Insegurança profissional, problemas financeiros e de relacionamento podem acontecer em qualquer fase da vida. Entre os 18 e 29 anos, no entanto, parecem assumir um significado maior. É nessa época também que começam a aparecer os primeiros sintomas da depressão. Pesquisa realizada pelo Ibope com 793 pessoas, na cidade de São Paulo, sob encomenda da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), identificou um índice de 22% de paulistanos com sintomas da doença.
Entre a população de 18 a 29 anos ouvida pelos pesquisadores, 25% afirmaram ter apresentado ao menos dois sintomas de depressão - nas duas semanas anteriores à entrevista - como desanimo, tristeza e falta de interesse por atividades normalmente prazerosas. "Entre os 20 e 30 anos, costumam ocorrer os primeiros casos", diz o psiquiatra Rodrigo da Silva Dias, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).
Fatores como pressão econômica, profissional e estresse, aliadas ao componente genético, podem deflagrar a doença. Não por acaso, a pesquisa identificou prevalência maior entre os mais pobres. Para 25% dos entrevistados das classes C e D, os sintomas do problema estavam presentes. Para as classes A e B, o índice não passou de 15%.
O Estado de S. Paulo.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Bactéria 'solitária' dá pista sobre vida fora da Terra, diz estudo
Cientistas americanos descobriram na África do Sul um minúsculo organismo que vive inteiramente isolado, sem oxigênio e na escuridão total das profundezas da Terra.
Acredita-se que a descoberta da bactéria, descrita na edição desta sexta-feira da revista científica Science, tenha revelado a criatura mais solitária do planeta e forneça pistas sobre como seria possível haver vida em outros planetas.
A bactéria foi batizada de candidatus desulforudis audaxviator, em referência a uma citação em latim contida no livro Viagem ao Centro da Terra, de Jules Verne. A referência encontrada pelo personagem-herói, um "viajante audaz" (audax viator), termina inspirando-o a empreender a jornada.
A d. audaxviator foi encontrada imersa em água em uma mina de ouro na África do Sul por uma equipe do Laboratório Nacional de Berkeley, da Califórnia (Estados Unidos).
Cientistas dizem que a bactéria é "completamente auto-suficiente" – é composta dos elementos que a circundam, incluindo carbono e nitrogênio, retira energia do hidrogênio e do sulfato e se reproduz dividindo a si mesma.
"Isso é algo que sempre especulamos. Mas encontrar isso aqui na Terra é a confirmação da idéia de que se pode, na verdade, condensar os elementos originais de todo um ecossistema em um único genoma", afirmou um dos pesquisadores, Dylan Chivian.
Primórdios
Os cientistas afirmam que a bactéria compõe 99,9% dos organismos que habitam a falha na qual foi encontrada – ou seja, vive completamente isolada de outras criaturas, em um ambiente quente, escuro e com oxigênio rarefeito.
Chivian diz que a descoberta pode dar pistas sobre como eventuais organismos vivos poderiam sobreviver em planetas que, diferente da Terra, não contêm grande oferta de oxigênio.
"Em seus primórdios, a Terra e outros planetas não possuíam muito oxigênio, e a vida evoluiu para encontrar maneiras de obter energia", afirmou Chivian.
"Se um dia descobrirmos a vida em outros planetas, pode muito bem ocorrer de (os organismos) viverem sem oxigênio, extraindo sua energia de elementos químicos como o sulfato."
Fonte: BBC Brasil
Acredita-se que a descoberta da bactéria, descrita na edição desta sexta-feira da revista científica Science, tenha revelado a criatura mais solitária do planeta e forneça pistas sobre como seria possível haver vida em outros planetas.
A bactéria foi batizada de candidatus desulforudis audaxviator, em referência a uma citação em latim contida no livro Viagem ao Centro da Terra, de Jules Verne. A referência encontrada pelo personagem-herói, um "viajante audaz" (audax viator), termina inspirando-o a empreender a jornada.
A d. audaxviator foi encontrada imersa em água em uma mina de ouro na África do Sul por uma equipe do Laboratório Nacional de Berkeley, da Califórnia (Estados Unidos).
Cientistas dizem que a bactéria é "completamente auto-suficiente" – é composta dos elementos que a circundam, incluindo carbono e nitrogênio, retira energia do hidrogênio e do sulfato e se reproduz dividindo a si mesma.
"Isso é algo que sempre especulamos. Mas encontrar isso aqui na Terra é a confirmação da idéia de que se pode, na verdade, condensar os elementos originais de todo um ecossistema em um único genoma", afirmou um dos pesquisadores, Dylan Chivian.
Primórdios
Os cientistas afirmam que a bactéria compõe 99,9% dos organismos que habitam a falha na qual foi encontrada – ou seja, vive completamente isolada de outras criaturas, em um ambiente quente, escuro e com oxigênio rarefeito.
Chivian diz que a descoberta pode dar pistas sobre como eventuais organismos vivos poderiam sobreviver em planetas que, diferente da Terra, não contêm grande oferta de oxigênio.
"Em seus primórdios, a Terra e outros planetas não possuíam muito oxigênio, e a vida evoluiu para encontrar maneiras de obter energia", afirmou Chivian.
"Se um dia descobrirmos a vida em outros planetas, pode muito bem ocorrer de (os organismos) viverem sem oxigênio, extraindo sua energia de elementos químicos como o sulfato."
Fonte: BBC Brasil
Ar da Terra é dividido por "equador químico"

Conhecida como "equador químico", a fronteira separa o ar poluído do hemisfério norte do ar menos poluído do hemisfério sul
Uma "barreira" climática mundial capaz de impedir que a poluição do ar viaje para o sul foi descoberta, de acordo com um novo estudo. Conhecida como "equador químico", a fronteira de 50 quilômetros de largura separa o ar poluído do Hemisfério Norte do ar menos poluído do Hemisfério Sul.
O monóxido de carbono, um gás tóxico gerado por incêndios em florestas e motores de combustão interna, cresce de 40 partes por bilhão ao sul da barreira para 160 partes por bilhão ao norte dela, os cientistas constataram. As partículas de aerossol, produzidas pela queima de combustíveis fósseis, também aumentam dramaticamente.
A constatação foi reportada em estudo publicado pelo Journal of Geophysical Research - Atmospheres.
Descoberta acidental
O equador químico era uma suposição científica já antiga. Mas os cientistas esperavam localizá-lo na Zona de Convergência Intertropical, uma faixa marcada por tempestades e nuvens que circulam o globo perto da linha real do Equador terrestre. Mas ela na verdade foi localizada em céus claros mil quilômetros ao norte da zona, demonstrando que a divisão química e meteorológica entre os hemisférios difere.
"Seria de esperar certa dose de isolamento químico, mas não a esse ponto, e mais próxima da zona", disse Peter May, cientista atmosférico do Centro Australiano de Pesquisa do Clima e Meteorologia, em Melbourne, Austrália. Ele auxiliou a pesquisa pelo lado logístico mas não esteve envolvido no estudo em si.
O grupo de climatologistas que localizou o equador químico não tinha esse objetivo em mente ao iniciar o trabalho. Na verdade, a equipe estava estudando de que maneira tempestades transportavam produtos químicos de Darwin, na costa norte da Austrália, quando o céu de repente ficou límpido, e um vento forte começou a soprar.
"Não era o clima certo para o nosso estudo, de modo que decidimos realizar um vôo de pesquisa rumo ao norte para descobrir o que estava acontecendo", explicou Jacqueline Hamilton, da Universidade de York, na Inglaterra, a diretora científica do estudo. "Foi então que descobrimos o equador químico", ela conta.
Enquanto o avião dos cientistas, equipado com detectores químicos, viajava rumo ao norte, seus sensores detectavam uma tremenda diferença em níveis de poluentes.
Não impermeávelMas nem todos os produtos nocivos são bloqueados, no entanto. "Os produtos químicos conseguem atravessar a barreira, por fim, caso se mantenham intactos no ar por mais que cerca de um ano", acautelou Hamilton. Embora o monóxido de carbono e diversos aerossóis sejam mantidos do outro lado da barreira, os químicos que persistem por mais tempo na atmosfera, como o dióxido de carbono, um dos gases causadores do efeito-estufa, conseguem atravessar.
"Essa constatação significa que, quando o equador químico foi observado, a poluição não estava chegando à camada mais alta da atmosfera, onde poderia alterar a química das nuvens e da camada de ozônio", disse May.
O fenômeno poderia facilitar o mapeamento de poluentes, para os pesquisadores, mas continuam a existir muitas outras incógnitas. "Estamos ainda bem no começo do estudo. Ainda temos de saber muito mais sobre como o clima e a química atmosférica interagem, antes que possamos avaliar as implicações reais dessa descoberta", ela disse.
Tradução: Paulo Migliacci
National Geographic
National Geographic
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Presidente do TSE defende voto facultativo no Brasil
Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, defendeu ontem (1º) em entrevista ao Programa 3 a 1, da TV Brasil, que o voto no país deixe de ser obrigatório futuramente, condicionado à maior consolidação da democracia e da justiça social. A entrevista completa será exibida a partir das 22h pela emissora.
“Eu entendo que temos um encontro marcado com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar efetivamente do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal”, disse Britto.
“Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer ainda por mais tempo. Até que a democracia se consolide e que a economia chegue mais para todos”, ressaltou.
Na entrevista, Ayres Britto também reiterou posicionamento favorável ao financiamento público de campanha, como solução mais viável para evitar que o poderio econômico prevaleça sobre as qualidades políticas de cada candidato.
“Um dos fatores de desequilíbrio na campanha é o abuso do poder econômico, que tende a prosperar enquanto não houver financiamento público”, assinalou.
Segundo o ministro, tanto o caixa um (doações recebidas e declaradas) quanto o caixa-dois (utilização de recursos não contabilizados) estimulam uma situação imprópria para o exercício dos mandatos públicos pelos candidatos.
“Quando não se tem financiamento público exclusivo, os candidatos resvalam para o caixa-dois. E o caixa-dois se tornou, à margem da lei, uma práxis. Significa um financiamento de campanha por quem não pode aparecer, que tende a financiar a campanha como um investimento, um capital empatado, que precisa de retorno, de ser remunerado”, argumentou Britto.
“Sou contra também o caixa um. O candidato já é eleito comprometido com os seus financiadores e, para fazer o capital retornar às fontes, vai negociar com concessões, permissões, dispensa de licitação, subfaturamento e até corrupção. Isso abate numa só cajadada os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, porque tudo ocorre debaixo dos panos, e o princípio da eficiência administrativa”, concluiu o ministro.
O Programa 3×1 é apresentado pelo jornalista Luiz Carlos Azêdo. Participaram da entrevista com o presidente do TSE, como convidados, o cientista político Renato Lessa e o analista de pesquisas Antônio Lavareda.
Por Marco Antônio Soalheiro
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, defendeu ontem (1º) em entrevista ao Programa 3 a 1, da TV Brasil, que o voto no país deixe de ser obrigatório futuramente, condicionado à maior consolidação da democracia e da justiça social. A entrevista completa será exibida a partir das 22h pela emissora.
“Eu entendo que temos um encontro marcado com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar efetivamente do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal”, disse Britto.
“Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer ainda por mais tempo. Até que a democracia se consolide e que a economia chegue mais para todos”, ressaltou.
Na entrevista, Ayres Britto também reiterou posicionamento favorável ao financiamento público de campanha, como solução mais viável para evitar que o poderio econômico prevaleça sobre as qualidades políticas de cada candidato.
“Um dos fatores de desequilíbrio na campanha é o abuso do poder econômico, que tende a prosperar enquanto não houver financiamento público”, assinalou.
Segundo o ministro, tanto o caixa um (doações recebidas e declaradas) quanto o caixa-dois (utilização de recursos não contabilizados) estimulam uma situação imprópria para o exercício dos mandatos públicos pelos candidatos.
“Quando não se tem financiamento público exclusivo, os candidatos resvalam para o caixa-dois. E o caixa-dois se tornou, à margem da lei, uma práxis. Significa um financiamento de campanha por quem não pode aparecer, que tende a financiar a campanha como um investimento, um capital empatado, que precisa de retorno, de ser remunerado”, argumentou Britto.
“Sou contra também o caixa um. O candidato já é eleito comprometido com os seus financiadores e, para fazer o capital retornar às fontes, vai negociar com concessões, permissões, dispensa de licitação, subfaturamento e até corrupção. Isso abate numa só cajadada os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, porque tudo ocorre debaixo dos panos, e o princípio da eficiência administrativa”, concluiu o ministro.
O Programa 3×1 é apresentado pelo jornalista Luiz Carlos Azêdo. Participaram da entrevista com o presidente do TSE, como convidados, o cientista político Renato Lessa e o analista de pesquisas Antônio Lavareda.
Por Marco Antônio Soalheiro
Ioga melhora aprendizado da criança, diz especialista
Crianças agitadas e com dificuldades para se concentrar e relaxar podem ter melhoras significativas no comportamento praticando ioga.
Por se tratar de um exercício leve, que não força o corpo dos pequenos e ainda os ensina a respirar, a perceber os órgãos do corpo e a se conhecer melhor, a atividade é recomendada pelos médicos.
"Eles melhoram a coordenação motora e a postura corporal. Emocionalmente, ganham estabilidade e capacidade de concentração, e o aprendizado na escola fica mais produtivo", afirma a professora de ioga e psicopedagoga Lucia Sandri.
Na aula, a tática de Lucia para entreter os pimpolhos é propor atividades lúdicas. Para isso, ela conta histórias, fala de magia, faz suspense e imita os animais. "Comparamos os ássanas [posturas] com os bichos. Uma das posições de que eles mais gostam é a do leão", conta a professora. "As crianças se entregam, imitam as garras do animal e até colocam a língua para fora e gritam", diz ela.
Segundo o médico do esporte Renato Domani, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a ioga ainda tem a vantagem de proporcionar uma evolução que varia de acordo com quem pratica. "É a própria criança quem dita o ritmo. A atividade não força partes do corpo como outros esportes, e o risco de estafa é menor", diz.
No fim, vira uma brincadeira. De acordo com Lucia, ao contrário dos adultos, os pequenos não têm preconceitos e, uma vez entregues à aula, tendem a ficar muito mais receptivos às propostas do que os mais crescidinhos.
As aulas são iguais, independentemente da idade, mas o tempo de permanência em cada postura é menor para as crianças. "Se um adulto agüenta cinco minutos, a criança fica só um ou dois e quer trocar de posição a toda hora", diz ela.
Matheus Travassos, 10 anos, pratica ioga há dois e deixou de sentir as dores de crescimento. "Foi muito bom para ele, melhorou também a coordenação motora", afirma o pai, Clóvis Travassos. Cícero Fernando Teixeira, 9, colega de Matheus na escola de ioga, diz que fica a prática o deixa com o corpo mais leve.
Porém, como a atividade mexe muito com a concentração e com a meditação, pode ser difícil, no início, fazer a criança aderir. Uma solução, segundo Domani, é os pais procurarem as aulas para incentivar os filhos. "Quando os pais praticam, os pequenos acabam interessados em imitá-los", diz.
Cuidados
Apesar dos benefícios, alguns cuidados devem ser tomados, pois há risco de contusões. Para Domani, não é bom que a criança repita muitos exercícios que sobrecarreguem a mesma parte do corpo. "É preciso fazer posturas alternadas para não machucar", diz.
Veja os benefícios da ioga para crianças
- Desenvolve a coordenação motora
- Melhora a postura corporal
- Dá estabilidade emocional
- Melhora o equilíbrio e a força
- Permite um bom alongamento dos músculos
- Fortalece os músculos e o sistema imunológico
- Melhora a capacidade de concentração e, conseqüentemente, o aprendizado na escola
Fonte: Lucia Sandri, professora de ioga; e Renato Romani, médico do esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
Folha Online
Por se tratar de um exercício leve, que não força o corpo dos pequenos e ainda os ensina a respirar, a perceber os órgãos do corpo e a se conhecer melhor, a atividade é recomendada pelos médicos.
"Eles melhoram a coordenação motora e a postura corporal. Emocionalmente, ganham estabilidade e capacidade de concentração, e o aprendizado na escola fica mais produtivo", afirma a professora de ioga e psicopedagoga Lucia Sandri.
Na aula, a tática de Lucia para entreter os pimpolhos é propor atividades lúdicas. Para isso, ela conta histórias, fala de magia, faz suspense e imita os animais. "Comparamos os ássanas [posturas] com os bichos. Uma das posições de que eles mais gostam é a do leão", conta a professora. "As crianças se entregam, imitam as garras do animal e até colocam a língua para fora e gritam", diz ela.
Segundo o médico do esporte Renato Domani, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a ioga ainda tem a vantagem de proporcionar uma evolução que varia de acordo com quem pratica. "É a própria criança quem dita o ritmo. A atividade não força partes do corpo como outros esportes, e o risco de estafa é menor", diz.
No fim, vira uma brincadeira. De acordo com Lucia, ao contrário dos adultos, os pequenos não têm preconceitos e, uma vez entregues à aula, tendem a ficar muito mais receptivos às propostas do que os mais crescidinhos.
As aulas são iguais, independentemente da idade, mas o tempo de permanência em cada postura é menor para as crianças. "Se um adulto agüenta cinco minutos, a criança fica só um ou dois e quer trocar de posição a toda hora", diz ela.
Matheus Travassos, 10 anos, pratica ioga há dois e deixou de sentir as dores de crescimento. "Foi muito bom para ele, melhorou também a coordenação motora", afirma o pai, Clóvis Travassos. Cícero Fernando Teixeira, 9, colega de Matheus na escola de ioga, diz que fica a prática o deixa com o corpo mais leve.
Porém, como a atividade mexe muito com a concentração e com a meditação, pode ser difícil, no início, fazer a criança aderir. Uma solução, segundo Domani, é os pais procurarem as aulas para incentivar os filhos. "Quando os pais praticam, os pequenos acabam interessados em imitá-los", diz.
Cuidados
Apesar dos benefícios, alguns cuidados devem ser tomados, pois há risco de contusões. Para Domani, não é bom que a criança repita muitos exercícios que sobrecarreguem a mesma parte do corpo. "É preciso fazer posturas alternadas para não machucar", diz.
Veja os benefícios da ioga para crianças
- Desenvolve a coordenação motora
- Melhora a postura corporal
- Dá estabilidade emocional
- Melhora o equilíbrio e a força
- Permite um bom alongamento dos músculos
- Fortalece os músculos e o sistema imunológico
- Melhora a capacidade de concentração e, conseqüentemente, o aprendizado na escola
Fonte: Lucia Sandri, professora de ioga; e Renato Romani, médico do esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
Folha Online
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