Conheça a você mesmo.
Existem pessoas que percorrem o mundo inteiro à procura de si próprias.
Resguarde o corpo físico.
Toda indisciplina pode dar serviço aos coveiros.
Santifique a palavra.
Entre os animais da Terra, só o homem possui desenvoltura para falar.
Supere o vício.
Se você não domina o hábito, o hábito acaba dominando você.
Ajude para o bem.
A luta pela conservação da posse também cria chagas e rugas.
Esqueça o mal.
Antes da luta da fatalidade da morte, existe a fatalidade da vida.
Entenda auxiliando.
Viva o cristão de tal modo que ninguém lhe deseje a ausência.
Não reclame.
O próprio Senhor do Universo traça leis, mas não faz exigências.
ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier, do livro "Ideal Espírita"
sábado, 27 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Aborto: estupidez
Existe um método anticoncepcional em que a paciente coloca um implante e fica 3 anos sem engravidar. Custo: R$ 1000,00. Dividindo mil reais por 36 meses, teremos 27 reais por mes. Um terço do valor médio destinado a cada família no Programa Bolsa Família. Poderia fazer parte das exigências do Bolsa Família esse método contraceptivo.
Discutir aborto no século XXI é, no mínimo, falta de informação. A mesma falta de informação é a responsável pelas altas taxas de fertilidade nas zonas mais pobres.
Usemos a inteligência!
Marcelo Brito Sener
Discutir aborto no século XXI é, no mínimo, falta de informação. A mesma falta de informação é a responsável pelas altas taxas de fertilidade nas zonas mais pobres.
Usemos a inteligência!
Marcelo Brito Sener
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Aborto: aberração
O governador do Rio de Janeiro – Sérgio Cabral – afirmou que: “A Rocinha é fábrica de marginais” e que uma possível solução seria “o aborto”.
Devemos perdoar as pessoas pela falta de informação, pois ignorância não é pecado.
Muitos indivíduos propõem a resolução de problemas combatendo o seu efeito. Eles, por falta de conhecimento ou por desprezarem a lógica, defendem medidas de força bruta. O aborto seria um exemplo dessa força bruta.
É verdade que a falta de planejamento familiar causa transtornos sociais, porém não precisamos matar para resolver o problema. O homem se diferencia dos animais pela razão, então basta informar a população e dar os meios para que os indivíduos possam planejar quantos filhos querem ter.
Muito simples! Causa das altas taxas de fertilidade nas regiões pobres: falta de informação. Efeito: crianças geradas sem que os pais tenham condições mínimas para mantê-las. Pela coerência, ataca-se a causa e o efeito será anulado.
Discutir o direito de matar, além de violar as Leis de Deus, é um atentado contra o único bem que nos distingue dos animais: a razão.
Marcelo Brito Sener
Devemos perdoar as pessoas pela falta de informação, pois ignorância não é pecado.
Muitos indivíduos propõem a resolução de problemas combatendo o seu efeito. Eles, por falta de conhecimento ou por desprezarem a lógica, defendem medidas de força bruta. O aborto seria um exemplo dessa força bruta.
É verdade que a falta de planejamento familiar causa transtornos sociais, porém não precisamos matar para resolver o problema. O homem se diferencia dos animais pela razão, então basta informar a população e dar os meios para que os indivíduos possam planejar quantos filhos querem ter.
Muito simples! Causa das altas taxas de fertilidade nas regiões pobres: falta de informação. Efeito: crianças geradas sem que os pais tenham condições mínimas para mantê-las. Pela coerência, ataca-se a causa e o efeito será anulado.
Discutir o direito de matar, além de violar as Leis de Deus, é um atentado contra o único bem que nos distingue dos animais: a razão.
Marcelo Brito Sener
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Centros de Energia
Nós possuímos mais de 88 mil chakras, sendo sete os comumente conhecidos. Os chakras são como uma roda com um nódulo central onde as energias de diferentes campos circulam de maneira centrífuga e pulsam de maneira rítmica, de modo que, em seu conjunto, se parecem com uma flor cujas pétalas estão em harmonia constante. Estes centros geradores de energia distribuem energia vital para os nossos corpos sutis e físico.
Os chakras traduzem os efeitos dos campos vibratórios, astrais, mentais, causais, como manifestações biológicas de nosso sistema endócrino. Atua diretamente sobre os órgãos físicos e com impulsos eletromagnéticos sobre as glândulas, fazendo com que estas distribuam hormônios para a manutenção fisiológica do corpo físico.
Os chakras fazem com que as energias sutis interpenetrem na matriz celular de forma correta, por serem transformadores e controladores energéticos responsáveis pela vitalidade do corpo físico em toda a sua complexidade.
A fisiologia do corpo é controlada pelas glândulas endócrinas do nível celular até o sistema nervoso central. Com o funcionamento correto, as glândulas contribuem para restabelecer o eqüilíbrio e a harmonia de determinado sistema fisiológico. Inversamente, se um chakra funciona mal, isso pode criar uma disfunção glandular e a ausência de certos hormônios contribuir para patologias físicas e ou emocionais.
A falha na distribuição energética pode também criar uma fraqueza na zona do corpo correspondente ao chakra, vindo a bloquear a circulação de energia e fazendo com que a disfunção crie um estado de dor, doença e acidentes, por estar a pessoa com o seu campo vibratório baixo.
Carlos Florêncio
Os chakras traduzem os efeitos dos campos vibratórios, astrais, mentais, causais, como manifestações biológicas de nosso sistema endócrino. Atua diretamente sobre os órgãos físicos e com impulsos eletromagnéticos sobre as glândulas, fazendo com que estas distribuam hormônios para a manutenção fisiológica do corpo físico.
Os chakras fazem com que as energias sutis interpenetrem na matriz celular de forma correta, por serem transformadores e controladores energéticos responsáveis pela vitalidade do corpo físico em toda a sua complexidade.
A fisiologia do corpo é controlada pelas glândulas endócrinas do nível celular até o sistema nervoso central. Com o funcionamento correto, as glândulas contribuem para restabelecer o eqüilíbrio e a harmonia de determinado sistema fisiológico. Inversamente, se um chakra funciona mal, isso pode criar uma disfunção glandular e a ausência de certos hormônios contribuir para patologias físicas e ou emocionais.
A falha na distribuição energética pode também criar uma fraqueza na zona do corpo correspondente ao chakra, vindo a bloquear a circulação de energia e fazendo com que a disfunção crie um estado de dor, doença e acidentes, por estar a pessoa com o seu campo vibratório baixo.
Carlos Florêncio
Talentos clandestinos
"Estudantes com habilidades muito acima da média têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula"
Rebelde e inquieta, Ada Toscanini dava trabalho a seus professores em Buenos Aires -e os professores também lhe davam trabalho, submetendo-a a vários castigos e até a humilhações, como expulsá-la da escola. Toda essa rebeldia deixou-a obcecada por descobrir talentos incompreendidos.
A inquietude continuou na vida universitária: iniciou três cursos -matemática, física e biologia-, mas não concluiu nenhum deles. O regime militar fez com que ela se refugiasse em São Paulo. Teve três filhos, todos com dificuldades em sala de aula. "A diferença é que, antes de serem expulsos, os tirava da escola."
No Brasil, cursou pedagogia com foco em crianças com necessidades especiais e, depois, se dedicou à arte-terapia. No consultório, percebeu que muitas das crianças que lhe eram encaminhadas por causa de dificuldades na escola sofriam do mesmo "mal": excesso de talento. "Algumas chegavam a ser medicadas."
Muitas vezes, crianças com excesso de inteligência apresentam sintomas de hiperatividade e distúrbio de atenção e acabam sendo obrigadas a tomar remédios ou a fazer terapia.
"Ocorre que, freqüentemente, os estudantes com habilidades muito acima da média precisam também de estímulos apropriados para se desenvolverem e têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula."
Ada passou, então, a se aproximar de entidades que estudavam o caso de crianças com altas habilidades, popularmente mais conhecidas como superdotadas. Ela prefere ampliar o conceito para englobar não apenas os estudantes que se destacam no aprendizado das matérias escolares, mas também aqueles que sobressaem quando o assunto é empreendedorismo, liderança, esportes ou artes. Alguém com habilidades relacionais -fazer amigos e estabelecer contatos- pode se encaixar nesse grupo.
Mas o que a deixou surpresa foi o que descobriu quando começou a investigar as escolas públicas.
Durante vários anos, ela aplicou testes em estudante de escolas municipais de bairros pobres de São Paulo.
Invariavelmente, encontrava um grupo de cerca de 20% de crianças com altas habilidades, muitas das quais tidas como problemáticas pelos próprios pais e pelos professores.
Dedicou-se a ensinar os professores a perceber quando estão diante de um aluno com sinais de alta habilidade. O difícil, porém, não é identificar esses jovens. A dificuldade está no que fazer com essa informação. Ada recebe um grupo de alunos com essas características. "Alguns faltam porque não podem pagar a passagem do ônibus."
O que acontece quando essas pessoas são acolhidas ela aprendeu, de fato, em casa. Depois da turbulência escolar, seus três filhos descobriram sua vocação e encontraram suas profissões. Entre as várias lições, eles lhe ensinaram a importância da disciplina. "Eu os deixava fazerem em casa o que não podiam fazer na escola." Um dia, disseram que queriam morar numa "casa normal". "Ficaram mais seguros com a disciplina que eles próprios criaram."
Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.
Rebelde e inquieta, Ada Toscanini dava trabalho a seus professores em Buenos Aires -e os professores também lhe davam trabalho, submetendo-a a vários castigos e até a humilhações, como expulsá-la da escola. Toda essa rebeldia deixou-a obcecada por descobrir talentos incompreendidos.
A inquietude continuou na vida universitária: iniciou três cursos -matemática, física e biologia-, mas não concluiu nenhum deles. O regime militar fez com que ela se refugiasse em São Paulo. Teve três filhos, todos com dificuldades em sala de aula. "A diferença é que, antes de serem expulsos, os tirava da escola."
No Brasil, cursou pedagogia com foco em crianças com necessidades especiais e, depois, se dedicou à arte-terapia. No consultório, percebeu que muitas das crianças que lhe eram encaminhadas por causa de dificuldades na escola sofriam do mesmo "mal": excesso de talento. "Algumas chegavam a ser medicadas."
Muitas vezes, crianças com excesso de inteligência apresentam sintomas de hiperatividade e distúrbio de atenção e acabam sendo obrigadas a tomar remédios ou a fazer terapia.
"Ocorre que, freqüentemente, os estudantes com habilidades muito acima da média precisam também de estímulos apropriados para se desenvolverem e têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula."
Ada passou, então, a se aproximar de entidades que estudavam o caso de crianças com altas habilidades, popularmente mais conhecidas como superdotadas. Ela prefere ampliar o conceito para englobar não apenas os estudantes que se destacam no aprendizado das matérias escolares, mas também aqueles que sobressaem quando o assunto é empreendedorismo, liderança, esportes ou artes. Alguém com habilidades relacionais -fazer amigos e estabelecer contatos- pode se encaixar nesse grupo.
Mas o que a deixou surpresa foi o que descobriu quando começou a investigar as escolas públicas.
Durante vários anos, ela aplicou testes em estudante de escolas municipais de bairros pobres de São Paulo.
Invariavelmente, encontrava um grupo de cerca de 20% de crianças com altas habilidades, muitas das quais tidas como problemáticas pelos próprios pais e pelos professores.
Dedicou-se a ensinar os professores a perceber quando estão diante de um aluno com sinais de alta habilidade. O difícil, porém, não é identificar esses jovens. A dificuldade está no que fazer com essa informação. Ada recebe um grupo de alunos com essas características. "Alguns faltam porque não podem pagar a passagem do ônibus."
O que acontece quando essas pessoas são acolhidas ela aprendeu, de fato, em casa. Depois da turbulência escolar, seus três filhos descobriram sua vocação e encontraram suas profissões. Entre as várias lições, eles lhe ensinaram a importância da disciplina. "Eu os deixava fazerem em casa o que não podiam fazer na escola." Um dia, disseram que queriam morar numa "casa normal". "Ficaram mais seguros com a disciplina que eles próprios criaram."
Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.
Componente da maconha combateria a depressão
Um ingrediente ativo da maconha ajuda a combater a depressão quando administrado em pequenas doses, indica um estudo divulgado pela revista The Journal of Neuroscience em sua edição desta quarta-feira.
No entanto, a pesquisa alerta que o aumento da dose pode provocar um efeito contrário, aumentando a depressão e até causando transtornos psíquicos, entre eles a psicose.
Segundo os cientistas do Centro de Pesquisas da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, esta é a primeira prova de que o canabinóide identificado como WIN55,212,2 pode aumentar os níveis de serotonina. O neurotransmissor atua regulando os estados de ânimo.
Os efeitos foram constatados em experimentos com animais de laboratório que receberam injeções da substância, obtida de forma sintética. Em seguida, eles foram submetidos a testes para determinar seu nível de depressão.
Os cientistas observaram que o efeito antidepressivo do canabinóide era paralelo a uma maior atividade dos neurônios que produzem a serotonina. No entanto, quando as doses aumentaram, os benefícios mudaram totalmente, relatou Gabriella Gobbi, membro da equipe de pesquisadores.
As doses baixas tiveram um potente efeito contra a depressão. Mas, quando aumentaram, a serotonina em ratos se reduziu a níveis inferiores aos do grupo de controle, explicou.
"Demonstramos um efeito duplo: em dose baixas, aumenta a serotonina. Mas em dose maiores o efeito se reverte e é completamente devastador", acrescentou.
Segundo a cientista, esse tipo de efeito da maconha já tinham sido detectado em pacientes de esclerose múltipla e aids, que ao consumir a droga tinham mostrado uma mudança de estado de ânimo. O estudo alertou para os riscos no uso da maconha como antidepressivo, porque é difícil controlar suas quantidades.
"O uso excessivo da maconha por pessoas com depressão cria um alto risco de psicose", afirmou Gobbi.
Fonte: EFE
No entanto, a pesquisa alerta que o aumento da dose pode provocar um efeito contrário, aumentando a depressão e até causando transtornos psíquicos, entre eles a psicose.
Segundo os cientistas do Centro de Pesquisas da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, esta é a primeira prova de que o canabinóide identificado como WIN55,212,2 pode aumentar os níveis de serotonina. O neurotransmissor atua regulando os estados de ânimo.
Os efeitos foram constatados em experimentos com animais de laboratório que receberam injeções da substância, obtida de forma sintética. Em seguida, eles foram submetidos a testes para determinar seu nível de depressão.
Os cientistas observaram que o efeito antidepressivo do canabinóide era paralelo a uma maior atividade dos neurônios que produzem a serotonina. No entanto, quando as doses aumentaram, os benefícios mudaram totalmente, relatou Gabriella Gobbi, membro da equipe de pesquisadores.
As doses baixas tiveram um potente efeito contra a depressão. Mas, quando aumentaram, a serotonina em ratos se reduziu a níveis inferiores aos do grupo de controle, explicou.
"Demonstramos um efeito duplo: em dose baixas, aumenta a serotonina. Mas em dose maiores o efeito se reverte e é completamente devastador", acrescentou.
Segundo a cientista, esse tipo de efeito da maconha já tinham sido detectado em pacientes de esclerose múltipla e aids, que ao consumir a droga tinham mostrado uma mudança de estado de ânimo. O estudo alertou para os riscos no uso da maconha como antidepressivo, porque é difícil controlar suas quantidades.
"O uso excessivo da maconha por pessoas com depressão cria um alto risco de psicose", afirmou Gobbi.
Fonte: EFE
Estudo: vapor da maconha é eficaz em uso medicinal
Vaporizar folhas da cannabis ao invés de queimá-las pode liberar os ingredientes eficazes da droga de forma mais efetiva, mostrou um estudo piloto realizado na Universidade da Califórnia. Segundo o trabalho, essa forma de consumo evita as toxinas prejudiciais da maconha inaladas por meio do fumo. O resultado pode beneficiar o uso medicinal da droga.
Segundo a revista Nature, o pesquisador Donald Abrams e sua equipe decidiram investigar os benefícios do "Vulcão", um vaporizador comercialmente disponível nos EUA. O aparelho esquenta as folhas de maconha a uma temperatura que fica entre 180ºC e 200ºC sem que aconteça combustão. Esse processo libera o THC (tetrahydrocannabinol), o princípio ativo da maconha, em forma de óleo na superfície das folhas.
Estudos anteriores mostraram que as toxinas maléficas liberadas quando a maconha é queimada, como o monóxido de carbono e substâncias cancerígenas, não são produzidas por esses aparelhos. O estudo de Abrams foi o primeiro a comparar em humanos os efeitos do ato de fumar e de vaporizar a cannabis. "A vaporização é capaz de entregar de forma mais rápida o THC no fluxo sanguíneo", disse.
A maconha é utilizada principalmente para aliviar as dores de pacientes de esclerose múltipla e no tratamento do glaucoma, além de estimular o apetite em pacientes com aids e diminuir as náuseas para pessoas em processo quimioterápico. No entanto, segundo os médicos, fumar não é um bom método de fornecimento da droga por causa dos seus efeitos maléficos - ela pode causar câncer de pulmão e doenças do coração.
Redação Terra
Segundo a revista Nature, o pesquisador Donald Abrams e sua equipe decidiram investigar os benefícios do "Vulcão", um vaporizador comercialmente disponível nos EUA. O aparelho esquenta as folhas de maconha a uma temperatura que fica entre 180ºC e 200ºC sem que aconteça combustão. Esse processo libera o THC (tetrahydrocannabinol), o princípio ativo da maconha, em forma de óleo na superfície das folhas.
Estudos anteriores mostraram que as toxinas maléficas liberadas quando a maconha é queimada, como o monóxido de carbono e substâncias cancerígenas, não são produzidas por esses aparelhos. O estudo de Abrams foi o primeiro a comparar em humanos os efeitos do ato de fumar e de vaporizar a cannabis. "A vaporização é capaz de entregar de forma mais rápida o THC no fluxo sanguíneo", disse.
A maconha é utilizada principalmente para aliviar as dores de pacientes de esclerose múltipla e no tratamento do glaucoma, além de estimular o apetite em pacientes com aids e diminuir as náuseas para pessoas em processo quimioterápico. No entanto, segundo os médicos, fumar não é um bom método de fornecimento da droga por causa dos seus efeitos maléficos - ela pode causar câncer de pulmão e doenças do coração.
Redação Terra
terça-feira, 23 de outubro de 2007
FGV: 62% dos usuários de drogas são da classe A
Uma pesquisa divulgada na tarde desta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que 62% dos consumidores declarados de drogas no País pertencem à classe A. Este segmento representa apenas 5,8% da população brasileira. O estudo mostra ainda que 85% dos usuários são brancos, grupo que compõe 53% da população total no Brasil.
Os dados levantados indicam que 86% dos consumidores declarados de drogas têm entre 10 anos e 29 anos. Entre os pesquisados que se declararam usuários de drogas, 99% pertencem ao sexo masculino.
O estudo mostra ainda que 30% dos usuários freqüentam a universidade, contra apenas 4% da população brasileira. A maioria dos usuários declarados de drogas, no entanto, freqüentam o Ensino Médio (54%).
A pesquisa "O Estado da Juventude: drogas, prisões e acidentes", utilizou como instrumento a pesquisa mais atualizada de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o dado de quem se declara consumidor declarado de drogas deve ser interpretado como resultado da interação entre as despesas com drogas e a propensão a declará-la.
O estudo da Fundação Getulio Vargas levou em conta quatro tipos de droga: maconha, cigarros de maconha, lança-perfume e cocaína.
Redação Terra
Os dados levantados indicam que 86% dos consumidores declarados de drogas têm entre 10 anos e 29 anos. Entre os pesquisados que se declararam usuários de drogas, 99% pertencem ao sexo masculino.
O estudo mostra ainda que 30% dos usuários freqüentam a universidade, contra apenas 4% da população brasileira. A maioria dos usuários declarados de drogas, no entanto, freqüentam o Ensino Médio (54%).
A pesquisa "O Estado da Juventude: drogas, prisões e acidentes", utilizou como instrumento a pesquisa mais atualizada de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o dado de quem se declara consumidor declarado de drogas deve ser interpretado como resultado da interação entre as despesas com drogas e a propensão a declará-la.
O estudo da Fundação Getulio Vargas levou em conta quatro tipos de droga: maconha, cigarros de maconha, lança-perfume e cocaína.
Redação Terra
Estudo: 51,96% dos presos têm entre 20 e 29 anos
Estudo divulgado na tarde desta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que 51,96% dos presos brasileiros são jovens entre 20 anos e 29 anos. O segmento representa 29,52% da população total do País. Os dados da pesquisa apontam ainda que 77,44% não possuem ensino fundamental, contra 60,27% da população adulta do Brasil.
Os dados da pesquisa "O Estado da Juventude: drogas, prisões e acidentes" mostram também que 96,61% dos presos são homens, enquanto apenas 48,26% da população brasileira é do sexo masculino. O estudo aponta que, entre os presos, 79,10% são solteiros, bem acima dos 24,12% registrados em toda a população.
O estudo traça um perfil dos valores religiosos dos presos do País, mostrando que 51,68% são católicos, 12,64% são evangélicos e 16,21% não possuem religião. Entre os presos, 19,47 seguem crenças alternativas, número bastante acima dos 2,99% registrados em todo o Brasil.
Fatores de risco
A pesquisa da Fundação Getulio Vargas aponta que, se comparados homens e mulheres com atributos iguais, o sexo masculino tem 5,16 vezes mais chance de estarem presos. Ser solteiro também aumenta as chances de estar na prisão, apresentando risco 91,7% maior do que os demais.
O estudo aponta que ser migrante, ter idade entre 18 anos e 35 anos, possuir baixa escolaridade e não ter crença religiosa também constituem fatores de risco para se estar preso. Segundo os dados, o fator de risco menos importante é a raça.
Redação Terra
Os dados da pesquisa "O Estado da Juventude: drogas, prisões e acidentes" mostram também que 96,61% dos presos são homens, enquanto apenas 48,26% da população brasileira é do sexo masculino. O estudo aponta que, entre os presos, 79,10% são solteiros, bem acima dos 24,12% registrados em toda a população.
O estudo traça um perfil dos valores religiosos dos presos do País, mostrando que 51,68% são católicos, 12,64% são evangélicos e 16,21% não possuem religião. Entre os presos, 19,47 seguem crenças alternativas, número bastante acima dos 2,99% registrados em todo o Brasil.
Fatores de risco
A pesquisa da Fundação Getulio Vargas aponta que, se comparados homens e mulheres com atributos iguais, o sexo masculino tem 5,16 vezes mais chance de estarem presos. Ser solteiro também aumenta as chances de estar na prisão, apresentando risco 91,7% maior do que os demais.
O estudo aponta que ser migrante, ter idade entre 18 anos e 35 anos, possuir baixa escolaridade e não ter crença religiosa também constituem fatores de risco para se estar preso. Segundo os dados, o fator de risco menos importante é a raça.
Redação Terra
Privação do sono provoca distúrbio no cérebro
Quando uma pessoa não dorme o suficiente, os centros emocionais do cérebro reagem excessivamente às experiências negativas, segundo estudo publicado nesta semana na revista "Current Biology".
A pesquisa, dirigida por Matthew Walker, do Laboratório de Sono e Neuroimagem da Universidade da Califórnia, mostra as provas do vínculo neural entre a perda ou privação do sono e os transtornos psiquiátricos.
A perda do sono leva a uma conduta emocionalmente irracional, segundo os pesquisadores. Por meio de imagens de ressonância magnética funcionais, eles analisaram o que ocorre nas áreas emocionais do cérebro quando as pessoas não dormem o suficiente.
"O estudo soma elementos para uma lista de benefícios do sono", disse Walker.
"O sono parece restaurar nossos circuitos emocionais no cérebro, e ao fazê-lo, nos prepara para os desafios do dia seguinte e para as interações sociais", acrescentou. "O mais importante desse estudo é que ele mostra os perigos de não dormir o suficiente".
Walker disse que a privação do sono destrói mecanismos que regulam aspectos chave da saúde mental.
"O sono não é um luxo. É uma necessidade biológica e sem ele o indivíduo pode sofrer conseqüências cognitivas e emocionais", explica Walker.
Os pesquisadores dividiram, ao acaso, 26 pessoas saudáveis em dois grupos: um que dormiu normalmente, e outro onde os participantes foram mantidos acordados por cerca de 35 horas.
No dia seguinte, imagens dos cérebros dos participantes foram analisadas. As imagens mediam a atividade das diferentes áreas do cérebro com base no fluxo sangüíneo enquanto eles observavam uma centena de imagens.
As imagens utilizadas foram, inicialmente, neutras, de um ponto de vista emocional, mas gradualmente tornaram-se desagradáveis.
"Havíamos previsto um aumento potencial das reações emocionais do cérebro (nas pessoas privadas de sono), mas a magnitude do aumento nos surpreendeu", comentou Walker.
Os centros emocionais do cérebro tiveram cerca de 60% mais reações no grupo privado de sono que nos participantes que tinham dormido normalmente.
"É quase como se, com a falta de sono, o cérebro ficasse com uma atividade mais primitiva, com menos capacidade de colocar as experiências emocionais dentro de um contexto e de produzir respostas apropriadas", acrescentou o pesquisador.
Da Efe
Em Washington
Publicado no Portal UOL.
A pesquisa, dirigida por Matthew Walker, do Laboratório de Sono e Neuroimagem da Universidade da Califórnia, mostra as provas do vínculo neural entre a perda ou privação do sono e os transtornos psiquiátricos.
A perda do sono leva a uma conduta emocionalmente irracional, segundo os pesquisadores. Por meio de imagens de ressonância magnética funcionais, eles analisaram o que ocorre nas áreas emocionais do cérebro quando as pessoas não dormem o suficiente.
"O estudo soma elementos para uma lista de benefícios do sono", disse Walker.
"O sono parece restaurar nossos circuitos emocionais no cérebro, e ao fazê-lo, nos prepara para os desafios do dia seguinte e para as interações sociais", acrescentou. "O mais importante desse estudo é que ele mostra os perigos de não dormir o suficiente".
Walker disse que a privação do sono destrói mecanismos que regulam aspectos chave da saúde mental.
"O sono não é um luxo. É uma necessidade biológica e sem ele o indivíduo pode sofrer conseqüências cognitivas e emocionais", explica Walker.
Os pesquisadores dividiram, ao acaso, 26 pessoas saudáveis em dois grupos: um que dormiu normalmente, e outro onde os participantes foram mantidos acordados por cerca de 35 horas.
No dia seguinte, imagens dos cérebros dos participantes foram analisadas. As imagens mediam a atividade das diferentes áreas do cérebro com base no fluxo sangüíneo enquanto eles observavam uma centena de imagens.
As imagens utilizadas foram, inicialmente, neutras, de um ponto de vista emocional, mas gradualmente tornaram-se desagradáveis.
"Havíamos previsto um aumento potencial das reações emocionais do cérebro (nas pessoas privadas de sono), mas a magnitude do aumento nos surpreendeu", comentou Walker.
Os centros emocionais do cérebro tiveram cerca de 60% mais reações no grupo privado de sono que nos participantes que tinham dormido normalmente.
"É quase como se, com a falta de sono, o cérebro ficasse com uma atividade mais primitiva, com menos capacidade de colocar as experiências emocionais dentro de um contexto e de produzir respostas apropriadas", acrescentou o pesquisador.
Da Efe
Em Washington
Publicado no Portal UOL.
Estudo: economia se espalha, mas população segue concentrada
A população brasileira não está acompanhando, ao menos não no mesmo ritmo, o movimento de desconcentração da economia dos grandes centros urbanos em direção a cidades menores, revela um trabalho do Observatório das Metrópoles, centro de estudos ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Dados do IBGE analisados no estudo indicaram que, entre 1999 e 2004, os Grandes Espaços Urbanos Brasileiros (GEUBs) "aumentaram sua participação na população total e perderam participação no PIB".
Entre 38 conglomerados urbanos analisados, 28 apresentaram aumento na população nesses cinco anos, mas apenas 23 ampliaram a sua participação na produção nacional.
Segundo os autores do trabalho, Ricardo Machado Ruiz e Fernando Batista Pereira, ambos ligados ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), isso pode indicar que o processo de expansão das GEUBs "está se exaurindo, pelo menos no que tange as motivações econômicas".
"O primeiro fato a ser notado no que se refere às mudanças no período 1999 a 2004 é que não houve um acirrado movimento de desindustrialização no conjunto dos GEUBs combinado com uma terceirização progressiva, como esperado por muitos", diz o estudo.
Dispersão 'assimétrica'
De acordo com os dados apresentados, esse processo de desconcentração da economia não se resume à transferência de atividades produtivas de grandes centros urbanos para cidades menores, ele também beneficia determinados GEUBs, como Campinas e Palmas, por exemplo.
"A dispersão é muito assimétrica. Umas metrópoles ganham, outras perdem", diz o economista Ricardo Machado Ruiz, um dos autores.
Dessa forma, Florianópolis e Baixada Santista, exemplos de GEUBs que vêm perdendo participação no PIB, não conseguem exercer uma influência significativa para além dos seus limites. Já Porto Velho, Londrina e Maringá "polarizam áreas significativamente maiores do que a sua própria escala de riqueza e população".
Apesar dessas variações, porém, o saldo, diz Ruiz, mostra uma perda da importância econômica dos GEUBs, que não é acompanhada por uma queda populacional significativa. E nesse processo, São Paulo e Rio de Janeiro são perdedores inegáveis.
Segundo dados do IBGE reproduzidos no estudo, em 1999 São Paulo concentrava 10,54% da população nacional e 18,58% do PIB do país. Em 2004, a cidade mantinha praticamente a mesma proporção de brasileiros (10,53%), mas a sua fatia no PIB havia se reduzido a 15,57%. Da mesma forma, o Rio de Janeiro teve uma ligeira queda populacional (de 6,37% para 6,14%) nesses cinco anos, mas seu peso no PIB caiu de 8,21% para 6,78%.
Com a diminuição do PIB e a manutenção ou aumento da população, vem caindo também a renda per capita dos grandes centros prejudicados no processo.
"A população continua migrando para as grandes regiões metropolitanas, mas a riqueza não está crescendo na mesma taxa da população. É mais gente chegando, menos riqueza sendo criada. Isso tem um limite", diz Ruiz.
Em São Paulo, a renda per capita passou de era 76% acima da média nacional, em 1999, para 48% acima, em 2004. O caso do Rio de Janeiro é ainda mais intenso: de 29% acima da média nacional, em 1999, para apenas 10%, em 2004.
Segundo Ricardo Ruiz, as atividades que mais migram são indústria, comércio e serviços, nessa ordem. Apesar da perda da importância relativa dos grandes centros urbanos, o grau de concentração de renda ainda é alto, entre outros fatores, pela grande capacidade tecnológica que detêm - 70% de toda a capacidade nacional, segundo os pesquisadores.
De acordo com o estudo, as cerca de 76 milhões de pessoas (45% da população) que vivem nos grandes aglomeramentos urbanos geravam em 2000 uma renda mensal de R$ 31 bilhões (61% da renda nacional). Por outro lado, os 93 milhões (55%) que estão fora dos chamados GEUBs geraram R$ 19 bilhões (39%).
Carolina Glycerio
Fonte: BBC Brasil
Dados do IBGE analisados no estudo indicaram que, entre 1999 e 2004, os Grandes Espaços Urbanos Brasileiros (GEUBs) "aumentaram sua participação na população total e perderam participação no PIB".
Entre 38 conglomerados urbanos analisados, 28 apresentaram aumento na população nesses cinco anos, mas apenas 23 ampliaram a sua participação na produção nacional.
Segundo os autores do trabalho, Ricardo Machado Ruiz e Fernando Batista Pereira, ambos ligados ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), isso pode indicar que o processo de expansão das GEUBs "está se exaurindo, pelo menos no que tange as motivações econômicas".
"O primeiro fato a ser notado no que se refere às mudanças no período 1999 a 2004 é que não houve um acirrado movimento de desindustrialização no conjunto dos GEUBs combinado com uma terceirização progressiva, como esperado por muitos", diz o estudo.
Dispersão 'assimétrica'
De acordo com os dados apresentados, esse processo de desconcentração da economia não se resume à transferência de atividades produtivas de grandes centros urbanos para cidades menores, ele também beneficia determinados GEUBs, como Campinas e Palmas, por exemplo.
"A dispersão é muito assimétrica. Umas metrópoles ganham, outras perdem", diz o economista Ricardo Machado Ruiz, um dos autores.
Dessa forma, Florianópolis e Baixada Santista, exemplos de GEUBs que vêm perdendo participação no PIB, não conseguem exercer uma influência significativa para além dos seus limites. Já Porto Velho, Londrina e Maringá "polarizam áreas significativamente maiores do que a sua própria escala de riqueza e população".
Apesar dessas variações, porém, o saldo, diz Ruiz, mostra uma perda da importância econômica dos GEUBs, que não é acompanhada por uma queda populacional significativa. E nesse processo, São Paulo e Rio de Janeiro são perdedores inegáveis.
Segundo dados do IBGE reproduzidos no estudo, em 1999 São Paulo concentrava 10,54% da população nacional e 18,58% do PIB do país. Em 2004, a cidade mantinha praticamente a mesma proporção de brasileiros (10,53%), mas a sua fatia no PIB havia se reduzido a 15,57%. Da mesma forma, o Rio de Janeiro teve uma ligeira queda populacional (de 6,37% para 6,14%) nesses cinco anos, mas seu peso no PIB caiu de 8,21% para 6,78%.
Com a diminuição do PIB e a manutenção ou aumento da população, vem caindo também a renda per capita dos grandes centros prejudicados no processo.
"A população continua migrando para as grandes regiões metropolitanas, mas a riqueza não está crescendo na mesma taxa da população. É mais gente chegando, menos riqueza sendo criada. Isso tem um limite", diz Ruiz.
Em São Paulo, a renda per capita passou de era 76% acima da média nacional, em 1999, para 48% acima, em 2004. O caso do Rio de Janeiro é ainda mais intenso: de 29% acima da média nacional, em 1999, para apenas 10%, em 2004.
Segundo Ricardo Ruiz, as atividades que mais migram são indústria, comércio e serviços, nessa ordem. Apesar da perda da importância relativa dos grandes centros urbanos, o grau de concentração de renda ainda é alto, entre outros fatores, pela grande capacidade tecnológica que detêm - 70% de toda a capacidade nacional, segundo os pesquisadores.
De acordo com o estudo, as cerca de 76 milhões de pessoas (45% da população) que vivem nos grandes aglomeramentos urbanos geravam em 2000 uma renda mensal de R$ 31 bilhões (61% da renda nacional). Por outro lado, os 93 milhões (55%) que estão fora dos chamados GEUBs geraram R$ 19 bilhões (39%).
Carolina Glycerio
Fonte: BBC Brasil
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
OCDE: Brasil é uma das grandes economias emergentes
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera o Brasil "uma das grandes economias emergentes e líderes do mundo", disse nesta segunda-feira (22) o vice-secretário geral Aart Jan de Geus. Segundo ele, o Brasil está entrando em uma "segunda fase" no processo de reformas, sendo que a primeira fase englobou a estabilidade macroeconômica e o controle do Orçamento.
O desafio principal agora, segundo Jan de Geus, afeta em maior ou menor grau países do mundo inteiro e diz respeito à descentralização do Estado e a como fazer com que esse Estado seja mais eficiente. Para ele, o Brasil compartilha hoje os valores democráticos da OCDE, que agora quer mais engajamento do País em seus projetos.
Jan de Geus citou as iniciativas de concessões na área de transportes como "um excelente exemplo das reformas do Brasil na segunda fase". Segundo ele, "isso foi feito com excelente liderança política e é um exemplo para muitos países da OCDE". Ele participou do Fórum Global "Modernizando o governo: estratégias e ferramentas para a mudança", realizado hoje no Rio.
O vice-secretário geral disse que programas de aceleração do crescimento são muito importantes para o crescimento sustentado de países da América Latina, assim como a negociação com diversos setores da sociedade e a governança do setor público. "A governança publica não é resposta para tudo, mas sem ela o crescimento não será sustentável.
Ele salientou também a importância de que países que estão modernizando e reformando o Estado façam medições transparentes de desempenho das reformas para a sociedade, para enfrentar as inevitáveis resistências às mudanças nas aposentadorias e na educação, por exemplo. Para Aart de Geus, o grande desafio dos governos hoje é se adaptar à nova realidade da globalização, restrição de recursos, questões ambientais e demográficas.
Fonte: Agência Estado
O desafio principal agora, segundo Jan de Geus, afeta em maior ou menor grau países do mundo inteiro e diz respeito à descentralização do Estado e a como fazer com que esse Estado seja mais eficiente. Para ele, o Brasil compartilha hoje os valores democráticos da OCDE, que agora quer mais engajamento do País em seus projetos.
Jan de Geus citou as iniciativas de concessões na área de transportes como "um excelente exemplo das reformas do Brasil na segunda fase". Segundo ele, "isso foi feito com excelente liderança política e é um exemplo para muitos países da OCDE". Ele participou do Fórum Global "Modernizando o governo: estratégias e ferramentas para a mudança", realizado hoje no Rio.
O vice-secretário geral disse que programas de aceleração do crescimento são muito importantes para o crescimento sustentado de países da América Latina, assim como a negociação com diversos setores da sociedade e a governança do setor público. "A governança publica não é resposta para tudo, mas sem ela o crescimento não será sustentável.
Ele salientou também a importância de que países que estão modernizando e reformando o Estado façam medições transparentes de desempenho das reformas para a sociedade, para enfrentar as inevitáveis resistências às mudanças nas aposentadorias e na educação, por exemplo. Para Aart de Geus, o grande desafio dos governos hoje é se adaptar à nova realidade da globalização, restrição de recursos, questões ambientais e demográficas.
Fonte: Agência Estado
Situação de vulnerabilidade dos jovens brasileiros
* Há cerca de 60 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, correspondendo 33% da população geral (IBGE/PNAD, 2004).
* 90% das crianças brasileiras até 3 anos não freqüentam creche e, dos 4 aos 6 anos, apenas 55% estão na pré-escola (Unicef, 2006)
* 932 municípios identificados como territórios de exploração sexual de crianças e adolescentes (UnB, 2004).
* Há 1,9 milhão de crianças e adolescentes entre 5 a 14 anos em trabalho infantil (IBGE/PNAD, 2004)
* 70% das mortes entre 10 a 19 anos são por violência, prevalecendo 34% de homicídios, num total de 8.045 óbitos em 2004 (Unicef, 2006)
* Há estimativa de 120 mil crianças e adolescentes abrigados (MDS, 2006), sendo 24% por motivo de pobreza 20% com mais de 6 anos de abrigagem (IPEA, 2004).Adolescentes internos no Sistema Febem, dados SEDH/IPEA, 2002
* 80% dos internos têm renda familiar inferior a dois salários mínimos
* 51% não freqüentavam a escola
* 49% não trabalhavam
* Mais de 60% negros
* 90% homens e 10% mulheres
* A estimativa é de 60 mil adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, com 15 mil na internação e 45 mil em meio aberto (SEDH, 2006)
* Crescimento de 363% no ingresso de adolescentes em internação entre 1996 a 2006
* Déficit de cerca de 3 mil vagas no sistema socioeducativo
* Mais de 600 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em cadeias públicas
*60% das capitais não têm programas municipais em meio aberto
Fonte: Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
* 90% das crianças brasileiras até 3 anos não freqüentam creche e, dos 4 aos 6 anos, apenas 55% estão na pré-escola (Unicef, 2006)
* 932 municípios identificados como territórios de exploração sexual de crianças e adolescentes (UnB, 2004).
* Há 1,9 milhão de crianças e adolescentes entre 5 a 14 anos em trabalho infantil (IBGE/PNAD, 2004)
* 70% das mortes entre 10 a 19 anos são por violência, prevalecendo 34% de homicídios, num total de 8.045 óbitos em 2004 (Unicef, 2006)
* Há estimativa de 120 mil crianças e adolescentes abrigados (MDS, 2006), sendo 24% por motivo de pobreza 20% com mais de 6 anos de abrigagem (IPEA, 2004).Adolescentes internos no Sistema Febem, dados SEDH/IPEA, 2002
* 80% dos internos têm renda familiar inferior a dois salários mínimos
* 51% não freqüentavam a escola
* 49% não trabalhavam
* Mais de 60% negros
* 90% homens e 10% mulheres
* A estimativa é de 60 mil adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, com 15 mil na internação e 45 mil em meio aberto (SEDH, 2006)
* Crescimento de 363% no ingresso de adolescentes em internação entre 1996 a 2006
* Déficit de cerca de 3 mil vagas no sistema socioeducativo
* Mais de 600 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em cadeias públicas
*60% das capitais não têm programas municipais em meio aberto
Fonte: Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
Levantamento do MEC sobre superdotação
De acordo com o Censo do MEC (2005), o número de estudantes identificados com altas habilidades / superdotação é de 1.928 jovens. Desses, 93% estão na rede pública de ensino e 7% na privada.
Conceitos de Altas Habilidades e Superdotação defendidos pelo MEC: A definição de superdotação que consta nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Ministério da Educação, 2001) e que é adotada por alguns programas brasileiros, considera crianças superdotadas e talentosas as que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para as artes e capacidade psicomotora.
Propõem uma concepção de superdotação denominada concepção dos três anéis, que afirma ser a superdotação é o resultado da interação de três fatores de comportamento:
(1) Habilidade acima da média envolvendo duas dimensões:
a) habilidades gerais, que consistem na capacidade de processar informações, de integrar experiências que resultem em respostas apropriadas e adequadas a novas situações e na capacidade de se engajar em novas situações e;
b) habilidades específicas, que consistem na capacidade de adquirir conhecimento, prática e habilidades para atuar em uma ou mais atividades de uma área específica.
(2) Motivação ou envolvimento com a tarefa, refere-se a uma forma refinada e direcionada de motivação, uma energia canalizada para uma tarefa em particular ou uma área específica. Algumas palavras freqüentemente usadas para definir o envolvimento com a tarefa são perseverança, persistência, trabalho duro, dedicação e autoconfiança e;
(3) Criatividade, envolvendo aspectos que geralmente aparecem juntos na literatura: fluência, flexibilidade e originalidade de pensamento e, ainda, abertura a novas experiências, curiosidade, sensibilidade e coragem para correr riscos.
De acordo com essa concepção, a criatividade não está, exclusivamente, relacionada à área artística, mas a qualquer área de interesse do aluno. Acredita-se que o desenvolvimento da criatividade e da motivação dentro da área de interesse e ou de habilidade do estudante, vem ampliar as possibilidades de que o aluno venha a ter sucesso e satisfação pessoal. É importante ressaltar que, nesta definição, os três anéis não precisam estar presentes ao mesmo tempo e nem na mesma intensidade, mas é necessário que interajam em algum grau para que possa resultar em um alto nível de produtividade.
Conceitos de Altas Habilidades e Superdotação defendidos pelo MEC: A definição de superdotação que consta nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Ministério da Educação, 2001) e que é adotada por alguns programas brasileiros, considera crianças superdotadas e talentosas as que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para as artes e capacidade psicomotora.
Propõem uma concepção de superdotação denominada concepção dos três anéis, que afirma ser a superdotação é o resultado da interação de três fatores de comportamento:
(1) Habilidade acima da média envolvendo duas dimensões:
a) habilidades gerais, que consistem na capacidade de processar informações, de integrar experiências que resultem em respostas apropriadas e adequadas a novas situações e na capacidade de se engajar em novas situações e;
b) habilidades específicas, que consistem na capacidade de adquirir conhecimento, prática e habilidades para atuar em uma ou mais atividades de uma área específica.
(2) Motivação ou envolvimento com a tarefa, refere-se a uma forma refinada e direcionada de motivação, uma energia canalizada para uma tarefa em particular ou uma área específica. Algumas palavras freqüentemente usadas para definir o envolvimento com a tarefa são perseverança, persistência, trabalho duro, dedicação e autoconfiança e;
(3) Criatividade, envolvendo aspectos que geralmente aparecem juntos na literatura: fluência, flexibilidade e originalidade de pensamento e, ainda, abertura a novas experiências, curiosidade, sensibilidade e coragem para correr riscos.
De acordo com essa concepção, a criatividade não está, exclusivamente, relacionada à área artística, mas a qualquer área de interesse do aluno. Acredita-se que o desenvolvimento da criatividade e da motivação dentro da área de interesse e ou de habilidade do estudante, vem ampliar as possibilidades de que o aluno venha a ter sucesso e satisfação pessoal. É importante ressaltar que, nesta definição, os três anéis não precisam estar presentes ao mesmo tempo e nem na mesma intensidade, mas é necessário que interajam em algum grau para que possa resultar em um alto nível de produtividade.
Curiosidades
*O professor de música de Beethoven uma vez disse que, como compositor, ele era "sem esperança".
* Isaac Newton, que descobriu o cálculo, desenvolveu a teoria da gravitação universal e originou as três leis do movimento, tirava notas baixas na escola.
*Albert Eisntein tinha dificuldades de ler e soletrar e foi reprovado em matemática.
*John Kennedy recebia em seus boletins constantes observações de "baixo rendimento" e tinha dificuldades em soletrar.
*Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal porque ele "não tinha boas idéias e rabiscava demais".
*Dr. Robert Jarvick foi rejeitado por 15 escolas americanas de medicina. Ele inventou o coração artificial.
*Thomas Edison, que além da lâmpada elétrica inventou a locomotiva elétrica, o fonógrafo ( que virou o gravador ), o telégrafo e o projetor de cinema foi um mau aluno, pouco assíduo e dessinteressado. Saiu da escola e foi alfabetizado pela mãe.
Fonte: Associação Brasileira para Altas Habilidades (ABAHSD).
* Isaac Newton, que descobriu o cálculo, desenvolveu a teoria da gravitação universal e originou as três leis do movimento, tirava notas baixas na escola.
*Albert Eisntein tinha dificuldades de ler e soletrar e foi reprovado em matemática.
*John Kennedy recebia em seus boletins constantes observações de "baixo rendimento" e tinha dificuldades em soletrar.
*Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal porque ele "não tinha boas idéias e rabiscava demais".
*Dr. Robert Jarvick foi rejeitado por 15 escolas americanas de medicina. Ele inventou o coração artificial.
*Thomas Edison, que além da lâmpada elétrica inventou a locomotiva elétrica, o fonógrafo ( que virou o gravador ), o telégrafo e o projetor de cinema foi um mau aluno, pouco assíduo e dessinteressado. Saiu da escola e foi alfabetizado pela mãe.
Fonte: Associação Brasileira para Altas Habilidades (ABAHSD).
Comportamentos específicos de altas habilidades
Características Comportamentais Gerais:
• Muitos aprendem a ler mais cedo do que as crianças de sua idade, apresentando uma melhor compreencão das nuances da linguagem... é frequente que leiam com maior rapidez, mais intensidade e apresentam vocabulários amplos.
• Geralmente aprendem habilidades básicas melhor mais rapidamente, e com menor número de exercícios práticos.
• Frequentemente são capazes de identificar e interpretar dicas não verbais, elaborando interferências que outras crianças dependem de adultos para fazer.
• Têm menor aceitação de “verdades prontas”, buscando “os comos” e os “porquês”;
• Apresentam melhor habilidades de trabalho independente, mais cedo e por períodos de tempo mais longos que outras crianças.
• Podem manter períodos de concentração e atenção longos do que seus.
• Seus interesses são, frequentemente, tanto amplamente ecléticos como intensamente focalizados.
• Frequentemente apresentam energia interminável, que às vezes conduz a um diagnóstico errôneo de “hiperatividade”’.
• São geralmente capazes de responder e de se relacionar bem com os pais, professores e outros adultos. Eles podem preferir a companhia de crianças mais velhas e de adultos. Ao invés da companhia de seus colegas da mesma idade.
• Eles são sempre motivados a examinar aquilo que é bem comum, sendo altamente inquisitivos (fazem muitas perguntas, buscando compreensão do fenômeno).
Fonte: Associação Brasileira para Altas Habilidades (ABAHSD).
• Muitos aprendem a ler mais cedo do que as crianças de sua idade, apresentando uma melhor compreencão das nuances da linguagem... é frequente que leiam com maior rapidez, mais intensidade e apresentam vocabulários amplos.
• Geralmente aprendem habilidades básicas melhor mais rapidamente, e com menor número de exercícios práticos.
• Frequentemente são capazes de identificar e interpretar dicas não verbais, elaborando interferências que outras crianças dependem de adultos para fazer.
• Têm menor aceitação de “verdades prontas”, buscando “os comos” e os “porquês”;
• Apresentam melhor habilidades de trabalho independente, mais cedo e por períodos de tempo mais longos que outras crianças.
• Podem manter períodos de concentração e atenção longos do que seus.
• Seus interesses são, frequentemente, tanto amplamente ecléticos como intensamente focalizados.
• Frequentemente apresentam energia interminável, que às vezes conduz a um diagnóstico errôneo de “hiperatividade”’.
• São geralmente capazes de responder e de se relacionar bem com os pais, professores e outros adultos. Eles podem preferir a companhia de crianças mais velhas e de adultos. Ao invés da companhia de seus colegas da mesma idade.
• Eles são sempre motivados a examinar aquilo que é bem comum, sendo altamente inquisitivos (fazem muitas perguntas, buscando compreensão do fenômeno).
Fonte: Associação Brasileira para Altas Habilidades (ABAHSD).
Droga de elite
Com boa pontuação na USP, preferiu pedagogia -e voltaram a dizer que Giovani deveria ser desequilibrado
Giovanni Ferreira é um exemplo de como pode ser difícil a vida de um superdotado. Filho de pais analfabetos, nascido no interior de Minas Gerais, ele não só era chamado de deficiente mental pelos seus professores como, com freqüência, era punido por seu comportamento. Quando os castigos já não funcionavam, Giovani foi encaminhado para internação psiquiátrica e foi aí que perceberam que seu único problema era ter uma inteligência muito acima da média -e essa era a razão da dificuldade de lidar com a rotina escolar. "Na escola, eu sempre tive de fingir."
Aos oito anos, montou uma estação de rádio de ondas curtas e tornou-se um radioamador -apenas lendo um manual da Marinha dos Estados Unidos, depois de ter aprendido inglês lendo uns poucos livros e ouvindo a BBC. Veio para São Paulo, passou com alta pontuação no vestibular da USP e poderia entrar em qualquer curso, inclusive medicina. Preferiu pedagogia -e muitos voltaram a dizer que Giovani deveria ser mesmo desequilibrado.
Como sempre adorou informática, criou, logo no primeiro semestre do curso, um método de leitura em braille pela internet, adotado pela Unesco. Nem com todas as conquistas se sentia acolhido em sala de aula. "As pessoas acham que os superdotados vão se dar bem na vida, mas a maioria se deprime com a incompreensão." Essa depressão significa, muitas vezes, drogas e violência.
Um sinal da incompreensão é a burocracia para que ele tire seu diploma na graduação. Não conseguia freqüentar com assiduidade. Precisava, por exemplo, ir às aulas sobre o método braille, que queria conhecer melhor apesar de já ter feito a invenção na rede. Por causa das faltas, o diploma não sai. Nem o interesse da pós-graduação da Escola Politécnica da USP em atraí-lo diminui as dificuldades de ordem burocrática.
O caso Giovani, apresentado na sexta-feira passada num seminário sobre superlotação e altas habilidades, é um dos ângulos relevantes no debate sobre a violência no Brasil, provocado ainda mais pelo filme "Tropa de Elite".
Um dos pontos do filme que mais suscitaram polêmica foi o fato de os jovens de maior poder aquisitivo manterem o comércio de drogas.
Esse fato traduz-se em estatísticas do estudo que vem sendo feito pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, um dos maiores especialistas brasileiros em questões sociais. Aproveitando a onda levantada pelo filme -e com uma ponta de ironia-, o economista batiza o estudo de "Droga de Elite".
O problema da violência, de fato, não é a droga, cujo comércio, acertadamente mostra o filme, é bancado pelos mais ricos. O problema é a falta de perspectiva. Se, num passe de mágica, conseguíssemos fazer com que ninguém cheirasse cocaína ou fumasse maconha, as periferias não passariam a viver em calmaria. As quadrilhas iriam mudar de foco. E, talvez, fizessem coisas ainda mais ameaçadoras como roubos e seqüestros.
O maior desperdício brasileiro é o desperdício de talentos -uma parte deles, além de não produzir nada, ainda vai para o crime. De acordo com as estatísticas do seminário, devem existir no Brasil 5% de pessoas com potencial para altas habilidades -os tais superdotados.
Deixe-me traduzir: temos atualmente 60 milhões de crianças e adolescentes, o que significaria que 3 milhões seriam notáveis cantores, médicos, engenheiros, artistas plásticos -e por aí vai. Seus talentos não despertam porque esses jovens não têm estímulo nem na escola nem na família -a maioria deles acaba se acomodando numa vida medíocre.
Há projetos brasileiros, como o Ismart, que caçam talentos entre os mais pobres, matriculando-os nas melhores escolas privadas. Os jovens conseguem rapidamente recuperar o tempo perdido e encontrar uma vocação. Vemos como conseguem brilhar, como se abrissem a janela de um quarto escuro.
Mas o que acontece ao superdotado se estiver num ambiente que convida seu espírito empreendedor e sua inteligência não para tocar em concertos, pintar quadros, fazer neurocirurgias, mas para entrar na indústria do crime?
Por qualquer número que se examine -jovens nas periferia, taxa de escolaridade ou de emprego-, vê-se a brutal dimensão da marginalidade. Temos 7 milhões de jovens que nem estudam nem trabalham. Segundo as estatísticas, entre eles, teríamos 350 mil supertalentosos.
O pior é que, para muito deles, como alertou Giovani, o talento é mais uma fonte de ressentimento, porque são chamados de burros na escola ou pela família. Sua inteligência é, todavia, aceita nas quadrilhas que exigem destreza. É claro que essas histórias sempre acabam mal.
Em se tratando de violência, a discussão mais relevante não é a legalização das drogas, mas a abertura de mais espaços para os jovens a fim de que tenham perspectiva e, assim, possam apostar no futuro. Um país que joga fora quase 3 milhões de seres altamente talentosos só pode ter uma droga de elite.
Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.
Giovanni Ferreira é um exemplo de como pode ser difícil a vida de um superdotado. Filho de pais analfabetos, nascido no interior de Minas Gerais, ele não só era chamado de deficiente mental pelos seus professores como, com freqüência, era punido por seu comportamento. Quando os castigos já não funcionavam, Giovani foi encaminhado para internação psiquiátrica e foi aí que perceberam que seu único problema era ter uma inteligência muito acima da média -e essa era a razão da dificuldade de lidar com a rotina escolar. "Na escola, eu sempre tive de fingir."
Aos oito anos, montou uma estação de rádio de ondas curtas e tornou-se um radioamador -apenas lendo um manual da Marinha dos Estados Unidos, depois de ter aprendido inglês lendo uns poucos livros e ouvindo a BBC. Veio para São Paulo, passou com alta pontuação no vestibular da USP e poderia entrar em qualquer curso, inclusive medicina. Preferiu pedagogia -e muitos voltaram a dizer que Giovani deveria ser mesmo desequilibrado.
Como sempre adorou informática, criou, logo no primeiro semestre do curso, um método de leitura em braille pela internet, adotado pela Unesco. Nem com todas as conquistas se sentia acolhido em sala de aula. "As pessoas acham que os superdotados vão se dar bem na vida, mas a maioria se deprime com a incompreensão." Essa depressão significa, muitas vezes, drogas e violência.
Um sinal da incompreensão é a burocracia para que ele tire seu diploma na graduação. Não conseguia freqüentar com assiduidade. Precisava, por exemplo, ir às aulas sobre o método braille, que queria conhecer melhor apesar de já ter feito a invenção na rede. Por causa das faltas, o diploma não sai. Nem o interesse da pós-graduação da Escola Politécnica da USP em atraí-lo diminui as dificuldades de ordem burocrática.
O caso Giovani, apresentado na sexta-feira passada num seminário sobre superlotação e altas habilidades, é um dos ângulos relevantes no debate sobre a violência no Brasil, provocado ainda mais pelo filme "Tropa de Elite".
Um dos pontos do filme que mais suscitaram polêmica foi o fato de os jovens de maior poder aquisitivo manterem o comércio de drogas.
Esse fato traduz-se em estatísticas do estudo que vem sendo feito pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, um dos maiores especialistas brasileiros em questões sociais. Aproveitando a onda levantada pelo filme -e com uma ponta de ironia-, o economista batiza o estudo de "Droga de Elite".
O problema da violência, de fato, não é a droga, cujo comércio, acertadamente mostra o filme, é bancado pelos mais ricos. O problema é a falta de perspectiva. Se, num passe de mágica, conseguíssemos fazer com que ninguém cheirasse cocaína ou fumasse maconha, as periferias não passariam a viver em calmaria. As quadrilhas iriam mudar de foco. E, talvez, fizessem coisas ainda mais ameaçadoras como roubos e seqüestros.
O maior desperdício brasileiro é o desperdício de talentos -uma parte deles, além de não produzir nada, ainda vai para o crime. De acordo com as estatísticas do seminário, devem existir no Brasil 5% de pessoas com potencial para altas habilidades -os tais superdotados.
Deixe-me traduzir: temos atualmente 60 milhões de crianças e adolescentes, o que significaria que 3 milhões seriam notáveis cantores, médicos, engenheiros, artistas plásticos -e por aí vai. Seus talentos não despertam porque esses jovens não têm estímulo nem na escola nem na família -a maioria deles acaba se acomodando numa vida medíocre.
Há projetos brasileiros, como o Ismart, que caçam talentos entre os mais pobres, matriculando-os nas melhores escolas privadas. Os jovens conseguem rapidamente recuperar o tempo perdido e encontrar uma vocação. Vemos como conseguem brilhar, como se abrissem a janela de um quarto escuro.
Mas o que acontece ao superdotado se estiver num ambiente que convida seu espírito empreendedor e sua inteligência não para tocar em concertos, pintar quadros, fazer neurocirurgias, mas para entrar na indústria do crime?
Por qualquer número que se examine -jovens nas periferia, taxa de escolaridade ou de emprego-, vê-se a brutal dimensão da marginalidade. Temos 7 milhões de jovens que nem estudam nem trabalham. Segundo as estatísticas, entre eles, teríamos 350 mil supertalentosos.
O pior é que, para muito deles, como alertou Giovani, o talento é mais uma fonte de ressentimento, porque são chamados de burros na escola ou pela família. Sua inteligência é, todavia, aceita nas quadrilhas que exigem destreza. É claro que essas histórias sempre acabam mal.
Em se tratando de violência, a discussão mais relevante não é a legalização das drogas, mas a abertura de mais espaços para os jovens a fim de que tenham perspectiva e, assim, possam apostar no futuro. Um país que joga fora quase 3 milhões de seres altamente talentosos só pode ter uma droga de elite.
Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.
Você é superdotado?
Foi concluído neste mês estudo mostrando que cerca de 18% de estudantes de duas escolas municipais em bairros pobres da cidade de São Paulo são superdotados. Mas o que são superdotados? Esqueça o que você sabe ou pensa que sabe sobre o assunto.
Há um esforço entre especialistas de desmistificar o superdotado, que se associa à figura do gênio, desses que tocam piano excepcionalmente bem aos cinco anos de idade ou resolvem precocemente equações matemáticas. O conceito mais apropriado é o de alta habilidade. São estudantes com habilidades acima da média em artes, matemática, ciências, liderança, esportes ou português. Valorizam-se, assim, as mais diferentes habilidades, porque, na verdade, existem diferentes tipos inteligências.
Existem aqui vários problemas pela falta de conhecimento sobre altas habilidades. O mais óbvio deles é como as escolas, especialmente as públicas, não sabem identificar os superdotados. Nem muito menos como ajudá-los.
Como, muitas vezes, os altamente habilidosos não suportam a rotina escolar, eles são desprezados e punidos. E, não raro, tratados com antidepressivos. É comum superdotados serem hiperativos ou terem distúrbio de atenção.
Por causa da péssima educação pública, nosso maior desperdício é o de talentos em geral. Isso se torna ainda mais grave diante dessa multidão de indivíduos que nasceram como uma altíssima propensão ao talento. O que, se estatística estiver correta, estamos falando de cerca de 10 milhões de estudantes. Jogamos fora o que temos de melhor - e, não raro, alguns deles são recrutados pelo o que existe de pior.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
Há um esforço entre especialistas de desmistificar o superdotado, que se associa à figura do gênio, desses que tocam piano excepcionalmente bem aos cinco anos de idade ou resolvem precocemente equações matemáticas. O conceito mais apropriado é o de alta habilidade. São estudantes com habilidades acima da média em artes, matemática, ciências, liderança, esportes ou português. Valorizam-se, assim, as mais diferentes habilidades, porque, na verdade, existem diferentes tipos inteligências.
Existem aqui vários problemas pela falta de conhecimento sobre altas habilidades. O mais óbvio deles é como as escolas, especialmente as públicas, não sabem identificar os superdotados. Nem muito menos como ajudá-los.
Como, muitas vezes, os altamente habilidosos não suportam a rotina escolar, eles são desprezados e punidos. E, não raro, tratados com antidepressivos. É comum superdotados serem hiperativos ou terem distúrbio de atenção.
Por causa da péssima educação pública, nosso maior desperdício é o de talentos em geral. Isso se torna ainda mais grave diante dessa multidão de indivíduos que nasceram como uma altíssima propensão ao talento. O que, se estatística estiver correta, estamos falando de cerca de 10 milhões de estudantes. Jogamos fora o que temos de melhor - e, não raro, alguns deles são recrutados pelo o que existe de pior.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
domingo, 21 de outubro de 2007
Classificação de Superdotação, segundo o Conselho Brasileiro para Superdotação:
Precoce: a criança que apresenta alguma habilidade específica prematuramente desenvolvida em qualquer área do conhecimento, seja na música, na matemática, na linguagem ou na leitura.
“Criança prodígio”: para sugerir algo extremo, raro e único, fora do curso normal da natureza. Um exemplo seria Wolfgang Amadeus Mozart, que começou a tocar piano aos três anos de idade. Aos quatro anos, sem orientação formal, já aprendia peças com rapidez, e aos sete já compunha regularmente e se apresentava nos principais salões da Europa.
Gênios: Mozart, assim como Einstein, Gandhi, Freud e Portinari, entre outros mestres, são ainda exemplos de gênios, termo este reservado para aqueles que deram contribuições extraordinárias à humanidade. São aqueles raros indivíduos que, até entre os extraordinários, se destacam e deixam sua marca na história.
Superdotação ou altas habilidades: As habilidades apresentadas pelas pessoas aqui citadas, tenham sido elas precoces, prodígios ou gênios podem ser enquadradas em um termo mais amplo, que é a superdotação ou altas habilidades.
O superdotado/talentoso/portador de altas habilidades é aquele indivíduo que, quando comparado à população geral, apresenta uma habilidade significativamente superior em alguma área do conhecimento, podendo se destacar em uma ou várias áreas:
Acadêmica: tira boas notas em algumas matérias na escola – não necessariamente em todas – tem facilidade com as abstrações, compreensão rápida das coisas, demonstra facilidade em memorizar etc.
Criativa: é curioso, imaginativo, gosta de brincar com idéias, tem respostas bem humoradas e diferentes do usual.
Liderança: é cooperativo, gosta de liderar os que estão a seu redor, é sociável e prefere não estar só.
Artística: habilidade em expressar sentimentos, pensamentos e humores através da arte, dança, teatro ou música.
Psicomotora: Habilidade em esportes e atividades que requeiram o uso do corpo ou parte dele; boa coordenação psicomotora.
Motivação: torna-se totalmente envolvido pela atividade do seu interesse, resiste à interrupção, facilmente se chateia com tarefas de rotina, se esforça para atingir a perfeição, e necessita pequena motivação externa para completar um trabalho percebido como estimulante.
“Criança prodígio”: para sugerir algo extremo, raro e único, fora do curso normal da natureza. Um exemplo seria Wolfgang Amadeus Mozart, que começou a tocar piano aos três anos de idade. Aos quatro anos, sem orientação formal, já aprendia peças com rapidez, e aos sete já compunha regularmente e se apresentava nos principais salões da Europa.
Gênios: Mozart, assim como Einstein, Gandhi, Freud e Portinari, entre outros mestres, são ainda exemplos de gênios, termo este reservado para aqueles que deram contribuições extraordinárias à humanidade. São aqueles raros indivíduos que, até entre os extraordinários, se destacam e deixam sua marca na história.
Superdotação ou altas habilidades: As habilidades apresentadas pelas pessoas aqui citadas, tenham sido elas precoces, prodígios ou gênios podem ser enquadradas em um termo mais amplo, que é a superdotação ou altas habilidades.
O superdotado/talentoso/portador de altas habilidades é aquele indivíduo que, quando comparado à população geral, apresenta uma habilidade significativamente superior em alguma área do conhecimento, podendo se destacar em uma ou várias áreas:
Acadêmica: tira boas notas em algumas matérias na escola – não necessariamente em todas – tem facilidade com as abstrações, compreensão rápida das coisas, demonstra facilidade em memorizar etc.
Criativa: é curioso, imaginativo, gosta de brincar com idéias, tem respostas bem humoradas e diferentes do usual.
Liderança: é cooperativo, gosta de liderar os que estão a seu redor, é sociável e prefere não estar só.
Artística: habilidade em expressar sentimentos, pensamentos e humores através da arte, dança, teatro ou música.
Psicomotora: Habilidade em esportes e atividades que requeiram o uso do corpo ou parte dele; boa coordenação psicomotora.
Motivação: torna-se totalmente envolvido pela atividade do seu interesse, resiste à interrupção, facilmente se chateia com tarefas de rotina, se esforça para atingir a perfeição, e necessita pequena motivação externa para completar um trabalho percebido como estimulante.
sábado, 20 de outubro de 2007
Perdãoterapia
Extraído do Livro Lições para a Felicidade - Divaldo Franco/Joana de Ângelis
A infelicidade, que se vive na Terra, é sempre decorrência da conduta que cada qual se permite, gerando os fatores que produzem dor e aflição, quando se poderia desfrutar dos inimagináveis recursos com que Deus provê a vida, dando-lhe beleza e harmonia.
O ser humano, porém, dominado pelas paixões de que não se deseja libertar, senão a golpes de ásperos sofrimentos, cultiva ódios injustificáveis, ressentimentos amargos, anseios de revides perversos... Esses inimigos, que residem no âmago do ser, agem contra os equipamentos celulares, envenenando-os com as suas toxinas morbíficas e contínuas ondas mentais de desequilíbrio e acrimônia.
Disso resulta a queda das resistências no sistemas imunológico, surgindo concomitantemente os distúrbios na pressão arterial, as arritimias, os problemas gastrointestinais, as variações de humor sempre para negativo, as perturbações nervosas, quase todos resultados de somatizações enfermiças e de sintonias com Espíritos levianos e perversos que pululam à volta dos seres humanos.
Mantendo esses propósitos infelizes, mais se lhes acentuam os transtornos orgânicos e emocionais, derrapando em auto-obsessão e em obsessões variadas pela viciação mental e intercâmbio espiritual negativo.
Uma única alternativa, porém, existe, para que se possa adquirir a paz, portanto, marchar na direção da felicidade que a lei de Deus proporciona àqueles que se comportam conforme esses soberanos códigos. Este valioso instrumento é o perdão, com sincero desejo de renovação e da felicidade do seu adversário, deixando-o seguir adiante, enquanto a si mesmo se propõe esquecimento do motivo do ressentimento e do rancor.
Quando alguém perdoa, elimina alta carga doentia de vibrações no organismo, passando a gerar outro tipo de energia que procede da mente e se transforma em estímulos para a aparelhagem de que se constitui.
O ódio é morbo cruel que degenera aquele que o produz, alcançando, não poucas vezes, aquele outro contra quem é direcionada a carga deletéria.
Compreendendo-se que todos têm o direito de errar e pensar mal uns dos outros, o que certamente não deveriam, mas cuja ocorrência é freqüente, qual sucede ao próprio indivíduo em relação ao seu próximo, esse raciocínio já diminui a carga da animosidade mantida contra o outro, o adversário real ou imaginário.
Desculpando-o sinceramente e procurando apagar os sentimentos contraditórios que permanecem na mente e na emoção, o perdão faz-se automáticoe o bem-estar preenche imenso espaço antes ocupado pelas emoções contraditórias do ódio, da mágoa e da vingança...
O perdão funciona como bálsamo sobre a ferida que foi aberta pela agressão do outro e, ao mesmo tempo, como resposta ao ódio que foi desencadeado, suavizando a dor do golpe experimentado.
Quem perdoa, conquista-se e engrandece-se, proporcionando oportunidade de arrependimento e de recuperação ao ofensor.
A infelicidade, que se vive na Terra, é sempre decorrência da conduta que cada qual se permite, gerando os fatores que produzem dor e aflição, quando se poderia desfrutar dos inimagináveis recursos com que Deus provê a vida, dando-lhe beleza e harmonia.
O ser humano, porém, dominado pelas paixões de que não se deseja libertar, senão a golpes de ásperos sofrimentos, cultiva ódios injustificáveis, ressentimentos amargos, anseios de revides perversos... Esses inimigos, que residem no âmago do ser, agem contra os equipamentos celulares, envenenando-os com as suas toxinas morbíficas e contínuas ondas mentais de desequilíbrio e acrimônia.
Disso resulta a queda das resistências no sistemas imunológico, surgindo concomitantemente os distúrbios na pressão arterial, as arritimias, os problemas gastrointestinais, as variações de humor sempre para negativo, as perturbações nervosas, quase todos resultados de somatizações enfermiças e de sintonias com Espíritos levianos e perversos que pululam à volta dos seres humanos.
Mantendo esses propósitos infelizes, mais se lhes acentuam os transtornos orgânicos e emocionais, derrapando em auto-obsessão e em obsessões variadas pela viciação mental e intercâmbio espiritual negativo.
Uma única alternativa, porém, existe, para que se possa adquirir a paz, portanto, marchar na direção da felicidade que a lei de Deus proporciona àqueles que se comportam conforme esses soberanos códigos. Este valioso instrumento é o perdão, com sincero desejo de renovação e da felicidade do seu adversário, deixando-o seguir adiante, enquanto a si mesmo se propõe esquecimento do motivo do ressentimento e do rancor.
Quando alguém perdoa, elimina alta carga doentia de vibrações no organismo, passando a gerar outro tipo de energia que procede da mente e se transforma em estímulos para a aparelhagem de que se constitui.
O ódio é morbo cruel que degenera aquele que o produz, alcançando, não poucas vezes, aquele outro contra quem é direcionada a carga deletéria.
Compreendendo-se que todos têm o direito de errar e pensar mal uns dos outros, o que certamente não deveriam, mas cuja ocorrência é freqüente, qual sucede ao próprio indivíduo em relação ao seu próximo, esse raciocínio já diminui a carga da animosidade mantida contra o outro, o adversário real ou imaginário.
Desculpando-o sinceramente e procurando apagar os sentimentos contraditórios que permanecem na mente e na emoção, o perdão faz-se automáticoe o bem-estar preenche imenso espaço antes ocupado pelas emoções contraditórias do ódio, da mágoa e da vingança...
O perdão funciona como bálsamo sobre a ferida que foi aberta pela agressão do outro e, ao mesmo tempo, como resposta ao ódio que foi desencadeado, suavizando a dor do golpe experimentado.
Quem perdoa, conquista-se e engrandece-se, proporcionando oportunidade de arrependimento e de recuperação ao ofensor.
Doenças da Alma
Extraído da Revista cristã de Espiritismo
O pesquisador espírita Sérgio Rodrigues fala, nesta entrevista, sobre a influência do espírito na manutenção da saúde
Inicialmente, vamos lembrar que somos seres constituídos: o espírito é a parte imaterial, sede da inteligência, da consciência, do senso da moralidade. Dele partem as energias diretoras do perispírito e do corpo físico. No perispírito são refletidas todas as reações decorrentes de nossos atos e pensamentos, ou seja, do nosso psiquismo. Tudo na natureza tende ao equilíbrio. Quando adotamos práticas que violam as leis naturais, provocamos um desequilíbrio, causando uma desarmonia nos centros de força (chacras) que regem o perispírito. A prática do mal opera lesões imediatas em nossa consciência, que, desarmonizada, ela própria desajusta os centros de força do perispírito. Lesionado, o perispírito transmite a lesão ao corpo físico, que funciona, assim, como uma espécie de dreno.
Desse modo, todas as doenças pelas quais passa o nosso corpo físico, quando não decorrentes do desgaste natural, um desgaste físico, têm a sua gênese numa desarmonia espiritual causada pelo próprio espírito, ao violar as leis naturais. As doenças são necessárias para recolocá-lo em harmonia com a Lei, devolvendo-lhe o equilíbrio.
Oportunidade para aprendizado
No livro Plenitude, Joanna de Ângelis explica que limitações orgânicas e mentais transformam-se em recurso expiatório para o infrator reincidente que, no educandário das provações, agravou a própria situação. O sofrimento humano causado pela doença tem, assim, como sua causa fundamental, uma desarmonia transitória do espírito para com as Leis Divinas. É um instrumento pedagógico de que ainda necessitamos para nos corrigir o rumo e para nos impulsionar ao progresso. É um remédio amargo, porém, necessário para o nosso despertar, para a nossa educação enquanto espíritos imortais em evolução, estagiando numa faixa ainda bastante atrasada. É um mecanismo de reajuste para com a Lei. São sanções inexoráveis da Lei de Causa ou Efeito.
As nossas ações se mantêm vivas dentro de nós, ditando, segundo a lei do equilíbrio universal, as correções precisas para o justo cumprimento da Lei de Deus. Ou seja, as enfermidades são limitações necessárias para podermos mudar o rumo e crescer espiritualmente; uma forma de frear em nós as tendências milenares que vimos cultivando há muitas reencarnações, repetindo os mesmos equívocos de um passado difícil. São como limitações orgânicas que visam despertar em nós o compromisso espiritual.
Nada que vem do Criador pode deixar de ter um fim justo e edificante. Assim, também, o é com a doença. Ela existe como um instrumento de retificação para o espírito, é sempre um recurso de aprendizado de que se utiliza a sábia pedagogia divina. As doenças congênitas ou hereditárias, por exemplo, têm origem em encarnações passadas, têm uma causa anterior. Vêm marcadas no nosso código genético pela necessidade de aprendizado ou de reparação dos nossos equívocos.
Concluindo, as doenças na Terra existem porque os espíritos que aqui reencarnam são portadores de desequilíbrios que vêm trazendo há séculos. A cura, no entanto, é inevitável. Nesta ou em próxima encarnação o espírito se reajustará com a Lei. O espírito não pode se desfazer de suas ações anteriores, mas pode suavizar as provas, através da vontade firme de se melhorar internamente, de se transformar moralmente. Este é o passo primeiro para a cura.
Então, podemos entender o corpo físico como um "filtro" onde são expurgadas as "lesões" de toda sorte em forma de doenças?
Exato. Como dissemos, a Natureza não admite desequilíbrios. Tudo no Universo tende ao equilíbrio. O Universo é um cosmo e não um caos. Também o espírito está sujeito a esta lei. Provoca-se um desajuste nos centros de força perispirituais, e isto tem que ser consertado. Ele não pode ficar com o perispírito lesionado. É aí que o corpo físico funciona como um dreno purgando as células doentes e se renovando. A nossa destinação é a perfeição. Seremos puros e temos que nos depurar pouco a pouco.
E quando conseguimos a cura de uma doença?
Primeiramente, vamos esclarecer que nem todas as doenças têm a sua origem em encarnações passadas. Quando é cessada a causa, cessa o efeito. Quando conseguimos ficar livre do mal da doença, significa que o aprendizado que o espírito precisava foi cumprido. Ele se transformou moralmente e adquiriu mérito para a cura.
Você poderia falar-nos algo a respeito da cura pela fé, à luz da ciência atual?
Muitos cientistas estão ocupados em estudar a relação entre a fé e a cura. Desde a antiguidade há uma relação entre a Medicina e a Religião. Alguns resultados indicam a importância da fé nos processos de cura onde os religiosos têm processo de recuperação mais rápido ou adoecem menos de certas doenças como a depressão. A ação terapêutica da fé é hoje respeitada por um grande número de médicos que reconhecem que a fé sincera traz ao paciente um clima de esperança, o que é um valioso recurso mobilizado para a recuperação da saúde afetada. São instrumentos da vontade que fazem elevar o padrão vibratório da mente, estimulando o sistema imunológico à recuperação.
Pesquisas atuais apontam o perdão como fator principal em alguns processos de cura.
A mágoa prolongada, o rancor, o ódio, afetam o sistema imunológico criando um ambiente propício a doenças. Quando se perdoa, liberta-se da ação maléfica desses sentimentos. Daí a importância de não se alimentar situações emocionais que causam desarmonia. A consciência sem culpa estimula a reação do sistema imunológico e equilibra o metabolismo, portanto, a prática do perdão é um fator determinante para a cura, dentros outros, claro.
Deixe-nos uma mensagem final.
A doença é conseqüência de nós mesmos. Temos dentro de nós o remédio para a cura. Quando atingirmos um progresso moral mais elevado, através da mudança dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos, das nossas ações, a doença não mais existirá na Terra. O Espiritismo nos dá os ensinamentos de que necessitamos para alcançar este estágio. Basta que nos dediquemos ao seu estudo e, principalmente, à sua prática.
O pesquisador espírita Sérgio Rodrigues fala, nesta entrevista, sobre a influência do espírito na manutenção da saúde
Inicialmente, vamos lembrar que somos seres constituídos: o espírito é a parte imaterial, sede da inteligência, da consciência, do senso da moralidade. Dele partem as energias diretoras do perispírito e do corpo físico. No perispírito são refletidas todas as reações decorrentes de nossos atos e pensamentos, ou seja, do nosso psiquismo. Tudo na natureza tende ao equilíbrio. Quando adotamos práticas que violam as leis naturais, provocamos um desequilíbrio, causando uma desarmonia nos centros de força (chacras) que regem o perispírito. A prática do mal opera lesões imediatas em nossa consciência, que, desarmonizada, ela própria desajusta os centros de força do perispírito. Lesionado, o perispírito transmite a lesão ao corpo físico, que funciona, assim, como uma espécie de dreno.
Desse modo, todas as doenças pelas quais passa o nosso corpo físico, quando não decorrentes do desgaste natural, um desgaste físico, têm a sua gênese numa desarmonia espiritual causada pelo próprio espírito, ao violar as leis naturais. As doenças são necessárias para recolocá-lo em harmonia com a Lei, devolvendo-lhe o equilíbrio.
Oportunidade para aprendizado
No livro Plenitude, Joanna de Ângelis explica que limitações orgânicas e mentais transformam-se em recurso expiatório para o infrator reincidente que, no educandário das provações, agravou a própria situação. O sofrimento humano causado pela doença tem, assim, como sua causa fundamental, uma desarmonia transitória do espírito para com as Leis Divinas. É um instrumento pedagógico de que ainda necessitamos para nos corrigir o rumo e para nos impulsionar ao progresso. É um remédio amargo, porém, necessário para o nosso despertar, para a nossa educação enquanto espíritos imortais em evolução, estagiando numa faixa ainda bastante atrasada. É um mecanismo de reajuste para com a Lei. São sanções inexoráveis da Lei de Causa ou Efeito.
As nossas ações se mantêm vivas dentro de nós, ditando, segundo a lei do equilíbrio universal, as correções precisas para o justo cumprimento da Lei de Deus. Ou seja, as enfermidades são limitações necessárias para podermos mudar o rumo e crescer espiritualmente; uma forma de frear em nós as tendências milenares que vimos cultivando há muitas reencarnações, repetindo os mesmos equívocos de um passado difícil. São como limitações orgânicas que visam despertar em nós o compromisso espiritual.
Nada que vem do Criador pode deixar de ter um fim justo e edificante. Assim, também, o é com a doença. Ela existe como um instrumento de retificação para o espírito, é sempre um recurso de aprendizado de que se utiliza a sábia pedagogia divina. As doenças congênitas ou hereditárias, por exemplo, têm origem em encarnações passadas, têm uma causa anterior. Vêm marcadas no nosso código genético pela necessidade de aprendizado ou de reparação dos nossos equívocos.
Concluindo, as doenças na Terra existem porque os espíritos que aqui reencarnam são portadores de desequilíbrios que vêm trazendo há séculos. A cura, no entanto, é inevitável. Nesta ou em próxima encarnação o espírito se reajustará com a Lei. O espírito não pode se desfazer de suas ações anteriores, mas pode suavizar as provas, através da vontade firme de se melhorar internamente, de se transformar moralmente. Este é o passo primeiro para a cura.
Então, podemos entender o corpo físico como um "filtro" onde são expurgadas as "lesões" de toda sorte em forma de doenças?
Exato. Como dissemos, a Natureza não admite desequilíbrios. Tudo no Universo tende ao equilíbrio. O Universo é um cosmo e não um caos. Também o espírito está sujeito a esta lei. Provoca-se um desajuste nos centros de força perispirituais, e isto tem que ser consertado. Ele não pode ficar com o perispírito lesionado. É aí que o corpo físico funciona como um dreno purgando as células doentes e se renovando. A nossa destinação é a perfeição. Seremos puros e temos que nos depurar pouco a pouco.
E quando conseguimos a cura de uma doença?
Primeiramente, vamos esclarecer que nem todas as doenças têm a sua origem em encarnações passadas. Quando é cessada a causa, cessa o efeito. Quando conseguimos ficar livre do mal da doença, significa que o aprendizado que o espírito precisava foi cumprido. Ele se transformou moralmente e adquiriu mérito para a cura.
Você poderia falar-nos algo a respeito da cura pela fé, à luz da ciência atual?
Muitos cientistas estão ocupados em estudar a relação entre a fé e a cura. Desde a antiguidade há uma relação entre a Medicina e a Religião. Alguns resultados indicam a importância da fé nos processos de cura onde os religiosos têm processo de recuperação mais rápido ou adoecem menos de certas doenças como a depressão. A ação terapêutica da fé é hoje respeitada por um grande número de médicos que reconhecem que a fé sincera traz ao paciente um clima de esperança, o que é um valioso recurso mobilizado para a recuperação da saúde afetada. São instrumentos da vontade que fazem elevar o padrão vibratório da mente, estimulando o sistema imunológico à recuperação.
Pesquisas atuais apontam o perdão como fator principal em alguns processos de cura.
A mágoa prolongada, o rancor, o ódio, afetam o sistema imunológico criando um ambiente propício a doenças. Quando se perdoa, liberta-se da ação maléfica desses sentimentos. Daí a importância de não se alimentar situações emocionais que causam desarmonia. A consciência sem culpa estimula a reação do sistema imunológico e equilibra o metabolismo, portanto, a prática do perdão é um fator determinante para a cura, dentros outros, claro.
Deixe-nos uma mensagem final.
A doença é conseqüência de nós mesmos. Temos dentro de nós o remédio para a cura. Quando atingirmos um progresso moral mais elevado, através da mudança dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos, das nossas ações, a doença não mais existirá na Terra. O Espiritismo nos dá os ensinamentos de que necessitamos para alcançar este estágio. Basta que nos dediquemos ao seu estudo e, principalmente, à sua prática.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Brasil é emergente com uma das menores taxas de investimento
Fonte: BBC BRASIL
Iracema Sodré
A taxa de investimento fixo no Brasil, que mede os recursos direcionados à compra de bens como máquinas, equipamentos e instalações, é uma das mais baixas entre as economias emergentes, segundo números divulgados nesta semana pela Economist Intelligence Unit (EIU).
A taxa deve ficar em 17,7% do PIB em 2007, segundo as projeções da consultoria britânica. O número é o melhor dos últimos 11 anos por uma pequena margem, de acordo com o levantamento histórico da EIU, mas ainda está longe do patamar previsto para este ano em outras economias emergentes.
China (42,3%) e Índia (31,8%), por exemplo, viram os investimentos fixos aumentarem em cerca de 10 pontos percentuais na última década. Na Rússia, os números seguem um padrão parecido com o do Brasil, mas a projeção para 2007, de 19,6%, é levemente mais robusta. Entre os países da América Latina, o Brasil fica atrás de Argentina (23,9%), México (21,4%) e Chile (21%), entre outros.
O levantamento da Economist Intelligence Unit - uma série de projeções para a economia global nos próximos cinco anos, divulgado mensalmente - leva em consideração os dados de investimento fixo em 145 países, e o Brasil ocupa a 122ª posição. No topo da lista, estão Lesoto (45,9%), Catar (43,5%) e China. Líbia (8,9%) e Costa do Marfim (8,6%) ocupam as últimas colocações.
Crescimento
"Taxas mais altas de investimento fixo seriam benéficas para o crescimento brasileiro, mas o nível baixo deste tipo de investimento hoje no País ainda é um legado da instabilidade econômica, que só foi retificada recentemente", disse Justine Thody, diretora regional para América Latina da EIU.
"Além disso, ainda há o conhecido 'custo Brasil' e a questão do preço e da qualidade da infra-estrutura no País. O Brasil tem muito trabalho pela frente, mas a situação já está melhorando e os investimentos devem subir constantemente no médio prazo."
O relatório da Economist Intelligence Unit prevê também que a economia brasileira cresça, em média, 4% anualmente entre 2007 e 2012, ainda abaixo de muitos outros emergentes, especialmente na Ásia.
Haveria espaço para uma revisão para cima desta projeção devido a bons números sobre a economia brasileira divulgados no País, mas a EIU acredita que as turbulências deste ano no mercado financeiro global levantam riscos para o Brasil, que ainda tem uma dívida pública muito alta.
O relatório da consultoria britânica aposta ainda que as taxas de juros devem cair dos atuais 11,25% para cerca de 9,25% até 2012, o que funcionaria como um incentivo ao investimento e ao consumo no Brasil.
Segundo a EIU, o cenário para as exportações brasileiras também é positivo. "O crescimento real das exportações, que desacelerou fortemente em 2006, já se recuperou substancialmente apesar da moeda forte e deve aumentar ainda mais", diz o relatório.
"As exportações estão sendo alavancadas pela forte capacidade de expansão no setor de commodities agrícolas e pelo fato de que muitos empresários estão usando a força da moeda brasileira para comprar bens de investimento no exterior e expandir seu estoque de capital. Isso vai ajudar a contrabalançar o impacto negativo do forte Real na competitividade."
Iracema Sodré
A taxa de investimento fixo no Brasil, que mede os recursos direcionados à compra de bens como máquinas, equipamentos e instalações, é uma das mais baixas entre as economias emergentes, segundo números divulgados nesta semana pela Economist Intelligence Unit (EIU).
A taxa deve ficar em 17,7% do PIB em 2007, segundo as projeções da consultoria britânica. O número é o melhor dos últimos 11 anos por uma pequena margem, de acordo com o levantamento histórico da EIU, mas ainda está longe do patamar previsto para este ano em outras economias emergentes.
China (42,3%) e Índia (31,8%), por exemplo, viram os investimentos fixos aumentarem em cerca de 10 pontos percentuais na última década. Na Rússia, os números seguem um padrão parecido com o do Brasil, mas a projeção para 2007, de 19,6%, é levemente mais robusta. Entre os países da América Latina, o Brasil fica atrás de Argentina (23,9%), México (21,4%) e Chile (21%), entre outros.
O levantamento da Economist Intelligence Unit - uma série de projeções para a economia global nos próximos cinco anos, divulgado mensalmente - leva em consideração os dados de investimento fixo em 145 países, e o Brasil ocupa a 122ª posição. No topo da lista, estão Lesoto (45,9%), Catar (43,5%) e China. Líbia (8,9%) e Costa do Marfim (8,6%) ocupam as últimas colocações.
Crescimento
"Taxas mais altas de investimento fixo seriam benéficas para o crescimento brasileiro, mas o nível baixo deste tipo de investimento hoje no País ainda é um legado da instabilidade econômica, que só foi retificada recentemente", disse Justine Thody, diretora regional para América Latina da EIU.
"Além disso, ainda há o conhecido 'custo Brasil' e a questão do preço e da qualidade da infra-estrutura no País. O Brasil tem muito trabalho pela frente, mas a situação já está melhorando e os investimentos devem subir constantemente no médio prazo."
O relatório da Economist Intelligence Unit prevê também que a economia brasileira cresça, em média, 4% anualmente entre 2007 e 2012, ainda abaixo de muitos outros emergentes, especialmente na Ásia.
Haveria espaço para uma revisão para cima desta projeção devido a bons números sobre a economia brasileira divulgados no País, mas a EIU acredita que as turbulências deste ano no mercado financeiro global levantam riscos para o Brasil, que ainda tem uma dívida pública muito alta.
O relatório da consultoria britânica aposta ainda que as taxas de juros devem cair dos atuais 11,25% para cerca de 9,25% até 2012, o que funcionaria como um incentivo ao investimento e ao consumo no Brasil.
Segundo a EIU, o cenário para as exportações brasileiras também é positivo. "O crescimento real das exportações, que desacelerou fortemente em 2006, já se recuperou substancialmente apesar da moeda forte e deve aumentar ainda mais", diz o relatório.
"As exportações estão sendo alavancadas pela forte capacidade de expansão no setor de commodities agrícolas e pelo fato de que muitos empresários estão usando a força da moeda brasileira para comprar bens de investimento no exterior e expandir seu estoque de capital. Isso vai ajudar a contrabalançar o impacto negativo do forte Real na competitividade."
Senado aprova licença-maternidade de 6 meses
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, por unanimidade e em decisão terminativa, a criação do Programa Empresa Cidadã, que prevê a ampliação da licença-maternidade para seis meses, válida para trabalhadoras de empresas privadas. A adesão das empresas ao programa não será obrigatória. As informações são da Agência Senado.
Foram aprovadas cinco emendas ao texto, entre as quais a que inclui entre as beneficiárias a trabalhadora que é mãe adotante. O senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto, elogiou a proposta da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE).
Patrícia destacou a importância da convivência integral entre mãe e filho nos primeiros meses de vida da criança e do aleitamento materno para prevenção de doenças.
O projeto recebeu manifestações de apoio, durante a votação na CDH, dos senadores Romeu Tuma (PTB-SP), Eduardo Suplicy (PT-SP), Heráclito Fortes (DEM-PI), José Nery (Psol-PA), Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Ideli Salvatti (PT-SC), Valter Pereira (PMDB-MS), além do senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), na presidência dos trabalhos durante o exame da matéria.
Redação Terra
Foram aprovadas cinco emendas ao texto, entre as quais a que inclui entre as beneficiárias a trabalhadora que é mãe adotante. O senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto, elogiou a proposta da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE).
Patrícia destacou a importância da convivência integral entre mãe e filho nos primeiros meses de vida da criança e do aleitamento materno para prevenção de doenças.
O projeto recebeu manifestações de apoio, durante a votação na CDH, dos senadores Romeu Tuma (PTB-SP), Eduardo Suplicy (PT-SP), Heráclito Fortes (DEM-PI), José Nery (Psol-PA), Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Ideli Salvatti (PT-SC), Valter Pereira (PMDB-MS), além do senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), na presidência dos trabalhos durante o exame da matéria.
Redação Terra
DF terá usina movida a óleo de cozinha
Marina Rosenfeld
Karina Costa (colaboração)
especial para o GD
Em 2008, o Distrito Federal vai ganhar uma usina totalmente movida a óleo de cozinha. O óleo vegetal usado para movimentar a indústria será recolhido em restaurantes, hotéis, indústrias e residências, que geralmente descartam o resíduo na rede de esgoto.
O processo de coleta, que já está em funcionamento, recolhe cerca de 3.500 litros de óleo por dia. A retirada do resíduo tem sido feita por catadores organizados em cooperativas, que levam um recipiente até o local. Cerca de 1.200 restaurantes dos 10 mil restaurantes do DF já estão credenciados para doação de óleo.
Com a arrecadação, a meta inicial é produzir, por dia, 50 mil litros de B-100, a forma mais pura do combustível. Em pouco tempo, a produção deve chegar a 300 mil litros diários.
O projeto é uma iniciativa da Eco Brasília Diesel (Ecobrás) e teve terreno cedido pelo governo do DF. Com investimento de R$ 7 milhões, a usina deve gerar 250 empregos diretos e 10 mil indiretos.
Karina Costa (colaboração)
especial para o GD
Em 2008, o Distrito Federal vai ganhar uma usina totalmente movida a óleo de cozinha. O óleo vegetal usado para movimentar a indústria será recolhido em restaurantes, hotéis, indústrias e residências, que geralmente descartam o resíduo na rede de esgoto.
O processo de coleta, que já está em funcionamento, recolhe cerca de 3.500 litros de óleo por dia. A retirada do resíduo tem sido feita por catadores organizados em cooperativas, que levam um recipiente até o local. Cerca de 1.200 restaurantes dos 10 mil restaurantes do DF já estão credenciados para doação de óleo.
Com a arrecadação, a meta inicial é produzir, por dia, 50 mil litros de B-100, a forma mais pura do combustível. Em pouco tempo, a produção deve chegar a 300 mil litros diários.
O projeto é uma iniciativa da Eco Brasília Diesel (Ecobrás) e teve terreno cedido pelo governo do DF. Com investimento de R$ 7 milhões, a usina deve gerar 250 empregos diretos e 10 mil indiretos.
A hipocrisia rege a humanidade
Quantas mortes ainda veremos?
Ontem vi uma cena de execução. Nao importa quem eram aqueles cidadãos. Não importa o seu passado. Não importa quantos tiros deram antes. Foram executados enquanto estavam desarmados e indefesos. Um Estado que executa não pode culpar um cidadão pelo mesmo ato. A vida é um direito inalienável do ser humano, independentemente de antecedentes.
Ontem morreram bandidos, policiais e uma criança. Entram mais pessoas para a estatística da guerra civil em que vivemos. Esse quadro só será mudado quando acabarmos com a hipocrisia e legalizarmos as drogas, pois enquanto houver consumidores, haverá drogas.
Ao mudar a legislação: acabaremos com essa guerra estúpida; liberaremos a polícia para outras atividades mais úteis; teremos mais possibilidades de tratar os dependentes químicos; diminuiremos os gastos com segurança; recolheremos impostos para pagar todas as conseqüências maléficas que as drogas causam.
Proibir não resolve. A Lei Seca nos EUA na década de 20 provocou o mesmo problema que temos hoje. A máfia ganhava dinheiro com as bebidas e travaram guerras nas cidades americanas. Com a legalização das bebidas a máfia simplesmente desapareceu.
Infelizmente, a hipocrisia ainda rege a humanidade.
Marcelo Brito Sener
Ontem vi uma cena de execução. Nao importa quem eram aqueles cidadãos. Não importa o seu passado. Não importa quantos tiros deram antes. Foram executados enquanto estavam desarmados e indefesos. Um Estado que executa não pode culpar um cidadão pelo mesmo ato. A vida é um direito inalienável do ser humano, independentemente de antecedentes.
Ontem morreram bandidos, policiais e uma criança. Entram mais pessoas para a estatística da guerra civil em que vivemos. Esse quadro só será mudado quando acabarmos com a hipocrisia e legalizarmos as drogas, pois enquanto houver consumidores, haverá drogas.
Ao mudar a legislação: acabaremos com essa guerra estúpida; liberaremos a polícia para outras atividades mais úteis; teremos mais possibilidades de tratar os dependentes químicos; diminuiremos os gastos com segurança; recolheremos impostos para pagar todas as conseqüências maléficas que as drogas causam.
Proibir não resolve. A Lei Seca nos EUA na década de 20 provocou o mesmo problema que temos hoje. A máfia ganhava dinheiro com as bebidas e travaram guerras nas cidades americanas. Com a legalização das bebidas a máfia simplesmente desapareceu.
Infelizmente, a hipocrisia ainda rege a humanidade.
Marcelo Brito Sener
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
90% dos brasileiros não se preocupam com o risco de dirigir após beber
Direção e bebida alcoólica não combinam, na opinião de todos os especialistas em trânsito. Mas a maioria da população não concorda. Um estudo realizado com 1.500 pessoas maiores de 18 anos, em todo o País, indica que 90% dos brasileiros não se preocupam com o risco de dirigir após beber. Apenas 10% consideram essa uma preocupação da sociedade. “É um resultado muito sério, porque mostra a percepção das pessoas sobre o que elas estão vendo na sociedade, ou seja, motoristas dirigindo bêbados”, diz a pesquisadora Suzana Roos, do Instituto Synovate. O levantamento foi feito a pedido do Movimento Piloto da Vez, liderado pela empresa Johnnie Walker.
Os números assustaram até mesmo o piloto de Fórmula-1 Lewis Hamilton. Tanto é que amanhã,ele vai levar para casa um motorista que estará em um bar do Brooklin, na zona sul de São Paulo. Ir para casa com o piloto dirigindo é uma das estratégias de divulgação do movimento - criado há três anos - que prega justamente isso: depois de beber, os motoristas devem deixar que amigos que não ingeriram álcool dirijam seus veículos ou devem usar táxis.
Diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) do governo do Estado, Luizemir Lago afirma que o sistema de carona pode ser considerado redução de danos e também colabora para minimizar a mistura explosiva entre álcool e volante. De acordo com a médica , bebida e volante são incompatíveis porque a bebida é um depressor do sistema nervoso central. Com isso, há perda da coordenação motora e lentidão de raciocínio, imprescindíveis no ato de dirigir, que depende de ação e reação. “Além disso, beber causa sonolência e a pessoa pode literalmente apagar.”
Marici Capitelli
O Estado de S.Paulo.
Os números assustaram até mesmo o piloto de Fórmula-1 Lewis Hamilton. Tanto é que amanhã,ele vai levar para casa um motorista que estará em um bar do Brooklin, na zona sul de São Paulo. Ir para casa com o piloto dirigindo é uma das estratégias de divulgação do movimento - criado há três anos - que prega justamente isso: depois de beber, os motoristas devem deixar que amigos que não ingeriram álcool dirijam seus veículos ou devem usar táxis.
Diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) do governo do Estado, Luizemir Lago afirma que o sistema de carona pode ser considerado redução de danos e também colabora para minimizar a mistura explosiva entre álcool e volante. De acordo com a médica , bebida e volante são incompatíveis porque a bebida é um depressor do sistema nervoso central. Com isso, há perda da coordenação motora e lentidão de raciocínio, imprescindíveis no ato de dirigir, que depende de ação e reação. “Além disso, beber causa sonolência e a pessoa pode literalmente apagar.”
Marici Capitelli
O Estado de S.Paulo.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Maconha de Farmácia
Proibição mantém milhões de doentes afastados da maconha medifinal
As propriedades terapêuticas da Cannabis sativa são conhecidas há mais de 2 mil anos pela medicina chinesa. Para a medicina ocidental, ela é comprovadamente eficiente para tratar náusea e vômitos em pacientes sob quimioterapia, aumentar o apetite em pacientes de aids e diminuir as dores musculares causadas pela esclerose múltipla. Mas a lei diz que tudo isso pouco importa: usar Cannabis é crime. E ponto final.
Apesar dos efeitos médicos comprovados, o acesso à maconha medicinal ainda é muito restrito. Os remédios à base de Cannabis que existem hoje - a Nabilona e o Marinol - não são muito eficientes porque o THC, que resolve a náusea, também é responsável pelo "barato" da maconha. Para evitar que o uso do remédio seja confundido com a droga, a concentração de THC é reduzida - e o efeito terapêutico também. Além disso, pacientes dizem que fumar a erva é o melhor remédio. Mas não tem sido fácil mudar a lei para conquistar esse direito, porque a maioria dos países tem medo de que autorizar o uso medicinal pode ser o primeiro passo para permitir também o uso recreativo.
Até agora, o único país que deu esse passo foi o Canadá, que autoriza o fumo e ainda garante o acesso à droga. O próprio sistema público de saúde oferece a erva ou sementes, se os doentes preferirem plantar o remédio. Antes, eles precisam provar que precisam do tratamento. Já os hospitais conseguem a droga com empresas autorizadas a produzir exclusivamente para o governo. Leis parecidas também passaram em 11 estados americanos. Só que a lei federal americana considera todas inconstitucionais. Sim, é uma confusão. na prática, o FBI tem o direito de prender qualquer um por uso, produção ou venda de maconha.
Fonte: Super Interessante - Outubro 2007
As propriedades terapêuticas da Cannabis sativa são conhecidas há mais de 2 mil anos pela medicina chinesa. Para a medicina ocidental, ela é comprovadamente eficiente para tratar náusea e vômitos em pacientes sob quimioterapia, aumentar o apetite em pacientes de aids e diminuir as dores musculares causadas pela esclerose múltipla. Mas a lei diz que tudo isso pouco importa: usar Cannabis é crime. E ponto final.
Apesar dos efeitos médicos comprovados, o acesso à maconha medicinal ainda é muito restrito. Os remédios à base de Cannabis que existem hoje - a Nabilona e o Marinol - não são muito eficientes porque o THC, que resolve a náusea, também é responsável pelo "barato" da maconha. Para evitar que o uso do remédio seja confundido com a droga, a concentração de THC é reduzida - e o efeito terapêutico também. Além disso, pacientes dizem que fumar a erva é o melhor remédio. Mas não tem sido fácil mudar a lei para conquistar esse direito, porque a maioria dos países tem medo de que autorizar o uso medicinal pode ser o primeiro passo para permitir também o uso recreativo.
Até agora, o único país que deu esse passo foi o Canadá, que autoriza o fumo e ainda garante o acesso à droga. O próprio sistema público de saúde oferece a erva ou sementes, se os doentes preferirem plantar o remédio. Antes, eles precisam provar que precisam do tratamento. Já os hospitais conseguem a droga com empresas autorizadas a produzir exclusivamente para o governo. Leis parecidas também passaram em 11 estados americanos. Só que a lei federal americana considera todas inconstitucionais. Sim, é uma confusão. na prática, o FBI tem o direito de prender qualquer um por uso, produção ou venda de maconha.
Fonte: Super Interessante - Outubro 2007
Legalização das drogas
SUPER Interessante - Outubro 2007
Parte da matéria de capa
Imagine que o comércio das drogas fosse explorado por empresas, com fiscalização séria e punições para quem não cumprisse a lei - nada de "liberou geral". O comércio aconteceria apenas em locais autorizados - e as drogas mais perigosas seguiriam o modelo dos remédios controlados: venda regulada. Quem comprasse demais seria convocado por uma junta médica para avaliar a necessidade de tratamento. Para o governo, as drogas deixariam de ser prejuízo para se tornar fonte de renda. Em vez de gastar com a repressão, ele arrecadaria impostos. O dinheiro poderia ser investido em prevenção, tratamento e na fiscalização do mercado. A polícia estaria livre para resolver crimes mais relevantes. O polígono da maconha, em Pernambuco, deixaria de ser uma das regiões mais pobres e violentas do país para finalmente encontrar sua vocação econômica: a agricultura da Cannabis sativa. E o tráfico de drogas que domina as favelas do Rio morreria tão naturalmente quanto o mercado de máquinas de escrever: ninguém mais se interessaria pelos produtos do Comando Vermelho.
O economista Gary Becker, Nobel de 1992, e outros dois colegas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, fizeram contas e desenharam como seria esse mundo na prática. No estudo A Teoria Econômica dos Bens Ilegais: O Caso das Drogas, de 2004, concluíram que é mais eficiente controlar o consumo de drogas via legalização, porque ela é muito mais barata que a proibição. Para Becker, o único entrave ao início dessa nova era é a opinião pública: o estudo não deixa dúvida de que a classe média seria a mais prejudicada. "A proibição beneficia as famílias mais ricas, porque mantém seus filhos afastados da oferta. Ela só não é boa para os pobres, que moram nas regiões de tráfico e estão mais suscetíveis a trabalhar para o crime", afirma. A legalização inverteria esse quadro: com a maconha vendida em toda esquina, seria mais fácil para um universitário comprá-la. E, como aconteceu na Holanda, Becker concorda que essa superoferta aumentaria o consumo. "Haveria, sim, um aumento da procura por drogas", diz. E é exatamente nesse ponto que se batem os críticos da legalização. "Se as pessoas consumirem mais, haverá uma desorganização social enorme", diz Luis Carlos Magno, delegado do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo.
Chegamos, então ao seguinte dilema: Becker e Magno concordam sobre as conseqüências da legalização - ela trará aumento no consumo. Mas discordam sobre como o poder público deve se posicionar frente à questão. Isso faz todo sentido. Afinal, imaginar um mundo sem drogas é uma idéia sem parâmetro na história. E droga é como sexo: abstinência é a melhor maneira de prevenir problemas, mas pragmaticamente falando, esse objetivo é inalcançável. Ou seja: quando discutimos se legalizar ou proibir é a melhor opção, estamos colocando problemas na balança e escolhendo qual caminho é o menos ruim. Qual deles é capaz de reduzir mais o custo social da droga, ou a soma de todos os malefícios que ela causa. Há ainda os valores morais: drogar-se é um direito individual ou uma questão coletiva? Como em cada país esses problemas têm um peso diferente, a receita ideal pode variar.
Parte da matéria de capa
Imagine que o comércio das drogas fosse explorado por empresas, com fiscalização séria e punições para quem não cumprisse a lei - nada de "liberou geral". O comércio aconteceria apenas em locais autorizados - e as drogas mais perigosas seguiriam o modelo dos remédios controlados: venda regulada. Quem comprasse demais seria convocado por uma junta médica para avaliar a necessidade de tratamento. Para o governo, as drogas deixariam de ser prejuízo para se tornar fonte de renda. Em vez de gastar com a repressão, ele arrecadaria impostos. O dinheiro poderia ser investido em prevenção, tratamento e na fiscalização do mercado. A polícia estaria livre para resolver crimes mais relevantes. O polígono da maconha, em Pernambuco, deixaria de ser uma das regiões mais pobres e violentas do país para finalmente encontrar sua vocação econômica: a agricultura da Cannabis sativa. E o tráfico de drogas que domina as favelas do Rio morreria tão naturalmente quanto o mercado de máquinas de escrever: ninguém mais se interessaria pelos produtos do Comando Vermelho.
O economista Gary Becker, Nobel de 1992, e outros dois colegas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, fizeram contas e desenharam como seria esse mundo na prática. No estudo A Teoria Econômica dos Bens Ilegais: O Caso das Drogas, de 2004, concluíram que é mais eficiente controlar o consumo de drogas via legalização, porque ela é muito mais barata que a proibição. Para Becker, o único entrave ao início dessa nova era é a opinião pública: o estudo não deixa dúvida de que a classe média seria a mais prejudicada. "A proibição beneficia as famílias mais ricas, porque mantém seus filhos afastados da oferta. Ela só não é boa para os pobres, que moram nas regiões de tráfico e estão mais suscetíveis a trabalhar para o crime", afirma. A legalização inverteria esse quadro: com a maconha vendida em toda esquina, seria mais fácil para um universitário comprá-la. E, como aconteceu na Holanda, Becker concorda que essa superoferta aumentaria o consumo. "Haveria, sim, um aumento da procura por drogas", diz. E é exatamente nesse ponto que se batem os críticos da legalização. "Se as pessoas consumirem mais, haverá uma desorganização social enorme", diz Luis Carlos Magno, delegado do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo.
Chegamos, então ao seguinte dilema: Becker e Magno concordam sobre as conseqüências da legalização - ela trará aumento no consumo. Mas discordam sobre como o poder público deve se posicionar frente à questão. Isso faz todo sentido. Afinal, imaginar um mundo sem drogas é uma idéia sem parâmetro na história. E droga é como sexo: abstinência é a melhor maneira de prevenir problemas, mas pragmaticamente falando, esse objetivo é inalcançável. Ou seja: quando discutimos se legalizar ou proibir é a melhor opção, estamos colocando problemas na balança e escolhendo qual caminho é o menos ruim. Qual deles é capaz de reduzir mais o custo social da droga, ou a soma de todos os malefícios que ela causa. Há ainda os valores morais: drogar-se é um direito individual ou uma questão coletiva? Como em cada país esses problemas têm um peso diferente, a receita ideal pode variar.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Nova unidade da Fundac será inaugurada no bairro da Madalena (Recife) nesta terça
Nesta terça-feira (9), Pernambuco vai ganhar mais uma unidade para acolher crianças órfãs, abandonadas pelos familiares ou vítimas de negligência. Será inaugurada, logo mais, às 9h, a décima unidade da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) no estado. A nova casa vai funcionar na rua Ernani Braga, número 252, no bairro da Madalena, Zona Norte do Recife.
A unidade da Madalena será a oitava só no Recife e vai receber 20 crianças e adolescentes. Nas demais Fundacs já vivem 338 meninos e meninas. A casa está pronta para receber os novos moradores: tem terraço, quartos, banheiro, tudo novinho em folha. Na instituição, as crianças têm acesso a atendimento médico, odontológico e acompanhamento psico-social.
Apesar de parecer ser um ótimo lugar para viver, a função da instituição não é abrigar os meninos durante toda a vida, mas dar a assistência necessária enquanto eles não forem adotados ou, melhor, não voltarem a viver com suas famílias biológicas, como explica a presidente da Fundac, Ana Célia Farias, que acrescenta “o bom era não inaugurar abrigo; o bom seria que as crianças estivessem com a família, mas essa é uma realidade”.
ADOÇÃO
O trabalho das Fundacs é feito em parceria com o Juizado da Criança e da Juventude. É lá que os interessados em adotar crianças e adolescentes devem ir para dar início ao processo legal de adoção.
O juiz Hélio Brás, titular do Juizado, explica a adoção é mais simples do que se pensa. Para adotar uma criança ou adolescente é necessário ter mais de 18 e comprovar renda, mas o juiz explica o principal critério “é mais importante ter amor do que ter dinheiro para oferecer”.
O magistrado afirma, no entanto, que a preferência é por que casais façam as adoções, por isso a dificuldade para solteiros e homossexuais conseguirem adotar uma criança. Mas esse não é um critério determinante e inclusive alguns casos de homossexuais adotando crianças já estão em tramitação no estado.
O juizado conta com uma equipe para orientar os processos legais. Todo o trâmite para a adoção pode ser realizado durante, em média, 60 dias. Quem desejar adotar uma criança deve apresentar documentos pessoais como comprovante de endereço e renda e atestado de sanidade física e mental.
APADRINHAMENTO
Para quem não pode adotar um dos meninos da Fundac, uma alternativa é o programa de apadrinhamento, chamado “Estrela Guia”. Os interessados podem colaborar com a educação das crianças, ajudando com o custo com escola e dando a atenção necessária, mesmo que elas continuem vivendo na fundação.
Serviço:
» Nova Fundac: rua Ernani Braga, número 252, Madalena.
» Programa Estrela Guia: 2123 – 8500
» Juizado da Criança e da Juventude: 3412 - 3000
Endereço: Rua Fernandes Vieira, número 405, bairro da Boa Vista.
Redação do pe360graus.com
A unidade da Madalena será a oitava só no Recife e vai receber 20 crianças e adolescentes. Nas demais Fundacs já vivem 338 meninos e meninas. A casa está pronta para receber os novos moradores: tem terraço, quartos, banheiro, tudo novinho em folha. Na instituição, as crianças têm acesso a atendimento médico, odontológico e acompanhamento psico-social.
Apesar de parecer ser um ótimo lugar para viver, a função da instituição não é abrigar os meninos durante toda a vida, mas dar a assistência necessária enquanto eles não forem adotados ou, melhor, não voltarem a viver com suas famílias biológicas, como explica a presidente da Fundac, Ana Célia Farias, que acrescenta “o bom era não inaugurar abrigo; o bom seria que as crianças estivessem com a família, mas essa é uma realidade”.
ADOÇÃO
O trabalho das Fundacs é feito em parceria com o Juizado da Criança e da Juventude. É lá que os interessados em adotar crianças e adolescentes devem ir para dar início ao processo legal de adoção.
O juiz Hélio Brás, titular do Juizado, explica a adoção é mais simples do que se pensa. Para adotar uma criança ou adolescente é necessário ter mais de 18 e comprovar renda, mas o juiz explica o principal critério “é mais importante ter amor do que ter dinheiro para oferecer”.
O magistrado afirma, no entanto, que a preferência é por que casais façam as adoções, por isso a dificuldade para solteiros e homossexuais conseguirem adotar uma criança. Mas esse não é um critério determinante e inclusive alguns casos de homossexuais adotando crianças já estão em tramitação no estado.
O juizado conta com uma equipe para orientar os processos legais. Todo o trâmite para a adoção pode ser realizado durante, em média, 60 dias. Quem desejar adotar uma criança deve apresentar documentos pessoais como comprovante de endereço e renda e atestado de sanidade física e mental.
APADRINHAMENTO
Para quem não pode adotar um dos meninos da Fundac, uma alternativa é o programa de apadrinhamento, chamado “Estrela Guia”. Os interessados podem colaborar com a educação das crianças, ajudando com o custo com escola e dando a atenção necessária, mesmo que elas continuem vivendo na fundação.
Serviço:
» Nova Fundac: rua Ernani Braga, número 252, Madalena.
» Programa Estrela Guia: 2123 – 8500
» Juizado da Criança e da Juventude: 3412 - 3000
Endereço: Rua Fernandes Vieira, número 405, bairro da Boa Vista.
Redação do pe360graus.com
Hoje é elogio
Muito bom quando achamos medidas eficazes do Governo Lula. Foi anunciado um programa de concessões à iniciativa privada sete lotes de rodovias. Finalmente o Governo acordou para a realidade, pois essas privatizações são essenciais.
Há uma irracionalidade em certos gastos públicos. Criticam o Governo pela falta de investimento em infra-estrutura, porém quem tem que investir é a iniciativa privada, pois é um absurdo gastar bilhões em construções de estradas, portos e aeroportos, quando esse dinheiro poderia ir para a saúde, educação, saneamento, construção de casas.
Numa medida simples - concessão - o Governo economiza dinheiro e dá a oportunidade para alguém cuidar das precárias estradas brasileiras. Mais justo dessa maneira, pois quem pagará o imposto (pedágio) é quem usa. Essa forma de imposto é muito mais justa do que utilizar o dinheiro do contribuinte para fazer obras que beneficiam os ricos ou parcela da população.
Além dos sete lotes de rodovias leiloados hoje, farão parte do pacote privatista do governo Lula seis terminais de aeroportos, 27 linhas de transmissão, cinco portos, duas hidrelétricas e duas ferrovias, que devem render R$ 48 bilhões ao governo.
Parabéns ao Governo! Que continue fazendo essas concessões. Que privatize a Infraero e deixe os investimentos em infra-estrutura no comando da iniciativa privada, que tem dinheiro e interesse em gastá-lo, pois o maior beneficiado com essas obras será a própria iniciativa privada.
Marcelo Brito Sener
Há uma irracionalidade em certos gastos públicos. Criticam o Governo pela falta de investimento em infra-estrutura, porém quem tem que investir é a iniciativa privada, pois é um absurdo gastar bilhões em construções de estradas, portos e aeroportos, quando esse dinheiro poderia ir para a saúde, educação, saneamento, construção de casas.
Numa medida simples - concessão - o Governo economiza dinheiro e dá a oportunidade para alguém cuidar das precárias estradas brasileiras. Mais justo dessa maneira, pois quem pagará o imposto (pedágio) é quem usa. Essa forma de imposto é muito mais justa do que utilizar o dinheiro do contribuinte para fazer obras que beneficiam os ricos ou parcela da população.
Além dos sete lotes de rodovias leiloados hoje, farão parte do pacote privatista do governo Lula seis terminais de aeroportos, 27 linhas de transmissão, cinco portos, duas hidrelétricas e duas ferrovias, que devem render R$ 48 bilhões ao governo.
Parabéns ao Governo! Que continue fazendo essas concessões. Que privatize a Infraero e deixe os investimentos em infra-estrutura no comando da iniciativa privada, que tem dinheiro e interesse em gastá-lo, pois o maior beneficiado com essas obras será a própria iniciativa privada.
Marcelo Brito Sener
O desemprego dos idiotas
Texto do Capital Humano (www.dimenstein.com.br - Folha de São Paulo)
Uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que acaba de ser divulgada, informa que inúmeros setores da economia estão desesperados à procura de mão-de-obra qualificada. Não estamos falando aqui de doutores, mas de qualificações simples. Esse é o desemprego dos idiotas.
É preciso muita idiotice pública (muita mesmo) para chegarmos nessa situação em que há um imenso número de desempregados, especialmente jovens, e uma não menos imensa demanda por trabalhadores com um mínimo de preparo. Além do drama humano dos batalhões de marginalizados, temos um nada desprezível impacto no crescimento econômico. Sem contar que, com melhor educação profissional, se conseguiria distribuir mais a renda.
O desemprego dos idiotas ocorre, entre outros motivos, porque se dá mais atenção aos cursos superiores tradicionais, os quais, muitas vezes, são de péssima qualidade e cuja empregabilidade é baixíssima. Isso com estímulo oficial que dá bolsas a alunos mais pobres cursarem faculdades medíocres.
Para reduzir esse problema, bastaria conhecer as vocações econômicas locais e preparar mão-de-obra para elas, acrescentando ensino profissionalizante ao ensino regular. Tudo isso pode ser feito com a ajuda dos recursos de educação à distância. Nada disso é novidade e já temos, no Brasil, vários casos de sucesso.É muito mais barato um curso superior para tecnólogo do que a graduação normal. Mas muitos jovens não sabem disso na hora de prestar o vestibular.
O melhor que se pode fazer pela inclusão de verdade dos jovens é ampliar a oferta de ensino profissionalizante, transformando as escolas de ensino médio numa porta de saída ao mercado de trabalho.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
Uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que acaba de ser divulgada, informa que inúmeros setores da economia estão desesperados à procura de mão-de-obra qualificada. Não estamos falando aqui de doutores, mas de qualificações simples. Esse é o desemprego dos idiotas.
É preciso muita idiotice pública (muita mesmo) para chegarmos nessa situação em que há um imenso número de desempregados, especialmente jovens, e uma não menos imensa demanda por trabalhadores com um mínimo de preparo. Além do drama humano dos batalhões de marginalizados, temos um nada desprezível impacto no crescimento econômico. Sem contar que, com melhor educação profissional, se conseguiria distribuir mais a renda.
O desemprego dos idiotas ocorre, entre outros motivos, porque se dá mais atenção aos cursos superiores tradicionais, os quais, muitas vezes, são de péssima qualidade e cuja empregabilidade é baixíssima. Isso com estímulo oficial que dá bolsas a alunos mais pobres cursarem faculdades medíocres.
Para reduzir esse problema, bastaria conhecer as vocações econômicas locais e preparar mão-de-obra para elas, acrescentando ensino profissionalizante ao ensino regular. Tudo isso pode ser feito com a ajuda dos recursos de educação à distância. Nada disso é novidade e já temos, no Brasil, vários casos de sucesso.É muito mais barato um curso superior para tecnólogo do que a graduação normal. Mas muitos jovens não sabem disso na hora de prestar o vestibular.
O melhor que se pode fazer pela inclusão de verdade dos jovens é ampliar a oferta de ensino profissionalizante, transformando as escolas de ensino médio numa porta de saída ao mercado de trabalho.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Porto Digital aposta no ensino de jogos eletrônicos
Por Erika Vieira
O Ministério de Ciência e Tecnologia levantou dados que mostram que até 2012 o Brasil precisa de pelo menos 200 mil novos desenvolvedores de softwares eletrônicos para suprir a demanda do país. Esse número de profissionais garante a participação do país em apenas 2% do mercado mundial de softwares. Para ampliar este percentual é necessário aumentar ainda mais a quantidade de pessoas capacitadas.
Para suprir esse filão o Centro de Ensino Experimental Cícero Dias – escola de ensino médio unidade do Procentro (Programa de Desenvolvimento dos Centros de Ensino Experimental) - resolveu aproveitar a vocação do Porto Digital, em Recife (PE), para investir na formação de jovens desenvolvedores de jogos eletrônicos. No Projeto Fábrica de Jogos os alunos aprendem a elaborar jogos de computador e celular, todos educativos e com a finalidade de serem disponibilizados como metodologia de ensino para outras escolas.
”70% da profissão do futuro não existe ainda. O Brasil não está preparado para isso. A Fábrica de Jogos está trabalhando para isso”, diz Samara Werner, diretora do Instituto Oi Futuro. O instituto é parceiro do Governo Estadual de Pernambuco na criação do Procentro, sendo responsável pelo ensino de tecnologia e comunicação.
Em funcionamento desde maio deste ano, o projeto une tecnologia com o ensino regular. A capacitação profissional é dada de forma multidisciplinar. Disciplinas como educação artística e geografia servem de base para que os estudantes possam criar o cenário dos jogos, descrevendo de maneira correta se o game se passa em locais de planície, relevo, etc. Já a matemática e a física são essenciais para trabalharem com a parte de programação.
Durante três anos os jovens vão ter aulas de roteiro de jogos, design, programação, robótica e outras. Todos passam por um ciclo básico e depois começam a criar os jogos. Além dos alunos matriculados, jovens do entorno da escola também foram convidados a participar das aulas. “Todos os formados conseguirão inserção profissional, de acordo com uma pesquisa feita pelo CESAR (organização compostas por empresas em parceria com o Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco)”, fala Samara Werner.
Procentro
O Procentro da região do Porto Digital, em Recife (PE), é uma escola de ensino médio voltada para a formação profissionalizante na área de tecnologia da informação. A instituição aproveita a vocação da região para formar jovens capacitados a trabalharem nessa área.
A escola funciona em parceria do governo estadual com o Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (composto pela iniciativa privada). A iniciativa foi criada para melhorar da qualidade do sistema educacional do Estado e a expandir as unidades públicas de ensino médio. “Os alunos chegam da oitava série com notas baixas e nível de leitura defasado”, afirma Marilene Montarroyos, gestora do Procentro, ao explicar a importância de melhorar o sistema de ensino local.
Além das unidades de Recife, há ao todo 20 escolas neste molde espalhadas por Pernambuco. A primeira turma se formou no ano passado, na unidade Centro de Ensino Experimental Ginásio Pernambucano, tendo 67% de aprovação no vestibular. Já na unidade Bezerros, 100% dos formados estão empregados.
O Ministério de Ciência e Tecnologia levantou dados que mostram que até 2012 o Brasil precisa de pelo menos 200 mil novos desenvolvedores de softwares eletrônicos para suprir a demanda do país. Esse número de profissionais garante a participação do país em apenas 2% do mercado mundial de softwares. Para ampliar este percentual é necessário aumentar ainda mais a quantidade de pessoas capacitadas.
Para suprir esse filão o Centro de Ensino Experimental Cícero Dias – escola de ensino médio unidade do Procentro (Programa de Desenvolvimento dos Centros de Ensino Experimental) - resolveu aproveitar a vocação do Porto Digital, em Recife (PE), para investir na formação de jovens desenvolvedores de jogos eletrônicos. No Projeto Fábrica de Jogos os alunos aprendem a elaborar jogos de computador e celular, todos educativos e com a finalidade de serem disponibilizados como metodologia de ensino para outras escolas.
”70% da profissão do futuro não existe ainda. O Brasil não está preparado para isso. A Fábrica de Jogos está trabalhando para isso”, diz Samara Werner, diretora do Instituto Oi Futuro. O instituto é parceiro do Governo Estadual de Pernambuco na criação do Procentro, sendo responsável pelo ensino de tecnologia e comunicação.
Em funcionamento desde maio deste ano, o projeto une tecnologia com o ensino regular. A capacitação profissional é dada de forma multidisciplinar. Disciplinas como educação artística e geografia servem de base para que os estudantes possam criar o cenário dos jogos, descrevendo de maneira correta se o game se passa em locais de planície, relevo, etc. Já a matemática e a física são essenciais para trabalharem com a parte de programação.
Durante três anos os jovens vão ter aulas de roteiro de jogos, design, programação, robótica e outras. Todos passam por um ciclo básico e depois começam a criar os jogos. Além dos alunos matriculados, jovens do entorno da escola também foram convidados a participar das aulas. “Todos os formados conseguirão inserção profissional, de acordo com uma pesquisa feita pelo CESAR (organização compostas por empresas em parceria com o Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco)”, fala Samara Werner.
Procentro
O Procentro da região do Porto Digital, em Recife (PE), é uma escola de ensino médio voltada para a formação profissionalizante na área de tecnologia da informação. A instituição aproveita a vocação da região para formar jovens capacitados a trabalharem nessa área.
A escola funciona em parceria do governo estadual com o Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (composto pela iniciativa privada). A iniciativa foi criada para melhorar da qualidade do sistema educacional do Estado e a expandir as unidades públicas de ensino médio. “Os alunos chegam da oitava série com notas baixas e nível de leitura defasado”, afirma Marilene Montarroyos, gestora do Procentro, ao explicar a importância de melhorar o sistema de ensino local.
Além das unidades de Recife, há ao todo 20 escolas neste molde espalhadas por Pernambuco. A primeira turma se formou no ano passado, na unidade Centro de Ensino Experimental Ginásio Pernambucano, tendo 67% de aprovação no vestibular. Já na unidade Bezerros, 100% dos formados estão empregados.
sábado, 6 de outubro de 2007
SE VOCÊ DESEJA
Se você deseja ser cristão efetivamente:
perdendo, vencerá na batalha humana;
cedendo, obterá os recursos de que precisa;
trabalhando, conseguirá a felicidade própria;
perdoando, edificará em torno de si mesmo;
libertando, conquistará os outros;
suportando, resistirá na tempestade;
renunciando, ganhará tesouros imortais;
abençoando, salvará muitos;
sofrendo, terá mais luz;
sacrificando-se, encontrará a paz;
suando, purificar-se-á;
amando, iluminará sempre.
ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier
perdendo, vencerá na batalha humana;
cedendo, obterá os recursos de que precisa;
trabalhando, conseguirá a felicidade própria;
perdoando, edificará em torno de si mesmo;
libertando, conquistará os outros;
suportando, resistirá na tempestade;
renunciando, ganhará tesouros imortais;
abençoando, salvará muitos;
sofrendo, terá mais luz;
sacrificando-se, encontrará a paz;
suando, purificar-se-á;
amando, iluminará sempre.
ANDRÉ LUIZ
Psicografia de Chico Xavier
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Sábado será o dia transformador das escolas municipais
As escolas municipais da cidade de São Paulo poderão se transformar em espécies de centros comunitários. A proposta foi sugerida ontem na prefeitura e, se aprovada, integrará saúde, esporte e ações sociais dentro dos colégios.
Aos sábados será distribuído leite às famílias dos alunos. Ao mesmo tempo, os pais passarão por uma avaliação médica feita por estudantes de medicina da USP. Os participantes serão os universitários que enfrentam dificuldades para concluírem a faculdade, por não terem dinheiro para custear gastos como alimentação, transporte e moradia. Por isso, para integrarem o programa Aprendendo com Saúde receberão uma bolsa que ajudará a se manterem financeiramente no curso.
Atividades de estímulo à prática esportiva também serão colocadas nas escolas. Com isso, crianças e jovens encontrarão opções de lazer no espaço, até então, utilizado apenas para educação dentro das salas de aula.
Aos sábados será distribuído leite às famílias dos alunos. Ao mesmo tempo, os pais passarão por uma avaliação médica feita por estudantes de medicina da USP. Os participantes serão os universitários que enfrentam dificuldades para concluírem a faculdade, por não terem dinheiro para custear gastos como alimentação, transporte e moradia. Por isso, para integrarem o programa Aprendendo com Saúde receberão uma bolsa que ajudará a se manterem financeiramente no curso.
Atividades de estímulo à prática esportiva também serão colocadas nas escolas. Com isso, crianças e jovens encontrarão opções de lazer no espaço, até então, utilizado apenas para educação dentro das salas de aula.
Solução para estudantes de medicina que enfrentam dificuldades financeiras
Estudantes de medicina da Universidade de São Paulo (USP) receberão uma bolsa que ajudará a se manterem financeiramente no curso. Em troca, eles participarão de mutirão em escolas públicas para diagnosticar doenças e encaminhar as crianças para tratamento.
Os participantes serão os universitários que enfrentam dificuldades para concluírem a faculdade, por não terem dinheiro para custear gastos como alimentação, transporte e moradia.
A proposta de oferecer bolsa é da Secretaria Municipal de Educação que organiza o programa Aprendendo com Saúde. A medida será anunciada ainda nesta semana.
Os participantes serão os universitários que enfrentam dificuldades para concluírem a faculdade, por não terem dinheiro para custear gastos como alimentação, transporte e moradia.
A proposta de oferecer bolsa é da Secretaria Municipal de Educação que organiza o programa Aprendendo com Saúde. A medida será anunciada ainda nesta semana.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Psicologia da Quarta Força
A Psicologia é a ciência dos fenômenos psíquicos e do comportamento. Entende-se por comportamento uma estrutura vivencial interna que se manifesta na conduta. A psicologia transpessoal é denominada de quarta força da psicologia. Antes de abordar a história da psicologia transpessoal, façamos um breve relato da história da psicologia no ocidente.
A psicologia ocidental originou-se na Grécia por volta do ano 500 a.C. dentro da Filosofia, onde alguns filósofos iniciaram cogitações sobre a psique humana. Destacam-se Sócrates, Platão e Aristóleles como grandes filósofos que criaram a base da filosofia ocidental.
No século XIX, no período de 1832 a 1860 na Universidade de Leipzig, Alemanha, é que a psicologia surgiu como ciência separada da filosofia através do estabelecimento de métodos e princípios teóricos aplicáveis ao estudo e de grande utilidade no estudo e tratamento de diversos aspectos da vida e da sociedade humana.
A teoria psicológica tem caráter interdisciplinar por sua íntima conexão com as ciências biológicas e sociais e por recorrer, cada vez mais, a metodologias estatísticas, matemáticas e informáticas. Não existe, contudo, uma só teoria psicológica, mas sim uma multiplicidade de enfoques, correntes, escolas, paradigmas e metodologias concorrentes, muitas das quais apresentam profundas divergências entre si.
Modernamente a psicologia é divida em quatro grandes correntes denominadas forças:
1ª Força
Behaviorismo ou Psicologia Comportamental - criada por John B. Watson. Reformulou os conceitos de consciência e imaginação, negando o valor da introspecção. Watson rejeitou tudo o que não pudesse ser mensurável, replicável ou observável em laboratório. Segundo ele, somente o comportamento manifesto era possível de ser validado cientificamente. Os estudos posteriores demonstraram que essa postura não era correta em alguns aspectos, mesmo assim os estudos de Watson foram determinantes para a expansão da psicologia.
2ª Força
Psicanálise - criada por Sigmund Freud, o estudo psicanalítico focaliza prioritariamente a patologia e o extremo sofrimento diante da própria impotência e da limitação humana. Freud teve inúmeros seguidores e muitos de seus postulados sobre a psique continuam válidos e dão suporte às outras escolas que se desenvolveram a partir da psicanálise. Freud também teve dissidentes que evidenciaram outros aspectos importantes da psique humana que ele não admitia. O principal discípulo de Freud foi Carl Gustav Jung que é considerado um dos precursores da Psicologia Transpessoal devido aos seus inúmeros estudos sobre o ocultismo.
3ª Força
Psicologia Humanista - surgiu nos Estados Unidos e na Europa, na década de 50, como reação explícita ao behaviorismo e a analogia entre o Ser Humano e a máquina e que colocava à margem do seu objeto de estudo os fatores afetivos e emocionais. O humanistas reagiam a essa opção metodológica pela exclusão da emoção, que consideravam inerente e fundamental no ser humano. A visão do Ser Humano no humanismo é a de um ser criativo, com capacidades de auto-reflexão, decisões, escolhas e valores. Abraham Maslow é considerado fundador desse movimento. A respeito da psicanálise Maslow afirmou que Freud se deteve na doença e na miséria humana e que era necessário considerar os aspectos saudáveis, que dão sentido, riqueza e valor à vida. Uma das funções da forma humanista de se analisar a psicologia é resgatar o sentido da vida próprio da condição humana. Maslow afirmava que o homem seria um ser com poderes e capacidades inibidas. Adoecemos, não só por termos aspectos patológicos, mas, muitas vezes, por bloquearmos elementos saudáveis.
4ª Força
Psicologia Transpessoal - a partir das idéias exaradas na psicologia humanista surgiu a 4ª força. Maslow acreditava que vivenciar o aspecto trasnscendente era importante e crucial em nossas vidas. Pensar de forma holística, transcendendo dualidades como certo, errado, bem ou mal, passado, presente e futuro é fundamental. Maslow declarava que sem o transcendente ficaríamos doentes, violentos e niilistas, vazios de esperança e apáticos. Na segunda edição do livro "Introdução a Psicologia do Ser" Maslow anuncia o aparecimento da quarta força em psicologia - para além dos interesses personalizados, mais elevada e centrada no cosmo. Algo maior do que somos e que seja respeitado por nós, e ao qual nos entregamos num novo sentido não materialista. Vitor Frankl, Stanislav Grof, James Fadiman e Antony Sutich uniram-se a Maslow e oficializaram, em 1968, a Psicologia Transpessoal, enfocando o estudo da consciência e o reconhecimento dos significados das dimensões espirituais da psique. Esse evento foi anunciado por Antony Sutich, em seu artigo Transpersonal Psychology.
A PSICOLOGIA TRANSPESSOAL como o estudo e aplicação dos diferentes níveis de consciência em direção à unidade fundamental do ser. A visão de mundo, na transpessoal, é a de um todo integrado, em harmonia, onde tudo é energia, formando uma rede de inter-relações de todos os sistemas existentes no universo.
A Psicologia Transpessoal é uma ciência holística que estuda o ser humano em sua totalidade, abrangendo outros enfoques científicos, tais como: Medicina, Antropologia, Sociologia, Física, Química, Biologia, Astronomia e Metafísica. Tem como objeto de estudo os estados de consciência que transcendem a pessoa e o conceito de ego.
A Psicologia Transpessoal estuda especialmente os estados de consciência e se interessa especialmente pelo estudo do estado de consciência transpessoal. É a Escola de Psicologia que pesquisa num nível científico a espiritualidade. Entretanto, é importante frisar que a Psicologia Transpessoal não é religião, nem parapsicologia, apesar de se interessar e investigar, quando necessário estes aspectos e contextos da mente humana.
É uma ciência holística que busca transcender os aspectos pessoais do ser, elevando-o a uma condição totalmente espiritual. Está baseada na física moderna subatômica, cujo modelo quantum-relativístico busca apresentar um ponto de vista integrado da teoria de quantum e relatividade, onde o Universo todo (matéria/energia) é uma entidade dinâmica em constante mudança num todo indivisível.
Fritjof Capra em seu livro o "Tao da Física" nos diz que: "Na física moderna, o universo é então experimentado como um todo dinâmico e inseparável que sempre inclui o observado de uma maneira essencial. Nessa experiência, os conceitos tradicionais de espaço e tempo, de objetos isolados e causa e efeito, perdem o seu sentido".
Baseado na física quântica Pierre Weil elaborou uma síntese, onde afirma:
Existem sistemas energéticos inacessíveis aos nossos cinco sentidos, mas registráveis por outros sentidos.
Tudo na natureza se transforma e a energia que a compõe é eterna.
A vida começa antes do nascimento e continua depois da morte física.
A vida mental e espiritual formam um sistema suscetível de se desligar do corpo físico.
A vida individual é inteiramente integrada e forma um todo com a vida cósmica.
A evolução obtida durante a existência individual continua depois da morte física.
A consciência é energia, que é vida, no sentido mais amplo: não apenas a vida biológica, física, mas também a da natureza, do Espírito, a vida-energia, infinita na suas mais diferentes expressões.
Fonte: As Fronteiras da Evolução e da Morte - Pierre Weil - 4ª Ed. Editora vozes - Petrópolis - 199
A psicologia ocidental originou-se na Grécia por volta do ano 500 a.C. dentro da Filosofia, onde alguns filósofos iniciaram cogitações sobre a psique humana. Destacam-se Sócrates, Platão e Aristóleles como grandes filósofos que criaram a base da filosofia ocidental.
No século XIX, no período de 1832 a 1860 na Universidade de Leipzig, Alemanha, é que a psicologia surgiu como ciência separada da filosofia através do estabelecimento de métodos e princípios teóricos aplicáveis ao estudo e de grande utilidade no estudo e tratamento de diversos aspectos da vida e da sociedade humana.
A teoria psicológica tem caráter interdisciplinar por sua íntima conexão com as ciências biológicas e sociais e por recorrer, cada vez mais, a metodologias estatísticas, matemáticas e informáticas. Não existe, contudo, uma só teoria psicológica, mas sim uma multiplicidade de enfoques, correntes, escolas, paradigmas e metodologias concorrentes, muitas das quais apresentam profundas divergências entre si.
Modernamente a psicologia é divida em quatro grandes correntes denominadas forças:
1ª Força
Behaviorismo ou Psicologia Comportamental - criada por John B. Watson. Reformulou os conceitos de consciência e imaginação, negando o valor da introspecção. Watson rejeitou tudo o que não pudesse ser mensurável, replicável ou observável em laboratório. Segundo ele, somente o comportamento manifesto era possível de ser validado cientificamente. Os estudos posteriores demonstraram que essa postura não era correta em alguns aspectos, mesmo assim os estudos de Watson foram determinantes para a expansão da psicologia.
2ª Força
Psicanálise - criada por Sigmund Freud, o estudo psicanalítico focaliza prioritariamente a patologia e o extremo sofrimento diante da própria impotência e da limitação humana. Freud teve inúmeros seguidores e muitos de seus postulados sobre a psique continuam válidos e dão suporte às outras escolas que se desenvolveram a partir da psicanálise. Freud também teve dissidentes que evidenciaram outros aspectos importantes da psique humana que ele não admitia. O principal discípulo de Freud foi Carl Gustav Jung que é considerado um dos precursores da Psicologia Transpessoal devido aos seus inúmeros estudos sobre o ocultismo.
3ª Força
Psicologia Humanista - surgiu nos Estados Unidos e na Europa, na década de 50, como reação explícita ao behaviorismo e a analogia entre o Ser Humano e a máquina e que colocava à margem do seu objeto de estudo os fatores afetivos e emocionais. O humanistas reagiam a essa opção metodológica pela exclusão da emoção, que consideravam inerente e fundamental no ser humano. A visão do Ser Humano no humanismo é a de um ser criativo, com capacidades de auto-reflexão, decisões, escolhas e valores. Abraham Maslow é considerado fundador desse movimento. A respeito da psicanálise Maslow afirmou que Freud se deteve na doença e na miséria humana e que era necessário considerar os aspectos saudáveis, que dão sentido, riqueza e valor à vida. Uma das funções da forma humanista de se analisar a psicologia é resgatar o sentido da vida próprio da condição humana. Maslow afirmava que o homem seria um ser com poderes e capacidades inibidas. Adoecemos, não só por termos aspectos patológicos, mas, muitas vezes, por bloquearmos elementos saudáveis.
4ª Força
Psicologia Transpessoal - a partir das idéias exaradas na psicologia humanista surgiu a 4ª força. Maslow acreditava que vivenciar o aspecto trasnscendente era importante e crucial em nossas vidas. Pensar de forma holística, transcendendo dualidades como certo, errado, bem ou mal, passado, presente e futuro é fundamental. Maslow declarava que sem o transcendente ficaríamos doentes, violentos e niilistas, vazios de esperança e apáticos. Na segunda edição do livro "Introdução a Psicologia do Ser" Maslow anuncia o aparecimento da quarta força em psicologia - para além dos interesses personalizados, mais elevada e centrada no cosmo. Algo maior do que somos e que seja respeitado por nós, e ao qual nos entregamos num novo sentido não materialista. Vitor Frankl, Stanislav Grof, James Fadiman e Antony Sutich uniram-se a Maslow e oficializaram, em 1968, a Psicologia Transpessoal, enfocando o estudo da consciência e o reconhecimento dos significados das dimensões espirituais da psique. Esse evento foi anunciado por Antony Sutich, em seu artigo Transpersonal Psychology.
A PSICOLOGIA TRANSPESSOAL como o estudo e aplicação dos diferentes níveis de consciência em direção à unidade fundamental do ser. A visão de mundo, na transpessoal, é a de um todo integrado, em harmonia, onde tudo é energia, formando uma rede de inter-relações de todos os sistemas existentes no universo.
A Psicologia Transpessoal é uma ciência holística que estuda o ser humano em sua totalidade, abrangendo outros enfoques científicos, tais como: Medicina, Antropologia, Sociologia, Física, Química, Biologia, Astronomia e Metafísica. Tem como objeto de estudo os estados de consciência que transcendem a pessoa e o conceito de ego.
A Psicologia Transpessoal estuda especialmente os estados de consciência e se interessa especialmente pelo estudo do estado de consciência transpessoal. É a Escola de Psicologia que pesquisa num nível científico a espiritualidade. Entretanto, é importante frisar que a Psicologia Transpessoal não é religião, nem parapsicologia, apesar de se interessar e investigar, quando necessário estes aspectos e contextos da mente humana.
É uma ciência holística que busca transcender os aspectos pessoais do ser, elevando-o a uma condição totalmente espiritual. Está baseada na física moderna subatômica, cujo modelo quantum-relativístico busca apresentar um ponto de vista integrado da teoria de quantum e relatividade, onde o Universo todo (matéria/energia) é uma entidade dinâmica em constante mudança num todo indivisível.
Fritjof Capra em seu livro o "Tao da Física" nos diz que: "Na física moderna, o universo é então experimentado como um todo dinâmico e inseparável que sempre inclui o observado de uma maneira essencial. Nessa experiência, os conceitos tradicionais de espaço e tempo, de objetos isolados e causa e efeito, perdem o seu sentido".
Baseado na física quântica Pierre Weil elaborou uma síntese, onde afirma:
Existem sistemas energéticos inacessíveis aos nossos cinco sentidos, mas registráveis por outros sentidos.
Tudo na natureza se transforma e a energia que a compõe é eterna.
A vida começa antes do nascimento e continua depois da morte física.
A vida mental e espiritual formam um sistema suscetível de se desligar do corpo físico.
A vida individual é inteiramente integrada e forma um todo com a vida cósmica.
A evolução obtida durante a existência individual continua depois da morte física.
A consciência é energia, que é vida, no sentido mais amplo: não apenas a vida biológica, física, mas também a da natureza, do Espírito, a vida-energia, infinita na suas mais diferentes expressões.
Fonte: As Fronteiras da Evolução e da Morte - Pierre Weil - 4ª Ed. Editora vozes - Petrópolis - 199
Falta de mão-de-obra qualificada afeta 65% das indústrias, aponta CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez extenso inventário sobre a qualificação da mão-de-obra na indústria. Descobriu que a falta de capacitação do trabalhador é um fato com impactos negativos sobretudo na área de produção, o que restringe o aumento da competitividade. Das 1.714 indústrias consultadas, 56% vêem como um problema para a empresa a falta de mão-de-obra qualificada. Ele é maior para as pequenas empresas (60%), mas também é registrado, com ênfase, entre as de médio e grande porte - 55% e 45%, respectivamente.
A pesquisa, que contou com a participação de 949 pequenas empresas, 507 médias e 258 grandes, foi realizada entre 29 de junho e 18 de julho.
"Com a retomada do crescimento era previsível que isso ocorresse", diz Renato da Fonseca, gerente da unidade de pesquisa da CNI. Espontaneamente, os empresários destacaram que, "mesmo nos casos onde o grau de capacitação requerido não é muito elevado, as empresas enfrentam dificuldade devido à baixa qualidade da educação básica", o que dificulta o processo de aprendizagem na própria empresa por meio de cursos técnicos e profissionalizantes.
Os impactos ocorrem "em intensidade diferente dependendo da área organizacional da empresa". A área de produção é a mais afetada, segundo 68% dos entrevistados, com a área de pesquisa e desenvolvimento no segundo lugar com 11%, e a administrativa e gerencial em terceiro, com 7%. A produção é a área mais afetada, independentemente do porte da empresa.
No que se refere ao desempenho, 69% das empresas responderam que a falta de mão-de-obra qualificada "afeta, sobretudo, a busca de eficiência", o que, segundo a pesquisa, "é coerente com o fato do maior impacto do mesmo problema se dar na área de produção". Mas 36% das empresas também mencionaram que a falta de mão-de-obra qualificada prejudica a busca pela qualidade dos produtos. Problema afeta ainda a aquisição de novas tecnologias (25%) e o desenvolvimento de novos produtos (23%).
A busca pela eficiência é a ação mais afetada para todas as empresas, mas elas divergem em relação aos demais itens, quando separadas por porte. Para as grandes, a segunda ação mais prejudicada é a aquisição de novas tecnologias (29%), opção que entre as pequenas empresas (20%) ficou na última posição entre as quatro disponíveis. Para essas empresas, a segunda ação mais prejudicada é a busca pela qualidade do produto (41%).
Os setores com maiores problemas com a falta de mão-de-obra qualificada são álcool (76%), vestuário (75%), outros equipamentos de transporte (71%), indústrias extrativas (71%), máquinas e equipamentos (70%) e veículos automotores (67%). São também os setores mais impulsionados pelo crescimento econômico, muito embora os técnicos da CNI tenham estranhado a presença da área de vestuário, hoje sob forte concorrência dos produtos asiáticos.
Diante desse quadro, o que fazem as empresas para capacitar ou manter a mão-de-obra qualificada? Apenas 30% recorrem à contratação direta no mercado, as 70% restantes procuram resolver o problema capacitando os trabalhadores após a contratação. As empresas que investem em programas de capacitação chegam a 84% do universo pesquisado. Entre as grandes empresas, esse percentual chega a 96%. Regionalmente, as empresas do Sul são as que mais investem em capacitação de mão-de-obra (90%); em termos setoriais, o de álcool e outros equipamentos e transporte (100%), e o de máquinas e materiais elétricos (90%).
Entre as empresas que dizem ter necessidade de investir em qualificação (97%), a grande maioria (78%) apontou mais de uma dificuldade no processo: falta de oferta de cursos adequados (52%), custo elevado (39%), alta rotatividade dos trabalhadores (25%) e pouco interesse dos trabalhadores (24%). Para manter a mão-de-obra qualificada, a indústria prefere dar benefícios além do salário (64%) a pagar salários acima da média do mercado. A maioria (69%) diz adotar política de retenção do trabalhador qualificado.
Raymundo Costa
Valor Econômico (matéria publicada em 01/10/2007).
A pesquisa, que contou com a participação de 949 pequenas empresas, 507 médias e 258 grandes, foi realizada entre 29 de junho e 18 de julho.
"Com a retomada do crescimento era previsível que isso ocorresse", diz Renato da Fonseca, gerente da unidade de pesquisa da CNI. Espontaneamente, os empresários destacaram que, "mesmo nos casos onde o grau de capacitação requerido não é muito elevado, as empresas enfrentam dificuldade devido à baixa qualidade da educação básica", o que dificulta o processo de aprendizagem na própria empresa por meio de cursos técnicos e profissionalizantes.
Os impactos ocorrem "em intensidade diferente dependendo da área organizacional da empresa". A área de produção é a mais afetada, segundo 68% dos entrevistados, com a área de pesquisa e desenvolvimento no segundo lugar com 11%, e a administrativa e gerencial em terceiro, com 7%. A produção é a área mais afetada, independentemente do porte da empresa.
No que se refere ao desempenho, 69% das empresas responderam que a falta de mão-de-obra qualificada "afeta, sobretudo, a busca de eficiência", o que, segundo a pesquisa, "é coerente com o fato do maior impacto do mesmo problema se dar na área de produção". Mas 36% das empresas também mencionaram que a falta de mão-de-obra qualificada prejudica a busca pela qualidade dos produtos. Problema afeta ainda a aquisição de novas tecnologias (25%) e o desenvolvimento de novos produtos (23%).
A busca pela eficiência é a ação mais afetada para todas as empresas, mas elas divergem em relação aos demais itens, quando separadas por porte. Para as grandes, a segunda ação mais prejudicada é a aquisição de novas tecnologias (29%), opção que entre as pequenas empresas (20%) ficou na última posição entre as quatro disponíveis. Para essas empresas, a segunda ação mais prejudicada é a busca pela qualidade do produto (41%).
Os setores com maiores problemas com a falta de mão-de-obra qualificada são álcool (76%), vestuário (75%), outros equipamentos de transporte (71%), indústrias extrativas (71%), máquinas e equipamentos (70%) e veículos automotores (67%). São também os setores mais impulsionados pelo crescimento econômico, muito embora os técnicos da CNI tenham estranhado a presença da área de vestuário, hoje sob forte concorrência dos produtos asiáticos.
Diante desse quadro, o que fazem as empresas para capacitar ou manter a mão-de-obra qualificada? Apenas 30% recorrem à contratação direta no mercado, as 70% restantes procuram resolver o problema capacitando os trabalhadores após a contratação. As empresas que investem em programas de capacitação chegam a 84% do universo pesquisado. Entre as grandes empresas, esse percentual chega a 96%. Regionalmente, as empresas do Sul são as que mais investem em capacitação de mão-de-obra (90%); em termos setoriais, o de álcool e outros equipamentos e transporte (100%), e o de máquinas e materiais elétricos (90%).
Entre as empresas que dizem ter necessidade de investir em qualificação (97%), a grande maioria (78%) apontou mais de uma dificuldade no processo: falta de oferta de cursos adequados (52%), custo elevado (39%), alta rotatividade dos trabalhadores (25%) e pouco interesse dos trabalhadores (24%). Para manter a mão-de-obra qualificada, a indústria prefere dar benefícios além do salário (64%) a pagar salários acima da média do mercado. A maioria (69%) diz adotar política de retenção do trabalhador qualificado.
Raymundo Costa
Valor Econômico (matéria publicada em 01/10/2007).
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Receita infalível para virar incompetente
Uma das melhores notícias para a educação brasileira é a crescente sofisticação dos exames para entrar nas faculdades, exigindo mais reflexão e menos "decoreba". Deve-se comemorar a mudança porque, afinal, os ensinos médio e até fundamental passam a estimular cada vez mais um currículo centrado na visão crítica do aluno e em sua capacidade de associar idéias e informações, conectadas a questões concretas.
A USP acaba de divulgar sua intenção de fazer vestibulares seriados; ou seja, o estudante vai enfrentar três provas, uma ao fim de cada ano do ensino médio. Mais uma vez, será cobrada reflexão, o que exige formação geral. É o fim da mediocridade dos cursinhos e dos professores que ensinam matérias sem nenhuma ligação com outras matérias e, muito menos, com o cotidiano.
O que está em jogo não é fazer bons alunos, mas bons profissionais, capazes de sobreviver num mundo de inovações cada vez mais velozes e no qual se demanda a habilidade da auto-aprendizagem. O problema é que, muitas vezes, os professores estão longe, muito longe, do mercado do trabalho e ficam ensinando coisas inúteis; seu poder deriva não da relevância do que ensinam, mas da nota e do vestibular.
Os novos vestibulares estão desmontando esse poder. O papel do professor deve ser o de gerenciador de curiosidades. Até porque todo o conhecimento disponível já está na internet.
Empanturrar a criança e o jovem com informações sem contextualização e, pior, sem que os alunos sejam protagonistas, é uma fórmula infalível para produzir, no presente, um ser humano infeliz diante dos prazeres da descoberta intelectual e, no futuro, um trabalhador incompetente. Ou um desempregado.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
A USP acaba de divulgar sua intenção de fazer vestibulares seriados; ou seja, o estudante vai enfrentar três provas, uma ao fim de cada ano do ensino médio. Mais uma vez, será cobrada reflexão, o que exige formação geral. É o fim da mediocridade dos cursinhos e dos professores que ensinam matérias sem nenhuma ligação com outras matérias e, muito menos, com o cotidiano.
O que está em jogo não é fazer bons alunos, mas bons profissionais, capazes de sobreviver num mundo de inovações cada vez mais velozes e no qual se demanda a habilidade da auto-aprendizagem. O problema é que, muitas vezes, os professores estão longe, muito longe, do mercado do trabalho e ficam ensinando coisas inúteis; seu poder deriva não da relevância do que ensinam, mas da nota e do vestibular.
Os novos vestibulares estão desmontando esse poder. O papel do professor deve ser o de gerenciador de curiosidades. Até porque todo o conhecimento disponível já está na internet.
Empanturrar a criança e o jovem com informações sem contextualização e, pior, sem que os alunos sejam protagonistas, é uma fórmula infalível para produzir, no presente, um ser humano infeliz diante dos prazeres da descoberta intelectual e, no futuro, um trabalhador incompetente. Ou um desempregado.
Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.
Pesquisas mostram que projetos musicais ajudam no rendimento escolar
Por Erika Vieira
Projetos de inclusão social pela música estão gerando bons resultados no Brasil. Duas pesquisas recentes comprovam que as crianças e jovens participantes demonstram melhor desenvolvimento escolar.
No Estado de São Paulo o estudo foi realizado com 48 mil alunos do Projeto Guri – curso musical oferecido pela Secretaria Estadual de Cultura. O instituto de pesquisa Via Pública levantou, no final de 2006, que 62% dos participantes consideram que tiveram o rendimento escolar melhorado depois que ingressaram na iniciativa.
Ao selecionarem uma nota, entre 0 e 10, para dizer o quanto o projeto é importante para sua formação como pessoa, a média obtida foi 9,6. Os pais concordam. Para 96% o projeto contribui muito para a formação dos seus filhos. Eles relatam que as crianças ficam mais confiantes, alegres e calmas.
Quando questionados por que ingressaram no Guri, mais da metade dos jovens disseram que foram incentivados por quem já estava no projeto.
Resultados semelhantes são encontrados na pesquisa feita com os participantes do Tim Música nas Escola – programa de música patrocinado pela iniciativa privada e aplicado em crianças a rede pública de ensino. O economista brasileiro Flávio Comim, pesquisador da Universidade de Cambridge, Inglaterra, trabalhou com 8 mil crianças do Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre, Belém, Florianópolis, Ribeirão Preto e São Paulo.
Comim comparou jovens participantes com os não participantes, e chegou a conclusão de que alunos do projeto atingem uma taxa de desenvolvimento 19% acima dos outros estudantes.
O Guri
O Projeto Guri possui 375 pólos em todo o Estado de São Paulo. Criada em 1997, atende jovens de baixa renda, e adolescentes da Fundação Casa (antiga FEBEM). A iniciativa cultural de inclusão social por meio da música é reconhecida internacionalmente, prova disso, é ter sido a única instituição brasileira convidada a participar da 1ª Conferencia Orquestral da África do Sul, em 2005. O Ministério da Educação também considerou, em 2002, a melhor experiência para representar o país perante a Nações Unidas.
Projetos de inclusão social pela música estão gerando bons resultados no Brasil. Duas pesquisas recentes comprovam que as crianças e jovens participantes demonstram melhor desenvolvimento escolar.
No Estado de São Paulo o estudo foi realizado com 48 mil alunos do Projeto Guri – curso musical oferecido pela Secretaria Estadual de Cultura. O instituto de pesquisa Via Pública levantou, no final de 2006, que 62% dos participantes consideram que tiveram o rendimento escolar melhorado depois que ingressaram na iniciativa.
Ao selecionarem uma nota, entre 0 e 10, para dizer o quanto o projeto é importante para sua formação como pessoa, a média obtida foi 9,6. Os pais concordam. Para 96% o projeto contribui muito para a formação dos seus filhos. Eles relatam que as crianças ficam mais confiantes, alegres e calmas.
Quando questionados por que ingressaram no Guri, mais da metade dos jovens disseram que foram incentivados por quem já estava no projeto.
Resultados semelhantes são encontrados na pesquisa feita com os participantes do Tim Música nas Escola – programa de música patrocinado pela iniciativa privada e aplicado em crianças a rede pública de ensino. O economista brasileiro Flávio Comim, pesquisador da Universidade de Cambridge, Inglaterra, trabalhou com 8 mil crianças do Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre, Belém, Florianópolis, Ribeirão Preto e São Paulo.
Comim comparou jovens participantes com os não participantes, e chegou a conclusão de que alunos do projeto atingem uma taxa de desenvolvimento 19% acima dos outros estudantes.
O Guri
O Projeto Guri possui 375 pólos em todo o Estado de São Paulo. Criada em 1997, atende jovens de baixa renda, e adolescentes da Fundação Casa (antiga FEBEM). A iniciativa cultural de inclusão social por meio da música é reconhecida internacionalmente, prova disso, é ter sido a única instituição brasileira convidada a participar da 1ª Conferencia Orquestral da África do Sul, em 2005. O Ministério da Educação também considerou, em 2002, a melhor experiência para representar o país perante a Nações Unidas.
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