sexta-feira, 29 de abril de 2011

Artigo: Do Capitalismo ao Comunismo via democracia

1. Capitalismo e socialismo: faces da mesma moeda

Com a teoria marxista o mundo sofreu profundas modificações do ponto de vista filosófico, político, social e econômico. Por um lado, Marx denunciou a exploração dos trabalhadores e contribuiu para a consciência da sociedade sobre esse fato, porém trouxe o radicalismo como forma de resolver o problema.

De fato, o capitalismo prega o bem individual como ferramenta para o bem comum. Sabemos que isso não é bem verdade, pois há uma exploração e especulação absurda, como bem mostrou Marx na obra “O Capital”. A solução, no entanto, não seria com a concentração do poder nas mãos do Estado, pois isso é o capitalismo nas mãos dos burocratas, que irão concentrar poder e capital da mesma forma. Na visão marxista, o socialismo seria a passagem para o comunismo, uma sociedade harmônica sem necessidade de Estado. O que defendo é o comunismo, porém com o capitalismo sendo a sua passagem.

Capitalismo e socialismo são faces da mesma moeda. O primeiro tenta explorar e acumular riquezas nas mãos dos indivíduos; o segundo tenta explorar e acumular riquezas nas mãos do Estado e seus dirigentes. Ambos levam a uma elite dominante, sejam os grandes empresários ou os dirigentes e burocratas. Nenhum serve ao bem comum.

O comunismo seria a última etapa da confluência dessas teorias, de forma gradual e sem violência. Para isso, precisamos de um Estado de bem estar social, social-democrata, que faça as privatizações do sistema produtivo, cuidando dos temas essenciais: educação, saúde, segurança. É necessária a regulação da economia, evitando os excessos do mercado. O que defendo, em resumo, é a separação do poder político e econômico. No capitalismo, o poder econômico engole o poder político, já no socialismo acontece o inverso. Venho mostrar como acabar com essas duas contradições, já que o mundo passou um século dividido entre os dois sistemas e atualmente está anestesiado com o capitalismo, sem saber como sair de suas crises e contradições.

2. Marxismo

Marx foi um dos maiores gênios da sociologia e economia, porém cometeu falhas graves. Não previu a evolução da sociedade industrial para a pós-industrial, com predomínio da criatividade no trabalho. Além disso, estimulou a ditadura como forma de resolver o problema social.

A psicologia explica que, através da identificação projetiva, tudo o que é radicalmente condenado no outro é o espelho da própria personalidade. Ou seja, os que denunciam veementemente a ganância dos capitalistas estão falando de si próprios e tentarão abafar essa consciência de qualquer jeito. O que acontece quando chegam ao poder? Fazem exatamente a mesma coisa dos anteriores, pois são iguais a eles. Como disse Aristóteles: “a virtude está no meio”.

A teoria marxista contribuiu para mudar o mundo e conseguir melhores condições aos trabalhadores, porém perdemos tempo com a disputa dos poderosos pela supremacia de seus interesses particulares, seja em nome da liberdade empresarial ou da liberdade estatal.

Para corrigir isso, a democracia é o melhor veículo para a construção de uma sociedade justa. Sugiro o caminho do capitalismo com regulação do Estado para chegar a uma sociedade comunista, em que o trabalho será a grande moeda e as injustiças serão eliminadas.

3. Social-democracia como transição

O Estado de bem-estar social surgiu como forma de conciliar as disputas entre trabalho e capital. Ele passa a se preocupar com as necessidades sociais básicas da sociedade e regula a economia de forma a corrigir os movimentos especulativos do mercado.

Entendo ser essa a melhor forma de governar a sociedade atual. O Estado ficaria com a responsabilidade de promover a educação, saúde, segurança pública, previdência, justiça e regular a economia. Defendo a privatização de todo o sistema produtivo, de forma a separar o poder político do econômico, equilibrando a balança dos interesses. Com essa privatização, aumenta-se a eficiência e eficácia dessas empresas, como foi o caso das organizações de telefonia e da Vale no Brasil. A infra-estrutura também deve seguir o mesmo caminho: portos, estradas, ferrovias, energia e aeroportos. O exemplo das estradas de São Paulo reforça o argumento, pois é lá onde temos as melhores estradas do país, além de ser um sistema justo, pois aquele que usa é quem paga.

As agências reguladoras foram um excelente modelo de regulação da economia, dispensando os ministérios desses setores, porém não podem sofrer influências políticas. Com isso, as empresas privadas não ficariam livres para cometer abusos.

Com o dinheiro dessas privatizações, defendo o pagamento da dívida do Estado e a gradual redução da taxa de juros. Assim, o dinheiro que é pago em juros para rolar a dívida poderia ser investido nas necessidades da população, como moradia e saneamento básico.

Nesse modelo, o Estado tem o poder político e as empresas o poder econômico, sendo ambos dirigidos ao bem comum. Hoje temos uma vida infernal, vivendo para pagar contas desnecessárias, juros e impostos altos para financiar um Estado ineficiente. Cito como exemplos as questões de moradia, alimentação, transporte e comunicação. É possível em poucos anos, com as tecnologias disponíveis, promover isso tudo de maneira gratuita à população. Todo cidadão tem o direito inalienável à vida, sendo do Estado o dever de promover esses itens básicos de maneira gratuita, mesmo que o indivíduo não queira trabalhar, porém os outros itens devem ser conseguidos através do trabalho. O Bolsa Família é um exemplo de um programa barato e que atinge a uma quantidade enorme de famílias, proporcionando a compra de alimentos.

4. Neoliberalismo

O neoliberalismo falhou em sua posição ideológica, pois apostou na regulação da economia pelo mercado e com um Estado mínimo. Essa teoria naufragou com a crise de 2008, causada pela especulação imobiliária. Lembro o fato da crise de 1929, que foi causada também pela falta de regulação da economia. Com isso, a prática mostrou que o mercado precisa ser controlado, pois a ganância e o egocentrismo de alguns bancos e empresários podem levar à quebra de várias empresas e países.

O grande legado dessa tese foi o das privatizações como forma de resolver o problema da ineficiência do Estado. Além disso, permitiu-se uma abertura econômica dos países, sendo promovida a globalização, um excelente instrumento para a união das nações em torno dos direitos humanos.

5. Separação do poder político do econômico

Na História ocidental foram muitos séculos com o poder político unido ao poder religioso. A sociedade deu um grande salto evolutivo ao separar esses poderes, pois um corrompia o outro. Da mesma maneira ainda vivemos com os poderes político e econômico.

Em alguns países de ditaduras, esse poder político engole o poder econômico e a sua liberdade. Em países democráticos é o poder econômico quem engole o político, fazendo com que seja uma extensão dos seus interesses. Com o financiamento privado de campanhas políticas, os capitalistas colocam quem eles desejam no poder e calculam o retorno desse investimento, como manda a lógica do sistema. A ideologia é substituída pelo pragmatismo do mercado, tornando os indivíduos como seus escravos psicológicos. Essa escravidão é concretizada pelas pressões sofridas desde a infância, pois a criança aprende que tem de estudar para ganhar dinheiro e ser alguém na vida, ou seja, ser alguém que o mercado deseja. Dessa forma, o futuro de milhões de pessoas está dentro do planejamento estratégico das empresas, caso não sigam as cartilhas do mercado muitos estão fadados a ter dificuldades financeiras. Cito o exemplo de um adolescente decidido a fazer o curso de Filosofia, que logo é desencorajado pelos parentes e professores, com o discurso de que irá “morrer de fome”.

A melhor maneira que proponho para fazer essa separação é:

a) Financiamento público exclusivo de campanha política;
b) Privatização das empresas públicas, exceto os órgãos de educação e saúde.

Hoje os órgãos públicos são ineficientes e estão tomados por representantes de grupos econômicos, que se especializaram em corrupção. O Brasil é corrupto porque é mal auditado, pois nas empresas privadas esse tipo de conduta diminui pelo maior controle dos empresários sobre a contabilidade e as ações da empresa. O problema, então, não é o de impunidade ou falta de cadeia, mas de falta de auditorias e de bons sistemas preventivos.

Dessa forma, com a separação desses poderes, haverá um equilíbrio de forças, que dará sustentação à nação, como acontece na divisão dos poderes.

6. O verdadeiro comunismo

O comunismo seria a ausência do Estado e da propriedade privada, fato que só existiu nas organizações de sociedade mais primitivas. Há uma verdadeira confusão quando são citadas a URSS, Cuba ou China como comunistas. Na verdade esses países são ou foram socialistas, em que o Estado detém o controle dos meios de produção, pois no comunismo não há essa figura.

Dessa maneira, o verdadeiro comunismo seria uma sociedade em que os meios de produção são de todos e a sociedade é auto-regulada. As instituições são sólidas e os cidadãos conscientes do seu papel na sociedade. É um estágio que levará séculos, pois é necessária uma maturidade moral do ser humano, pois a lógica do ter é substituída pela do ser.

Como exemplo dessa forma de sociedade, cito a confecção de roupas. Supondo-se a humanidade com 6 bilhões de habitantes, com uso de 10 roupas por ano, teríamos necessidade 60 bilhões de roupas em cada ano. Dessa forma, imaginemos que as indústrias levem 6 meses para concluir esse trabalho, então esses trabalhadores cumpririam o seu dever e teriam 6 meses livres para estudar, viajar, ou usar sua liberdade para o que bem entenderem. Com esse exemplo levado para as outras necessidades, cada instituição cuidaria de uma delas e o tempo seria mais bem aproveitado, não havendo desemprego ou pessoas marginalizadas.

Os objetos passam a ser os meios de sobrevivência e não a finalidade da existência. Os carros passam a não ter donos, pois o objetivo é se locomover; haveria produção de alimentos suficientes para todos; o dinheiro passa a ser desnecessário, pois os cidadãos têm tudo o que precisam e conquistam os seus objetivos mais íntimos através do trabalho.

7. Dinheiro virtual e o imposto único

Como dito no capítulo anterior, no comunismo o dinheiro não é necessário, porém o caminho até isso é bem longo. Antes disso, o dinheiro será informatizado e estágios gradativos levarão à sua extinção.

Hoje já temos as máquinas e cartões de débito em conta e de crédito. Acredito ser o primeiro estágio, pois o dinheiro em papel simplesmente irá sumir. Com isso, o Governo pode adotar o imposto único, pois todas as operações financeiras serão contabilizadas, sendo diminuída quase a zero a corrupção e sonegação. A burocracia estatal para arrecadar impostos e fiscalizar os cidadãos diminui, pois tudo será informatizado, a exemplo do imposto CPMF, já extinto no Brasil.

8. Associações de empresas e a moeda hora-trabalho

Com o objetivo de termos o fim da moeda convencional, proponho um modelo de associação de empresas, com uma moeda baseada na quantidade de horas trabalhadas pelos cidadãos. Cito exemplos de empresas comerciais de roupas e alimentos. Um trabalhador do comércio de alimentos vai até uma loja de roupas e passa o seu cartão pessoal, lá estão computadas as horas trabalhadas na sua empresa e elas são abatidas pelos produtos comprados.

Dessa maneira, as empresas fariam essas parcerias e associações, inicialmente locais e depois globais, com as multinacionais. Haverá uma troca baseada no trabalho, podendo ser diminuída as desigualdades. As horas podem ter o seu valor dividido em alguns grupos, privilegiando o trabalho intelectual, porém sem grande diferença, para evitar as disparidades enormes existentes hoje.

Entendo que atualmente vivemos uma fase de experimentação das empresas, em que será visto as que irão se consolidar no mercado. Há, também, uma tendência das grandes empresas comprarem as menores, formando monopólios. Acredito ser exatamente esse o movimento que levará a essas grandes associações e tornará a divisão do trabalho mais justa entre os países, levando em conta a vocação e cultura de cada um. Haverá, então, uma grande empresa produtora de roupas, outra de calçados, carros, softwares e assim por diante, trocando entre si trabalho e cooperação mútua. Será o fim da competitividade e exploração dos homens.

9. Empresas trilógicas: um novo conceito de organização

Na obra “Trabalho e Capital”, Norberto Keppe, filósofo, psicanalista e cientista social, nos oferece um novo conceito de empresa. Nela, os trabalhadores passam a ser os seus sócios e o capital inicial retorna ao seu dono como se fosse um empréstimo. A remuneração e os lucros passam a ser divididos proporcionalmente ao trabalho.

Dessa maneira, acaba o conflito entre capital e trabalho, pois no modelo atual o empresário recebe pelo resto da vida o percentual relativo ao seu capital inicial, mesmo que não trabalhe. Isso faz com que os indivíduos mais criativos e produtivos sejam explorados pelos detentores do capital.

Imaginemos o exemplo de uma empresa de construção de imóveis. Para a abertura dessa empresa foram investidos R$ 100.000,00, sendo esse capital de dois sócios. Parte do faturamento da empresa, dez ou quinze por cento, seriam retornados aos investidores com os juros pagos pelo mercado. Todos os trabalhadores seriam os seus sócios, com os lucros sendo divididos de acordo com as realizações. A maneira de divisão do capital seria descrita no contrato social da empresa. Acaba-se com a exploração dos trabalhadores e com o predomínio do capital. A sociedade, enfim, passaria a ser regida pelo trabalho.

10. A falácia do desemprego

A falta de emprego é culpa dos homens, pois não falta trabalho para os indivíduos. Quero dizer que há muito por fazer na sociedade. Por exemplo, há milhões de casas a serem construídas, instalação de saneamento básico, construção de estradas, portos, produção de alimentos, petróleo, limpeza das ruas, enfim, basta andar em qualquer lugar do mundo que encontraremos vários serviços ainda por fazer. Não há motivo, então, para termos pessoas desocupadas. O que há é falta de qualificação para as pessoas conquistarem os postos abertos.

Além dessa falácia, há os que colocam a culpa na informatização. Ao contrário do que se fala normalmente, a informatização não retira empregos das pessoas, e sim elimina empregos de baixo nível intelectual, além de criar outros de padrão intelectual mais elevado.

Os Governos precisam estimular a saída da população dos grandes centros, dando incentivos de casas populares e formação adequada para os indivíduos conseguirem emprego em áreas menos urbanizadas, que necessitam da força de trabalho para crescimento. O modelo atual concentra a riqueza nas metrópoles e faz com que se perca enorme tempo com trânsito, diminuindo a qualidade de vida da população. Os indivíduos respondem rapidamente a isso, pois em toda História vimos movimentos migratórios, sendo intensificados no século XX.

Há necessidade, ainda, de dar estímulos e crédito para a construção de moradias e saneamento básico no mundo, pois há uma deficiência enorme. Só no Brasil, são 8 milhões de moradias a serem construídas. Esse tipo de empreendimento, além de necessário, fornece emprego para milhares de pessoas e aquece a economia em grande escala, pois há compra de materiais de construção e de móveis e utensílios para a casa.

11. O motor keppeano

A ciência chegou próximo de obtermos a energia livre. Nas experiências do Instituto Keppe & Pacheco, através do livro “Nova Física da Metafísica Desinvertida”, de Norberto Keppe, foi desenvolvido um novo conceito de motor. Descobriu-se uma forma de energia escalar, presente na própria natureza, em que se consegue captá-la através do magnetismo e gerar energia elétrica. Esses motores já estão sendo desenvolvidos em forma de protótipos e as experiências mostram que consomem 20 vezes menos energia que os motores convencionais. Ele necessita de energia elétrica para ser ligado, depois funciona de maneira ilimitada sem consumo de energia convencional.

Essa será a nossa libertação para o consumo livre de energia, reduzindo enormemente os custos de vida e principalmente desenvolvendo nossas empresas e indústrias. Será, sem dúvida, a grande alternativa à indústria do petróleo, que gera tantas guerras e destruições ao planeta.
Com essas descobertas, com o pagamento das dívidas e com o enxugamento do Estado, poderemos reduzir gradualmente os impostos, pois os custos serão reduzidos enormemente.

12. A Nova Constituição: sintética e regida por princípios

É impressionante a quantidade de leis existentes no Brasil. Foi criada uma indústria jurídica tão complexa, que nem os juristas mais gabaritados conseguem captar toda a nossa legislação. Algo irracional, pois a lei foi feita para o povo, mas nem os especialistas a dominam.

No direito brasileiro vale a regra do que está escrito, contrariando muitas vezes princípios básicos e universais. Proponho, então, apenas uma constituição sintética e regida por princípios e a jurisprudência para substituir todas as leis e códigos existentes. A lei deve ser simples e feita de forma que todo o povo entenda. Por que uma legislação tributária tão complexa? Por que temos o rito do Processo tão longo? Criamos uma estrutura incrível que dificulta a vida do cidadão, gerando uma indústria de advogados e processos judiciais.

O judiciário tem a figura do juiz conciliador que considero o modelo de resolução de todos os conflitos no futuro. Os conflitos da sociedade têm de ser resolvidos por meio do diálogo e de acordos, que não precisariam necessariamente de advogados, mas apenas de mediadores entre as partes. Numa sociedade civilizada, em que os indivíduos possuem a noção do bem comum, os conflitos diminuem de maneira relevante. Além disso, com um modelo baseado nos costumes, como no caso da Inglaterra, as decisões de um caso semelhante possuem efeito vinculante para todos os outros, ficando bem mais simples a resolução desses conflitos.

O ideal é que todo cidadão tenha conhecimento da lei e que não precise de intermediários para resolver os seus problemas. Acabaremos com a complexidade desnecessária do meio jurídico e daremos ao povo a oportunidade de conhecer as normas que regem a sua vida.

13. Homeopatia e Psicologia como medicina do futuro

Já é de conhecimento de algumas correntes da psicologia e da medicina psicossomática que toda doença é proveniente da mente do indivíduo. Há uma somatização para o corpo do invidíduo dos sentimentos degenerativos e problemas de comportamento não conscientizados. A medicina tradicional é uma forma paliativa, que combate o efeito e não a causa das doenças.

É nesse contexto que a psicologia e as técnicas de psicanálise são fundamentais para o autoconhecimento do ser humano e para a cura de suas doenças, pois ele terá o seu sistema imunológico fortalecido através dessa conscientização. É certo que esse paradigma irá durar muito tempo para ser mudado, pois há o interesse da indústria de medicamentos, que é uma das mais fortes do mundo.

Antes que esse paradigma seja quebrado, considero a homeopatia como uma terapia de transição. Desenvolvida pelo médico Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843), ela consiste em fornecer doses extremamente pequenas dos agentes que produzem os mesmos sintomas em indivíduos saudáveis. Com isso, o sistema imunológico do indivíduo é estimulado, sem ser agredido.

Com um modelo de sociedade evoluído, como o comunismo apresentado aqui, diminuiremos as tensões e conflitos do cotidiano, aumentando a qualidade de vida. Diminui-se o estresse e as doenças, necessitando de menos gastos públicos e privados com saúde. Em um futuro não muito distante, as doenças serão controladas, sendo necessários apenas médicos nas emergências e hospitais de traumas.

14. A alimentação vegetariana

Posso afirmar que o modelo ideal de alimentação é o vegetariano. Isso é constatado facilmente analisando os fatores orgânico, ambiental, social e humanitário.

Do ponto de vista orgânico, as carnes, principalmente as vermelhas, são de difícil digestão e possuem muitas toxinas, estimulando a formação de alguns tipos de câncer, como o de intestino. Além disso, temos vários grãos que podem substituir a proteína das carnes, como quinoa, milho, ervilha e feijão.

Na questão ambiental, é preciso destruir enormes áreas de florestas e áreas verdes para a criação de animais. Além disso, há grande quantidade de gases produzidos por esses animais, que lançam metano no meio ambiente.

Ao analisar a questão social, é necessário vasto quantitativo de produção de alimentos para a ingestão dos animais, que poderiam ser produzidos para os humanos. Além disso, há uma quantidade enorme de terra reservada à criação desses animais, que poderiam ser utilizadas para a agricultura, conseguindo uma maior produtividade.

Por último, a questão humanitária diz respeito à defesa aos animais, que sofrem bastante nos matadouros, não sendo compatível com o grau de evolução dos humanos, já que temos outras fontes de alimentação sem provocar essa destruição e esse sofrimento.

15. Esperanto como língua universal

O Esperanto é uma língua universal planejada, que foi criada por Ludwik Lejzer Zamenhof em 1887 para facilitar a aprendizagem. É uma língua neutra, que poderá ser utilizada por todos os povos como a sua segunda língua, facilitando a comunicação e eliminando as dificuldades culturais de um novo idioma.

Com o fenômeno da globalização, é essencial a escolha de uma língua de fácil aprendizagem para todos os povos. Atualmente, o inglês faz esse papel, porém há antipatias culturais em vários países, pelo crescente antiamericanismo.

O esperanto deveria ser a língua oficial da ONU e a segunda língua de todos os povos, sendo o seu ensino obrigatório em todas as escolas, objetivando maior integração entre os povos.

16. Um mundo sem fronteiras

A globalização foi o início do processo para a abertura das fronteiras. Devemos sonhar com a declaração dos direitos humanos cumprida em todos os países, com as portas abertas aos cidadãos do mundo.

Isso já acontece na União Européia, mas deve ser expandido. A política de barrar os imigrantes deve ser combatida, pois é uma aberração humanitária e econômica, já que estudos mostram que é vantajoso para os países desenvolvidos receber essas pessoas, pois ocupam postos em que faltam profissionais, gerando riqueza a esses países.

A ONU é o germe de um Governo Universal, em que irá se estabelecer uma sociedade comunista, baseada no sistema produtivista, em que o trabalho será a sua principal moeda. Não existirá fome, doenças e todos os problemas sociais terão sido resolvidos. A tecnologia cuidará do trabalho pesado e os homens terão a tarefa de trabalhar o seu intelecto, desenvolver sua inteligência emocional e amar o seu próximo em um mundo sem fronteiras.

Marcelo Brito Sener

Nenhum comentário: