Por Erika Vieira
Projetos de inclusão social pela música estão gerando bons resultados no Brasil. Duas pesquisas recentes comprovam que as crianças e jovens participantes demonstram melhor desenvolvimento escolar.
No Estado de São Paulo o estudo foi realizado com 48 mil alunos do Projeto Guri – curso musical oferecido pela Secretaria Estadual de Cultura. O instituto de pesquisa Via Pública levantou, no final de 2006, que 62% dos participantes consideram que tiveram o rendimento escolar melhorado depois que ingressaram na iniciativa.
Ao selecionarem uma nota, entre 0 e 10, para dizer o quanto o projeto é importante para sua formação como pessoa, a média obtida foi 9,6. Os pais concordam. Para 96% o projeto contribui muito para a formação dos seus filhos. Eles relatam que as crianças ficam mais confiantes, alegres e calmas.
Quando questionados por que ingressaram no Guri, mais da metade dos jovens disseram que foram incentivados por quem já estava no projeto.
Resultados semelhantes são encontrados na pesquisa feita com os participantes do Tim Música nas Escola – programa de música patrocinado pela iniciativa privada e aplicado em crianças a rede pública de ensino. O economista brasileiro Flávio Comim, pesquisador da Universidade de Cambridge, Inglaterra, trabalhou com 8 mil crianças do Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre, Belém, Florianópolis, Ribeirão Preto e São Paulo.
Comim comparou jovens participantes com os não participantes, e chegou a conclusão de que alunos do projeto atingem uma taxa de desenvolvimento 19% acima dos outros estudantes.
O Guri
O Projeto Guri possui 375 pólos em todo o Estado de São Paulo. Criada em 1997, atende jovens de baixa renda, e adolescentes da Fundação Casa (antiga FEBEM). A iniciativa cultural de inclusão social por meio da música é reconhecida internacionalmente, prova disso, é ter sido a única instituição brasileira convidada a participar da 1ª Conferencia Orquestral da África do Sul, em 2005. O Ministério da Educação também considerou, em 2002, a melhor experiência para representar o país perante a Nações Unidas.
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