quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estranhas e curiosas coincidências

Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.

Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.

Os nomes de Lincoln e Kennedy tem sete letras.
Ambos estavam comprometidos na defesa dos direitos civis.

As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.

A secretaria de Lincoln se chamava Kenndy.
A secretaria de Kennedy se chamava Lincoln.

Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas.
Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas.

Ambos os sucessores se chamavam Johnson.

Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy nasceu em 1908.

John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.

Ambos os assassinos eram conhecidos pelo seus três nomes.
Os nomes de ambos os assassinos têm quinze letras.

Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado num teatro.

Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.

E a parte engraçada:
Uma semana antes de Lincoln ser morto ele estava em Monroe, Maryland.
Uma semana antes de Kennedy ser morto ele estava com Monroe, Marilyn.

Lincoln foi morto na sala Ford, do teatro Kennedy...
Kennedy foi morto num carro Ford, modelo... Lincoln.

Isso é que é coincidência!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"Clima vai causar ressacas, doenças e desemprego na Europa", diz cientista

Previsões constam de estudos apresentados em encontro na Bélgica.

Área mais atingida será o litoral dos países europeus.


Do Globo Natureza, em São Paulo

O agravamento das ressacas marinhas, a fuga de espécies para o norte dos oceanos e o aumento de doenças causadas por bactérias serão algumas das consequências na Europa das mudanças no clima da Terra. Essas são conclusões de estudos que vão ser apresentados na quarta-feira (14), em um evento em Bruxelas, na Bélgica. Pesquisadores também analisaram a percepção dos moradores de dez países europeus sobre o agravamento desses impactos.

As conclusões são parte do projeto Clamer, fruto da colaboração de 17 institutos europeus de pesquisas marinhas. O relatório que será divulgado é a síntese de mais de 100 estudos, publicados desde 1998, que analisam os efeitos das mudanças climáticas sobre os ambientes marinhos da Europa.

O projeto também busca melhores formas de comunicar as conclusões científicas desses impactos. "Temos acumulado evidências convincentes e perturbadoras sobre as mudanças climáticas", diz Carlo Hipe, diretor do Instituto Real para a Pesquisa Marinha. "E precisamos comunicar melhor o que temos. Todos devemos prestar mais atenção aos avisos claros dos perigos que enfrentaremos, o que poderá ser considerado uma experiência sem controle sobre o ambiente marinho".

Coordenados pelo Conselho Marinho da Fundação Europeia da Ciência, os estudos publicados avaliaram os ambientes nos Mares Mediterrâneo, Negro, Báltico e do Norte, no Oceano Ártico e no nordeste do Oceano Atlântico.

Mapa das áreas costeiras vulnerávei na Europa (Foto: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambiente)Em vermelho estão as áreas costeiras mais vulneráveis da Europa. (Mapa: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambiente)

Um dos problemas levantados no estudo é a dificuldade em prever com precisão onde os impactos vão ocorrer. Estimar os custos desses eventos é outro problema, pois os cientistas afirmam que alguns dos impactos vão ser generalizados, enquanto outros serão pontuais.

Entre os possíveis impactos previstos para as próximas décadas estão:

Aumento dos riscos e custos com doenças. Milhões de euros vão ser gastos com despesas de saúde. O consumo de frutos do mar contaminados e as doenças transmitidas pela ingestão de água contaminada, até durante a recreação ocasional, vão ser os princpais responsáveis por esses gastos. O aumento da temperatura do oceano também pode causar a proliferação de bacterias do gênero Vibrio, que causa gastroenterintes graves e até a septicemia (infecção generalizada).

Danos à propriedade. A elevação do nível do mar, combinada com ondas maiores no Atlântico Norte e tempestades mais frequentes, ameaça tomar até 500 metros da costa de alguns países. O estudo alerta que 35% da riqueza europeia é gerada dentro dessas áreas. A elevação do nível do mar de 80 a 200 centímetros poderia acabar com países inteiros. Além das inundações e dos danos econômicos, pode haver a migração de populações dessas áreas inundadas, a salinização do solo e da água e a perda de zonas úmidas.

Erosão na costa de Biarritz, na França (Foto: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambiente)Erosão na costa de Biarritz, na França (Foto: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambie

Tempestades mais freqüentes e intensas estão projetadas para o Norte da Europa. As áreas afetadas também incluem uma faixa que vai do sul da Inglaterra ao norte da França, à Dinamarca e ao norte da Alemanha e da Europa Oriental. Os danos anuais causados por esses fenômenos devem crescer 21% no Reino Unido, 37% na Alemanha e 44% em toda a Europa, com um aumento de 104% nas perdas em uma para cada 100 das tempestades anuais.

Redução dos estoques pesqueiros. Os cientistas do Clamer sugerem a necessidade de redução da pesca comercial na Europa. Isso porque o aquecimento das águas e acidificação dos oceanos alteram o teor de oxigênio da água, fazendo com que muitos cardumes migrem para os oceanos ao norte do planeta. Entre as espécies que podem ser extintas pelo fenômeno estão o bacalhau no mar Báltico e o Aristeus, uma tipo valioso de camarão. A segurança alimentar de países de baixas latitudes vai ficar seriamente prejudicada.

O que pensam os europeus sobre os estudos.

A pesquisa também avaliou o que pensam os europeus sobre os efeitos das mudanças climáticas. O objetivo da análise é encontrar melhores formas de comunicar os resultados científicos encontrados para o aquecimento global.

Foram ouvidos 10 mil moradores de dez países do continente. O estudo revelou preocupação generalizada com as mudanças climáticas. A preocupação com a elevação do nível do mar e a erosão costeira é o maior temor dos europeus.

Cerca de 86% dos entrevistados acreditam que as mudanças climáticas sáo causadas, principalmente, por causas das atividades humanas.