terça-feira, 30 de setembro de 2008

Megaestudo vai investigar experiências de 'quase-morte'

Um estudo envolvendo 25 hospitais na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos deverá examinar experiências de quase-morte em pacientes com ataque cardíaco.

Os especialistas vão examinar 1,5 mil casos de sobreviventes para verificar se as pessoas que tiveram suspenso o seu batimento cardíaco ou atividade cerebral podem ter experiências de se ver fora do próprio corpo.

Algumas pessoas dizem ter visto um túnel ou luz forte, outros dizem se lembrar de observar a atividade de médicos e enfermeiros, do "teto" do quarto do hospital.

O estudo, intitulado Aware (sigla inglesa para "consciência durante ressuscitação"), está previsto para durar três anos e será coordenado pela Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha.

Para testar a "visão de cima", os pesquisadores vão instalar prateleiras especiais em áreas de atendimento de emergência de hospitais.

Elas deverão conter fotografias que só podem ser vistas de cima.

Sam Parnia, chefe do estudo, disse: "Se você puder demonstrar que a consciência se mantém depois que o cérebro 'desliga', isso abre caminho para a possibilidade de que a consciência seja uma entidade separada."

Parnia e outros médicos vão analisar a atividade cerebral dos mais de mil sobreviventes de ataques cardíacos e verificar se eles podem se lembrar das imagens nas fotos das prateleiras.

"É pouco provável que nós encontremos muitos casos onde isto aconteça, mas nós temos que manter a mente aberta."

"E se ninguém vir as fotos, isso vai demonstrar que estas experiências são ilusões ou memórias falsas."

"Este é um mistério que agora nós podemos submeter a um estudo científico."

Parnia trabalha como médico em terapia intensiva e, baseada em sua experiência diária, sentiu que a ciência não explorou adequadamente a questão da "quase-morte".

Processo de morte

"Ao contrário da percepção geral, morte não é um momento específico."

"É um processo que começa quando o coração pára de bater, os pulmões param de trabalhar e o cérebro pára de funcionar - uma condição médica chamada de parada cardíaca."

"Durante uma parada cardíaca, todos os três critérios de morte estão presentes. Então se segue um período de tempo, que pode durar de poucos segundos a uma hora ou mais, em que esforços médicos de emergência podem conseguir fazer com que o coração volte a bater revertendo o processo de morte."

"O que as pessoas experimentam durante este período de parada cardíaca oferece uma oportunidade única para entender o que possivelmente todos nós experimentaremos durante o processo de morte."

Jane Dreaper
BBC News

sábado, 27 de setembro de 2008

"...e rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que convosco permaneça para sempre, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode acolher, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque permanece convosco. Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Ainda um pouco e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Nesse dia compreendereis que estou em meu Pai e vós em mim, e eu em vós". Jó 14, 16-20

Anatomia multidimensional humana: o corpo etérico

Por Eunice Ferrari

"Matéria é energia condensada e espírito é matéria volatilizada".
- Helena P Blavatsky -

Ainda para alguns, nosso corpo humano é similar a uma máquina, com inúmeros sistemas químicos, feito de ossos, músculos, nervos e carnes.

Quem assistiu ao filme "Quem somos nós", já citado por mim em outra matéria, pôde perceber que a física moderna começa a entender a matéria densa, apenas como uma ilusão dos nossos sentidos, comprovando aquilo que Helena Blavatsky já dizia há mais de cem anos atrás.

Você já parou para refletir o quanto nossos cérebros físicos estão programados e condicionados? Já tentou olhar alguma coisa material e tentou vê-la como algo imaterial?

O novo paradigma nos pede uma reavaliação de nossos valores, ou seja, nos pede que paremos para observar o mundo sob outra perspectiva. A nova perspectiva vê a matéria como uma substância composta de partículas, movimentando-se através de ondas, constituindo uma estrutura com diferentes e novas propriedades.

Toda essa nova teoria remete a ciência a novas pesquisas sobre nós humanos e nosso funcionamento. A física já comprova que nosso sistema físico está muito longe de ser um sistema fechado.

Na verdade nosso sistema físico coexiste com outros sistemas de matéria mais sutil, matéria caracterizada por freqüências diferentes das encontradas no corpo físico mais denso. Infelizmente, mas certamente por muito pouco tempo, nossos aparelhos ainda não conseguem medir esse tipo de vibração, esse tipo de freqüência energética.

Nosso corpo físico possui uma contraparte que chamamos de etérica, que funciona como um molde holográfico de energia interligado ao corpo humano. Na verdade, essa contraparte etérica é também considerada um corpo físico, porém menos denso do que este que conhecemos. Ele traz em si todas as informações relativas ao crescimento celular de nosso corpo físico.

É nesse molde que estão encerradas todas as possibilidades de crescimento e reparação de todo o organismo. Essa estrutura etérica trabalha unida ao corpo físico, a todos os mecanismos celulares pesquisados pela química e pela biologia molecular. Esses dois corpos estão tão intimamente ligados energeticamente, que um não pode viver sem o outro; eles têm uma relação de total dependência.

Toda doença física aparece anteriormente no corpo etérico, para somente depois aparecer no corpo físico. É uma pena que a nossa tecnologia ainda não possua ferramentas adequadas para a comprovação da existência de nossos corpos sutis, mas também o raio-x e as ondas de rádio e televisão levaram um tempo razoável para serem captadas e comprovadas.

O Homem em evolução

Por Eunice Ferrari

"Deus não joga dados com o Universo".
A.Einstein

Desde o final do séc XVII, vivemos sob o paradigma newtoniano-cartesiano, sob uma forma de "ver o mundo" construída através das teorias de Isaac Newton e Reneé Descartes. Essas teorias falam de um mundo mecânico, onde a natureza funciona como um relógio, onde o tempo é linear e o espaço tridimensional. Nosso cérebro se acostumou a ver o mundo dessa forma, seja por imposição autoritária do poder, seja por ainda estarmos engatinhando no processo de evolução.

Não conseguimos enxergar o mundo de outra maneira, uma maneira mais ampla, mais holográfica. Toda sociedade ocidental foi construída sob esse paradigma, que compartimentou o mundo e o Homem em uma série de fragmentos. A própria física, a medicina, a religião e todas as áreas que formam a nossa história foi dividida em partes. Todo pragmatismo, o progresso material desmedido, a fuga e o desvinculamento dos valores humanos mais elevados, como a solidariedade e o cooperativismo, o consumismo exagerado, a arrogância do poder e o conseqüente desequilíbrio ecológico e psicológico do mundo moderno, são resultado de uma visão de mundo, onde o Homem é tratado como "algo" que funciona tal qual uma máquina, fragmentado e separado de Deus.

No início do séc XIX, no auge do paradigma mecanicista, os físicos acreditavam cegamente que o Universo era um enorme sistema mecânico, com leis definidas sobre a natureza e os fenômenos naturais. Hoje nos sentimos vítimas participantes desse paradigma, perdidos em um mundo de confusões, correndo como loucos de um lado para outro, na maioria das vezes sem nenhum contato com nossa experiência humana mais profunda, como o amor que podemos sentir pelos nossos irmãos nessa grande família terrena. Nossos corpos são sentidos de maneira mecânica, e até nosso afeto é expresso mecanicamente. Estabelecemos regras para a organização de nossas vidas "perfeitamente estruturadas".

No início do séc XX, Albert Einstein nos presenteou com sua Teoria Especial da Relatividade, e destruiu quase por completo o paradigma antigo, nos dando a oportunidade de pensar uma nova realidade, num continuum espaço-tempo. De acordo com Einstein, o espaço não é tridimensional e o tempo não é linear. Ambos, tempo e espaço, estão intimamente ligados em um mundo tetradimensional. Não existe um tempo que siga um caminho linear como mostram nossos relógios newtonianos. Este é relativo e não absoluto. Mas, contudo, estamos apenas começando a viver sob o novo paradigma.

Por exemplo: Se tivermos um sonho ou uma forte intuição envolvendo alguém que amamos em algum acontecimento ruim, a primeira coisa que fazemos é entrar em contato com essa pessoa para vermos se está tudo bem. Essa é uma interpretação newtoniana. Segundo a visão einsteniana, como o tempo não é linear, esse fato pode tanto fazer parte do presente, do passado como do futuro; ou mesmo somente ser uma probabilidade. Se nos propusermos a desenvolver nossa visão do Universo, perceberemos que nossas experiências mais sensíveis estão totalmente fora dos conceitos newtonianos.

Dessa forma, a visão de que a natureza pode ser mecanicamente explicada, lentamente vai sendo abandonada. Os físicos modernos descobrem a cada dia que a matéria passa por constantes mutações, onde todas as partículas podem se transformar em outras partículas, ou simplesmente dissipar-se. Em 1920, Max Planck descobriu que a energia é emitida em forma de "pacotes" chamados "quanta", e assim começa a se delinear a física quântica.

No nível interno, podemos procurar entender o mundo de maneira um pouco menos dualista, onde os opostos já não assumem a forma de inimigos, mas de energias complementares de uma mesma realidade. Segundo os físicos modernos, aqueles que buscam a prova da existência de Deus, existe uma "ordem implícita" que está em estado invisível, de onde se "projeta" a realidade visível. Portanto, o mundo já não poderia mais ser dividido em partes separadas. Esse é o conceito de holograma na física. Essa teoria sustenta que cada parte representa exatamente o todo.

Os místicos "sabem" de tudo isso há mais de 5000 anos. Eles não falam em campos de energia, mas de prana, energia sutil, energia Ch'i, luz astral. Rosacruzes, ocultistas, teosofistas, cabalistas, povos nativos, budistas, indianos, chineses, egípcios. Rudolph Steiner, Helena Blavatsky, Krishnamurti, Maomé, Moisés, Jesus, Sócrates, Platão, e tantos outros sabedores da existência de um homem-cósmico, elos de uma mesma corrente, alimentados por uma única Energia.

Saiba o que é Teosofia

Por Eunice Ferrari

Muitos ouvem falar, mas na verdade poucos sabem o que de fato é a Teosofia. Todos, sem exceção, trazemos dentro de nós a necessidade de saber de onde viemos, e para onde vamos. É certo que esse interesse pode demorar muitas vidas para ser despertado, mas ele existe em forma de semente dentro de todos nós.

Mas o que é a Teosofia? E o que ela tem a ver com o fato de sermos buscadores da verdade? É a Teosofia uma religião ou uma filosofia? Nem religião nem filosofia. Ela é a união de alguns princípios que podem ser encontrados na tradição de várias filosofias e religiões, como o Cristianismo, o Budismo, o Hinduismo, o Lamaismo, o Judaísmo, o Taoísmo, no Egito antigo, nos Vedas, na Bíblia.

A Teosofia é tão antiga quanto o conhecimento da escrita e dos anseios humanos e vincula através dos tempos as várias tradições. E exatamente por vincular todas as religiões e filosofias, ela une e não separa, ela aceita e não discrimina todo credo e toda cor. Todos podemos ser teosofistas, católicos, protestantes, evangélicos, cristãos, judeus, muçulmanos, todos nós, sem exceção. A teosofia é o resultado de uma maravilhosa união de sábios de todas as crenças e de todos os tempos.

Alexandria, que se situava ao norte do Egito, foi um dos primeiros berços da Teosofia, com centros espalhados pela Grécia, Pérsia, Índia e Roma. Nesses centros já eram estudados e pesquisados o homem e o Universo, junto com suas leis e sua origem, a vida espiritual e nossa constituição interior.

A palavra Teosofia vem do grego Theosophia e significa "Sabedoria Divina". A Senhora Blavatsky, fundadora da Teosofia no Ocidente, chamava a Teosofia de "religião sabedoria", resultado das investigações, visões e profundos mergulhos de sábios e mestres na consciência do ser.

O ponto fundamental e um dos mais importantes dentro da teosofia é a questão do carma, que em sânscrito significa ação e que nos mostra que somos os únicos responsáveis pela construção e resultados de nossas vidas. Através dessa lei, nossa harmonia interna, bem como a harmonia do Universo é recuperada. Mabel Collins, teosofista, disse: "Cada homem é seu próprio e absoluto legislador, o dispensador de glória ou escuridão para si mesmo; o decretador de sua vida, sua recompensa, sua punição".

Todo ser humano que se diz teosofista deve carregar em si o princípio da responsabilidade diante do mundo e da vida, pois cada ação produz uma reação que determina o futuro de nossas vidas. Toda ação produz um resultado futuro, seja essa ação no nível físico, mental, emocional ou espiritual. Todo teosofista sabe que seu trabalho deve ser prático e não somente teórico, pois ele deve colocar em prática todo conceito em sua vida diária. Se não for assim, não deve se considerar um teosofista, mas um simpatizante, um estudioso somente. Sua conduta deve ser refletida e ponderada no sentido do aperfeiçoamento diário de seu caráter e senso ético.

Portanto, a teosofia é uma sabedoria que, quando colocada em prática, promove mudanças profundas, expansão de consciência e evolução de nossa alma. O verdadeiro teosofista é, antes de tudo, um pensador atuante no mundo.

Afinal, como funciona o karma?

Por Eunice Ferrari

Muitas pessoas não percebem que tudo o que fazemos foi, antes de qualquer ação, um desejo que gerou um pensamento e que, por sua vez, gerou uma ação física. Vivemos em um mundo tríplice, onde pensamentos, desejos e ação se misturam.

Estando conscientes ou não, somos um emaranhado de causas e efeitos que construímos diariamente. Há em nós, duas forças que lutam entre si e buscam supremacia. Uma, oriunda de nosso corpo de desejos, é a nossa animalidade e paixão e a outra, a que desperta em nós pensamentos e sentimentos de amor e de renúncia, é a nossa espiritualidade.

É o poder da vontade que vai trabalhar ou não em direção do nosso crescimento. Se quisermos desenvolver a paz e a capacidade espiritual, devemos nos utilizar da qualidade coercitiva de nossa vontade sobre os impulsos desordenados de nosso corpo astral, ou corpo de desejos. Caso contrário, seremos sugados pelos próprios instintos.

Quando deixamos nossa vontade dominar lentamente nossas vibrações inferiores, deixamos nossa animalidade de lado e iniciamos uma jornada espiritual. Afinal, o que provoca o karma, a causa da sucessão de reencarnações, a não ser o descontrole desse corpo de desejos? E o que podemos fazer para dirimi-lo a não ser nos utilizarmos de nossa vontade para submeter nosso corpo de desejos?

Somente quando conseguirmos dominar nossos sentidos sem o esforço do domínio é que podemos dizer que estamos transformando o karma. Nesse momento nos encontramos com a paz libertadora do controle saudável de nosso corpo de desejos.

Devemos nos aperceber que não é no mundo mundano que encontramos a paz libertadora, mas dentro de nós e para isso é preciso levar a sério o aforismo "conhece-te a ti mesmo"". Sem o autoconhecimento, não conseguiremos seguir o verdadeiro caminho espiritual.

Cristo pedia para encontrarmos o reino de Deus dentro de nós, e era exatamente isso que Ele queria nos dizer. Sem esse encontro, não conseguiremos encontrar a paz que tanto queremos. A lei do karma envolve sofrimento, e sem ele não conseguimos esse controle. A lei do karma nos diz que toda ação resulta numa reação igual e contrária. O karma é a lei que nos coloca onde devemos estar para caminharmos em direção à evolução, através de nossas escolhas, de nosso livre arbítrio. O karma não obriga ninguém a qualquer ação ou reação, mas que nos utilizemos de nossa vontade.

Criamos karma quando colocamos em ação as forças astrais. Temos controle sobre os sentimentos e palavras que guardamos, mas não sobre o que deixamos escapar. Quando compreendemos o karma, podemos manter o destino em nossas mãos. Devemos nos munir de força e energia para combatermos as forças que colocamos em andamento no passado e desenvolver consciência e arbítrio para transformar nossos padrões atuais. Essa é a única maneira que temos para construir um futuro de paz, saúde e harmonia.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dr Fritz: o marketing é deste mundo

Saiu na imprensa que o senhor Kleber Aran Ferreira diz incorporar o espírito do médico Dr. Fritz. As fotos e as cenas descritas são de circo, com os indivíduos sendo atendidos na frente de todos. Bisturis usados sem anestesia; pessoas agulhadas sem saberem o porquê; sem contar a higiene duvisosa do ambiente e dos equipamentos. Um grande teatro! Oh! Escribas e fariseus, hipócritas!

A praça pública não foi feita para a caridade. O marketing funciona aqui, não lá. Aqui temos uma cópia do mundo perfeito, como ensinou o mestre Sócrates.

"Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita" Esse é o ensinamento. O orgulho viola a caridade. Um gesto verdadeiro de caridade é dado de forma reservada. Os bons fluidos - a boa energia - precisam de lugares calmos para serem transmitidos.

A doença se produz no corpo energético, portanto é nele que a cura se deve operar, através do magnetismo. Instrumentos médicos não possuem esse poder. Jesus utilizava as mãos, a água, a sua vontade e a fé do curado. Foi o maior curador da História sem pegar em instrumentos. Ele combateu os fariseus que oravam em praça pública. Certa vez pegou o chicote, para nos mostrar a diferença entre a coragem e a omissão, pois os bons, muitas vezes, deixam o caminho livre para os maus. Sempre discreto, ensinava: "a tua fé te curou".

Indago o porquê de sempre haver a citação do nome do Dr. Fritz. Será que só esse espírito conhece a medicina espiritual?

Os Espíritos Superiores fazem esse trabalho diariamente, de forma impessoal. Não faz diferença os nomes. Por isso, explorar um nome já demonstra a insegurança e fragilidade do suposto médium. O verdadeiro trabalho de cura é feito de forma discreta, sem enganos, sem teatros e sem hipocrisia. Não posso acreditar que alguém imagine que Espíritos evoluídos se prestariam a espetáculos dessa categoria. O culto à personalidade, o orgulho, a vaidade, o egoísmo são típicas demonstrações de inferioridade. O marketing é deste mundo; faz parte da nossa mediocridade.

Marcelo Brito Sener

domingo, 7 de setembro de 2008

Livros bíblicos podem ter autoria 'falsa', afirmam especialistas


Escritores usavam nome de antigos profetas e apóstolos para se legitimar. Prática também era forma de continuar e atualizar obra de predecessores.


Reinaldo José Lopes

Do G1, em São Paulo


Trito-Isaías? Deutero-Zacarias? Epístolas Pastorais? A nomenclatura é complicada, mas se refere a um fato simples e, para as sensibilidades modernas, um tanto embaraçoso: é praticamente certo que os autores presumidos de uma série de livros bíblicos não sejam bem quem eles dizem ser. A chamada pseudoepigrafia, ou seja, o uso de uma identidade mais famosa e antiga para embasar a autoria de um novo texto, é um fenômeno relativamente comum no Antigo e no Novo Testamento.


Basta dizer que o livro do profeta Isaías provavelmente foi escrito por três (ou mais) autores (o Isaías histórico, o Deutero-Isaías e o Trito-Isaías); que cerca de metade das cartas de São Paulo tenham sua origem colocada sob suspeita por estudiosos atuais; e que nenhuma das chamadas cartas de São Pedro, também no Novo Testamento, possa ser atribuída a ele com segurança.


As razões que levaram ao fenômeno da pseudoepigrafia são complexas, e nem sempre justificariam um processo de direitos autorais movido pelos personagens bíblicos originais contra seus “plagiadores”. “A visão de autoria na Antigüidade era muito diferente da nossa”, explica o professor Gelci André Colli, da Faculdade Teológica Batista do Paraná, doutorando em teologia bíblica. Colli estudou um desses casos famosos, o livro de Isaías. “Na verdade, dar continuidade à obra de um profeta muitas vezes ficava nas mãos de seus discípulos e seguidores, que compilavam seus oráculos. Fazer isso era uma forma de honrar o mestre”, diz ele.


Seja entre os antigos israelitas, seja entre os primeiros cristãos, outro fenômeno comum era a necessidade de adequar a mensagem profética ou evangélica original a uma nova realidade e a novos problemas, que o autor original não havia enfrentado em vida. Escrever em nome dele fechava essa brecha entre o passado e o presente e, de quebra, emprestava ao novo escritor a autoridade do mestre falecido, garantindo que as comunidades a quem a mensagem era endereçada prestassem atenção. No caso de alguns livros judaicos que acabaram não entrando no cânon (lista oficial) da Bíblia, surgiu todo um gênero literário nesses moldes, o dos chamados “Testamentos dos Antigos”.


Três Isaías, dois Zacarias?


No caso do livro de Isaías, famoso entre os cristãos por causa das profecias diretamente associadas a Jesus, rabinos medievais já reconheciam ao menos uma grande divisão de estilo e temática entre o capítulo 39 e o 40 da obra como a conhecemos hoje.


“Entre os pergaminhos encontrados nas cavernas de Qumran, perto do mar Morto, temos um manuscrito muito longo e muito famoso de Isaías. E nele há uma lacuna depois do capítulo 39, e uma nova coluna começa no capítulo 40, o que parece sinalizar algum tipo de reconhecimento implícito de que há uma diferença entre essas duas seções”, afirma Christine Hayes, professora de estudos clássicos judaicos da Universidade Yale, nos Estados Unidos. E não é para menos, já que o Isaías histórico viveu por volta do ano 700 a.C., quando descendentes do rei Davi ainda viviam em Jerusalém e governavam Judá, no sul da Palestina – enquanto o autor do capítulo 40, e de vários subseqüentes, fala de uma época em que Jerusalém estava destruída e boa parte de seus moradores vivia exilado na Babilônia, por volta do ano 550 a.C.


Até aí, o profeta não teria sido capaz de prever o que aconteceria 150 anos depois, com inspiração divina? Não é essa a questão, argumenta Colli. “As pessoas têm um entendimento errado sobre o que é o profeta bíblico. Ele não é o sujeito que fecha os olhos e de repente vê, em detalhes, o que vai acontecer dali a centenas de anos. O profeta é aquele que vê o futuro, mas sempre a partir do presente. Ele olha o presente, analisa e indica o que a vontade divina revela”, diz o pesquisador.


Além dos dados de Qumran e do contexto histórico, características literárias também levam os pesquisadores a atribuir a autoria do capítulo 40 e seguintes a um profeta/poeta anônimo convencionalmente conhecido como Deutero-Isaías, ou Segundo Isaías (da palavra grega para “segundo”). “O estilo do Primeiro Isaías é muito mais direto, enquanto a qualidade e a beleza poética das descrições do Deutero-Isaías não têm rival em todo o Antigo Testamento anterior a ele”, exemplifica Colli.


"Também há uma diferença grande entre a prosa da primeira parte do livro e a poesia no capítulo 40. Finalmente, há uma diferença grande entre as mensagens de advertência e julgamento anteriores e as falas do Deutero-Isaías, que só predizem coisas boas para os exilados de Judá”, afirma o especialista. Para Colli, o anônimo Deutero-Isaías provavelmente fazia parte de um círculo de admiradores do Isaías original, os quais compilaram e ampliaram seus oráculos proféticos durante o exílio na Babilônia.


Como se a coisa não fosse suficientemente complicada, muitos estudiosos também enxergam uma mudança igualmente significativa a partir do capítulo 56 e até o fim do livro: esse seria o Trito-Isaías, um profeta que escreve depois da volta dos exilados para a Palestina e tem preocupações bem diferentes. Um fenômeno parecido estaria presente no livro do profeta Zacarias, que misturaria oráculos que vão do século 6 a.C. ao século 4 a.C.


Dois Pedros, vários Paulos?


A situação é ainda mais curiosa no caso das cartas atribuídas aos apóstolos Pedro e Paulo no Novo Testamento, afirma Bart D. Ehrman, pesquisador do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA) e autor do livro “Pedro, Paulo e Maria Madalena”, recém-lançado no Brasil.


O fato é que, fora do cânon da Bíblia, há inúmeros textos atribuídos a Pedro e Paulo (dois Apocalipses, um de cada apóstolo, e até um Evangelho de Pedro) que foram rejeitados como inautênticos pelas comunidades cristãs. No caso da Primeira Carta de Pedro, aceita como canônica, Ehrman afirma que, primeiro, é estranho que ela seja endereçada a comunidades da Ásia Menor (atual Turquia), fundadas e coordenadas originalmente por Paulo, e não por Pedro. Também surpreende o grego elegante e refinado do autor, enquanto o Pedro histórico era um pescador iletrado da Galiléia, que provavelmente só falava aramaico.


“Naturalmente, seria possível que, após a ressurreição de Jesus, Pedro tivesse voltado à escola, aprendido grego, praticado como escrever excelentes textos nessa língua, estudado a fundo a Bíblia em grego e, ainda por cima, escrito uma carta como essa para um grupo de pessoas sobre as quais não há outras notícias de contatos de sua parte. Mas parece improvável”, escreve Ehrman.


Mais fortes ainda são as evidências contra a Segunda Carta de Pedro, que não é mencionada por nenhum outro autor cristão até o século 3 d.C., lida com as dificuldades da demora do retorno de Jesus à Terra (um problema que só teria se tornado agudo para os cristãos da segunda e terceira gerações), fala das cartas de São Paulo como se elas já fossem um texto sagrado (mas todas não estariam circulando ao mesmo tempo, as dele e as de Pedro?) e menciona “os vossos apóstolos”, como se o autor da carta não fosse ele próprio um apóstolo, supostamente.


E, falando das epístolas de Paulo, elas sofrem de um problema parecido, diz Ehrman. Sete das 13 incluídas no Novo Testamento são incontestavelmente dele: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1 Tessalonicenses e Filêmon. O resto, explica o pesquisador, fica sob suspeita por não seguir o estilo literário das cartas incontestáveis, apresentar contradições flagrantes com a teologia paulina nessas cartas e se referir a um contexto histórico que só surgiu depois que Paulo já havia morrido.


O caso mais flagrante é o das chamadas Epístolas Pastorais, supostamente endereçadas pelo apóstolo a seus companheiros Tito e Timóteo, que teriam virado chefes das igrejas de Éfeso, na Ásia Menor, e da ilha de Creta. Para começar, o autor das Epístolas Pastorais pressupõe que seus destinatários trabalham em igrejas bem-organizadas, servidas por diáconos, ministradas por presbíteros (“ancestrais” dos modernos padres) e chefiadas por bispos. Acontece que, na época do Paulo histórico, tudo indica que essa organização ainda não havia emergido.


Coisa parecida se dá em relação ao papel das mulheres nessas igrejas. Ao que tudo indica, o Paulo original não via problemas com a participação direta das mulheres nas celebrações cristãs, profetizando e tomando a palavra para pregar. Já seus sucessores das Epístolas Pastorais proíbem terminantemente as cristãs de ocupar qualquer cargo de relevo na comunidade.



Reciprocidade

Ação e reação conseqüente integra inderrogável lei da vida.

Procure ouvir a esperança e você encontrará a certeza da vitória.

Detenha-se no bem e obterá o "lado melhor" das pessoas e circunstâncias.

Auxilie a alguém e esse alguém se fará canal de auxílio em seu apoio.

Promova a tranqüilidade alheia e a paz virá ao seu encontro.

Aproveite o seu tempo construindo elevações e o tempo lhe trará maravilhas.

Abençoe a vida e a vida lhe abençoará a existência.

Busque servir e o seu próprio trabalho lhe ofertará a orientação de que você necessite.

Ame aos semelhantes e os semelhantes retribuirão a você com medidas transbordantes de afeto.

Plante isso ou aquilo e você colherá os recursos que semeou; alguém poderá dizer que isso é óbvio, entretanto, ligados ao bem de todos, transfiramo-nos da palavra à vivência e decerto que surpresas iluminadas de alegria virão fatalmente a você se você experimentar.

André Luiz
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Respostas da Vida"

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.

Quando mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.

Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparado sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.

Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.

Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos ecntrontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.

Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

Bezerra de Menezes
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Caridade"

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bebê de mãe deprimida tem sono mais irregular, diz estudo

Um estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos indica que bebês de mães que apresentaram depressão têm maior possibilidade de terem distúrbios no sono.

A pesquisa da Universidade de Michigan analisou dois grupos de gestantes: um de mulheres que buscaram ajuda para tratar a depressão durante a gravidez e outro de grávidas que não tinham antecedentes da doença.

No último trimestre da gestação, cada uma das mães passou a usar um aparelho parecido com um relógio de pulso que podia medir o tempo de sono durante a noite, exposição à luz e padrões de atividade e descanso durante o dia. O mesmo dispositivo também foi colocado nos pulsos dos bebês pesquisados na segunda semana de vida.

A análise dos dados mostrou que os bebês nascidos de mães que tiveram depressão apresentavam pouca ou nenhuma evidência de padrões regulares de sono e vigília desde o nascimento, ao contrário dos filhos de mães que não eram deprimidas. Este padrão irregular persistiu pelo menos até os oito meses de vida, quando o estudo terminou.

Depressão no bebê

Toda mãe sabe que os primeiros seis meses de vida do bebê costumam ser de noites mal-dormidas, tanto para a criança quanto para os pais.

Apesar de isto ser uma característica comum à maioria dos recém-nascidos, o que a nova pesquisa aponta é que alguns bebês já nascem predispostos a apresentarem distúrbios maiores de sono.

O estudo diz que crianças nascidas de mães que tiveram depressão costumam cochilar mais durante o dia e ter mais dificuldades para dormir de noite.
Roseanne Armitage, uma das autoras da pesquisa, explica que estes padrões irregulares de sono aumentam muito os riscos de que o bebê também desenvolva depressão no futuro, apesar de eles não serem determinantes.

“Isto não quer dizer que filhos de mães deprimidas estejam condenados a sofrer com depressão ou que mães que não apresentaram o problema possam prestar menos atenção ao sono de seus filhos”, explica.

Armitage acredita que todos os pais, especialmente aqueles que têm histórico de depressão, devem prestar atenção à qualidade do sono de seus filhos desde o nascimento.
“Criar um cronograma regular de sono é incrivelmente importante”, diz a pesquisadora.

Treinamento

Segundo a pesquisadora, os cérebros e corpos das crianças devem ser treinados a entender que elas devem dormir quando está escuro e acordar quando está claro, o que ajuda a ajustar o relógio biológico dos bebês desde o início da vida.

“Ir para a cama na mesma hora e acordar sempre no mesmo horário estabelece rituais e ajuda as crianças a distinguirem entre o sono noturno e o sono diurno”, explica a pesquisadora.

A regularidade no sono também é importante para as mães. O período imediatamente posterior ao parto é especialmente propício a depressões, mesmo em mães que nunca haviam apresentado o problema.

Esta depressão pós-parto pode piorar com a falta de sono ou até mesmo ser causada por ela.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Jovem brasileiro é o que tem mais esperança de felicidade no mundo

O jovem brasileiro acredita em uma vida melhor, segundo constatou estudo divulgado nesta terça-feira pela da Fundação Getulio Vargas (FGV). Realizado em 132 países pelo Instituto Gallup, o estudo mostra que o brasileiro entre 15 e 29 anos tem mais esperança de felicidade para os próximos cinco anos (felicidade futura) do que qualquer outro jovem no mundo.

Numa escala de zero a dez, os brasileiros atingiram nota 9,29, ficando à frente dos Estados Unidos (9,11), e Venezuela (8,27). Segundo a pesquisa, o tamanho da felicidade do jovem brasileiro está ligado a fatores econômicos, como o aumento do emprego e da renda.

Na última colocação de expectativa de felicidade para os próximos cinco anos está o Zimbábue. Os jovens do país africano, que vivem uma crise econômica e política, ficaram com nota 4,68.

No período analisado pela pesquisa (1992 a 2006), o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, Marcelo Nery, argumenta que há duas realidades distintas. Até 2003, a renda ficou estagnada, aumentando 22,9% nos três anos seguintes. Nery lembra que, além disso, o país passou de uma fase de desemprego para uma de "apagão de mão-de-obra" - ou seja, superou a falta de vagas e passou a registrar escassez de profissionais.

Nos anos posteriores a 2006, Nery diz que o otimismo dos jovens foi confirmado. Em 2007, foram gerados 1,6 milhão de empregos com carteira assinada no Brasil, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

Segundo a pesquisa da FGV, 93% dessas vagas foram para jovens de até 29 anos. Considerado o primeiro semestre de 2008, a alta do emprego formal foi de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Agência Brasil
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