Retirado do livro "Sob a luz do Espiritismo" do Espírito Ramatís, psicografia de Hercilio Maes:
PERGUNTA: - Qualquer tipo de aborto é sempre condenável à luz da vida espiritual?
RAMATÍS: - Naturalmente, pois, sempre é um infanticídio, e está escrito: "Não matarás". Porém, as leis humanas são reflexos das espirituais e, se examinarmos os códigos legais, vamos encontrar as ciscunstâncias atenuantes e agravantes e mesmo termo "por justa causa". São agravantes os motivos fúteis; a estética materna, o controle de natalidade e o temor da não-aceitação do grupo social.
Podemos considerar como atenuantes o fato de certas criaturas não admitirem os deslizes de seus componentes femininos, e o caso de suicídios diante das pressões psicológicas. Ainda poderíamos citar os casos de senhoras casadas que, por contingências da vida prevaricam, e o nascimento do fruto do descuido ocasionaria um rompimento familiar, com graves conseqüências à prole e ao outro cônjuge.
É admissível o aborto terapêutico, quando a gestação não tem condições de chegar ao fim, porque a doença materna é mortal, e a única maneira de salvar, pelo menos a mãe, é o aborto. Também incluiríamos, com alguma ressalva, os casos de fetos anormais, cuja patologia não lhes permitiria viver, e estão prejudicando a saúde da mãe, pondo em risco sua vida.
Muitas vezes, na espiritualidade, fazemos projetos corajosos e sublimes, entretanto, no retorno à carne, velhos vícios, medos, emoções e paixões ainda não dominados afloram e nos levam a deslizes. Mas, se as leis humanas são sábias e justas em cada época evolutiva, procuremos visualizar a divina que, além de ser justa e equânime, é tolerante e bondosa com o nosso primarismo espiritual. Evidentemente, não deve ser acusada e condenada a mãe que se submete ao aborto terapêutico, - intervenção cirúrgica que procura salvá-la, embora deva sacrificar o filho nascituro. Sob tal condição, deve sobreviver a mãe, em cujo corpo a natureza trabalhou mais tempo e já assumiu inúmeras obrigações e vínculos de responsabilidade na existência física. Ademais, o que identifica e caracteriza profundamente a culpa da mulheres, quando malogram propositadamente o nascimento de um ser, é a sua decisão íntima de abortar, no sentido de se ver livre do filho intruso em crescimento no seu ventre.
No caso do aborto pela intervenção médica e com o objetivo de salvar a gestante, é claro não ter a própria mãe a intenção de praticar tal ato frustrante e, comumente, ela ainda sofre a dor de perder o filho aguardado com extremo afeto a ansiedade.
sábado, 21 de março de 2009
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