As Residências Trilógicas são uma tentativa de se criar uma vida mais voltada a interesses reais dos seres humanos do que aos das instituições. A maneira pela qual a sociedade está organizada não favorece em nada as necessidades afetivas, culturais e econômicas de cada um de nós. Tanto dentro do casamento, como fora, o indivíduo é forçado a se adaptar a hábitos de vida que lhe são antinaturais, embora ele nem perceba isso. Por exemplo: é extremamente desagradável e limitada a existência, que um casal ou uma família tem de viver, isolada da sociedade, dentro de uma casa ou apartamento, quando existem milhões de indivíduos interessantes para o relacionamento mundo afora.
Outra questão muito problemática é o fato de a mãe ficar presa aos filhos, enquanto são pequenos (cada mãe é presa por 1 ou 2 crianças), interrompendo o seu desenvolvimento e o seu contato com o mundo nesse período. No caso de uma Residência Trilógica, uma pessoa especializada pode cuidar de várias crianças ao mesmo tempo; ou, ainda, rodízios são feitos entre os pais no cuidado das crianças durante a noite, possibilitando maior liberdade para os que querem sair para o teatro, cinema, participar de atividades sociais, culturais etc. As crianças normais preferem viver cercadas de outras crianças, e demais indivíduos adultos; gostam de alegria, contato humano, de aprender mais coisas com várias pessoas - uma vida socializada é muito mais natural para a criança, que ainda não tem toda a carga de desconfiança, raiva e inveja que os adultos possuem.
Sem falar na enorme preocupação e fardo econômico que o pai e a mãe carregam tendo que prover a todas as necessidades da casa: aluguel, móveis, utensílios, carros, viagens, empregados (quando os têm) etc. Isso nas Residências Trilógicas também é compartilhado. O trabalho rotineiro e maçante de preparar as refeições, fazer as compras, cuidar da roupa, limpar a casa etc. etc. — todo trabalho é racionalizado e as tarefas divididas entre os moradores da Residência Trilógica; ou, então, pessoas especializadas são contratadas por todos para cuidar dessas tarefas, cabendo a cada um uma parcela diminuta das despesas totais, e uma enorme economia de tempo. Muitos problemas afetivos, sociais e econômicos são resolvidos com a convivência nessas Residências, que servem sobremaneira de psicossocioterapia para seus membros.Não existe restrição de raça ou idade para se morar numa Residência Trilógica. Os indivíduos podem ser solteiros, casados ou até viverem com suas famílias inteiras nesse novo modelo social.O importante é que todos participem dos grupos semanais de conscientização trilógica. O ideal é que todos também façam análise individual para que os problemas de relacionamento, que possam surgir, sejam solucionados com rapidez. Existem Residências Trilógicas em Nova York, onde foram formadas as primeiras, em 1984; em São Paulo, Lisboa, Estocolmo, e outras estão sendo organizadas em Londres e Helsinque. Nessas Residências, o caráter de internacionalidade predomina, pois seus moradores geralmente são de vários países e podem se mudar de uma Residência a outra sempre que desejarem. Dessa maneira, há possibilidade, inexistente na forma de vida tradicional, de o indivíduo ter um alargamento muito grande dos seus horizontes, pois sua “família” é internacional, composta de membros de várias culturas.Cada morador paga uma quantia fixa mensal, como se fosse um aluguel, para que se mantenham e se expandam as Residências. Elas são administradas por coordenadores eleitos pelos próprios moradores.Informações sobre as Residências Trilógicas podem ser obtidas em todas as sedes da SITA.
fonte: www.stop.org.br
sábado, 18 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
tenho muito interesse sobre este novo estilo de convivência social...a meu ver é bom...
Gostaria muito de obter maiores informações, pois tenho interesse.
Postar um comentário