O jovem brasileiro acredita em uma vida melhor, segundo constatou estudo divulgado nesta terça-feira pela da Fundação Getulio Vargas (FGV). Realizado em 132 países pelo Instituto Gallup, o estudo mostra que o brasileiro entre 15 e 29 anos tem mais esperança de felicidade para os próximos cinco anos (felicidade futura) do que qualquer outro jovem no mundo.
Numa escala de zero a dez, os brasileiros atingiram nota 9,29, ficando à frente dos Estados Unidos (9,11), e Venezuela (8,27). Segundo a pesquisa, o tamanho da felicidade do jovem brasileiro está ligado a fatores econômicos, como o aumento do emprego e da renda.
Na última colocação de expectativa de felicidade para os próximos cinco anos está o Zimbábue. Os jovens do país africano, que vivem uma crise econômica e política, ficaram com nota 4,68.
No período analisado pela pesquisa (1992 a 2006), o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, Marcelo Nery, argumenta que há duas realidades distintas. Até 2003, a renda ficou estagnada, aumentando 22,9% nos três anos seguintes. Nery lembra que, além disso, o país passou de uma fase de desemprego para uma de "apagão de mão-de-obra" - ou seja, superou a falta de vagas e passou a registrar escassez de profissionais.
Nos anos posteriores a 2006, Nery diz que o otimismo dos jovens foi confirmado. Em 2007, foram gerados 1,6 milhão de empregos com carteira assinada no Brasil, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.
Segundo a pesquisa da FGV, 93% dessas vagas foram para jovens de até 29 anos. Considerado o primeiro semestre de 2008, a alta do emprego formal foi de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Agência Brasil
G-1
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