quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Fim da dívida externa brasileira

As reservas internacionais do Brasil estão em torno de 190 bilhões de dólares. Esse número está próximo ao valor da dívida externa: 194 bilhões de dólares.

No final deste ano o Brasil estará livre do problema da dívida externa.

Quase metade das empresas criadas em 1997 fecharam até 2005

Em 2005, 42% das empresas brasileiras tinham menos de 5 anos de idade, enquanto apenas 3% apresentavam 30 anos ou mais. Já em relação ao pessoal ocupado, a participação destas empresas com 30 anos ou mais de idade representava 20% do total dos trabalhadores. As maiores taxas de entrada (criação) e saída (extinção) de empresas no mercado 1 foram observadas nas empresas com 0 a 4 pessoas ocupadas (18,6% e 13,1%, respectivamente). Já as menores taxas, ocorreram na faixa de empresas com 100 e mais pessoas ocupadas (1,6% e 1,2%, respectivamente).

Com relação à sobrevivência das unidades criadas em 1997, foi possível observar que no primeiro ano de vida, cerca de 20% das empresas não sobreviveram. Após dois anos de criação, 27,2% das empresas já estavam com as portas fechadas e, depois de 8 anos, apenas 51,6% ainda continuam ativas. A análise regional mostrou que cerca de 51% das unidades criadas, em 1997, nas regiões Nordeste e Sudeste ainda existiam em 2005. Na região Norte o percentual de sobrevivência foi de 46,5%, na Centro-Oeste foi de 47,8% e o Sul foi o que apresentou maior taxa, 53,8%.

Essas e outras informações fazem parte do estudo sobre a demografia de empresas no Brasil, realizado a partir das informações do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE 2005 2, e são detalhadas em seguida. Todos os resultados da estudo estão disponíveis no www.ibge.gov.br

O estudo mostrou que 62,5% das empresas brasileiras estão estabelecidas no mercado há menos de 10 anos, sendo que 42,1%, das empresas foram criadas há menos de cinco anos. Apenas 2,9% das empresas foram criadas há 30 anos ou mais. As empresas com maior tempo de permanência no mercado têm maior média de pessoal ocupado total. Por exemplo, as empresas com 30 anos ou mais de idade representam apenas 2,9% do total de empresas, mas ocupam 20,0% do total de pessoas. Ainda em 2005, as empresas com até cinco anos de idade representavam 42,1% do total de empresas e 26,0% do total do pessoal ocupado.

Fonte: IBGE

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Brasil entra para grupo de países com altos índices de desenvolvimento

Pela primeira vez na história, o Brasil aparece no grupo de países com alto Índice de Desenvolvimento Humano, segundo relatório da ONU, com base em indicadores de 2005. O IDH brasileiro subiu de 0,792 para 0,800, pontuação mínima para entrar no ranking da elite do desenvolvimento humano. O aumento da expectativa de vida foi um dos fatores que contribuíram para a melhora do indicador brasileiro. Apesar do avanço, o Brasil aparece em último lugar entre 70 países, atrás de Argentina, Chile e Uruguai. O líder da lista é a Islândia.

Fonte: CBN

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Governo federal vai lançar Saúde da Escola

O ministro da Educação Fernando Haddad anunciou que o programa Saúda da Família será extendido às escolas públicas. Segundo o ministro, uma verba específica será destinada às cidades que aderirem ao Saúde da Escola.

O programa deve entrar em prática já na primeira semana de dezembro. Por conta da falta de atendimento médico nas escolas, doenças simples como cáries, problemas de visão e audição têm atrapalhado o aprendizado das crianças.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Capitais desperdiçam metade da água tratada

Carlos Rangel

Uma campanha, lançada nesta quarta-feira, em São Paulo, pelo Instituto Socioambiental (ISA) com o tema De Olho nos Mananciais vai dar informações sobre a situação das fontes de água que abastecem as grandes cidades do País. Um estudo inédito sobre o abastecimento público e saneamento básico nas 27 capitais brasileiras revela que quase 50% da água retirada dos mananciais é desperdiçada em vazamentos, fraudes e submedições. A água jogada fora seria suficiente para abastecer 38 milhões de pessoas por dia, informa o ISA.

Os vazamentos na rede de distribuição das 27 capitais causam perdas de 45%. São 6,14 bilhões de litros. E menos de 50% da população das capitais tem esgoto tratado. O levantamento sobre coberturas e desperdícios nas redes públicas de abastecimento e saneamento, baseado em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades (ano base 2004), é inédito.

Apenas seis das 27 capitais atendem à totalidade da população com abastecimento de água. Porto Velho, Rio Branco e Macapá cobrem apenas 30,6%, 56,2% e 58,5% da população, respectivamente. A média de consumo per capita é de 150 litros/dia. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, a média sobe para 220 litros, o dobro do recomendado pela ONU 110 litros. A capital campeã do desperdício é Porto Velho, com 78,8% do total. Em volume de desperdício, Rio de Janeiro lidera, com 1,54 bilhão de litros/dia.

Cerca de 30% da população das capitais, mais de 13 milhões de pessoas, não têm acesso a redes de coleta de esgoto. Manaus, Belém e Rio Branco apresentam os piores índices, com menos de 3% de seus moradores atendidos pelo serviço.

Para abastecer a população residente na cidade de São Paulo, são produzidos aproximadamente 3,4 bilhões de litros de água por dia. A perda de água média no município de São Paulo é de 30,8% em relação ao volume produzido. A perda equivale a um volume de água de cerca de 1 bilhão de litros de água por dia.

DiárioNet

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ex-ministro quer filho de político na rede pública

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou projeto que impede parlamentares, prefeitos, governadores e presidente da República de matricularem seus filhos em escolas particulares durante a educação básica.

Quem tem cargo eletivo seria obrigado a colocar filhos e demais dependentes em escolas públicas a partir de 2014. A punição para quem descumprir a regra não está prevista, mas Cristovam disse que para os parlamentares federais poderia ser considerado quebra de decoro.

Ele disse que não estudou nem colocou seus filhos em escolas públicas, mas justificou que na época não era parlamentar.

Para o pedetista, com os filhos de políticos na escola pública, haverá melhoria na educação gratuita. Em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o projeto recebeu parecer contrário do senador Romeu Tuma (PTB-SP) porque prejudicaria as particulares ao excluir delas "os filhos de mais de 60 mil famílias". Como Tuma não pertence mais a CCJ, o projeto terá novo relator.

Andreza Matais
Folha de S.Paulo

domingo, 18 de novembro de 2007

Caminhos Retos

Tempo sem desperdício.

Trabalho sem desânimo.

Estudo sem cansaço.

Oração sem inércia.

Alimentação sem abuso.

Tranqüilidade sem preguiça.

Alegria sem desordem.

Distração sem vício.

Fé sem fanatismo.

Disciplina sem violência.

Firmeza sem arrogância.

Amor sem egoísmo.

Ajuda sem paga.

Realização sem jactância.

Perdão sem exigência.

Dificilmente libertar-nos-emos da ilusão que nos confunde a vida, se fugimos de palmilhar esses caminhos retos, rumo à Imortalidade Triunfante.

André Luiz
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"

Construir

Para construir a floresta a natureza gasta séculos de serviço.
Para destruí-la basta a chispa do fogo.

Para construir a casa, grande turma de obreiros despende longos dias.
Para destruí-la, basta um só homem de picareta, no espaço de algumas horas.

Para construir o jarro de legítima porcelana, o ceramista utiliza tempo enorme de vigília e preparação.
Para destruí-lo, basta um martelo.

Para construir o avião, primorosa equipe de técnicos associa prodígios de inteligência, na ação de conjunto.
Para destruí-lo, basta um erro de cálculo.

Para construir o depósito de combustíveis, o homem é constrangido a providências numerosas, alusivas à edificação e à preservação.
Para destruí-lo, basta um fósforo aceso.

Para construir a cidade, o povo emprega anos e anos de sacrifícios.
Para destruí-la, basta hoje uma bomba.

Irmãos, sempre que chamados à crítica, respeitemos o esforço nobre dos semelhantes.

Para construir, são necessários amor e trabalho, estudo e competência, compreensão e serenidade, disciplina e devotamento.

Para destruir, porém, basta o golpe.

André Luiz
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"

sábado, 17 de novembro de 2007

Deus não vai perguntar...

Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.

Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.

Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.

Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.

E eu me pergunto: que tipo de respostas terei para dar?

Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.

Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!

Whit Criswell

'Amazônia está sendo sufocada', afirma Ban Ki-moon

Pablo Uchoa

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse neste sábado que a Amazônia está "sendo sufocada", ao encerrar a reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Valência.

A uma plenária de centenas de representantes de diversos países, o secretário contou o que viu em sua recente viagem à América do Sul, que incluiu a floresta tropical brasileira.

"Na Amazônia, vi como a floresta, o ''pulmão da terra'' está sufocando. O Brasil está fazendo avanços sérios no combate ao desmatamento e promovendo o gerenciamento sustentável da floresta. Mas o governo teme que o aquecimento global já esteja minando estes esforços", afirmou Ban. "Se a previsão mais forte do grupo (IPCC) se tornar realidade, grande parte da selva amazônica se transformará em savana." Segundo ele, "a Antártida, as geleiras de Torres del Paine, a Amazônia - toda a humanidade deve assumir a responsabilidade por essas jóias em nome das gerações futuras", declarou.

O texto que foi divulgado oficialmente neste sábado pelo secretário-geral não menciona a Amazônia ao listar ecossistemas onde já se percebem evidências "fortes" de impacto da mudança climática.

Mas os negociadores incluíram um quadro mais "suave" em que, entre vários exemplos, afirmam que "até meados do século, aumentos de temperaturas associados à redução do nível de água no solo devem ocasionar uma substituição gradual da floresta tropical por cerrado no leste da Amazônia".

Além disso, eles enfatizaram que terras semi-áridas do continente sul-americano - como o sertão nordestino - tendem a ser substituídas por vegetação árida.

As conclusões deste documento, uma síntese de 25 páginas feita a partir de mais de 3,5 mil folhas de relatório, terão um grande peso em uma reunião marcada para início de dezembro em Bali, na Indonésia, na qual líderes de todo o mundo discutirão o substituto do atual Protocolo de Kyoto.

O alerta dos cientistas eleva a pressão para que os governos tomem medidas concretas contra o aquecimento global. O atual Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de emissões de CO2 para nações desenvolvidas até 2012, vem sendo descumprido por vários países e sequer foi ratificado pelos Estados Unidos.

Ban Ki-moon disse que um grande acordo pós-Kyoto "deve incluir incentivos para ajudar países em desenvolvimento a caminhar na direção da mitigação e da adaptação".

Segundo ele, os países em desenvolvimento devem ser ajudados em três frentes: com fundos para financiar a tecnologia de energias limpas; através de "correntes financeiras para adaptação"; e por uma maior cooperação em pesquisa e desenvolvimento científico, assim como a transferência de tecnologias limpas.

"Em Bali, evitemos apontar o dedo ou encontrar culpados. Em vez disso, busquemos entendimento. Reconheçamos que os efeitos da mudança climática nos afetam a todos", pediu o secretário-geral da ONU.

BBC Brasil

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Vida

Vida começa com um sorriso
Vida pára no encanto
Do sublime sorriso de um bebê
Vida continua ao se retribuir um sorriso
Vida é sensibilidade
Vida é sensibilidade para o amor
Vida é amor na paixão
Vida é paixão sem dor
Vida é dor com compreensão
Vida é compreensão delicada como uma rosa
Vida é uma rosa junto ao perdão
Vida é perdão com carinho
Vida é carinho suave
Vida é suave como a caridade
Vida é caridade para a inclusão
Vida é inclusão para transformação
Vida é transformação para a evolução
Vida é evolução que traz a paz
Vida é paz que realiza o sonho
Vida é sonho com realidade
Vida é realidade dentro e fora dos sentidos
Vida é o sentido que não se sente
Vida é transcender o sentir
Vida é ter coragem para abrir os olhos
Vida é ter bondade para enxergar a verdade
Vida é olhar o anjo que há dentro de si
Vida chora
Mas não morre
Vida apenas se desloca
Vida morre viva
Vida trabalho eterno
Ciclo infinito
Ciclo do Amor
Ciclo da Criação
Ciclo de Deus


Marcelo Brito Sener

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Brasil: nova potência

Com a descoberta de petróleo e gás na bacia de Santos, o mundo observa o Brasil como uma futura potência mundial. Hoje, colhemos alguns frutos de décadas de trabalho dos encarnados e desencarnados.

Não devemos esquecer que houve um planejamento e grande auxílio por parte do mundo espiritual. Grandes espíritos aqui encarnados com a missão de fazer do Brasil uma grande nação, objetivando transmitir aos outros povos o Evangelho. Sem falar da intuição dada pelos Espíritos Superiores.

Indiscutivelmente, o Brasil é a pátria do Evangelho, tendo um povo pacífico, miscigenado, trabalhador, com grande alegria de viver. Prova disso é o resultado de uma pesquisa feita com turistas em que declararam que o melhor do Brasil é o seu povo.

Caminhamos para sermos uma potência energética: etanol, hidroelétricas, petróleo, gás natural, biomassa, energia eólica, solar. Somados esses recursos energéticos ao seu sólo fértil, às riquezas da Amazônia, riquezas minerais, seu capital humano, temos grandes motivos para comemorar e continuar esse difícil trabalho.

Superamos grandes dificuldades: escravidão, parque industrial atrasado, ditadura, alta inflação, descontrole fiscal. Avançamos muito, porém ainda temos grandes dificuldades: concentração de renda, baixa escolaridade, apagão de mão-de-obra, apagão na infra-estrutura, insegurança jurídica, falta de emprego, saneamento, moradia, alta dívida interna.

Todos esses problemas possuem solução no médio prazo. No meu entendimento, em, no máximo, 10 anos poderíamos ter esses problemas resolvidos com as seguintes medidas:

1. Educação
Aumentar os gastos com educação (10% do PIB);
Isentar de impostos as escolas privadas que se comprometam em ter 20% dos seus alunos com bolsas de estudos, com a preferência de alunos pobres e com altas habilidades;
Investimento em cursos técnicos, aumentando as vagas no Ensino Médio.

2. Saneamento Básico
Programa 100% saneamento. Ao investir em saneamento, economiza-se dinheiro com a saúde e se diminui a poluição. Além disso, movimenta a economia e gera empregos.

3. Grande investimento em habitação
A construção civil é o setor que mais gera emprego e dinamismo na economia. Os mais pobres seriam atendidos, além de movimentar toda a economia, pois há aumento de produção para todas as indústrias alimentadas pelo setor.

4. Amazônia
Concessão de territórios para grandes laboratórios. O desenvolvimento na Amazônia só virá com a interrupção do desmatamento e o investimento no potencial de farmacologia da floresta. Disponibilizando os investimentos para as universidades locais, haveria um grande desenvolvimento sustentável da região. Além disso, investimentos no Exército para proteção das fronteiras e da floresta.
Atendimento médico e odontológico: Exército.

5. Sertão
Copiar o modelo kibutz, fazendas coletivas de irrigação em Israel;
Investimento em cisternas;
Atendimento médico e odontológico fetio pelo Exército.

6. Infra-estrutura
Concessões de estradas à iniciativa privada; privatizações Portos e Aeroportos.
O Governo não tem dinheiro para investir, porém a iniciativa privada o tem.

7. Dívida pública
A dívida externa já está controlada, pois o volume das reservas internacionais supera o valor da dívida. O problema da dívida pública é a interna, chegando perto dos 800 bi.
Para resolver esse problema, poderiam ser feitas privatizações, utilizando os títulos da dívida. Petrobrás, Correios, Banco do Brasil, IRB, Eletrobrás poderiam ser privatizadas e a dívida, assim, zerada. Além disso, parte das reservas internacionais (100 bi dos 173 bi de dólares - novembro) poderia ser usada para o pagamento da dívida interna.

8. Saúde
Isentar os hospitais que aceitem atender pacientes excedentes do serviço público;
Investimento em medicina alternativa;
Investimento na contratação de médicos e dentistas para o Exército. Eles aturariam na Amazônia, Sertão e outras regiões de difícil acesso.

9. Cultura
Isentar livros de impostos.

10. Cortes de gastos.

11. Reformas: tributária, política, administrativa, na Previdência e no Judiciário.

Como é notável, os problemas que temos não são resolvidos pelo fato de se ter uma gestão ineficiente e pela falta de vontade política, porém a evolução é Lei Universal e dela não poderemos fugir. Coragem e otimismo, meus irmãos! Estamos no país estratégico para a espiritualidade levar os nobres ensinamentos de Jesus para o mundo.

Que Deus nos dê a força necessária!

Marcelo Brito Sener

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ensino médio público terá curso técnico

A partir de 2008 as escolas de ensino médio da rede estadual de São Paulo oferecerão ensino técnico para os alunos do curso regular. Toda grade curricular está sendo modificada para condensar o conteúdo tradicional para ser dado durante os dois primeiros anos, a fim de que no terceiro seja oferecido um curso técnico ou aulas de reforço voltadas para o vestibular.

Os alunos poderão optar entre os cursos de administração ou de gestão de pequenos negócios. Já para o segundo semestre, do próximo ano, a intenção é também oferecer o de informática. 50 mil vagas serão abertas em parceria com o Centro Paula Souza, quase o mesmo número de alunos que o instituto atende hoje (76mil).

A Fundação Roberto Marinho integrará o projeto dando aulas semi-presenciais teletec (por meio de vídeo). Seis mil salas serão adaptadas dentro das escolas, com internet banda larga, computador e data-show. As novas aulas acontecerão durante seis horas semanais.

Por: Erika Vieira

domingo, 11 de novembro de 2007

Os sonhos no espiritismo e na psicanálise

Por séculos a fio, os sonhos foram encarados como portas para o conhecimento e para a adivinhação. A história antiga e a Bíblia estão repletas de passagens em que através dos sonhos podiam-se constatar situações futuras e revelações. Os sonhos de Jacó, as interpretações dos sonhos do Faraó feitas por José, e outras passagens demonstram a importância dos sonhos.

Nas civilizações antigas, o papel dos sonhos foi sempre revelador. Sacerdotes e xamãs dedicavam especial atenção a eles. Desvendar o futuro e se orientar na condução da vida e das coisas era o principal atributo conferido aos sonhos, considerados com uma manifestação divina, uma forma dos deuses e das forças sobrenaturais se comunicarem.

Com o advento do racionalismo e da chamada medicina cartesiana, os sonhos passaram a ser vistos como uma atividade sem nenhum valor, uma mera manifestação de grupos isolados de células durante o adormecimento do corpo e conseqüentemente do cérebro.

No século XX, entretanto, os sonhos oltaram a ocupar um lugar de destaque através da psicanálise, e foram vistos como passíveis de interpretação, a chave para o diagnóstico de traumas e desejos sublimados. Em resumo, mesmo deixando de ser considerados como algo inútil, a visão científica dada pela psicanálise apenas entende os sonhos como uma manifestação dos desejos.

Nos dias de hoje, de acordo com os pressupostos científicos aceitos, o sono é um estado em que nossas atividades físicas, motoras e sensoriais cessam. Já o sonho é a lembrança dos fatos ocorridos durante o sonho. Ainda no campo da ciência, alguns psiquiatras e psicólogos analisam os sonhos como atividades do psiquismo mais profundo.

Freud, que foi o pioneiro em estudar os sonhos, julgava que, quando nossos instintos eram reprimidos, poderiam se manifestar através dos sonhos, ou seja, eram as linguagens simbólicas para nossos desejos mais profundos.

Para Jung, que também estudou os fenômenos ocorridos durante o sono, a idéia é que nos recessos de nosso inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos.

O espiritismo, por sua vez, muito antes do advento da psicanálise, desvendou a natureza dos sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais. Em O Livro dos Espíritos, Kardec analisa a emancipação espiritual, colocando o sono como a primeira fase deste fenômeno, antecedendo o sonambulismo e o êxtase que são estados mais profundos de independência pelo desprendimento parcial do Espírito.

Segundo a doutrina espírita, os sonhos podem ser classificados como comuns, reflexivos ou espíritas.

Os sonhos comuns são a repercussão de nossas disposições físicas e psicológicas. Os sonhos reflexivos são a exteriorização de impressões e imagens arquivadas no cérebro e no perispírito. Os sonhos espíritas são a atividade real e efetiva do Espírito durante nosso sono.

Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)

Transmissão oculta do pensamento

Assim como encontramos pessoas queridas durante o sono, podemos nos reunir com grupos de pessoas para trabalhar ou estudar. Quando acordamos, não nos lembramos do ocorrido, mas podemos experimentar uma idéia intuitiva, que na verdade é o resultado de nossa conversa no mundo espiritual.

Essa mesma explicação se pode dar para as idéias inovadoras ou para as grandes descobertas. Embora o homem acredite que tais ações partiram dele, na verdade é o resultado de seu encontro no mundo dos espíritos. Por isso, muitas vezes, uma mesma idéia ou descoberta surge ao mesmo tempo em locais distante e de pessoas diferentes. Este fenômeno pode ocorrer quando dormimos ou acordados, desde que seja uma comunicação entre dois espíritos simpáticos, que se comunicam e vêem reciprocamente seus respectivos pensamentos. Porém, a comunicação com outros espíritos quando estamos acordados dificilmente ocorre.

Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)

Visitas espíritas entre pessoas vivas

A libertação do espírito que ocorre durante o sono possibilita que ele possa encontrar-se com outros espíritos unidos por laços de amizades e até mesmo de vidas passadas.

Segundo a doutrina espírita, o fato do espírito libertar-se do corpo durante o sono e ter a possibilidade de visitar outros mundos não significa que temos duas existências: corpo e alma; somos um só, mas com a possibilidade de nos desdobrarmos.

Nesses momentos de liberdade, podemos nos encontrar com outras pessoas encarnadas - amigos, parentes, conhecidos, pessoas que nos poderão ser úteis com novos ensinamentos e nos auxiliando para nosso progresso - e também desconhecidas, até mesmo moradores de outros países. Quando despertamos, raramente lembramos das situações vivenciadas, mas é comum permanecer em nós uma intuição, que mais tarde dará origem a idéias que surgirão de forma espontânea, mas que na verdade são resultados de nossas conversas com os amigos espirituais.

Isso não significa que podemos provocar visitas espirituais por nossa vontade. Quando o espírito se liberta, segue sua própria vontade e raramente faz aquilo que foi por nós programado antes de adormecermos. Isto porque o espírito vai buscar laços de amizades, novos e antigos, que o façam feliz por estar reunido com quem lhe é importante.

Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)

O sono e os sonhos

Que mistérios envolvem nosso corpo durante o sono? Porque quando dormimos sonhamos, muito embora não nos lembremos deles com precisão? Até hoje a ciência busca explicações para esse fenômeno, mas nenhuma parece satisfatória. A psicanálise, a partir de Freud e Jung, também buscou explicações, conclui que os sonhso nada mais são do que a repetição dos fatos ocorridos durante o dia ou, ainda, símbolos daquilo que queremos e desejamos.

Para os espíritas, as explicações mais plausíveis continuam as encontradas nas obras escritas por Allan Kardec. Ele divide o sonho em três níveis: 1 - o sonho ordinário ou puramente cerebral, que é a repercussão de nossas disposições físicas e de nossas preocupações morais; 2 - o sonho de desprendimento do espírito, que flutua na atmosfera e mergulha no oceano de pensamentos e imagens sem, entretanto se desprender do corpo físico; e 3 - os sonhos profundos ou etéreos, quando o espírito se desprende da matéria e percorre a superfície da Terra.

Para que se compreenda melhor o que esses níveis significam, vale lembrar que quando desencarnamos, voltamos para o corpo físico com a missão de repararmos erros cometidos no passado. Entretanto, o corpo físico é para o espírito como uma "prisão". Ele aspira por liberdade, o que só será plenamente possível quando não mais houver necessidade de encarnar ou quando dormimos.

Além disso, não há necessidade do espírito repousar como ocorre com o corpo físico, por isso, enquanto dormimos é possível a ele percorrer outras esferas. Assim, durante o sono, o espírito se desamarra dos laços que o prendem ao corpo e começa a percorrer o espaço, entrando em relação direta com outros espíritos.

Uma vez livre do corpo, o espírito tem condições de exercer seus dons, lembrar vidas passadas e até mesmo prever o futuro; só que quando o corpo desperta, pouco ou quase nada é lembrado.

Na interpretação kardecista, alguns sonhos que consideramos absurdos ou irreais, na realidade são lembranças de lugares, pessoas e atos que nosso espírito presenciou durante o sono. Liberto do corpo, o espírito poderá vivenciar ações futuras e até mesmo de outras encarnações, por essa razão é que poderá ser para nós uma situação estranha ou absurda. Assim, pode-se dizer que o sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono do corpo. E, quando acordamos e não nos lembramos dos nossos sonhos é porque nossa alma não estava em completo desdobramento.

Ainda segundo o espiritismo, quando dormimos ficamos momentaneamente no mesmo estado que ocorre logo após a morte. Para a doutrina de Kardec, os espíritos que se desligam rapidamente da matéria têm um sono consciente porque, durante o sono, reuniam-se com espíritos superiores para trabalhar e se instruir; já os espíritos inferiores quando dormem, viajam para mundos que lhes atraem, ou seja, mundos também inferiores. E é também durante o sono, que espíritos inferiores podem atormentar pessoas fracas e medrosas.

Entretanto, não se pode confundir as lembranças que temos de nossos sonhos com premonição. O que ocorre é que Deus pode permitir ao espírito antever algumas situações futuras ou mesmo situações vividas durante sua visita a espírito a outros mundos, e não premonições e adivinhações sobre o futuro.

Também não podemos nos esquecer que muitas vezes vamos dormir preocupados com uma determinada situação e, quando o espírito está liberto do corpo, poderá ver aquilo que deseja.

Quando nosso espírito viaja por outras esferas, outros espíritos também o fazem, daí muitas vezes sonhamos com pessoas vivas conhecidas. Provavelmente, durante nossa viagem astral as encontramos e partilhamos de momentos juntos.

Muitas vezes, no início de nosso sono, parece que ouvimos frases, vemos imagens e até mesmo figuras em que é possível observar os mínimos detalhes. Isto se deve ao fato do espírito estar no início do desprendimento do corpo e, com uma sensação de torpor, tentar se comunicar ou libertar-se da matéria para desfrutar da sensação de liberdade.

Outro aspecto interessante é que, durante esse período de sonolência, algumas vezes surgem idéias que parecem muito boas e com elas a solução de nossos problemas, mas assim que acordamos já não recordamos de mais nada. A explicação é que, ao encontrar-se com espíritos superiores realmente podemos ter sido aconselhados a agir desta ou daquela forma, mas a lembrança só ocorrerá na ocasião oportuna.

Em resumo, durante o sono, o espírito desprende-se do corpo. Alguns não se afastam do corpo. Outros se movimentam livremente no mundo espiritual. O desprendimento do corpo faz com que o espírito seja atraído para locais e companhias com ele identificados. Segundo Aluney Elferr Albuquerque Silva: "o lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos...".

Dependendo do grau de evolução do espírito irão presenciar várias de suas atividades e os frutos dessas experiências. Ainda segundo Aluney Elferr Albuquerque Silva: "Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito".

Fonte: Coleção Cadernos Espíritas
A vida após a morte (5)

Justos e Injustos

Cada manifestação da criatura atende a objetivo determinado conforme as necessidades da experiência.

Todo gesto traz significação particular.

Toda intenção é potencial de procedimento.

Quem ostente conhecimento nobre ou paz interior já surpreende em si mesmo, força e razão para engrandecer a própria estrada. Todavia, o espírito que se entregou às tendências infelizes, baldo de estímulos que aniquilem a rotina da angústia, carece de mão amiga e recurso salvador para empreender a grande libertação.

Assim, Jesus, envergando a condição de santificante sabedoria, demandou os corações imersos nos cipoais da perturbação entretecidos por eles próprios, repontando nos caminhos humanos qual facho de claridade imarscessível, retificando roteiros, dulcificando sentimentos, burilando instintos e incentivando renovações.

E, após o patíbulo da cruz, permanece conosco em toda circunstância, sorrindo ou sofrendo com os nossos atos.

Estende socorro ao caído sob o jugo de hábitos viciosos...

Reacende o lume da confiança na consciência ergastulada no desespero, tanto na Terra quanto no mundo Espiritual...

Fortalece os ideais superiores que bruxoleiam nas almas, estendendo a luz a quem tropeça em sombras...

Compreende os fortes, mas solidariza-se com os oprimidos de todas as procedências...

Não só ergue a misericórdia, mas exalta igualmente a justiça, transfundindo a loucura em bom senso...

Distribui a côdea de pão e a cartilha do ensinamento, na sustentação do clima do amor e da verdade...

Eis, porque, disse-nos o Mestre: "Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores."

Quando a dor e a ansiedade surgirem violentando-nos o ser, saibamos contrapor a pureza de nossa fé e a chama de nosso ideal às condições exíguas e superficiais dos testemunhos terrestres convictos de que o ensino do Mestre é esclarecimento para as mentes ensombrecidas e ensejo bendito de passarmos da condição de injustos e transviados para entendedores das leis Divinas e cooperadores leais da Obra da Criação.

Augusto Silva
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Só 7% das vagas em escassez são para nível superior

Menos de 7% das vagas abertas para as quais falta mão-de-obra qualificada seriam destinadas a profissionais de nível superior. A grande maioria das vagas à procura de profissionais com qualificação é para o trabalhador com formação técnica e de nível médio.

"Qualificação não é necessariamente alta escolaridade, até um semi-analfabeto pode estar qualificado", disse Marcio Pochmann, presidente do Ipea. "Diploma é importante na competição por vagas, mas não é passaporte para o emprego."

Os setores com maior carência de profissionais qualificados procuram mais por homens, com idade entre 31,2 e 37,2 anos e escolaridade entre 8,2 e 13,1 anos de estudo. Os salários dessas vagas para as quais falta mão-de-obra apta variam de R$ 639,57 a R$ 1.915,58, ou 2,5 salários mínimos, na média.

Marta Salomon
Folha S.Paulo

Oferta de trabalho está desequilibrada

Ipea diz que não há mão-de-obra para 123 mil vagas qualificadas, enquanto 207 mil profissionais qualificados estão desempregados

Instituto vê ameaça à expansão econômica; necessidade de profissionais mais qualificados é maior em setores da indústria

Falta trabalhador qualificado para uma a cada quatro vagas com carteira assinada abertas pela indústria em 2007, concluiu pesquisa divulgada ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Apesar da falta de pessoal qualificado, localizada em algum segmentos da economia e regiões do país, sobram profissionais com qualificação e experiência, sobretudo na construção civil, constatou o primeiro estudo abrangente sobre a escassez de mão-de-obra no país.

O déficit de profissionais qualificados e com experiência é mais relevante em determinados setores da indústria: química e petroquímica, produtos de transportes e mecânicos e extrativista mineral, listou o Ipea. Ao todo, faltaria mão-de-obra com qualificação e experiência para 123,3 mil vagas com carteira assinada abertas em 2007.

O mesmo estudo apontou que 207,4 mil trabalhadores qualificados deverão permanecer desempregados neste ano por falta de vagas suficientes nos setores econômicos para as quais esses profissionais estariam habilitados. O setor com a maior sobra de mão-de-obra qualificada é o da construção civil, apesar do boom registrado na área.

Na contabilidade geral do Ipea, o mercado de trabalho brasileiro teria um excesso de mão-de-obra qualificada de pouco mais de 84 mil profissionais. Eles são uma parcela dos 1,7 milhão de trabalhadores qualificados que vão ao mercado de trabalho em 2007.

Os qualificados, por sua vez, são apenas 18,3% do total de pessoas que procuram emprego no Brasil. A grande maioria -7,5 milhões- tem baixa ou nenhuma qualificação ou experiência profissional, sobretudo no Sudeste.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, disse que o estudo não fortalece a pressão de algumas empresas para importar mão-de-obra. "Pelo contrário, o estudo desautoriza esse tipo de pressão", disse. "Importar mão-de-obra num país com 9 milhões de pessoas à procura de emprego é um paradoxo: temos trabalhadores que poderiam ser rapidamente treinados", completou.

Segundo Pochmann, o estudo mostra um desencontro entre oferta e demanda por profissionais. "O desafio é combinar cada vez mais oferta e demanda, ajustar tanto a oferta como a demanda", destacou. Ele classifica a escassez de trabalhadores qualificados como um "bom problema" criado pelo crescimento econômico, mas que, se não for resolvido com planejamento, pode se transformar, no futuro, num entrave ao crescimento da economia.

A qualificação exigida do trabalhador varia muito de vaga a vaga. O estudo do Ipea mostrou que a maioria das vagas para as quais faltam profissionais aptos não exige formação superior, mas uma média de 9,3 anos de estudo e formação técnica

O cruzamento de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE) com informações do Ministério do Trabalho apontou que é na região Nordeste onde mais sobram profissionais qualificados, sobretudo em serviços de educação, saúde, assistência social e lazer. Em seguida vem a região Sudeste, onde falta justamente o tipo de profissional que sobra no Nordeste.

A região Norte é onde mais faltam trabalhadores aptos às vagas criadas, sobretudo no comércio e em serviços de reparação de produtos.

Marta Salomon
Folha S.Paulo

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Falta técnica

Baixa prioridade para ensino profissional em relação ao universitário produz novo gargalo para a expansão da indústria

Não é só coincidência temporal o que aproxima notícias em aparência tão díspares quanto a falha no suprimento de gás natural e a carência de 117 mil trabalhadores qualificados projetada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para 2007. Um nexo mais sutil e preocupante reúne as más novas, e mais uma vez sua origem parece estar em políticas públicas equivocadas. No caso, uma negligência perene com o ensino técnico.

Com o preço do petróleo na vizinhança de US$ 100 por barril, o setor atravessa fase de atividade frenética. A Petrobras, como qualquer empresa do ramo, enfrenta dificuldade em adquirir equipamentos ou contratar serviços e mão-de-obra para crescer no ritmo do mercado.

Um dos efeitos dessa limitação é o descumprimento das metas de aumento da produção de gás, hoje pelo menos 12,5% inferior à projetada, segundo noticiou o jornal "Valor Econômico" (e 3,4% aquém da verificada em 2006). A descoberta de reservas gigantescas na bacia de Santos, se confirmadas, só torna a deficiência mais aguda.

Tal carência encontra-se corroborada de modo cabal no estudo do Ipea, "Demanda e Perfil dos Trabalhadores Formais no Brasil em 2007". O setor que enfrenta maior escassez de profissionais experientes e qualificados é precisamente o da indústria química e petroquímica: déficit de mais de 25 mil trabalhadores. Em seguida nesse anti-ranking vêm outros sete setores de transformação, a começar por produtos de transporte e mecânicos. Só essas três modalidades industriais totalizam 70 mil vagas que não podem ser preenchidas -um outro tipo de apagão, técnico-profissional.

Essa mão-de-obra indisponível, porém, não é sempre de nível universitário, revela a pesquisa do Ipea. Na média, as vagas não-preenchidas dão preferência a profissionais com 9,3 anos de estudo. Alguns ramos mais tradicionais, como o de alimentos, se satisfazem com ensino fundamental completo; outros, como comunicação e telecomunicação, exigem o equivalente ao nível médio, sobretudo os raros egressos de cursos técnicos.

Embora o número de matrículas no ensino profissional se encontre em expansão (61% entre 2001 e 2006), ele ainda é pífio: 744.690 alunos no país, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. No ensino superior, havia em 2006 (de acordo com a Pnad, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 5.495.277 matriculados, clara expressão da ênfase na expansão do ensino superior, que triplicou em uma década.

O governo federal parece ter detectado a necessidade de imprimir ritmo similar à educação profissional. Anunciou há menos de dois meses o plano de investir R$ 3,5 bilhões para abrir 200 novos Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica) até 2010, além dos 140 que existem hoje.

Não basta. A demanda por esses profissionais tecnicamente qualificados parte do setor privado, e este precisa participar mais ativamente do esforço para supri-la. Aí estão os R$ 10 bilhões anuais do sistema S, que deveriam ser carreados de modo prioritário para multiplicar o imprescindível capital humano.

Editorial
Folha de S.Paulo

Que pedes?

"Louco, esta noite te pedirão a tua alma." - Jesus. (LUCAS, 12:20.)

Que pedes à vida, amigo?

Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.

Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.

Os arbitrários solicitam atenção exclusiva aos caprichos que lhes são próprios.

Os vaidosos reclamam louvores.

Os invejosos exigem compensações que lhes não cabem.

Os despeitados solicitam considerações indébitas.

Os ociosos pedem prosperidade sem esforço. Os tolos reclamam divertimentos sem preocupação de serviço.

Os revoltados reclamam direitos sem deveres. Os extravagantes exigem saúde sem cuidados.

Os impacientes aguardam realizações sem bases.

Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.

Essencialmente considerando, porém, tudo isto é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das coisas mutáveis.

Vigia, assim, cautelosamente, o plano de teus desejos.

Que pedes à vida?

Não te esqueças de que, talvez nesta noite, pedirá o Senhor a tua alma.

EMMANUEL (VINHA DE LUZ)

De alma desperta

"Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti." - Paulo. (II TIMÓTEO, 1:6.)

É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinitamente na sombra dos impulsos primitivistas.

À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com as Leis Eternas.

Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se extinga em nós.

Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.

Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às escuras.

Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas. Nos pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores. Nas aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.

Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao desequilíbrio.

Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade de acordar o "dom de Deus", no altar do coração.

Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.

Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria que luz.

EMMANUEL (VINHA DE LUZ)

No reino interior

"Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros." - Paulo. (ROMANOS, 14:19.)

Não podemos esperar, por enquanto, que o Evangelho de Jesus obtenha vitória imediata no espírito dos povos. A influência dele é manifesta no mundo, em todas as coletividades; entretanto, em nos referindo às massas humanas, somos compelidos a verificar que toda transformação é vagarosa e difícil.

Não acontece o mesmo, porém, na esfera particular do discípulo. Cada espírito possui o seu reino de sentimentos e raciocínios, ações e reações, possibilidades e tendências, pensamentos e criações.

Nesse plano, o ensino evangélico pode exteriorizar-se em obras imediatas.

Bastará que o aprendiz se afeiçoe ao Mestre.

Enquanto o trabalhador espia questões do mundo externo, o serviço estará perturbado. De igual maneira, se o discípulo não atende às diretrizes que servem à paz edificante, no lugar onde permanece, e se não aproveita os recursos em mão para concretizar a verdadeira fraternidade, seu reino interno estará dividido e atormentado, sob a tormenta forte.

Não nos entreguemos, portanto, ao desequilíbrio de forças em homenagens ao mal, através de comentários alusivos à deficiência de muitos dos nossos irmãos, cujo barco ainda não aportou à praia do justo entendimento.

O caminho é infinito e o Pai vela por todos.

Auxiliemos e edifiquemos.

Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem.

Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo.

EMMANUEL (VINHA DE LUZ)

Oração e renovação

"Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram." - PAULO. (HEBREUS, 10:6.)

É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.

A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.

A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.

Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.

Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.

Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.

Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.

Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.

Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.

Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.

Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.

O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a iniciativa.

Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.

EMMANUEL (VINHA DE LUZ)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Petrobras anuncia grande reserva de petróleo

Petrobras informou hoje que finalizou testes na bacia de Santos, em São Paulo, onde foi comprovada uma reserva de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e gás. Segundo a estatal, o volume aumenta significativamente as reservas de petróleo do Brasil e coloca o país entre as potências do setor no mundo. O anúncio ocorre em meio a sucessivos recordes do preço do barril de petróleo, que beira os US$ 100.

Fonte: CBN

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Quase 74% das estradas do Brasil têm problemas, revela pesquisa da CNT

O Brasil tem 73,9% dos trechos de rodovias com algum tipo de problema. A informação é da Pesquisa Rodoviária 2007 da Confederação Nacional dos Transportes. O levantamento analisou 87.592 quilômetros de estradas. As deficiências vão desde falha na sinalização e no traçado das vias até ausência de pavimentação. As rodovias administradas pelo governo federal são as mais problemáticas. As dez melhores estradas estão no Estado de São Paulo, todas administradas por concessionárias. As dez piores estão, em sua maioria, no Norte e Nordeste do país.

domingo, 4 de novembro de 2007

NOSSA VIDA MENTAL

As almas ingressam nas responsabilidades que procuram para si mesmas.

Segundo tolhamos o nosso perfil moral, angariamos os favores das oportunidades de serviço diante das Leis Universais.

Ninguém foge aos estigmas da viciação com que sulca a estrutura da própria vida. Paz significa vitória da mente sobre os seus próprios atributos.

Resguardemos, assim, a vida mental, na certeza de que o teor da nossa meditação condiciona a altura da nossa tranqüilidade.

Nada ocorre conosco sem resultado específico.

Teimosia no erro - conta agravada.

Ausência de disciplina - débito permanente.

Remorso - aviso da consciência.

Reajustamento - estágio na enfermidade.

Multiformes ocorrências no mundo interior anunciam constantemente o clima de nossa escolha.

A tempestade é precedida dos indícios inequívocos que lhes configuram a extensão.

De igual modo, através da análise real de nós mesmos, encontramos o exato esboço das futuras experiências. A vista disso, ante a luz do Evangelho ninguém desconhece a essência do destino que se lhe desdobra ao porvir.

A Justiça da Lei tem base na matemática. E quem possui parcelas determinadas pode ajuizar perfeitamente quanto à soma daquilo ou disso.

Entrega-te, pois, a novos haustos de esperança e supera as próprias limitações, atendendo aos apelos do amor que ecoam da Altura.

Reúne humildade e serviço, simplicidade e perdão, estudo e caridade, bondade e tolerância, no esforço de cada dia, e com semelhantes fragmentos de amor e luz levantarás o templo divino de tuas mais belas aspirações, diante da Eternidade.

ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier

sábado, 3 de novembro de 2007

Porta estreita

"Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão." - Jesus. (LUCAS, 13:24.)

Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na "porta estreita" a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as "portas largas" por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.

"Ah! se fosse possível voltar!..." - pensam todos.

Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!... com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros! ...

Mas... é tarde. Rogaram a "porta estreita" e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas "portas largas", volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

EMMANUEL (VINHA DE LUZ)

Vê como vives

"E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha." - Jesus. (LUCAS, 19:13.)

Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.

Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.

Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.

Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.

Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.

O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.

O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.

O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.

As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.

O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.

O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.

O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.

Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.

Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.

EMMANUEL (VINHA DE LUZ)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

DÁDIVA ESPERADA

Em qualquer tempo, para a nossa alegria de pensar e realizar, a Divina Providência nos concede todos os recursos de que temos necessidade:

o corpo ativo;

a inteligência lúcida;

o entendimento claro;

a inspiração construtiva;

a riqueza das horas;

o tesouro das energias;

a vantagem do movimento;

o verbo ágil;

o conforto doméstico;

a possibilidade de trabalhar;

o aviso da experiência;

a simpatia do próximo;

o dom de compreender;

o ensejo de auxiliar;

No entanto, em todas as tarefas, a Providência Divina espera de nós uma dádiva simples - nossa atitude de paciência, na hora difícil, para que não se interrompam o serviço do bem.

ALBINO TEIXEIRA
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"