quarta-feira, 25 de junho de 2008

Depressão entre profissionais aumentou 260% em seis anos

Marina Rosenfeld
Luciana Lino (colaboração)

Cresce cada vez mais o número de profissionais que são afastados do trabalho por depressão. Entre os anos 2000 e 2006, esse número aumentou 260%, segundo uma pesquisa feita pelo Laboratório de Saúde do Trabalhador da Universidade de Brasília.

Já são mais de 83 mil colaboradores afastados do trabalho por problemas de saúde mental em todo o país. O estudo aponta ainda que os transtornos de humor (depressão) aparecem como a segunda maior causa de ausência ao trabalho no país.

Os problemas mentais, de acordo com o levantamento, também já ultrapassaram o grupo de doenças por lesões por esforço repetitivo (LER) como tendinites e tenossinovites.

De certa forma, os números levantados no Brasil vão ao encontro de estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) que também apontam a depressão como a segunda maior causa de perda de qualidade de vida.

Entre as principais causas da depressão no trabalho estão: necessidade de sobrevivência em um mercado altamente competitivo; ameaça de desemprego; alta necessidade de profissionalização do trabalho; assédios moral e sexual.

Como resposta ao aumento do número de profissionais com depressão, muitas empresas têm tomado uma série de iniciativas para evitar esse tipo de doença e melhorar a qualidade de vida dos colaboradores.

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