sábado, 26 de julho de 2008

a torneira seca
(mas pior: a falta
de sede)

a luz apagada
(mas pior: o gosto
de escuro)

a porta fechada
(mas pior: a chave
por dentro).

José Paulo Paes

Um comentário:

Anônimo disse...

Quando tiver sede, claridade e a porta destrancada (daqui há 10 encarnações?!), eu juro que faço um comentário à altura desse poema.
;)
Beijos!