buscar laços de amizades, novos e antigos, que o façam feliz por estar reunido com quem lhe é importante.
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
O sono e os sonhos
Que mistérios envolvem nosso corpo durante o sono? Porque quando dormimos sonhamos, muito embora não nos lembremos deles com precisão? Até hoje a ciência busca explicações para esse fenômeno, mas nenhuma parece satisfatória. A psicanálise, a partir de Freud e Jung, também buscou explicações, conclui que os sonhso nada mais são do que a repetição dos fatos ocorridos durante o dia ou, ainda, símbolos daquilo que queremos e desejamos.
Para os espíritas, as explicações mais plausíveis continuam as encontradas nas obras escritas por Allan Kardec. Ele divide o sonho em três níveis: 1 - o sonho ordinário ou puramente cerebral, que é a repercussão de nossas disposições físicas e de nossas preocupações morais; 2 - o sonho de desprendimento do espírito, que flutua na atmosfera e mergulha no oceano de pensamentos e imagens sem, entretanto se desprender do corpo físico; e 3 - os sonhos profundos ou etéreos, quando o espírito se desprende da matéria e percorre a superfície da Terra.
Para que se compreenda melhor o que esses níveis significam, vale lembrar que quando desencarnamos, voltamos para o corpo físico com a missão de repararmos erros cometidos no passado. Entretanto, o corpo físico é para o espírito como uma "prisão". Ele aspira por liberdade, o que só será plenamente possível quando não mais houver necessidade de encarnar ou quando dormimos.
Além disso, não há necessidade do espírito repousar como ocorre com o corpo físico, por isso, enquanto dormimos é possível a ele percorrer outras esferas. Assim, durante o sono, o espírito se desamarra dos laços que o prendem ao corpo e começa a percorrer o espaço, entrando em relação direta com outros espíritos.
Uma vez livre do corpo, o espírito tem condições de exercer seus dons, lembrar vidas passadas e até mesmo prever o futuro; só que quando o corpo desperta, pouco ou quase nada é lembrado.
Na interpretação kardecista, alguns sonhos que consideramos absurdos ou irreais, na realidade são lembranças de lugares, pessoas e atos que nosso espírito presenciou durante o sono. Liberto do corpo, o espírito poderá vivenciar ações futuras e até mesmo de outras encarnações, por essa razão é que poderá ser para nós uma situação estranha ou absurda. Assim, pode-se dizer que o sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono do corpo. E, quando acordamos e não nos lembramos dos nossos sonhos é porque nossa alma não estava em completo desdobramento.
Ainda segundo o espiritismo, quando dormimos ficamos momentaneamente no mesmo estado que ocorre logo após a morte. Para a doutrina de Kardec, os espíritos que se desligam rapidamente da matéria têm um sono consciente porque, durante o sono, reuniam-se com espíritos superiores para trabalhar e se instruir; já os espíritos inferiores quando dormem, viajam para mundos que lhes atraem, ou seja, mundos também inferiores. E é também durante o sono, que espíritos inferiores podem atormentar pessoas fracas e medrosas.
Entretanto, não se pode confundir as lembranças que temos de nossos sonhos com premonição. O que ocorre é que Deus pode permitir ao espírito antever algumas situações futuras ou mesmo situações vividas durante sua visita a espírito a outros mundos, e não premonições e adivinhações sobre o futuro.
Também não podemos nos esquecer que muitas vezes vamos dormir preocupados com uma determinada situação e, quando o espírito está liberto do corpo, poderá ver aquilo que deseja.
Quando nosso espírito viaja por outras esferas, outros espíritos também o fazem, daí muitas vezes sonhamos com pessoas vivas conhecidas. Provavelmente, durante nossa viagem astral as encontramos e partilhamos de momentos juntos.
Muitas vezes, no início de nosso sono, parece que ouvimos frases, vemos imagens e até mesmo figuras em que é possível observar os mínimos detalhes. Isto se deve ao fato do espírito estar no início do desprendimento do corpo e, com uma sensação de torpor, tentar se comunicar ou libertar-se da matéria para desfrutar da sensação de liberdade.
Outro aspecto interessante é que, durante esse período de sonolência, algumas vezes surgem idéias que parecem muito boas e com elas a solução de nossos problemas, mas assim que acordamos já não recordamos de mais nada. A explicação é que, ao encontrar-se com espíritos superiores realmente podemos ter sido aconselhados a agir desta ou daquela forma, mas a lembrança só ocorrerá na ocasião oportuna.
Em resumo, durante o sono, o espírito desprende-se do corpo. Alguns não se afastam do corpo. Outros se movimentam livremente no mundo espiritual. O desprendimento do corpo faz com que o espírito seja atraído para locais e companhias com ele identificados. Segundo Aluney Elferr Albuquerque Silva: "o lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos...".
Dependendo do grau de evolução do espírito irão presenciar várias de suas atividades e os frutos dessas experiências. Ainda segundo Aluney Elferr Albuquerque Silva: "Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito".
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
Para os espíritas, as explicações mais plausíveis continuam as encontradas nas obras escritas por Allan Kardec. Ele divide o sonho em três níveis: 1 - o sonho ordinário ou puramente cerebral, que é a repercussão de nossas disposições físicas e de nossas preocupações morais; 2 - o sonho de desprendimento do espírito, que flutua na atmosfera e mergulha no oceano de pensamentos e imagens sem, entretanto se desprender do corpo físico; e 3 - os sonhos profundos ou etéreos, quando o espírito se desprende da matéria e percorre a superfície da Terra.
Para que se compreenda melhor o que esses níveis significam, vale lembrar que quando desencarnamos, voltamos para o corpo físico com a missão de repararmos erros cometidos no passado. Entretanto, o corpo físico é para o espírito como uma "prisão". Ele aspira por liberdade, o que só será plenamente possível quando não mais houver necessidade de encarnar ou quando dormimos.
Além disso, não há necessidade do espírito repousar como ocorre com o corpo físico, por isso, enquanto dormimos é possível a ele percorrer outras esferas. Assim, durante o sono, o espírito se desamarra dos laços que o prendem ao corpo e começa a percorrer o espaço, entrando em relação direta com outros espíritos.
Uma vez livre do corpo, o espírito tem condições de exercer seus dons, lembrar vidas passadas e até mesmo prever o futuro; só que quando o corpo desperta, pouco ou quase nada é lembrado.
Na interpretação kardecista, alguns sonhos que consideramos absurdos ou irreais, na realidade são lembranças de lugares, pessoas e atos que nosso espírito presenciou durante o sono. Liberto do corpo, o espírito poderá vivenciar ações futuras e até mesmo de outras encarnações, por essa razão é que poderá ser para nós uma situação estranha ou absurda. Assim, pode-se dizer que o sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono do corpo. E, quando acordamos e não nos lembramos dos nossos sonhos é porque nossa alma não estava em completo desdobramento.
Ainda segundo o espiritismo, quando dormimos ficamos momentaneamente no mesmo estado que ocorre logo após a morte. Para a doutrina de Kardec, os espíritos que se desligam rapidamente da matéria têm um sono consciente porque, durante o sono, reuniam-se com espíritos superiores para trabalhar e se instruir; já os espíritos inferiores quando dormem, viajam para mundos que lhes atraem, ou seja, mundos também inferiores. E é também durante o sono, que espíritos inferiores podem atormentar pessoas fracas e medrosas.
Entretanto, não se pode confundir as lembranças que temos de nossos sonhos com premonição. O que ocorre é que Deus pode permitir ao espírito antever algumas situações futuras ou mesmo situações vividas durante sua visita a espírito a outros mundos, e não premonições e adivinhações sobre o futuro.
Também não podemos nos esquecer que muitas vezes vamos dormir preocupados com uma determinada situação e, quando o espírito está liberto do corpo, poderá ver aquilo que deseja.
Quando nosso espírito viaja por outras esferas, outros espíritos também o fazem, daí muitas vezes sonhamos com pessoas vivas conhecidas. Provavelmente, durante nossa viagem astral as encontramos e partilhamos de momentos juntos.
Muitas vezes, no início de nosso sono, parece que ouvimos frases, vemos imagens e até mesmo figuras em que é possível observar os mínimos detalhes. Isto se deve ao fato do espírito estar no início do desprendimento do corpo e, com uma sensação de torpor, tentar se comunicar ou libertar-se da matéria para desfrutar da sensação de liberdade.
Outro aspecto interessante é que, durante esse período de sonolência, algumas vezes surgem idéias que parecem muito boas e com elas a solução de nossos problemas, mas assim que acordamos já não recordamos de mais nada. A explicação é que, ao encontrar-se com espíritos superiores realmente podemos ter sido aconselhados a agir desta ou daquela forma, mas a lembrança só ocorrerá na ocasião oportuna.
Em resumo, durante o sono, o espírito desprende-se do corpo. Alguns não se afastam do corpo. Outros se movimentam livremente no mundo espiritual. O desprendimento do corpo faz com que o espírito seja atraído para locais e companhias com ele identificados. Segundo Aluney Elferr Albuquerque Silva: "o lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos...".
Dependendo do grau de evolução do espírito irão presenciar várias de suas atividades e os frutos dessas experiências. Ainda segundo Aluney Elferr Albuquerque Silva: "Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito".
Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)
Justos e Injustos
Cada manifestação da criatura atende a objetivo determinado conforme as necessidades da experiência.
Todo gesto traz significação particular.
Toda intenção é potencial de procedimento.
Quem ostente conhecimento nobre ou paz interior já surpreende em si mesmo, força e razão para engrandecer a própria estrada. Todavia, o espírito que se entregou às tendências infelizes, baldo de estímulos que aniquilem a rotina da angústia, carece de mão amiga e recurso salvador para empreender a grande libertação.
Assim, Jesus, envergando a condição de santificante sabedoria, demandou os corações imersos nos cipoais da perturbação entretecidos por eles próprios, repontando nos caminhos humanos qual facho de claridade imarscessível, retificando roteiros, dulcificando sentimentos, burilando instintos e incentivando renovações.
E, após o patíbulo da cruz, permanece conosco em toda circunstância, sorrindo ou sofrendo com os nossos atos.
Estende socorro ao caído sob o jugo de hábitos viciosos...
Reacende o lume da confiança na consciência ergastulada no desespero, tanto na Terra quanto no mundo Espiritual...
Fortalece os ideais superiores que bruxoleiam nas almas, estendendo a luz a quem tropeça em sombras...
Compreende os fortes, mas solidariza-se com os oprimidos de todas as procedências...
Não só ergue a misericórdia, mas exalta igualmente a justiça, transfundindo a loucura em bom senso...
Distribui a côdea de pão e a cartilha do ensinamento, na sustentação do clima do amor e da verdade...
Eis, porque, disse-nos o Mestre: "Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores."
Quando a dor e a ansiedade surgirem violentando-nos o ser, saibamos contrapor a pureza de nossa fé e a chama de nosso ideal às condições exíguas e superficiais dos testemunhos terrestres convictos de que o ensino do Mestre é esclarecimento para as mentes ensombrecidas e ensejo bendito de passarmos da condição de injustos e transviados para entendedores das leis Divinas e cooperadores leais da Obra da Criação.
Augusto Silva
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
Todo gesto traz significação particular.
Toda intenção é potencial de procedimento.
Quem ostente conhecimento nobre ou paz interior já surpreende em si mesmo, força e razão para engrandecer a própria estrada. Todavia, o espírito que se entregou às tendências infelizes, baldo de estímulos que aniquilem a rotina da angústia, carece de mão amiga e recurso salvador para empreender a grande libertação.
Assim, Jesus, envergando a condição de santificante sabedoria, demandou os corações imersos nos cipoais da perturbação entretecidos por eles próprios, repontando nos caminhos humanos qual facho de claridade imarscessível, retificando roteiros, dulcificando sentimentos, burilando instintos e incentivando renovações.
E, após o patíbulo da cruz, permanece conosco em toda circunstância, sorrindo ou sofrendo com os nossos atos.
Estende socorro ao caído sob o jugo de hábitos viciosos...
Reacende o lume da confiança na consciência ergastulada no desespero, tanto na Terra quanto no mundo Espiritual...
Fortalece os ideais superiores que bruxoleiam nas almas, estendendo a luz a quem tropeça em sombras...
Compreende os fortes, mas solidariza-se com os oprimidos de todas as procedências...
Não só ergue a misericórdia, mas exalta igualmente a justiça, transfundindo a loucura em bom senso...
Distribui a côdea de pão e a cartilha do ensinamento, na sustentação do clima do amor e da verdade...
Eis, porque, disse-nos o Mestre: "Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores."
Quando a dor e a ansiedade surgirem violentando-nos o ser, saibamos contrapor a pureza de nossa fé e a chama de nosso ideal às condições exíguas e superficiais dos testemunhos terrestres convictos de que o ensino do Mestre é esclarecimento para as mentes ensombrecidas e ensejo bendito de passarmos da condição de injustos e transviados para entendedores das leis Divinas e cooperadores leais da Obra da Criação.
Augusto Silva
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Só 7% das vagas em escassez são para nível superior
Menos de 7% das vagas abertas para as quais falta mão-de-obra qualificada seriam destinadas a profissionais de nível superior. A grande maioria das vagas à procura de profissionais com qualificação é para o trabalhador com formação técnica e de nível médio.
"Qualificação não é necessariamente alta escolaridade, até um semi-analfabeto pode estar qualificado", disse Marcio Pochmann, presidente do Ipea. "Diploma é importante na competição por vagas, mas não é passaporte para o emprego."
Os setores com maior carência de profissionais qualificados procuram mais por homens, com idade entre 31,2 e 37,2 anos e escolaridade entre 8,2 e 13,1 anos de estudo. Os salários dessas vagas para as quais falta mão-de-obra apta variam de R$ 639,57 a R$ 1.915,58, ou 2,5 salários mínimos, na média.
Marta Salomon
Folha S.Paulo
"Qualificação não é necessariamente alta escolaridade, até um semi-analfabeto pode estar qualificado", disse Marcio Pochmann, presidente do Ipea. "Diploma é importante na competição por vagas, mas não é passaporte para o emprego."
Os setores com maior carência de profissionais qualificados procuram mais por homens, com idade entre 31,2 e 37,2 anos e escolaridade entre 8,2 e 13,1 anos de estudo. Os salários dessas vagas para as quais falta mão-de-obra apta variam de R$ 639,57 a R$ 1.915,58, ou 2,5 salários mínimos, na média.
Marta Salomon
Folha S.Paulo
Oferta de trabalho está desequilibrada
Ipea diz que não há mão-de-obra para 123 mil vagas qualificadas, enquanto 207 mil profissionais qualificados estão desempregados
Instituto vê ameaça à expansão econômica; necessidade de profissionais mais qualificados é maior em setores da indústria
Falta trabalhador qualificado para uma a cada quatro vagas com carteira assinada abertas pela indústria em 2007, concluiu pesquisa divulgada ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Apesar da falta de pessoal qualificado, localizada em algum segmentos da economia e regiões do país, sobram profissionais com qualificação e experiência, sobretudo na construção civil, constatou o primeiro estudo abrangente sobre a escassez de mão-de-obra no país.
O déficit de profissionais qualificados e com experiência é mais relevante em determinados setores da indústria: química e petroquímica, produtos de transportes e mecânicos e extrativista mineral, listou o Ipea. Ao todo, faltaria mão-de-obra com qualificação e experiência para 123,3 mil vagas com carteira assinada abertas em 2007.
O mesmo estudo apontou que 207,4 mil trabalhadores qualificados deverão permanecer desempregados neste ano por falta de vagas suficientes nos setores econômicos para as quais esses profissionais estariam habilitados. O setor com a maior sobra de mão-de-obra qualificada é o da construção civil, apesar do boom registrado na área.
Na contabilidade geral do Ipea, o mercado de trabalho brasileiro teria um excesso de mão-de-obra qualificada de pouco mais de 84 mil profissionais. Eles são uma parcela dos 1,7 milhão de trabalhadores qualificados que vão ao mercado de trabalho em 2007.
Os qualificados, por sua vez, são apenas 18,3% do total de pessoas que procuram emprego no Brasil. A grande maioria -7,5 milhões- tem baixa ou nenhuma qualificação ou experiência profissional, sobretudo no Sudeste.
Marcio Pochmann, presidente do Ipea, disse que o estudo não fortalece a pressão de algumas empresas para importar mão-de-obra. "Pelo contrário, o estudo desautoriza esse tipo de pressão", disse. "Importar mão-de-obra num país com 9 milhões de pessoas à procura de emprego é um paradoxo: temos trabalhadores que poderiam ser rapidamente treinados", completou.
Segundo Pochmann, o estudo mostra um desencontro entre oferta e demanda por profissionais. "O desafio é combinar cada vez mais oferta e demanda, ajustar tanto a oferta como a demanda", destacou. Ele classifica a escassez de trabalhadores qualificados como um "bom problema" criado pelo crescimento econômico, mas que, se não for resolvido com planejamento, pode se transformar, no futuro, num entrave ao crescimento da economia.
A qualificação exigida do trabalhador varia muito de vaga a vaga. O estudo do Ipea mostrou que a maioria das vagas para as quais faltam profissionais aptos não exige formação superior, mas uma média de 9,3 anos de estudo e formação técnica
O cruzamento de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE) com informações do Ministério do Trabalho apontou que é na região Nordeste onde mais sobram profissionais qualificados, sobretudo em serviços de educação, saúde, assistência social e lazer. Em seguida vem a região Sudeste, onde falta justamente o tipo de profissional que sobra no Nordeste.
A região Norte é onde mais faltam trabalhadores aptos às vagas criadas, sobretudo no comércio e em serviços de reparação de produtos.
Marta Salomon
Folha S.Paulo
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Instituto vê ameaça à expansão econômica; necessidade de profissionais mais qualificados é maior em setores da indústria
Falta trabalhador qualificado para uma a cada quatro vagas com carteira assinada abertas pela indústria em 2007, concluiu pesquisa divulgada ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Apesar da falta de pessoal qualificado, localizada em algum segmentos da economia e regiões do país, sobram profissionais com qualificação e experiência, sobretudo na construção civil, constatou o primeiro estudo abrangente sobre a escassez de mão-de-obra no país.
O déficit de profissionais qualificados e com experiência é mais relevante em determinados setores da indústria: química e petroquímica, produtos de transportes e mecânicos e extrativista mineral, listou o Ipea. Ao todo, faltaria mão-de-obra com qualificação e experiência para 123,3 mil vagas com carteira assinada abertas em 2007.
O mesmo estudo apontou que 207,4 mil trabalhadores qualificados deverão permanecer desempregados neste ano por falta de vagas suficientes nos setores econômicos para as quais esses profissionais estariam habilitados. O setor com a maior sobra de mão-de-obra qualificada é o da construção civil, apesar do boom registrado na área.
Na contabilidade geral do Ipea, o mercado de trabalho brasileiro teria um excesso de mão-de-obra qualificada de pouco mais de 84 mil profissionais. Eles são uma parcela dos 1,7 milhão de trabalhadores qualificados que vão ao mercado de trabalho em 2007.
Os qualificados, por sua vez, são apenas 18,3% do total de pessoas que procuram emprego no Brasil. A grande maioria -7,5 milhões- tem baixa ou nenhuma qualificação ou experiência profissional, sobretudo no Sudeste.
Marcio Pochmann, presidente do Ipea, disse que o estudo não fortalece a pressão de algumas empresas para importar mão-de-obra. "Pelo contrário, o estudo desautoriza esse tipo de pressão", disse. "Importar mão-de-obra num país com 9 milhões de pessoas à procura de emprego é um paradoxo: temos trabalhadores que poderiam ser rapidamente treinados", completou.
Segundo Pochmann, o estudo mostra um desencontro entre oferta e demanda por profissionais. "O desafio é combinar cada vez mais oferta e demanda, ajustar tanto a oferta como a demanda", destacou. Ele classifica a escassez de trabalhadores qualificados como um "bom problema" criado pelo crescimento econômico, mas que, se não for resolvido com planejamento, pode se transformar, no futuro, num entrave ao crescimento da economia.
A qualificação exigida do trabalhador varia muito de vaga a vaga. O estudo do Ipea mostrou que a maioria das vagas para as quais faltam profissionais aptos não exige formação superior, mas uma média de 9,3 anos de estudo e formação técnica
O cruzamento de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE) com informações do Ministério do Trabalho apontou que é na região Nordeste onde mais sobram profissionais qualificados, sobretudo em serviços de educação, saúde, assistência social e lazer. Em seguida vem a região Sudeste, onde falta justamente o tipo de profissional que sobra no Nordeste.
A região Norte é onde mais faltam trabalhadores aptos às vagas criadas, sobretudo no comércio e em serviços de reparação de produtos.
Marta Salomon
Folha S.Paulo
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Falta técnica
Baixa prioridade para ensino profissional em relação ao universitário produz novo gargalo para a expansão da indústria
Não é só coincidência temporal o que aproxima notícias em aparência tão díspares quanto a falha no suprimento de gás natural e a carência de 117 mil trabalhadores qualificados projetada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para 2007. Um nexo mais sutil e preocupante reúne as más novas, e mais uma vez sua origem parece estar em políticas públicas equivocadas. No caso, uma negligência perene com o ensino técnico.
Com o preço do petróleo na vizinhança de US$ 100 por barril, o setor atravessa fase de atividade frenética. A Petrobras, como qualquer empresa do ramo, enfrenta dificuldade em adquirir equipamentos ou contratar serviços e mão-de-obra para crescer no ritmo do mercado.
Um dos efeitos dessa limitação é o descumprimento das metas de aumento da produção de gás, hoje pelo menos 12,5% inferior à projetada, segundo noticiou o jornal "Valor Econômico" (e 3,4% aquém da verificada em 2006). A descoberta de reservas gigantescas na bacia de Santos, se confirmadas, só torna a deficiência mais aguda.
Tal carência encontra-se corroborada de modo cabal no estudo do Ipea, "Demanda e Perfil dos Trabalhadores Formais no Brasil em 2007". O setor que enfrenta maior escassez de profissionais experientes e qualificados é precisamente o da indústria química e petroquímica: déficit de mais de 25 mil trabalhadores. Em seguida nesse anti-ranking vêm outros sete setores de transformação, a começar por produtos de transporte e mecânicos. Só essas três modalidades industriais totalizam 70 mil vagas que não podem ser preenchidas -um outro tipo de apagão, técnico-profissional.
Essa mão-de-obra indisponível, porém, não é sempre de nível universitário, revela a pesquisa do Ipea. Na média, as vagas não-preenchidas dão preferência a profissionais com 9,3 anos de estudo. Alguns ramos mais tradicionais, como o de alimentos, se satisfazem com ensino fundamental completo; outros, como comunicação e telecomunicação, exigem o equivalente ao nível médio, sobretudo os raros egressos de cursos técnicos.
Embora o número de matrículas no ensino profissional se encontre em expansão (61% entre 2001 e 2006), ele ainda é pífio: 744.690 alunos no país, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. No ensino superior, havia em 2006 (de acordo com a Pnad, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 5.495.277 matriculados, clara expressão da ênfase na expansão do ensino superior, que triplicou em uma década.
O governo federal parece ter detectado a necessidade de imprimir ritmo similar à educação profissional. Anunciou há menos de dois meses o plano de investir R$ 3,5 bilhões para abrir 200 novos Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica) até 2010, além dos 140 que existem hoje.
Não basta. A demanda por esses profissionais tecnicamente qualificados parte do setor privado, e este precisa participar mais ativamente do esforço para supri-la. Aí estão os R$ 10 bilhões anuais do sistema S, que deveriam ser carreados de modo prioritário para multiplicar o imprescindível capital humano.
Editorial
Folha de S.Paulo
Não é só coincidência temporal o que aproxima notícias em aparência tão díspares quanto a falha no suprimento de gás natural e a carência de 117 mil trabalhadores qualificados projetada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para 2007. Um nexo mais sutil e preocupante reúne as más novas, e mais uma vez sua origem parece estar em políticas públicas equivocadas. No caso, uma negligência perene com o ensino técnico.
Com o preço do petróleo na vizinhança de US$ 100 por barril, o setor atravessa fase de atividade frenética. A Petrobras, como qualquer empresa do ramo, enfrenta dificuldade em adquirir equipamentos ou contratar serviços e mão-de-obra para crescer no ritmo do mercado.
Um dos efeitos dessa limitação é o descumprimento das metas de aumento da produção de gás, hoje pelo menos 12,5% inferior à projetada, segundo noticiou o jornal "Valor Econômico" (e 3,4% aquém da verificada em 2006). A descoberta de reservas gigantescas na bacia de Santos, se confirmadas, só torna a deficiência mais aguda.
Tal carência encontra-se corroborada de modo cabal no estudo do Ipea, "Demanda e Perfil dos Trabalhadores Formais no Brasil em 2007". O setor que enfrenta maior escassez de profissionais experientes e qualificados é precisamente o da indústria química e petroquímica: déficit de mais de 25 mil trabalhadores. Em seguida nesse anti-ranking vêm outros sete setores de transformação, a começar por produtos de transporte e mecânicos. Só essas três modalidades industriais totalizam 70 mil vagas que não podem ser preenchidas -um outro tipo de apagão, técnico-profissional.
Essa mão-de-obra indisponível, porém, não é sempre de nível universitário, revela a pesquisa do Ipea. Na média, as vagas não-preenchidas dão preferência a profissionais com 9,3 anos de estudo. Alguns ramos mais tradicionais, como o de alimentos, se satisfazem com ensino fundamental completo; outros, como comunicação e telecomunicação, exigem o equivalente ao nível médio, sobretudo os raros egressos de cursos técnicos.
Embora o número de matrículas no ensino profissional se encontre em expansão (61% entre 2001 e 2006), ele ainda é pífio: 744.690 alunos no país, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. No ensino superior, havia em 2006 (de acordo com a Pnad, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 5.495.277 matriculados, clara expressão da ênfase na expansão do ensino superior, que triplicou em uma década.
O governo federal parece ter detectado a necessidade de imprimir ritmo similar à educação profissional. Anunciou há menos de dois meses o plano de investir R$ 3,5 bilhões para abrir 200 novos Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica) até 2010, além dos 140 que existem hoje.
Não basta. A demanda por esses profissionais tecnicamente qualificados parte do setor privado, e este precisa participar mais ativamente do esforço para supri-la. Aí estão os R$ 10 bilhões anuais do sistema S, que deveriam ser carreados de modo prioritário para multiplicar o imprescindível capital humano.
Editorial
Folha de S.Paulo
Que pedes?
"Louco, esta noite te pedirão a tua alma." - Jesus. (LUCAS, 12:20.)
Que pedes à vida, amigo?
Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.
Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.
Os arbitrários solicitam atenção exclusiva aos caprichos que lhes são próprios.
Os vaidosos reclamam louvores.
Os invejosos exigem compensações que lhes não cabem.
Os despeitados solicitam considerações indébitas.
Os ociosos pedem prosperidade sem esforço. Os tolos reclamam divertimentos sem preocupação de serviço.
Os revoltados reclamam direitos sem deveres. Os extravagantes exigem saúde sem cuidados.
Os impacientes aguardam realizações sem bases.
Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.
Essencialmente considerando, porém, tudo isto é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das coisas mutáveis.
Vigia, assim, cautelosamente, o plano de teus desejos.
Que pedes à vida?
Não te esqueças de que, talvez nesta noite, pedirá o Senhor a tua alma.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
Que pedes à vida, amigo?
Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.
Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.
Os arbitrários solicitam atenção exclusiva aos caprichos que lhes são próprios.
Os vaidosos reclamam louvores.
Os invejosos exigem compensações que lhes não cabem.
Os despeitados solicitam considerações indébitas.
Os ociosos pedem prosperidade sem esforço. Os tolos reclamam divertimentos sem preocupação de serviço.
Os revoltados reclamam direitos sem deveres. Os extravagantes exigem saúde sem cuidados.
Os impacientes aguardam realizações sem bases.
Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.
Essencialmente considerando, porém, tudo isto é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das coisas mutáveis.
Vigia, assim, cautelosamente, o plano de teus desejos.
Que pedes à vida?
Não te esqueças de que, talvez nesta noite, pedirá o Senhor a tua alma.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
De alma desperta
"Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti." - Paulo. (II TIMÓTEO, 1:6.)
É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinitamente na sombra dos impulsos primitivistas.
À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com as Leis Eternas.
Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se extinga em nós.
Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.
Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às escuras.
Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas. Nos pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores. Nas aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.
Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao desequilíbrio.
Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade de acordar o "dom de Deus", no altar do coração.
Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.
Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria que luz.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinitamente na sombra dos impulsos primitivistas.
À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com as Leis Eternas.
Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se extinga em nós.
Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.
Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às escuras.
Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas. Nos pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores. Nas aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.
Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao desequilíbrio.
Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade de acordar o "dom de Deus", no altar do coração.
Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.
Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria que luz.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
No reino interior
"Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros." - Paulo. (ROMANOS, 14:19.)
Não podemos esperar, por enquanto, que o Evangelho de Jesus obtenha vitória imediata no espírito dos povos. A influência dele é manifesta no mundo, em todas as coletividades; entretanto, em nos referindo às massas humanas, somos compelidos a verificar que toda transformação é vagarosa e difícil.
Não acontece o mesmo, porém, na esfera particular do discípulo. Cada espírito possui o seu reino de sentimentos e raciocínios, ações e reações, possibilidades e tendências, pensamentos e criações.
Nesse plano, o ensino evangélico pode exteriorizar-se em obras imediatas.
Bastará que o aprendiz se afeiçoe ao Mestre.
Enquanto o trabalhador espia questões do mundo externo, o serviço estará perturbado. De igual maneira, se o discípulo não atende às diretrizes que servem à paz edificante, no lugar onde permanece, e se não aproveita os recursos em mão para concretizar a verdadeira fraternidade, seu reino interno estará dividido e atormentado, sob a tormenta forte.
Não nos entreguemos, portanto, ao desequilíbrio de forças em homenagens ao mal, através de comentários alusivos à deficiência de muitos dos nossos irmãos, cujo barco ainda não aportou à praia do justo entendimento.
O caminho é infinito e o Pai vela por todos.
Auxiliemos e edifiquemos.
Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem.
Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
Não podemos esperar, por enquanto, que o Evangelho de Jesus obtenha vitória imediata no espírito dos povos. A influência dele é manifesta no mundo, em todas as coletividades; entretanto, em nos referindo às massas humanas, somos compelidos a verificar que toda transformação é vagarosa e difícil.
Não acontece o mesmo, porém, na esfera particular do discípulo. Cada espírito possui o seu reino de sentimentos e raciocínios, ações e reações, possibilidades e tendências, pensamentos e criações.
Nesse plano, o ensino evangélico pode exteriorizar-se em obras imediatas.
Bastará que o aprendiz se afeiçoe ao Mestre.
Enquanto o trabalhador espia questões do mundo externo, o serviço estará perturbado. De igual maneira, se o discípulo não atende às diretrizes que servem à paz edificante, no lugar onde permanece, e se não aproveita os recursos em mão para concretizar a verdadeira fraternidade, seu reino interno estará dividido e atormentado, sob a tormenta forte.
Não nos entreguemos, portanto, ao desequilíbrio de forças em homenagens ao mal, através de comentários alusivos à deficiência de muitos dos nossos irmãos, cujo barco ainda não aportou à praia do justo entendimento.
O caminho é infinito e o Pai vela por todos.
Auxiliemos e edifiquemos.
Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem.
Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
Oração e renovação
"Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram." - PAULO. (HEBREUS, 10:6.)
É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.
A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.
A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.
Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.
Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.
Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.
Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.
Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.
Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.
Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.
Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.
O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a iniciativa.
Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.
A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.
A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.
Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.
Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.
Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.
Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.
Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.
Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.
Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.
Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.
O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a iniciativa.
Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Petrobras anuncia grande reserva de petróleo
Petrobras informou hoje que finalizou testes na bacia de Santos, em São Paulo, onde foi comprovada uma reserva de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e gás. Segundo a estatal, o volume aumenta significativamente as reservas de petróleo do Brasil e coloca o país entre as potências do setor no mundo. O anúncio ocorre em meio a sucessivos recordes do preço do barril de petróleo, que beira os US$ 100.
Fonte: CBN
Fonte: CBN
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Quase 74% das estradas do Brasil têm problemas, revela pesquisa da CNT
O Brasil tem 73,9% dos trechos de rodovias com algum tipo de problema. A informação é da Pesquisa Rodoviária 2007 da Confederação Nacional dos Transportes. O levantamento analisou 87.592 quilômetros de estradas. As deficiências vão desde falha na sinalização e no traçado das vias até ausência de pavimentação. As rodovias administradas pelo governo federal são as mais problemáticas. As dez melhores estradas estão no Estado de São Paulo, todas administradas por concessionárias. As dez piores estão, em sua maioria, no Norte e Nordeste do país.
domingo, 4 de novembro de 2007
NOSSA VIDA MENTAL
As almas ingressam nas responsabilidades que procuram para si mesmas.
Segundo tolhamos o nosso perfil moral, angariamos os favores das oportunidades de serviço diante das Leis Universais.
Ninguém foge aos estigmas da viciação com que sulca a estrutura da própria vida. Paz significa vitória da mente sobre os seus próprios atributos.
Resguardemos, assim, a vida mental, na certeza de que o teor da nossa meditação condiciona a altura da nossa tranqüilidade.
Nada ocorre conosco sem resultado específico.
Teimosia no erro - conta agravada.
Ausência de disciplina - débito permanente.
Remorso - aviso da consciência.
Reajustamento - estágio na enfermidade.
Multiformes ocorrências no mundo interior anunciam constantemente o clima de nossa escolha.
A tempestade é precedida dos indícios inequívocos que lhes configuram a extensão.
De igual modo, através da análise real de nós mesmos, encontramos o exato esboço das futuras experiências. A vista disso, ante a luz do Evangelho ninguém desconhece a essência do destino que se lhe desdobra ao porvir.
A Justiça da Lei tem base na matemática. E quem possui parcelas determinadas pode ajuizar perfeitamente quanto à soma daquilo ou disso.
Entrega-te, pois, a novos haustos de esperança e supera as próprias limitações, atendendo aos apelos do amor que ecoam da Altura.
Reúne humildade e serviço, simplicidade e perdão, estudo e caridade, bondade e tolerância, no esforço de cada dia, e com semelhantes fragmentos de amor e luz levantarás o templo divino de tuas mais belas aspirações, diante da Eternidade.
ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier
Segundo tolhamos o nosso perfil moral, angariamos os favores das oportunidades de serviço diante das Leis Universais.
Ninguém foge aos estigmas da viciação com que sulca a estrutura da própria vida. Paz significa vitória da mente sobre os seus próprios atributos.
Resguardemos, assim, a vida mental, na certeza de que o teor da nossa meditação condiciona a altura da nossa tranqüilidade.
Nada ocorre conosco sem resultado específico.
Teimosia no erro - conta agravada.
Ausência de disciplina - débito permanente.
Remorso - aviso da consciência.
Reajustamento - estágio na enfermidade.
Multiformes ocorrências no mundo interior anunciam constantemente o clima de nossa escolha.
A tempestade é precedida dos indícios inequívocos que lhes configuram a extensão.
De igual modo, através da análise real de nós mesmos, encontramos o exato esboço das futuras experiências. A vista disso, ante a luz do Evangelho ninguém desconhece a essência do destino que se lhe desdobra ao porvir.
A Justiça da Lei tem base na matemática. E quem possui parcelas determinadas pode ajuizar perfeitamente quanto à soma daquilo ou disso.
Entrega-te, pois, a novos haustos de esperança e supera as próprias limitações, atendendo aos apelos do amor que ecoam da Altura.
Reúne humildade e serviço, simplicidade e perdão, estudo e caridade, bondade e tolerância, no esforço de cada dia, e com semelhantes fragmentos de amor e luz levantarás o templo divino de tuas mais belas aspirações, diante da Eternidade.
ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier
sábado, 3 de novembro de 2007
Porta estreita
"Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão." - Jesus. (LUCAS, 13:24.)
Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na "porta estreita" a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.
Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.
Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.
Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as "portas largas" por onde transitam as multidões.
Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.
Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.
E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.
Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.
"Ah! se fosse possível voltar!..." - pensam todos.
Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!... com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros! ...
Mas... é tarde. Rogaram a "porta estreita" e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas "portas largas", volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na "porta estreita" a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.
Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.
Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.
Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as "portas largas" por onde transitam as multidões.
Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.
Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.
E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.
Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.
"Ah! se fosse possível voltar!..." - pensam todos.
Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!... com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros! ...
Mas... é tarde. Rogaram a "porta estreita" e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas "portas largas", volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
Vê como vives
"E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha." - Jesus. (LUCAS, 19:13.)
Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.
Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.
Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.
O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.
O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.
As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.
O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.
O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.
O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.
Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.
Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.
Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.
O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.
O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.
As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.
O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.
O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.
O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.
Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.
EMMANUEL (VINHA DE LUZ)
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
DÁDIVA ESPERADA
Em qualquer tempo, para a nossa alegria de pensar e realizar, a Divina Providência nos concede todos os recursos de que temos necessidade:
o corpo ativo;
a inteligência lúcida;
o entendimento claro;
a inspiração construtiva;
a riqueza das horas;
o tesouro das energias;
a vantagem do movimento;
o verbo ágil;
o conforto doméstico;
a possibilidade de trabalhar;
o aviso da experiência;
a simpatia do próximo;
o dom de compreender;
o ensejo de auxiliar;
No entanto, em todas as tarefas, a Providência Divina espera de nós uma dádiva simples - nossa atitude de paciência, na hora difícil, para que não se interrompam o serviço do bem.
ALBINO TEIXEIRA
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
o corpo ativo;
a inteligência lúcida;
o entendimento claro;
a inspiração construtiva;
a riqueza das horas;
o tesouro das energias;
a vantagem do movimento;
o verbo ágil;
o conforto doméstico;
a possibilidade de trabalhar;
o aviso da experiência;
a simpatia do próximo;
o dom de compreender;
o ensejo de auxiliar;
No entanto, em todas as tarefas, a Providência Divina espera de nós uma dádiva simples - nossa atitude de paciência, na hora difícil, para que não se interrompam o serviço do bem.
ALBINO TEIXEIRA
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
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