sábado, 28 de março de 2009

Saudade e esperança

Emmanuel

Nunca demais referir-se ao imperativo da conformação e da serenidade que se deve manter na terra, em apoio daqueles que te precederam no fenômeno da morte.

Entendemos quanto dói o adeus entre aqueles que as dimensões vibratórias separam entre campos diferentes da vida. Entretanto, se te encontras entre os que lastimam a perda de seres queridos, compadece-te deles, auxiliando-lhes a sustentação com a tua própria fé.

O pensamento é mensagem com endereço. E a tua saudade, quando entretecida de angústia e pranto, é uma projeção de sombra e sofrimento que lhes arremessa em rosto, conturbando-lhes os corações ou obscurecendo-lhes os caminhos.

Sobretudo, não te revoltes contra a Divina Providência como se estivesses provocando a perpetuidade de tua dor. A desencarnação sem complexos de culpa é o melhor que pode acontecer a todos aqueles que partem no rumo de vivências novas na Vida Espiritual.

Esse companheiro deixou o corpo, depois de perigoso acidente circulatório para não ser algemado à paralisia por longos meses, aquele se desvencilhou do envoltório material, no curso de grave enfermidade, forrando-se à provação de contrair perturbações mentais irreversíveis; outro liberou-se da experiência humana, no instante áureo da juventude por haver encerrado o ciclo de resgates determinados, de modo a promover-se nas esferas de elevação; e outros ainda se desvinculam da veste física, ante o alvorecer da existência, na condição de crianças que, por força do próprio passado, nos princípios de causa e efeito, terminam processos de luta reparadora em que se achavam incursos, muitas vezes conduzidos, de um plano para outro, a fim de trocarem um corpo doente por outro mais habilitado à execução das tarefas evolutivas que lhes cabe sustentar.

Diante dos chamados mortos a quem tanto amas, não lhes agraves os problemas com as flechas vibratórias do sofrimento, marcado a fogo de inconformidade ou rebeldia.

Padecendo embora o vazio na própria alma, ilumina a saudade com as preces da esperança e envia-lhes reconforto e encorajamento, amparo e consolação.

Ora pela paz de quantos se te adiantaram na transferência para a Vida Maior e entregue-se a Deus, na certeza de que Deus, em nos criando para o amor uns pelos outros, jamais nos separaria os corações para sempre.

Do livro "Amanhece", psicografia de Francisco Cândido Xavier

Saudade

Emmanuel

Ante os mortos queridos,

Faze silêncio e ora

Ninguém pode apagar

A chama da saudade.

Entretanto se choras,

Chora fazendo o bem.

A morte para a vida

É apenas mudança

A semente no solo

Mostra a ressurreição.

Todos estamos vivos

Na presença de Deus...

Do livro Fonte de Paz, psicografia de Francisco Cândido Xavier

SAUDADE E AMOR

Emmanuel

Ante as lembranças queridas dos entes amados que te precederam na Grande Transformação, é natural que as tuas orações, em auxílio a eles, surjam orvalhadas de lágrimas.

Entretanto, não permitas que a saudade se te faça desespero.

Recorda-os, efetuando, por eles, o bem que desejariam fazer.

Imagina-lhes as mãos dentro das tuas e oferece algum apoio aos necessitados.

Lembra-lhes a presença amiga e visita um doente, qual se lhe estivesses atendendo à determinada solicitação.

Distribui sorrisos e palavras de amor com os irmãos algemados a rudes provas, como se os visses falando por teus lábios e atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de JESUS, em plena imortalidade.

Recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier

domingo, 22 de março de 2009

Estudo revela que recessão pode fazer bem à saúde

Em vez de se desesperarem com a possibilidade de uma recessão global, o jornal britânico "The Times" convida seus leitores a olhar os lados positivos da situação, baseando-se em estudos que apontam que a crise trará mais saúde e qualidade de vida para as pessoas.

Segundo alguns estudiosos, graças à crise, em breve as pessoas irão fumar e beber menos, a obesidade será menos difundida, o ar mais limpo e as ruas mais seguras.

Algumas pesquisas conduzidas pela Universidade de Stanford mostram como em tempos de boom econômico as pessoas de todas as classes sociais tendem a trabalhar muito e a não cuidar de si e da própria família.

Atualmente, mesmo os mais ricos, que têm possibilidades de ir à academia, bebem muito e comem alimentos pouco saudáveis, pedidos em restaurantes ou comprados prontos no supermercado.

"Cozinhar em casa ou fazer exercício são vistos como uma perda de tempo", afirma Grant Miller, professor de medicina da Universidade de Stanford.

Enquanto isso, em períodos mais incertos, as pessoas tendem a preparar para si comidas mais saudáveis e, trabalhando menos, ficam com mais tempo para ir visitar os parentes idosos e estão mais dispostos a cuidar de si e dos próprios filhos.

Em uma pesquisa publicada em 2000 e intitulada "Are recessions good for your heatlh?" (As recessões são boas para a sua saúde?), Christopher Rhum, professor de economia da Universidade da Carolina do Norte, analisou as taxas de morte entre 1972 e 1991, relacionando-as com o andamento da economia, e descobriu que cada vez que a taxa de desemprego aumentava 1%, o número de mortes diminuía 0,5%.

Mesmo com os suicídios e a mortes por câncer aumentando nos períodos de crise, o número de enfartos e de acidentes de trânsito eram de tal maneira menores que faziam baixar a taxa de mortalidade.

Para Ralph Catalano, especialista em saúde pública da Universidade de Berkley, afirmar que a recessão da economia faz bem seria uma generalização excessiva, mas alguma coisa de verdadeiro, ao menos no que diz respeito à saúde, segundo ele realmente existe.

"Quem está preocupado com perder o emprego evita fazer coisas que aumentariam os riscos de ser demitido, portanto bebem menos e correm menos perigos", disse Catalano.

Beneficiando-se da recessão estaria também o meio ambiente. Enquanto até pouco tempo na Grã-Bretanha as pessoas jogavam fora até 25% da comida que compram e trocavam de televisão a cada dois anos, agora, até quem não se preocupa com o ambiente está aprendendo a desperdiçando menos. Nos últimos seis meses, por exemplo, as autoridades britânicas divulgaram uma diminuição significativa na quantidade de lixo doméstico no país.

Fonte: Portal IG

sábado, 21 de março de 2009

Resposta de Ramatís sobre aborto

Retirado do livro "Sob a luz do Espiritismo" do Espírito Ramatís, psicografia de Hercilio Maes:

PERGUNTA: - Qualquer tipo de aborto é sempre condenável à luz da vida espiritual?

RAMATÍS: - Naturalmente, pois, sempre é um infanticídio, e está escrito: "Não matarás". Porém, as leis humanas são reflexos das espirituais e, se examinarmos os códigos legais, vamos encontrar as ciscunstâncias atenuantes e agravantes e mesmo termo "por justa causa". São agravantes os motivos fúteis; a estética materna, o controle de natalidade e o temor da não-aceitação do grupo social.
Podemos considerar como atenuantes o fato de certas criaturas não admitirem os deslizes de seus componentes femininos, e o caso de suicídios diante das pressões psicológicas. Ainda poderíamos citar os casos de senhoras casadas que, por contingências da vida prevaricam, e o nascimento do fruto do descuido ocasionaria um rompimento familiar, com graves conseqüências à prole e ao outro cônjuge.
É admissível o aborto terapêutico, quando a gestação não tem condições de chegar ao fim, porque a doença materna é mortal, e a única maneira de salvar, pelo menos a mãe, é o aborto. Também incluiríamos, com alguma ressalva, os casos de fetos anormais, cuja patologia não lhes permitiria viver, e estão prejudicando a saúde da mãe, pondo em risco sua vida.
Muitas vezes, na espiritualidade, fazemos projetos corajosos e sublimes, entretanto, no retorno à carne, velhos vícios, medos, emoções e paixões ainda não dominados afloram e nos levam a deslizes. Mas, se as leis humanas são sábias e justas em cada época evolutiva, procuremos visualizar a divina que, além de ser justa e equânime, é tolerante e bondosa com o nosso primarismo espiritual. Evidentemente, não deve ser acusada e condenada a mãe que se submete ao aborto terapêutico, - intervenção cirúrgica que procura salvá-la, embora deva sacrificar o filho nascituro. Sob tal condição, deve sobreviver a mãe, em cujo corpo a natureza trabalhou mais tempo e já assumiu inúmeras obrigações e vínculos de responsabilidade na existência física. Ademais, o que identifica e caracteriza profundamente a culpa da mulheres, quando malogram propositadamente o nascimento de um ser, é a sua decisão íntima de abortar, no sentido de se ver livre do filho intruso em crescimento no seu ventre.
No caso do aborto pela intervenção médica e com o objetivo de salvar a gestante, é claro não ter a própria mãe a intenção de praticar tal ato frustrante e, comumente, ela ainda sofre a dor de perder o filho aguardado com extremo afeto a ansiedade.

Aborto

O direito à vida é inalienável a todo ser humano. Dentro desse contexto, falar sobre aborto remete a discussões sobre tornar esse conceito relativo ou absoluto. Pode-se resumir os conflitos de idéias nos seguintes aspectos: aborto como liberdade da mulher; em caso de estupro; como forma de controle da natalidade; em casos de antecipação de parto por uma morte predeterminada; ou como forma de defender a mãe em caso de risco de vida.

Ao abordar essas idéias de um ponto de vista espiritual, observa-se a precariedade dos argumentos favoráveis ao aborto de uma forma livre e indiscriminada, pois há um impedimento por parte dos encarnados em deixar que um desencarnado alivie suas dores com a bênção da encarnação e do esquecimento dos erros passados. Dessa maneira prevalece o egoísmo humano em detrimento do amor ao próximo.

A idéia do aborto como liberdade da mulher lembra os indivíduos que defendem a pena de morte ou o simples “direito de matar”. É verdade que a mulher tem o livre arbítrio para fazer o que quiser com o seu corpo, porém no caso do aborto estamos falando do corpo de outrem. Ter um filho não é uma responsabilidade individual, porém social. Por isso, quem tem relação sexual assume o risco de se comprometer com a sociedade, gerando um filho. Nada mais coerente do que respeitar esse direito à vida. Existem casos de dificuldade financeira ou ainda falta de interesse da mãe em ter o filho, em que o mais sensato seria encaminhar a criança para adoção ou para alguém que cuide com a responsabilidade necessária.

No caso de estupro, é indiscutível o trauma gerado, porém mais uma vez um erro não justifica outro. Matar uma criança originada de um estupro é cometer vingança contra quem não teve culpa. Indiscutível também é a possível falta de maturidade emocional da mãe para acompanhar e educar essa criança. Nesse sentido penso que o Estado deve ser o responsável legal por essa criança, uma vez que negligenciou a sua tarefa de oferecer condições de segurança e impedir essa violência. Assim, a criança poderia novamente ser encaminhada para adoção ou abrigos protegidos pelo Estado.

Já a idéia de aborto como controle da natalidade é um grande paradoxo, pois há várias técnicas avançadas para evitar a concepção indesejada. A ciência evoluiu muito nesse sentido. Assim, as pessoas que pensam dessa forma camuflam o seu lado desumano com a idéia um tanto egoísta de controlar as taxas de natalidade.

Outro assunto bastante discutido é o aborto nos casos de pouca expectativa de vida ao bebê. Ainda somos crianças, aprendendo as primeiras letras do mundo espiritual. Por isso ignoramos determinadas questões com um pragmatismo excessivo. Numa perspectiva científica, observam-se constantes mudanças e aperfeiçoamentos nos conceitos e aparelhos elaborados pelos estudiosos. Dessa maneira, há na literatura muitos casos que contrariaram os enunciados da Ciência, não sendo possível colocar os seus conceitos de uma forma absoluta, devendo deixar a própria natureza seguir o seu rumo, desde que não cause riscos à vida da mãe.

Esse risco à vida da mãe é uma incoerência com as leis humanas e Divinas, pois é defender o direito à vida potencial em detrimento a uma vida já consolidada. Assim, nos casos em que a gestação oferece risco à integridade física da mãe, deve-se dar a preferência pela vida já estabelecida. Vida essa que a natureza teve mais trabalho.

Marcelo Brito Sener

quinta-feira, 12 de março de 2009

Aquecimento poderá destruir 85% da Amazônia em um século

O aquecimento global acabará com as tentativas de salvar a floresta amazônica, de acordo com um novo estudo que prevê que um terço das árvores da floresta morrerão mesmo com elevações moderadas na temperatura no próximo século. A pesquisa foi realizada por alguns dos principais especialistas do Reino Unido sobre as alterações climáticas e publicada no periódico inglês The Guardian.

De acordo com os cientistas, mesmo que sejam tomadas medidas severas para reduzir o desmatamento e as emissões de carbono, não será possível salvar a selva sul-americana. Até 85% da floresta poderá ser perdida se as emissões dos gases causadores do efeito de estufa não forem controladas.

Mas, mesmo sob o cenário mais otimista de alterações climáticas, a destruição de grande parte da floresta é "irreversível", dizem os especialistas.

Segundo um dos cientistas realizadores do estudo, Vicky Pope, do Met Office's Hadley Centre, "os impactos das alterações climáticas na Amazônia são muito piores do que pensávamos. Se as temperaturas subirem rapidamente, os danos à floresta não serão evidentes de imediato, mas os problemas aparecerão no futuro."

Outro participante do estudo - o especialista em clima da Universidade de East Anglia, Tim Lenton - afirmou que, ao contrário do que se imaginava, o corte de árvores não será o causador da morte da floresta e que "as alterações climáticas irão dar o golpe mortal."

O estudo, que foi publicado na revista Nature Geoscience, baseou-se em modelos digitais utilizados para investigar a forma como a Amazônia iria responder a futuros aumentos na temperatura.

Nele, Verificou-se que mesmo com um aumento de temperatura de 2ºC em 100 anos - elevação que considera o melhor cenário do aquecimento global, com o cumprimento da meta mundial de redução de emissões - ainda seriam perdidos de 20 a 40% da Amazônia.

Um aumento de 3ºC iria resultar em 75% da floresta destruída pela seca ao longo do século e um aumento 4ºC iria acabar com 85% da Amazônia. "A floresta que conhecemos teria efetivamente desaparecido", disse Vicky Pope.

Peter Cox, professor de dinâmica dos sistemas climáticos na Universidade de Exeter, disse que os efeitos seriam sentidos em todo o mundo. "Ecologicamente seria uma catástrofe que mudaria o clima do mundo. Os trópicos são orientadores de sistemas climáticos e matar a Amazônia resultaria, provavelmente, na alteração desses sistemas para sempre. Nós não sabemos exatamente o que iria acontecer, mas poderíamos esperar as mais extremas condições climáticas", afirmou.

De acordo com Cox, uma perda massiva da floresta amazônica iria amplificar ainda mais o aquecimento global. "Destruir a Amazônia seria também transformar o que é um importante sumidouro de carbono em uma fonte significativa dele", disse.

Mesmo com cortes drásticos nas emissões na próxima década, os cientistas dizem que só há cerca de 50% de chance de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C.

O "melhor" cenário baseia-se em um pico de emissões em 2015 e uma rápida mudança do atual acréscimo de 2 a 3% da quantidade de gases emitidos ao ano, para uma diminuição de 3% ao ano.

Ativistas ambientais por todo o mundo manifestaram preocupação com as previsões. "Com um aumento de mais de 2°C você começará a ver uma mudança em grande escala", disse Beatriz Richards, chefe de política florestal do WWF no Reino Unido. "Você também perderá grande parte dos serviços dos ecossistemas, tais como manter os níveis de carbono estáveis, fornecer alimento aos povos indígenas, equilibrar os padrões de precipitação global. Um aumento de 4º C criará um cenário de pesadelo que iria resultar em território inexplorado."

"As pessoas têm conhecimento sobre as relações entre clima e florestas há algum tempo, mas agora é preocupante porque as observações do mundo real são somadas a modelos exatos criados por computador", disse Tony Juniper, um militante ambiental.

"Não é hora de atrasos. Os Governos devem cooperar para reduzir as emissões industriais e, ao mesmo tempo, parar o desmatamento. Caso contrário, teremos extinções em massa e uma catástrofe de aumento de temperaturas global."

Fonte: Redaçao Terra