terça-feira, 21 de julho de 2009

Palavras consoladoras

"A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio... Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito..."

"A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciêcia do tempo perdido."

"Confesso a vocês que não vi o tempo correr... Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta. A única coisa que espero depois da minha desencarnação é a possibilidade de poder continuar trabalhando."

"A revolução em que acredito é aquela ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que começa pela corrigenda de cada um, na base do façamos aos outros aquilo que desejamos que os outros nos façam."

"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."

"A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência, a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico..."

"Emmanuel sempre me disse: - Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca..."

Chico Xavier

terça-feira, 14 de julho de 2009

Espiritualismo universalista

Espiritualismo universalista é uma corrente de pensamento não-religiosa e anti-materialista, que combina espiritualidade e universalismo. Insere-se no contexto do espiritualismo laico e ecumênico do final do século XX e início do século XXI.

Ideologia

Espiritualismo universalista consiste em ideologia baseada nas teorias do karma e da reencarnação, a favor de que cada indivíduo, em vez de aderir, com exclusividade ou primazia, a determinado credo, sistema, doutrina, instituto, guru ou movimento, faça sua síntese pessoal das diversas correntes de pensamento relacionadas à espiritualidade (religiões, filosofias
espiritualistas e neociências transcendentais) e às demais expressões culturais da humanidade, a exemplo das manifestações da arte, da filosofia e da ciência em geral.

Tem como corolários o ecumenismo, o pluralismo, o holismo, o universalismo, a multidisciplinaridade, a transdisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a cidadania planetária e cósmica. Simpatiza com a Psicologia Transpessoal.

Opõe-se a posturas de sectarismo, exclusivismo, fanatismo e maniqueísmo. Valoriza a liberdade de expressão, o discernimento e a dialética. Não sustenta detenção de posse da verdade relativa e/ou absoluta sob qualquer desculpa, justificativa ou alegação.

Mantém afinidade com o que Huberto Rohden chamava de anarquismo cósmico, ou seja, o autogoverno do indivíduo, em consonância com as normas da Ética universal, dissociado quer de transferência de responsabilidade a terceiros para lhe ditar o caminho evolutivo a trilhar, quer da submissão a "pacotes doutrinários", inquestionáveis e petrificados, e ao controle de conduta por instituições e autoridades sacerdotais ou equivalentes.

Princípios

Parte dos seguintes pressupostos:

As religiões são criações do gênio humano e não imposições de Deus e dos espíritos;

Não existe corrente de pensamento a monopolizar as verdades relativas ou absolutas de ponta;

Há caminhos diferentes para se atingir a evolução espiritual, dentro e fora de religiões;

Mais importa a conduta amorosa e fraterna do que a ideologia, cosmogonia, fé ou organização religiosa (ou congênere) escolhidas;

São contraproducentes e inócuas disputas por qual o melhor guru ou líder espiritual da humanidade;

Todas as contribuições ao esclarecimento espiritual e consciencial são válidas e relevantes, merecem respeito e apreciação sem preconceito, devendo-se extrair de cada ideologia o que nela houver de proveitoso ao aprimoramento do indivíduo e da sociedade.

Brasil

Os adeptos brasileiros do espiritualismo universalista são pessoas que professam espiritualidade de cunho laico e temporal ou que militam em meio religioso reencarnacionista. A maioria dos espiritualistas universalistas do Brasil tem em sua formação cultural e ideológica a influência de, ao menos, alguma destas correntes de pensamento: doutrina espírita, hinduísmo, Umbanda, Teosofia, Conscienciologia e esoterismo.

Fonte: Wikipédia
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Espiritualismo_universalista"

sábado, 11 de julho de 2009

Oportunidades de mudança oferecidas pela crise econômica

Os momentos de crise sempre fornecem instrumentos de reflexão sobre os erros cometidos pela estrutura social. Ao fazer essa reflexão, pode-se abordar temas fundamentais que levaram a essa situação: confusão entre o interesse público e o privado; estrutura empresarial ultrapassada; e incentivo ao consumismo exacerbado, gerando endividamento através do crédito.

O egocentrismo humano o leva a perder a noção entre o interesse privado e o bem comum. Em um grau elevado de civilização, o bem comum é mais importante do que os interesses particulares, porém a civilização seguiu a orientação de Adam Smith, que dizia ser o interesse individual o coletivo. Junta-se a isso teorias posteriores de entesouramento do dinheiro, como proposto por Keynes. Assim, prevaleceu uma sociedade de consumo e de acúmulo de capital. Este, passou a ser gerenciado principalmente pelos bancos, com a filosofia de crédito. Por um lado, o crédito destina dar utilidade ao dinheiro parado, mas, por outro, baseia-se em uma grande ilusão. Ele é a perspectiva de ganhar dinheiro com trabalho ou ganhos futuros, porém esse trabalho ou ganho ainda não existe de fato.

Dessa maneira, o indivíduo endivida-se com a perspectiva incerta de ganhar dinheiro futuro. Um sistema baseado em algo ilusório não pode durar muito tempo. Parafraseando Norberto Keppe: "tudo o que tem bases falsas chegará ao fim".

Toda a estrutura da sociedade foi montada no interesse privado. Até os grupos que deveriam ser os responsáveis pelo pensamento de bem comum agem de acordo com interesses de uma minoria. Venceu o egoísmo sobre o interesse coletivo.

Outro fator importante é a estrutura atual das empresas, questão essa denunciada por Marx. Os donos do capital passam a administrar as empresas, explorando o trabalho alheio. Assim, quem produz algo de fato é escravizado por algúem que forneceu o capital inicial. Este, mesmo depois de devolvido ao dono através do lucro, continua a valer simplesmente pelo início do negócio. Toda a estrutura de distribuição da renda é feita através do início do negócio, não correspondendo mais ao que a empresa é hoje. Isso leva ao acúmulo injusto do capital, pois não foi o trabalho do capitalista que o levou a ganhá-lo, mas o seu "capital inicial".

Em sua obra "Trabalho e Capital", Keppe propõe a solução para essa exploração através das empresas trilógicas. O capital inicial entraria a título de empréstimo, sendo os trabalhadores da empresa seus sócios. O lucro da empresa seria dividido proporcionalmente ao trabalho (produtividade) ou função. Assim, retira-se o mérito do ter e o coloca na ação. Os indivíduos que mais trabalham serão os maiores detentores de capital na empresa. Corrige-se, com isso, o fenômeno da exploração e do acúmulo exacerbado de capital. Nos EUA empresas com esse funcionamento têm incentivos fiscais.

Por último, vale destacar essa sociedade de consumo exacerbado. É produzido e consumido o supérfluo em nome do progresso. Os indivíduos, então, endividam-se para consumirem o que não é tão essencial para a sua vida, movidos pelo desejo gerado pela publicidade, pelo seu egoísmo, orgulho e inveja. Porém, a capacidade de endividamento chega ao limite, gerando os créditos "podres". As pessoas endividadas não compram; a indústria não produz e, assim, gera o ciclo tão conhecido da crise.

A crise, portanto, é econômica e moral. Para solucioná-la, é preciso a consciência de bem comum sobrepondo-se ao interesse particular, mudando a estrutura das empresas atuais pelo modelo trilógico. É preciso, ainda, acabar com essa publicidade exagerada, que busca vender produtos e serviços não necessários.Alguns poderão dizer que esse modelo proposto irá gerar desemprego. Basta olhar o planeta com análise crítica e se perceberá que falta emprego, mas não falta trabalho. Quantas casas, estradas, portos, aeroportos e melhorias não temos de fazer no mundo? Todos os ramos de atividade precisam ser melhorados. Isso gera trabalho para todos os habitantes do globo, porém, pelo interesse de uma minoria, temos bilhões de habitantes em situação de miséria. Essa minoria joga no lixo o nobre conceito de dignidade da pessoa humana.

Marcelo Brito Sener