É lei universal que “semelhante atrai semelhante”. Por isso, o próximo é de grande instrumento para observar quem somos, mas fugimos a todo o momento da consciência que ele nos traz. Geralmente, o que deixa o indivíduo irritado no próximo é o que ele tem em si. Para não enxergar os próprios erros, ataca-se o outro, com objetivo de abafar as próprias falhas, quase sempre se fazendo de vítima. Em psicologia, o nome atribuído a isso é identificação projetiva.
Se encararmos o próximo como nosso espelho, ele será a maior fonte de autoconhecimento. A hipocrisia é uma das maiores dificuldades para o progresso humano. Esse fato foi muito explorado por Jesus e Sócrates.
Marcelo Brito Sener
domingo, 23 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Todos nós estamos aqui na Terra por algum motivo, isso varia de acordo com a natureza de cada um.
Duas situações ocorrem nessa identificação projetiva.
Perceber no outro o que ainda precisa ser melhorado é observar o que em nós já se modificou.
Enquanto que na outra parte do processo, as sensações são movidas por estranheza, incompreessão, raiva, revolta, vontade de estagnar-se e tumulto.
As duas situações ocorrem em ambos os indivíduos e são concomitantes.
Mas como toda tempestade, esse tumulto repentino é procedido de bonança e modificações para o bem, assim como os ventos que arrancam os galhos mortos e inúteis das árvores e as águas tempestuosas que fecundam o solo.
É um processo de Deus, o homem é apenas coadjuvante e aprendiz.
Postar um comentário